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Josefh E. Stiglitz – Inequality Is Not Inevitable – julho, 2014, 4p.

Forte artigo de Joseph Stiglitz (em inglês) sobre o drama da desigualdade, que se tornou um circulo vicioso descontrolado, com os grandes grupos financeiros manejando suficiente apropriação da política para torcer as leis, e em particular o sistema tributário, a seu favor, além de executivos ganhando 300 vezes o que ganham os empregados. Em resumo: "The American political system is overrun by money. Economic inequality translates into political inequality, and political inequality yields increasing economic inequality." Do lado da produção, o sistema destrói o meio ambiente. Do lado da distribuição, desarticula a sociedade. E pela apropriação da política, os intermediários financeiros se apropriam dos recursos que seriam necessários para inverter as duas tendências criticas. (L. Dowbor)
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Grandes bancos processados por fraudes generalizadas: BNP Paribas, Barclays e tantos outros – julho – 2014, 1p.

O BNP Paribas, um dos grandes bancos mundiais, condenado a pagar multa de 9 bilhões de dólares, por operações ilegais, em particular com petróleo do Sudão. Veja no artigo outras ilegalidades do sistema bancário, como HSBC e outros grandes grupos, inclusive por lavagem de dinheiro de drogas. As ilegalidades atingem somas gigantescas, e envolvem diretamente clientes, como no caso da manipulação da Libor. Os bancos em geral reconhecem a culpa, como neste caso do BNP, mas as ilegalidades geram lucros maiores e continuam. São recursos que podiam servir ao fomento econômico, social e ambiental, em de gerar uma zona cada vez maior de atividades ilegais. Em termos políticos, a finança internacional navega no desconhecimento geral dos mecanismos financeiros por não especialistas, e na capacidade de pressionar políticos por toda parte. (L. Dowbor)
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Fraudes dos bancos internacionais: Barclays – julho – 2014, 1p.

As pessoas em geral não tem ideia do grau de corrupção corporativa que se apoderou da cultura dominante no mundo da intermediação financeira. Agora o Barclays britânico, um dos grandes, é formalmente acuado de constituir "um modelo sistemático de fraude e falsidade" ("a systematic pattern of fraud and deceit") pela justiça de Nova York. Vejam a nota do Guardian a respeito. (L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Rose Marie Muraro: a saga de uma mulher impossível – julho – 2014, 1p.

É uma tristeza para tanta gente, exemplo de mulher batalhadora. Colaborei com ela no seu livro Reinventando o Capital Dinheiro e outras iniciativas. O texto do Leonardo é muito bonito. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação Social, o novo fantasma das elites – junho – 2014, 3p.

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes. (L. Dowbor)
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A China avança com a disponibilização online da sua produção científica – junho – 2014, 1p.

A China avança com a disponibilização online da sua produção científica. O país já segue o "CORE", China Open Resources for Education. Veja aqui novos avanços na construção de uma ambiente colaborativo de pesquisa. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação e democracia – junho – 2014, 2p.

A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos (8) – uma utopia útil? – junho – 2014, 2p.

Piketty desanca a desigualdade, os folgados que vivem de renda, os preconceituosos de diversos tipos, traz no decorrer de todo o texto o sentimento de estarmos acompanhando um pesquisador que tem cabeça aberta, e profunda compreensão dos mecanismos econômicos, inclusive da hipocrisia com a qual elites justificam as suas fortunas. É claramente um humanista. Mas classificar a sua obra além disto resiste às nossas divisões ideológicas tradicionais. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos (7): o imposto progressivo sobre o capital – junho – 2014, 2p.

A visão mais ampla em termos propositivos está na linha de um imposto progressivo sobre o capital acumulado. Já que os mecanismos de mercado, neste caso, em vez de gerar equilíbrios, geram um processo cumulativo de desigualdade, uma espiral descontrolada de enriquecimento cada vez menos vinculado à contribuição produtiva, uma intervenção institucional para organizar a redistribuição torna-se indispensável. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos (6) – A armadilha da dívida pública – junho – 2014, 3p.

A dinâmica particular que vemos aqui, e que aparece na parte final do estudo do Piketty, é que os sistemas de gestão financeira que aplicam as grandes fortunas desenvolveram um segundo mecanismo, que consiste em se apropriar dos recursos públicos por meio da dívida pública. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: a origem das fortunas (5) – junho – 2014, 3p.

origem das fortunas, e por sua vez das desigualdades, nem sempre se localiza numa garagem, e muito menos a sua reprodução e ampliação ulterior. Basicamente, se trata de herança, de aplicações financeiras, e dos mega-salários utilizados em algumas grandes corporações. As dinâmicas, naturalmente, são frequentemente articuladas. E joga um papel importante o controle ou capacidade de pressão sobre os governos. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: riqueza e merecimento (4) – junho – 2014, 3p.

A riqueza dos ricos é merecida? Quando os gestores ganham 300 vezes mais do que os trabalhadores na base da empresa, distância impressionante e que cresceu dramaticamente nas últimas décadas, podemos sem dúvida nos colocar questionamentos éticos. Eles, naturalmente, não têm 300 vezes mais filhos. Ninguém precisa de tanto dinheiro, tanto assim que o essencial destes ganhos se transforma em aplicações financeiras, que simplesmente drenam recursos das atividades produtivas para assegurar rendimentos financeiros. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: renda e patrimônio (3) – junho – 2014, 3p.

O fato do livro do Piketty se basear na distinção entre o fluxo anual de renda e o estoque de riqueza acumulada, permite deixar muito mais claro o processo cumulativo de desigualdade que se construiu na sociedade moderna. Como além disto o poder político dos mais ricos permitiu passar leis que desregulam a especulação financeira e que reduzem drasticamente o imposto sobre a fortuna ou sobre transmissões de herança, fica clara a falha estrutural do sistema em termos de equilíbrios de longo prazo. (L. Dowbor)
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Marco D’eramo – Il Brasile nel Pallone um Bilancio di dieci anni di lulismo – junho – 2014, 24p.

Schiacciato tra la sempre incombente presenza dei militari e il peso sproporzionato degli oligarchi, il Brasile che oggi ospita i Mondiali di calcio è un paese radicalmente diverso rispetto a vent’anni fa, ma che allo stesso tempo continua a fare i conti con i fantasmi del passato. E il lulismo, che lo ha dominato a partire dai primi anni Duemila, ha sempre oscillato fra necessità del compromesso e connivenza con i poteri forti.
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: o lugar da ciência econômica (2) – junho – 2014, 2p.

Um dos aportes fundamentais do Capital no Século XXI, é o de recolocar a economia no seu devido lugar, como uma das áreas das ciências sociais, voltando com isto a ser “economia política”, como na sua origem, ou seja, o estudo da dimensão econômica dos diversos processos da reprodução social. Com isto, o estudo dos mecanismos econômicos volta a ter pé e cabeça, ao ser compreendido nas suas complexas interações com a política, com os mecanismos de poder sob suas diversas formas, com os valores sociais das diferentes épocas e culturas. (L. Dowbor)
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