Artigos por Ladislau Dowbor

L. Dowbor – As inadiáveis reformas estruturais, sempre adiadas – Maria Inês Nassif entrevista L. Dowbor, na revista Engenharia em Revista, Ano 92 • no 456 • Junho de 2015, p. 16 a 21

Longa entrevista do prof. Ladislau Dowbor, com Maria Inês Nassif, sobre alguns dilemas da nossa política econômica. No conjunto, tivemos avanços impressionantes nas últimas décadas, com a esperança de vida passando de 65 para 74 anos - dez anos anos de vida a mais em tão curto período é espetacular - a mortalidade infantil caindo de 30 para 15 por mil, o Brasil saindo do mapa mundial da fome, o equipamento domiciliar básico passando de 95% até nos 20% de domicílios mais pobres, dezenas de milhões que saíram da miséria, um desemprego dos mais baixos da nossa história e outros inúmeros indicadores que mostram uma transformação estrutural. No plano da conjuntura, no entanto, estamos enfrentando uma ofensiva política que busca reverter o processo, um autêntico boicote, onde as previsões catastróficas levam ao que quiseram prever. De certa maneira, houve imensos avanços dentro de um marco estrutural que precisa mudar, o corpo já não cabe no sistema pouco democrático herdado, levando ao retrocesso e uma prova de força com resultados incertos. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – El sistema financiero traba el desarrollo económico de Brasil – julho, 2015, 21p.

Es imperioso debatir sobre la esterilización provocada por el sistema de intermediación financiera, que drena volúmenes impresionantes de recursos que deberían servir al impulso productivo y al desarrollo económico. Los números son conocidos y muy claros; basta unirlos para entender su impacto. La cuenta es simple: el crédito en Brasil representa cerca del 60% de su PIB. Sobre ese volumen operan intereses, que van a manos de los intermediarios financieros. Analizar esa masa de recursos, en su origen y destino, es fundamental. Vale recordar que el banco ejerce una actividad de “medio”: su productividad depende de cuánto le provee al ciclo económico real y no de cuánto extrae de allí en forma de lucro y aplicaciones financieras. Aquí simplemente hemos juntado las piezas conocidas para evidenciar cómo actúa el mecanismo. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Resgatando o potencial financeiro do país (Texto provisório em construção, ampliação do artigo sobre o sistema financeiro) – julho – 2015, 31p.

Basicamente, os crediários, cartões de crédito e juros bancários para pessoa física travam a demanda, pois tipicamente o comprador paga o dobro do valor do produto, endivida-se muito comprando pouco, o que esteriliza o impacto de dinamização da economia pela demanda. Os juros elevados para pessoa jurídica travam por sua vez o investimento, isto que o empresário efetivamente produtivo já enfrenta a fragilidade da demanda. E a taxa Selic elevada, ao provocar a transferência de centenas de bilhões dos nosso impostos para os bancos e outros aplicadores financeiros, trava a capacidade do Estado expandir políticas sociais e infraestruturas. Os três eixos que impulsionam uma economia se vêm assim prejudicados. O dreno financeiro constitui a principal trava da economia. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – 5 pontos para você entender como o sistema financeiro leva nossa economia para o buraco – julho – 2015, 2p.

O sistema financeiro representa hoje no Brasil (e não só) o principal entrave ao desenvolvimento. O presente dossiê organizado por Carta Maior permite uma visão ampla do seu funcionamento. Veja artigos de Conceição Tavares, Márcio Pochmann e muitos outros, além da minha nota introdutória. Não é assunto de economista, é de todos nós. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Rozwój dla wszystkich – Rozmowa z Ladislauem Dowborem. Rozmawia Marceli Sommer – Nowy Obywatel, Wiosna 2015, 16(67) str.18

Ladislau Dowbor - Rozwój dla wszystkich - Rozmowa z Ladislauem Dowborem. Rozmawia Marceli Sommer - Nowy Obywatel, Wiosna 2015, 16(67) str.18
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Ladislau Dowbor – A Economia da Família – maio – 2015, 12p.

A economia da família: texto atualizado do artigo de Dowbor, publicado por Psicologia USP, 2015 A família pode ser vista como unidade de reprodução econômica: pais sustentam filhos e idosos, e serão por sua vez sustentados. Hoje, com a desarticulação da família - nos EUA apenas 26% dos domicílios tem pais e filhos -, a fragilização do Estado e a privatização dos serviços sociais, é o próprio processo de redistribuição do excedente social entre gerações que se vê prejudicado. A dinâmica econômica ajuda a entender os impactos muito mais amplos, como a tensão entre gerações, a redução da sociabilidade e o sentimento crescente de angústia que se generaliza.(L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O familiar homo ignorans – março 2015 – 3p.

É agradável pensar que somos o homo sapiens. Mas qual a dimensão do sapiens, e o lastro do ignorans? Quando vemos os nossos comportamentos sociais, francamente...E o que será a racionalidade? Um caminho para o conhecimento? Ou a busca de suposta superioridade moral, para disfarçar preconceitos e busca de privilégios? Fazemos uma construção racional em cima de fundamentos profundamente enterrados na confusão de paixões, medos, ódios e sentimentos contraditórios. Quanto maior o preconceito – no sentido literal, raiz emocional que assume a postura antes do entendimento – maior parece ser a busca do sentimento de superioridade moral. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Resumo do artigo “O sistema financeiro trava a economia do país” – fev – 2015, 2p.

