Artigos por Ladislau Dowbor

Ladislau Dowbor – O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país (Versão atualizada) – dez – 2014, 12p.

Estamos entrando em 2015 com um peso morto que trava a economia: o enorme sistema de intermediação financeira. Neste artigo curto fechamos uma conta que fica clara: os juros de crediários e de pessoa física nos bancos travam a demanda, juros astronômicos para pessoa jurídica travam o investimento empresarial, os juros sobre a dívida pública (Selic) travam a capacidade do governo de expandir infraestruturas e políticas sociais. É a dimensão brasileira da financeirização global. Casamos os números internos com o que está já aparecendo nos paraísos fiscais, e se constata que não só estes intermediários não reinvestem no país, como evadem os impostos. A conta fecha. Não é um texto para economistas, e sim para cidadão. Com a forte ideologização do debate recente deixa-se de lado o óbvio: a esterilização dos recursos do país através do sistema de intermediação financeira, que drena em volumes impressionantes recursos que deveriam servir ao fomento produtivo e ao desenvolvimento econômico. Os números são bastante claros, e conhecidos, o que fizemos aqui é apresentá-los de maneira articulada. O texto está disponível neste blog, e também no Carta Maior, em Outras Palavras, e em versão um pouco resumida no Le Monde Diplomatique Brasil de dezembro, nas bancas. (L. Dowbor).
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Ladislau Dowbor – Voto Dilma, uma questão de bom senso – setembro, 2014, 3p.

Achei importante me posicionar relativamente às eleições presidenciais. Os que acompanham o meu trabalho sabem a centralidade que têm, na minha visão, a redução das desigualdades e o resgate da sustentabilidade ambiental. A própria economia, nesse sentido, tem de responder a esses objetivos: o que queremos é viver melhor, esse é o fim, o resto são os meios. A presente tomada de posição também está ligada á vontade de buscar raciocínio num área onde com facilidade os argumentos descem do cérebro para o fígado; as pessoas perdem de vista o que realmente importa. O clima de ódio , tão fortemente insuflado em particular pela mídia comercial, realmente não ajuda. Deixem-me dizer desde já e que o catastrofismo apresentado é semelhante ao da véspera da Copa, e tem a mesma falta de fundamentos. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O PIB é um indicador medíocre – setembro – 2014, 6p.

Tentar medir os avanços de um país com uma cifra apenas, o PIB, não faz o mínimo sentido. Ainda mais quando não se mede o que se produz, para quem, com que custos ambientais e sociais. O deslocamento metodológico consiste em produzir um conjunto de indicadores, para entender se estamos vivendo melhor, que é o objetivo, e de maneira sustentável. Hoje entendemos que investir nas pessoas, através das políticas sociais, é o que mais contribui para o desenvolvimento. Sem distribuição o bolo não cresce. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A dura tarefa de se opor ao que está dando certo – agosto – 2014, 6p.

Vivemos uma situação no mínimo esdrúxula, em que legítimas manifestações por mais realizações do governo se veem confundidas com movimentos de direita, com amplo apoio na mídia, que quer reverter o que se conseguiu. Do lado da oposição positiva, vale a pena deixar as coisas mais claras... (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: relexões sobre o Capital no Século XXI – julho – 2014, 17p.

Artigo que reúne e articula 8 notas anteriormente divulgadas como "Pikettismos". O Capital no Século XXI não é moda, é conteúdo. A verdade é que Thomas Piketty, com a força da juventude e uma saudável distância das polarizações ideológicas que tanto permeiam a análise econômica, abriu novas janelas, trouxe vento fresco, nos permitiu deslocar a visão. Se bem que o problema da distribuição da renda sempre estivesse presente nas discussões, a teoria econômica terminou centrando-se muito mais no PIB, na produção de bens e serviços, e muito insuficientemente na repartição e nos mecanismos que aumentam ou reduzem a desigualdade. (L.Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação Social, o novo fantasma das elites – junho – 2014, 3p.

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Participação e democracia – junho – 2014, 2p.

A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Políticas nacionais de apoio ao desenvolvimento local: empreendedorismo local e tecnologias sociais – junho – 2014,19p. (original 2005)

Inúmeras experiências de gestão local, de inovação tecnológica, de dinamização de pequenas e médias empresas, de expansão da economia familiar, de promoção de emprego através de iniciativas da s ociedade civil organizada e de poderes locais continuam relativamente pouco conhecidas, e permanecem freqüentemente isoladas, quando poderiam ter um impacto muito maior na economia como um todo. Este artigo visa dar subsídios para a organização de redes de apoio capazes de gerar efeitos multiplicadores, na linha da chamada crossfertilization , ou interfertilização das iniciativas da área da economia social. Trata-se, portanto, de sugerir formas de organização da sinergia entre instituições financeiras de fomento, instituições de apoio tecnológico, de formação profissional, setores da academia, organizações da sociedade civil e outros atores do processo. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Inovação Social e Sustentabilidade – maio – 2014, 17p. (original 2009)

