Acontecendo agora

Ladislau Dowbor – Inovação Social e Sustentabilidade – maio – 2014, 17p. (original 2009)

O artigo foca os nossos principais desafios, que são a desigualdade e a destruição ambiental, apresentando as conclusões dos principais relatórios internacionais. Particular ênfase é dada à mudança climática e à concentração da riqueza familiar acumulada, bem como à sinergia entre os problemas sociais e ambientais. Em seguida, trabalha o conceito de sociedade do desperdício, centrando a análise na subutilização da força de trabalho, nas elevadas tarifas e taxas de juros praticadas no mercado brasileiro, na fragilidade das políticas de difusão tecnológica e nas perdas geradas por desacertos na gestão de políticas sociais. Finalmente, o artigo aborda as alternativas que se apresentam: a necessidade de se elaborar novos indicadores de riqueza; as mudanças no conceito de gestão democrática do setor público; a indispensável democratização das grandes corporações, e o peso crescente da participação organizada da sociedade civil. No conjunto, trata-se de enfrentar de maneira organizada os desafios da redução da desigualdade e do resgate do meio ambiente.(L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – As tensões planetárias no limite – maio – 2014, 4p.

Estamos atingindo limites em vários planos. Para já, somos muitos: 7 bilhões de habitantes, 80 milhões a mais a cada ano, e todos querendo consumir mais. E se não quiserem, aí está publicidade para moldá-los, desde crianças, em máquinas de consumo obsessivo. (L. Dowbor)
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Patrimônio dos 15 mais ricos supera renda de 14 milhões do Bolsa Família – Maio – 2014, 3p.

A desigualdade continua crescendo no mundo e está atingindo limites insustentáveis. É a razão do imenso sucesso do livro do Piketty, O Capital no Século XXI. Foi tema central da reunião de Davos (!), do relatório da OXFAM (Working for the Few). A dimensão brasileira aparece neste relatório da Forbes, com os principais bilionários brasileiros. Veja-se que se trata essencialmente de bancos (concessão pública, com carta patente, para trabalhar com dinheiro do público); de meios de comunicação (concessão pública de banda de espectro eletromagnético para prestar serviço de comunicação à população); de construtoras (as grandes, que trabalham com contratos públicos, nas condições que conhecemos); e de exploração de recursos naturais (solo, água, minérios) que são do país e que não precisaram produzir: o Imposto Territorial Rural, por exemplo, praticamente não existe no Brasil. É o divórcio crescente entre quem enriquece e quem contribui para o país. Piketty é claro: "A experiência histórica indica ademais que desigualdades de fortuna tão desmesuradas não têm grande coisa a ver com o espírito empreendedor, e não têm nenhuma utilidade para o crescimento" (Le Capital au XXIº siècle, 944) (L. Dowbor)
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Nas águas do Piracicaba (documentário) – Maio – 2014, 53 min.

Excelente filme para entender o drama da água, partindo do exemplo do rio Piracicaba. Obra do pessoal da ESALQ (USP Piracicaba), uma das instituições mais sérios do país. Vale a pena, trata do rio Piracicaba mas faz entender a dinâmica de conjunto, e os desafios da política destrutiva que adotamos. São 53 minutos cientificamente muito ricos, para uma questão hoje crucial, o que já chamamos de "ouro azul". (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – “O Brasil está mudando para melhor. Não dá para contestar isso” – maio – 2014, 15p.

A relação entre as transformações do Brasil nas últimas duas décadas e a luta para superarmos a herança nefasta de 21 anos de ditadura militar é o tema da entrevista concedida ao Blog do Zé pelo economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP. Dowbor, dentre os mais atentos observadores e analistas da cena política e econômica brasileira, que não apenas viveu o período militar, mas lutou contra a ditadura, mostra como a desigualdade social e regional fizeram parte do modelo adotado pela ditadura militar. Destrincha o milagre econômico e aponta o que estava por trás da máxima daqueles anos “deixar o bolo crescer primeiro, para depois distribuir”.
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Entrevista – Prof. Ladislau Dowbor – TV USP Piracicaba – maio- 2014, 17 min.

