Artigos por Ladislau Dowbor

Gar Alperovitz e outros – The Next System – March 2015, 21p.

As tensões sistêmicas estão se aprofundando. Envolvem os dramas ambientais (água, solo, clima, biodiversidade...) e sociais (fome, emprego, desigualdade, violência), bem como o absurdo dos recursos servirem a especulação financeira em vez de responder aos desafios. Iniciativa importante de Gar Alperovitz, Gus Speth, Jeffrey Sachs, Robert Reich e muitos outros de lançar uma plataforma de construção de uma alternativa sistêmica. Segundo os organizadores, "Today’s political economic system is not programmed to secure the wellbeing of people, place and planet. Instead, its priorities are corporate profits, the growth of GDP, and the projection of national power. If we are to address the manifold challenges we face in a serious way, we need to think through and then build a new political economy that takes us beyond the current system that is failing all around us. However difficult the task, however long it may take, systemic problems require systemic solutions." (L.Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O familiar homo ignorans – março 2015 – 3p.

É agradável pensar que somos o homo sapiens. Mas qual a dimensão do sapiens, e o lastro do ignorans? Quando vemos os nossos comportamentos sociais, francamente...E o que será a racionalidade? Um caminho para o conhecimento? Ou a busca de suposta superioridade moral, para disfarçar preconceitos e busca de privilégios? Fazemos uma construção racional em cima de fundamentos profundamente enterrados na confusão de paixões, medos, ódios e sentimentos contraditórios. Quanto maior o preconceito – no sentido literal, raiz emocional que assume a postura antes do entendimento – maior parece ser a busca do sentimento de superioridade moral. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Resumo do artigo “O sistema financeiro trava a economia do país” – fev – 2015, 2p.

A conta é simples. O crédito no país representa cerca de 60% do PIB. Sobre este estoque incidem juros, apropriados por intermediários financeiros. Analisar esta massa de recursos, na sua origem e destino, é por tanto fundamental. É bom lembrar que o banco é uma atividade “meio”, a sua produtividade depende de quanto repassa para o ciclo econômico real, não de quanto dele retira sob forma de lucro e aplicações financeiras. Aqui simplesmente foram juntadas as peças, conhecidas, pare evidenciar a engrenagem, pois em geral não se cruza o crediários comercial com as atividades bancárias formais e os ganhos sobre a dívida pública, e muito menos ainda com os fluxos de evasão para fora do país. O principal entrave ao desenvolvimento do país aparece com força. O reajuste financeiro é vital, não o reajuste fiscal proposto, compreensível este último mais por razões de equilíbrios políticos do que por razões econômicas. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – How the financial system drains the Brazilian economy: overview – fev – 2015, 2p.

The numbers are quite clear. In Brazil, credit represents about 60% of GDP. Therefore, it is important to understand the origin and destination of this mass of resources. The different parts of the system are well known, what we have done here is to put them together so as to show how the gears work together and the paralyzing impact on the Brazilian economy. We will look at credit in commercial chains, credit cards, banks (both for personal and legal persons), the public debt, taxes and financial outflows. Much research is still to be done with this outlook, but the orders of magnitude of how the real economy is being drained by financial intermediaries becomes quite clear. Consider this as the Brazilian dimension of the global financial mess. Pikettyzinho, so to speak. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A praga da violência coletiva – fevereiro – 2015, 2p.

A excitação de um grupo na violência é misteriosa mas real. Rapazes de boa família chegam a matar e estuprar no trote, torcedores britânicos agridem um negro e cantam louvores ao racismo, campanhas políticas se fazem a base de ódio grupal. Exemplos não faltam. Mas sempre em nome de um elevado sentimento de superioridade. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – The current financial system jams the country’s economic development – fev – 2015, 12p.

Inequality is exploding. Oxfam is spreading the word and the figures, Crédit Suisse shows us where the wealth is going, Thomas Piketty shows how it works in rich countries. The money has to come from somewhere: this paper presents the Brazilian equivalent of the overall financialization system. The important initiative to promote inclusion, jobs and unrequited transfers to the poor during the Lula and Dilma administrations has produced excellent results. But the financial system of income and wealth concentration has caught up with the initiatives and is stalling the Brazilian economy through huge interest rates on consumers, investors and the public debt. See the mechanism and the numbers in this short report. All figures are referred to primary sources through links, and easy to check. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país (Versão atualizada mar/15) – fev – 2015, 14p.