O artigo foca os nossos principais desafios, que são a desigualdade e a destruição ambiental, apresentando as conclusões dos principais relatórios internacionais. Particular ênfase é dada à mudança climática e à concentração da riqueza familiar acumulada, bem como à sinergia entre os problemas sociais e ambientais. Em seguida, trabalha o conceito de sociedade do desperdício, centrando a análise na subutilização da força de trabalho, nas elevadas tarifas e taxas de juros praticadas no mercado brasileiro, na fragilidade das políticas de difusão tecnológica e nas perdas geradas por desacertos na gestão de políticas sociais. Finalmente, o artigo aborda as alternativas que se apresentam: a necessidade de se elaborar novos indicadores de riqueza; as mudanças no conceito de gestão democrática do setor público; a indispensável democratização das grandes corporações, e o peso crescente da participação organizada da sociedade civil. No conjunto, trata-se de enfrentar de maneira organizada os desafios da redução da desigualdade e do resgate do meio ambiente.(L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – “O Brasil está mudando para melhor. Não dá para contestar isso” – maio – 2014, 15p.

A relação entre as transformações do Brasil nas últimas duas décadas e a luta para superarmos a herança nefasta de 21 anos de ditadura militar é o tema da entrevista concedida ao Blog do Zé pelo economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP. Dowbor, dentre os mais atentos observadores e analistas da cena política e econômica brasileira, que não apenas viveu o período militar, mas lutou contra a ditadura, mostra como a desigualdade social e regional fizeram parte do modelo adotado pela ditadura militar. Destrincha o milagre econômico e aponta o que estava por trás da máxima daqueles anos “deixar o bolo crescer primeiro, para depois distribuir”.
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Ladislau Dowbor – Raumschiff im Wandel – 2014 – mai, 143-147p.

Ladislau Dowbor, Wirtschaftswissenschaftler in São Paolo, weist sanft darauf hin, dass die Frage nach den Erwartungen Brasiliens an Europa eigentlich am Kern vorbeiführe. „Wir sind er- wachsen geworden.“ Die Zeit, in der Latein- amerika Anschluss an die moderne Welt zu finden suchte, sei vorbei. Stattdessen gelte es sich nun den gemeinsamen globalen Heraus- forderungen zu widmen, die einzelne Staaten nicht lösen können, seien es die unkontrol- lierten Finanzströme, der Klimawandel oder die wachsende soziale Ungleichheit.
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Ladislau Dowbor – This spaceship called Earth – mai – 2014, 143-147p.

Ladislau Dowbor, a political scientist based in Săo Paolo, gently points out that the question of Brazil‘s expectations of Europe is actually missing the point. “We are all big boys now.” The time has long gone when Latin America was still trying to find ways of joining the modern world. Now it is a case of addressing common global challenges that individual countries can no longer tack- le alone: financial chaos, climate change and growing social inequality.
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Ladislau Dowbor – Indicadores de Progresso Social: medindo o que importa – abril – 2014, 6p.

A divulgação da pesquisa sobre Indicadores de Progresso Social 2014 (IPS), vem agregar peso à transformação de como calculamos os resultados econômicos e o desenvolvimento. Sem ser economistas ou entender de contas nacionais, muitos já se perguntam há tempos como casam no Brasil os imensos avanços sociais e econômicos que vivemos, além um desemprego que é o menor da história, com taxas modestas de crescimento PIB, tão atacado como “pibinho”. É que a cifra que tanto encanta a mídia, o PIB, simplesmente não mede o que queremos medir, que é o progresso, ou em todo caso o reflete de maneira muito parcial. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Esquerda e Direita frente à Ética – março – 2014, 6p.

É difícil traduzir a expressão inglesa “self-righteousness”. Expressa a profunda convicção de uma pessoa de que domina os outros da altura da sua elevada postura ética. Em geral leva a comportamentos estreitamente moralistas e intolerantes. E frequentemente vemos atos violentos justificados com fins altamente morais. Não há barbárie que não se proteja com argumentos de elevada nobreza. Sentimento que permite soltar as rédeas do ódio, aquele sentimento agradável de odiar com boas razões. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade representou um marco histórico da hipocrisia na defesa de privilégios. Vêm mais marcha por aí, a hipocrisia tem pernas longas. As invasões de países se dão em geral para proteger as populações indefesas, as ditaduras para salvar a democracia, os ataques sexuais são feitos da altura moral de quem usa os buraquinhos como se deve. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Hannah Arendt – Beyond the Movie – march – 2014, 4p.

Why the Hannah Arendt film so important and why is the message of the movie authentic and significant? Because the monstrosity is not inherent to the person but inherent to the system. There are systems that trivialize evil. This implies that the really meaningful solutions, those which protect us from totalitarianism, from the right of a dominant group to rule over the life and suffering of others, are in the structuring of legal processes, institutions of a democratic culture that allow us to live in peace. The greatest danger and evil are not the existence of the mentally ill who enjoy the suffering of others - for example some skinheads setting a poor person sleeping in the street, on fire for no reason, for fun – but is the systematic violence exercised by trivial people. (L. Dowbor)
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