Acontecendo agora

A distância que nos une – Oxfam Brasil, setembro de 2017, 94p.

Saiu finalmente o esperado estudo da Oxfam sobre desigualdade no Brasil: "A distância que nos une", Oxfam Brasil, setembro de 2017 (94p). Seis brasileiros dispõem de mais riqueza do que a metade mais pobre da população, e 5% dispõem de uma fatia de renda maior do que os 95% seguintes. O relatório cobre renda, riqueza e acesso aos serviços essenciais. A desigualdade para nós não é apenas uma vergonha em termos éticos, como é insustentável em termos políticos (os sucessivos golpes sempre tiveram esta origem), e é absurda em termos econômicos pois nada estimula a economia como a inclusão do andar de baixo. Leitura essencial para entendermos tanto os nossos dramas como os nossos rumos.
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Antonio Guterres – Financing the 2030 Agenda Event – 18 September, 2017

Fala de cinco minutos do Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, sobre o sistema financeiro: "Frente ao imperativo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o sistema financeiro global de hoje, que gerencia cerca de 300 trilhões de dólares em ativos financeiros em nosso nome coletivo, simplesmente não é adequado para o propósito " (20.09.2017, 2 min 30 seg). No original: “Set against the imperative of Sustainable Development Goals, today’s global financial system which manages some 300 trillion dollars in financial assets in our collective behalf is simply not fit for purpose” (20.09.2017, 2 min 30 seg).
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Amyra El Khalili – A construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental – fev. 2017 – 2p.

"Os mercados futuros deveria ter por função “fixar preço” para prevenir riscos de uma quebra de safra, crises politicas e econômicas, crises climáticas e desastres naturais, entre outros fatores imprevisíveis, capazes de provocar aumentos estratosféricos ou baixas expressivas nos preços, prejudicando custos, com isso provocando desemprego, falência de indústrias, de produtores e prestadores de serviços (hedge/proteção)", escreve Amyra El Khalili, professora de economia socioambiental. Economista com mais de duas décadas de experiência nos mercados futuros e de capitais, Amyra é fundadora do Movimento Mulheres pela P@Z! e da editora da Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras. É também autora do e-book “Commodities Ambientais em Missão de Paz: Novo Modelo Econômico para a América Latina e o Caribe”.
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Entrevista Dowbor a Heródoto Barbeiro – Record News – setembro 2017 – 14 min.

"Reduzir a inflação quebrando a economia não é sinal de recuperação econômica", afirma Dowbor durante entrevista veiculada concedida ao jornalista Heródoto Barbeiro da Record News e veiculada em 9 de setembro de 2017.
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Świat, którym nikt nie rządzi – Newsweek (edição polonesa) – Jacek Pawlicki – 28.08.2017, 4p.

Dziś problemem Brazylii i szerzej, całego świata, jest to, że o wiele bardziej opłaca się inwestować w różnego rodzaju instrumenty finansowe niż w produkcję czy rozwój – mówi brazylijski ekonomista Ladislau Dowbor
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Lee Fang – Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana – The Intercept Brasil – agosto 2017

The Intercept Brasil: UMA GUINADA À DIREITA está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente.
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Entrevista Ladislau Dowbor – ‘Estamos frente a um sistema de agiotagem que paralisou o país’ – Glauco Faria – RBA – 21.08.2017

Por Glauco Faria da RBA. O economista Ladislau Dowbor, que está lançando o livro "A Era do Capital Improdutivo", fala sobre como os mecanismos financeiros capturaram o poder político em todo o mundo, inclusive no Brasil.
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Kate Raworth – Doughnut Economics: 7 ways to think like a 21st Century Economist – Chelsea Green Publishing, 2017

Chegou um livro para mudar como pensamos a ciência econômica. Exagero? Pois essa britânica de Oxford alia simplicidade e clareza na exposição com uma revisão em profundidade de como vemos, analisamos e contabilizamos as atividades econômicas. Inclusive faz a ponte com as teorias herdadas, avaliando os seus aportes e fragilidades frente a um mundo que mudou profundamente. Ela não descarta as teorias herdadas, mas organiza a transição.
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Jill Treanor – World’s biggest banks face £264bn bill for poor conduct – The Guardian – 14/08/2017

Os maiores bancos, como o Bank of America e outros gigantes, estão sendo condenados por fraudes contra clientes, governos, empresas em qualquer parte do mundo, o que gera uma conta estimada em 264 bilhões de libras, cerca de 340 bilhões de dólares. As atividades ilegais se generalizaram, em particular porque o espaço financeiro de manobra é global, inclusive com cerca de 60 paraísos fiscais, enquanto os governos tentam gerar algum controle nos seus fragmentados espaços nacionais. Os dados mais amplos podem ser vistos na pesquisa original http://conductcosts.ccpresearchfoundation.com/conduct-costs-results (CCP Research Foundation). Aqui, em uma página, em inglês, o resumo do Guardian. 
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Antonio Martins – A Era do Capital Improdutivo e como superá-la – agosto 2017 – 2p.