Estamos entrando em 2015 com um peso morto que trava a economia: o enorme sistema de intermediação financeira. Neste artigo curto fechamos uma conta que fica clara: os juros de crediários e de pessoa física nos bancos travam a demanda, juros astronômicos para pessoa jurídica travam o investimento empresarial, os juros sobre a dívida pública (Selic) travam a capacidade do governo de expandir infraestruturas e políticas sociais. É a dimensão brasileira da financeirização global. Casamos os números internos com o que está já aparecendo nos paraísos fiscais, e se constata que não só estes intermediários não reinvestem no país, como evadem os impostos. A conta fecha. Não é um texto para economistas, e sim para cidadão. Com a forte ideologização do debate recente deixa-se de lado o óbvio: a esterilização dos recursos do país através do sistema de intermediação financeira, que drena em volumes impressionantes recursos que deveriam servir ao fomento produtivo e ao desenvolvimento econômico. Os números são bastante claros, e conhecidos, o que fizemos aqui é apresentá-los de maneira articulada. O texto está disponível neste blog, e também no Carta Maior, em Outras Palavras, e em versão um pouco resumida no Le Monde Diplomatique Brasil de dezembro, nas bancas. (L. Dowbor).
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Szalony świat wymyka się z rąk – Ladislau Dowbor (Wywiad) – 15p.

Chciwość jest w cenie. Im więcej zgarniesz, tym lepiej. Ale świat nie pomieści już takiej żądzy. Co roku przybywa 80 milionów ludzi - z prof. Ladislauem Dowborem, brazylijskim politykiem społecznym i filozofem cywilizacji, rozmawiają Alicja i Piotr Pacewicz (Gazeta Wyborcza 2012)
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Ladislau Dowbor – Economia da água (artigo publicado originalmente em 2005) – jan – 2015, 6p.

Aprender a administrar a água é em grande parte aprender a administrar a sociedade, pois se trata de um bem público com grande diversidade de usuários privados, em que o uso e descarte irresponsáveis de um impacta a todos. Com Renato Tagnin, ao organizarmos a coletânea Administrando a água como se fosse importante, colocamos em 2005 de forma muito incisiva as ameaças de um bem essencial e público ser administrado em função de interesses privados, onde vender água é lucro, enquanto preservar a rede, canalizar esgotos e tratar para uso reciclado representa custos. Hoje uma cidade rica como São Paulo perde 37% da água que distribui, são 4,5 meses de consumo jogados fora. Achei interessante republicar o meu capítulo neste livro, A Economia da água, como contribuição ao debate, e recomendar a leitura da coletânea, publicada pela editora Senac. Revendo o livro hoje, é impressionante como continua atual, parecem 10 anos de imobilidade. Contato da editora editora@senac.sp.br (L. Dowbor, janeiro de 2015)
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Ladislau Dowbor – Voto Dilma, uma questão de bom senso – setembro, 2014, 3p.

Achei importante me posicionar relativamente às eleições presidenciais. Os que acompanham o meu trabalho sabem a centralidade que têm, na minha visão, a redução das desigualdades e o resgate da sustentabilidade ambiental. A própria economia, nesse sentido, tem de responder a esses objetivos: o que queremos é viver melhor, esse é o fim, o resto são os meios. A presente tomada de posição também está ligada á vontade de buscar raciocínio num área onde com facilidade os argumentos descem do cérebro para o fígado; as pessoas perdem de vista o que realmente importa. O clima de ódio , tão fortemente insuflado em particular pela mídia comercial, realmente não ajuda. Deixem-me dizer desde já e que o catastrofismo apresentado é semelhante ao da véspera da Copa, e tem a mesma falta de fundamentos. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O PIB é um indicador medíocre – setembro – 2014, 6p.

Tentar medir os avanços de um país com uma cifra apenas, o PIB, não faz o mínimo sentido. Ainda mais quando não se mede o que se produz, para quem, com que custos ambientais e sociais. O deslocamento metodológico consiste em produzir um conjunto de indicadores, para entender se estamos vivendo melhor, que é o objetivo, e de maneira sustentável. Hoje entendemos que investir nas pessoas, através das políticas sociais, é o que mais contribui para o desenvolvimento. Sem distribuição o bolo não cresce. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A dura tarefa de se opor ao que está dando certo – agosto – 2014, 6p.

Vivemos uma situação no mínimo esdrúxula, em que legítimas manifestações por mais realizações do governo se veem confundidas com movimentos de direita, com amplo apoio na mídia, que quer reverter o que se conseguiu. Do lado da oposição positiva, vale a pena deixar as coisas mais claras... (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: relexões sobre o Capital no Século XXI – julho – 2014, 17p.

Artigo que reúne e articula 8 notas anteriormente divulgadas como "Pikettismos". O Capital no Século XXI não é moda, é conteúdo. A verdade é que Thomas Piketty, com a força da juventude e uma saudável distância das polarizações ideológicas que tanto permeiam a análise econômica, abriu novas janelas, trouxe vento fresco, nos permitiu deslocar a visão. Se bem que o problema da distribuição da renda sempre estivesse presente nas discussões, a teoria econômica terminou centrando-se muito mais no PIB, na produção de bens e serviços, e muito insuficientemente na repartição e nos mecanismos que aumentam ou reduzem a desigualdade. (L.Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação Social, o novo fantasma das elites – junho – 2014, 3p.

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação e democracia – junho – 2014, 2p.

A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso. (L. Dowbor)
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