Nessa edição, você confere nossa entrevista com o professor Ladislau Dowbor, da PUC-SP, por ocasião de sua participação no Simpósio de Educação Ambiental promovido pela ESALQ e o CENA no campus da USP em Piracicaba. Na pauta, meio-ambiente, educação ambiental e sustentabilidade.
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Ladislau Dowbor – Raumschiff im Wandel – 2014 – mai, 143-147p.

Ladislau Dowbor, Wirtschaftswissenschaftler in São Paolo, weist sanft darauf hin, dass die Frage nach den Erwartungen Brasiliens an Europa eigentlich am Kern vorbeiführe. „Wir sind er- wachsen geworden.“ Die Zeit, in der Latein- amerika Anschluss an die moderne Welt zu finden suchte, sei vorbei. Stattdessen gelte es sich nun den gemeinsamen globalen Heraus- forderungen zu widmen, die einzelne Staaten nicht lösen können, seien es die unkontrol- lierten Finanzströme, der Klimawandel oder die wachsende soziale Ungleichheit.
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Ladislau Dowbor – This spaceship called Earth – mai – 2014, 143-147p.

Ladislau Dowbor, a political scientist based in Săo Paolo, gently points out that the question of Brazil‘s expectations of Europe is actually missing the point. “We are all big boys now.” The time has long gone when Latin America was still trying to find ways of joining the modern world. Now it is a case of addressing common global challenges that individual countries can no longer tack- le alone: financial chaos, climate change and growing social inequality.
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Vídeo: Refletir Brasil 2014 – Ladislau Dowbor – abril – 2014, 6 min

No seminário Refletir Brasil 2014, que se reuniu em abril em Paraty, Dowbor comenta situação econômica atual. O seminário reuniu pesquisadores de diversas áreas, iniciativa de Domenico de Masi. (L. Dowbor)
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Entrevista na TV Brasil: A herança do Golpe – abril – 2014, 51min.

Entrevista de Ladislau Dowbor e outros sobre o legado da ditadura. A contribuição de Dowbor é sobre a herança econômica, caracterizada pelo caminho livre para as transnacionais, com perfil de produção centrado no mercado sofisticado. A reforma tributária de 1966 jogou o peso dos impostos sobre os mais pobres (impostos indiretos), e o poder discricionário dado aos latifundiários gerou um êxodo rural generalizado, o que criou por sua vez as periferias miseráveis que hoje enfrentamos. No plano ambiental, simplesmente o tema não foi considerado, particularmente frente aos interesses das madeireiras e da pecuária. Uma modernização "por cima" que aprofundou as polarizações internas, ainda que tenha sido proveitoso para a classe média alta, as elites e os grupos transnacionais. (L.Dowbor)
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“A taxa Selic é o veneno da economia”. Entrevista especial com Amir Khair – abril – 2014, 2p.

Torna-se cada vez mais importante sistematizar e divulgar as informações sobre a imensa deformação do nosso sistema econômico através da taxa Selic elevada e dos juros praticados pelos bancos comerciais e pelos crediários do comércio. O volume de recursos desviados do que poderiam ser investimentos públicos e políticas sociais, de poupanças nossas esterilizadas em aplicações financeiras quando poderiam fomentar atividades econômicas, bem como a esterilização da capacidade de compra da população pelos crediários com juros exorbitantes, leva ao triplo travamento da economia, pelo lado das políticas públicas, do investimento privado e da capacidade de compra da população. A mudança das regras do jogo na área financeira está se tornando uma questão central para o nosso desenvolvimento. A entrevista de Amir Khair ajuda muito nesta compreensão. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Indicadores de Progresso Social: medindo o que importa – abril – 2014, 6p.