Resenha de Antonio Martins, do Outras Palavras, sobre meu novo livro "A Era do Capital Improdutivo". O livro traz a síntese dos estudos que venho fazendo nos últimos anos sobre o sistema financeiro. Trabalho com dados e pesquisas recentes que demonstram a necessidade de regulação desse sistema. Não se trata de acabar com os bancos, mas de exigirmos processos regulatórios que controlem o imenso poder que hoje as corporações detêm. Um poder que, sem ser eleito, derruba democracias, impede que governos realizem políticas públicas, asfixia a capacidade de investimento das empresas nacionais e reduz drasticamente a renda das famílias e de cada um de nós. Um poder que se autofinancia por meio da especulação e se torna cada dia mais forte. Sua fragilidade, porém, é óbvia: trata-se de um capital improdutivo. Um sistema criado e fortalecido às custas de quem trabalha e efetivamente produz, cujo poder depende do desconhecimento da população que nada sabe sobre os mecanismos do sistema financeiro. Este trabalho é uma contribuição neste sentido. Neste próximo semestre, ocorrerão lançamentos em vários estados, vou avisando vocês por aqui. Quem quiser adquiri-lo, basta clicar em: http://autonomialiteraria.com.br/…/a-era-do-capital-improd…/.
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Joseph E. Stiglitz – As reduções fiscais para os ricos não resolvem nada – Project Syndicate – ago 2017

Nota importante de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia, que traz uma ideia simples mas da maior importância. Aumentar o fluxo de recursos para os mais ricos - por exemplo pela redução dos seus impostos ou a sua eliminação como no Brasil através da isenção dos lucros e dividendos - não aumentará o investimento, pelo contrário, drenará mais recursos para a especulação financeira. A razão é simples: hoje, a aplicação financeira rende mais do que o investimento produtivo. O que dinamiza uma economia, pelo contrário, é o aumento de renda na base da população, pois se transforma em demanda, e esta demanda estimulará o investimento, e aí sim o crédito será produtivo.
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Entrevista Ladislau Dowbor – Jornal da Gazeta – 28 de julho – 2017 – 7min.

Ladislau Dowbor analisa crise econômica no país durante entrevista à jornalista Maria Lydia, no Jornal da Gazeta. "Não há como funcionar a economia se você não dinamizar a situação das famílias. Temos de retomar o inverso do que o governo está fazendo hoje".
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Silvio Caccia Bava e Jorge O. Romano: Vamos falar de populismo – Le Monde Diplomatique Brasil – jul 2017

claudius120_baixaVejam o excelente editorial do Diplô deste mês de julho, sobre os nossos desequilíbrios políticos e "a perda de confiança na capacidade do sistema político de restaurar a ordem social". Visão ampla, bons dados, o texto ajuda a entender os desafios. Não percam, está nas bancas.
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Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Antonio Lacerda e André Ramos: “Juros da dívida pública federal equivalem a 9 vezes o investimento” – Boletim Acompanhamento Econômico PUC-SP – jul 2017 – 2p.

Estudo de Antonio Corrêa de Lacerda e de André Paiva Ramos, da PUC-SP, que mostra que os gastos do governo federal com o financiamento da dívida pública devem ser quase nove vezes maiores do que os investimentos realizados pelo Executivo nacional neste ano. A estimativa é que as despesas com o financiamento cheguem a R$ 379 bilhões até o fim de 2017, enquanto os investimentos não passarão de R$ 44 bilhões. Ou seja, os nossos impostos, em vez de servirem para investimentos, são desviados para os agentes financeiros que detêm títulos do governo. São cerca de 7% do PIB tirados da economia real. O estudo foi tema de reportagem no Valor Econômico, "Gasto com financiamento da dívida será quase 9 vezes superior ao total investido" (17.07.2017)
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