A divulgação da pesquisa sobre Indicadores de Progresso Social 2014 (IPS), vem agregar peso à transformação de como calculamos os resultados econômicos e o desenvolvimento. Sem ser economistas ou entender de contas nacionais, muitos já se perguntam há tempos como casam no Brasil os imensos avanços sociais e econômicos que vivemos, além um desemprego que é o menor da história, com taxas modestas de crescimento PIB, tão atacado como “pibinho”. É que a cifra que tanto encanta a mídia, o PIB, simplesmente não mede o que queremos medir, que é o progresso, ou em todo caso o reflete de maneira muito parcial. (L. Dowbor)
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The Decision on Major Issues Concerning Comprehensively Deepening Reforms in brief,China Daily – november – 2013, 12p.

A China evolui para uma "mix" cada vez mais sofisticado e pragmático de orientações políticas e econômicas. Pelo peso da China, vale a pena entrar no detalhe, que aparece no documento, que Martin Wolf, do Financial Times, chamou recentemente de “o modelo para as reformas em curso” na China.Vale a pena dar uma olhada no documento original. É sempre melhor do que os comentários. Na parte de “princípios”, o documento se refere à orientação geral para uma “economia socialista de mercado”, e à necessidade de avançar para uma institucionalização da democracia socialista, sob liderança do Partido Comunista da China. Trata-se de respeitar o “sistema nuclear de valores socialistas”, e de desenvolver uma “civilização eco-consciente”. Estes princípios deverão guiar a China rumo a 2020. Em termos econômicos e institucionais, trata-se de manter o papel central do setor público, mas permitindo vários tipos de propriedade: “O sistema econômico da China se apoia na propriedade pública servindo como sua estrutura principal mas permitindo o desenvolvimento de todos os tipos de propriedade. Tanto a propriedade pública como não pública são componentes-chave da economia socialista de mercado”. Trata-se portanto de uma “economia de propriedade diversificada” (diversified ownership economy). As diversas formas de propriedade “terão assegurado igual acesso a fatores de produção, concorrência aberta e justa no mercado, e a mesma proteção legal e supervisão”. A importância do documento, aqui na sua versão abreviada, é que no detalhamento das medidas, que vão desde a propriedade intelectual até a gestão do sistema público, desenha-se a organização e gestão de um país que busca resultados mais do que pureza ideológica. Para o bem ou para o mal, é o que está sendo construído, e o documento representa uma boa ferramenta de trabalho. (L. Dowbor)
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Maria Lúcia Alves Fabiano – Impactos socioeconômicos e ambientais do Rodoanel de São Paulo – Dissertação de mestrado em Economia Política na PUC-SP, 19 de março de 2014, 160 p. – Orientador Ladislau Dowbor, banca com professores Hélio Cesar Silva e Antonio Carlos de Moraes

Maria Lúcia fez a lição de casa. Em torno do tema do Rodoanel, analisou os impactos de maneira muito mais ampla. O fato é que temos uma metrópole emperrada, paralisada por excesso de meios de transporte. Com a cidade parada, buscam-se soluções post factum. Tirar das marginais os caminhões que… Leia mais

Ladislau Dowbor – Esquerda e Direita frente à Ética – março – 2014, 6p.

É difícil traduzir a expressão inglesa “self-righteousness”. Expressa a profunda convicção de uma pessoa de que domina os outros da altura da sua elevada postura ética. Em geral leva a comportamentos estreitamente moralistas e intolerantes. E frequentemente vemos atos violentos justificados com fins altamente morais. Não há barbárie que não se proteja com argumentos de elevada nobreza. Sentimento que permite soltar as rédeas do ódio, aquele sentimento agradável de odiar com boas razões. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade representou um marco histórico da hipocrisia na defesa de privilégios. Vêm mais marcha por aí, a hipocrisia tem pernas longas. As invasões de países se dão em geral para proteger as populações indefesas, as ditaduras para salvar a democracia, os ataques sexuais são feitos da altura moral de quem usa os buraquinhos como se deve. (L. Dowbor)
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