A conta é simples. O crédito no país representa cerca de 60% do PIB. Sobre este estoque incidem juros, apropriados por intermediários financeiros. Analisar esta massa de recursos, na sua origem e destino, é por tanto fundamental. É bom lembrar que o banco é uma atividade “meio”, a sua produtividade depende de quanto repassa para o ciclo econômico real, não de quanto dele retira sob forma de lucro e aplicações financeiras. Aqui simplesmente foram juntadas as peças, conhecidas, pare evidenciar a engrenagem, pois em geral não se cruza o crediários comercial com as atividades bancárias formais e os ganhos sobre a dívida pública, e muito menos ainda com os fluxos de evasão para fora do país. O principal entrave ao desenvolvimento do país aparece com força. O reajuste financeiro é vital, não o reajuste fiscal proposto, compreensível este último mais por razões de equilíbrios políticos do que por razões econômicas. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – How the financial system drains the Brazilian economy: overview – fev – 2015, 2p.

The numbers are quite clear. In Brazil, credit represents about 60% of GDP. Therefore, it is important to understand the origin and destination of this mass of resources. The different parts of the system are well known, what we have done here is to put them together so as to show how the gears work together and the paralyzing impact on the Brazilian economy. We will look at credit in commercial chains, credit cards, banks (both for personal and legal persons), the public debt, taxes and financial outflows. Much research is still to be done with this outlook, but the orders of magnitude of how the real economy is being drained by financial intermediaries becomes quite clear. Consider this as the Brazilian dimension of the global financial mess. Pikettyzinho, so to speak. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A praga da violência coletiva – fevereiro – 2015, 2p.

A excitação de um grupo na violência é misteriosa mas real. Rapazes de boa família chegam a matar e estuprar no trote, torcedores britânicos agridem um negro e cantam louvores ao racismo, campanhas políticas se fazem a base de ódio grupal. Exemplos não faltam. Mas sempre em nome de um elevado sentimento de superioridade. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – The current financial system jams the country’s economic development – fev – 2015, 12p.

Inequality is exploding. Oxfam is spreading the word and the figures, Crédit Suisse shows us where the wealth is going, Thomas Piketty shows how it works in rich countries. The money has to come from somewhere: this paper presents the Brazilian equivalent of the overall financialization system. The important initiative to promote inclusion, jobs and unrequited transfers to the poor during the Lula and Dilma administrations has produced excellent results. But the financial system of income and wealth concentration has caught up with the initiatives and is stalling the Brazilian economy through huge interest rates on consumers, investors and the public debt. See the mechanism and the numbers in this short report. All figures are referred to primary sources through links, and easy to check. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país (Versão atualizada mar/15) – fev – 2015, 14p.

Estamos entrando em 2015 com um peso morto que trava a economia: o enorme sistema de intermediação financeira. Neste artigo curto fechamos uma conta que fica clara: os juros de crediários e de pessoa física nos bancos travam a demanda, juros astronômicos para pessoa jurídica travam o investimento empresarial, os juros sobre a dívida pública (Selic) travam a capacidade do governo de expandir infraestruturas e políticas sociais. É a dimensão brasileira da financeirização global. Casamos os números internos com o que está já aparecendo nos paraísos fiscais, e se constata que não só estes intermediários não reinvestem no país, como evadem os impostos. A conta fecha. Não é um texto para economistas, e sim para cidadão. Com a forte ideologização do debate recente deixa-se de lado o óbvio: a esterilização dos recursos do país através do sistema de intermediação financeira, que drena em volumes impressionantes recursos que deveriam servir ao fomento produtivo e ao desenvolvimento econômico. Os números são bastante claros, e conhecidos, o que fizemos aqui é apresentá-los de maneira articulada. O texto está disponível neste blog, e também no Carta Maior, em Outras Palavras, e em versão um pouco resumida no Le Monde Diplomatique Brasil de dezembro, nas bancas. (L. Dowbor).
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Szalony świat wymyka się z rąk – Ladislau Dowbor (Wywiad) – 15p.

Chciwość jest w cenie. Im więcej zgarniesz, tym lepiej. Ale świat nie pomieści już takiej żądzy. Co roku przybywa 80 milionów ludzi - z prof. Ladislauem Dowborem, brazylijskim politykiem społecznym i filozofem cywilizacji, rozmawiają Alicja i Piotr Pacewicz (Gazeta Wyborcza 2012)
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Ladislau Dowbor – Economia da água (artigo publicado originalmente em 2005) – jan – 2015, 6p.

Aprender a administrar a água é em grande parte aprender a administrar a sociedade, pois se trata de um bem público com grande diversidade de usuários privados, em que o uso e descarte irresponsáveis de um impacta a todos. Com Renato Tagnin, ao organizarmos a coletânea Administrando a água como se fosse importante, colocamos em 2005 de forma muito incisiva as ameaças de um bem essencial e público ser administrado em função de interesses privados, onde vender água é lucro, enquanto preservar a rede, canalizar esgotos e tratar para uso reciclado representa custos. Hoje uma cidade rica como São Paulo perde 37% da água que distribui, são 4,5 meses de consumo jogados fora. Achei interessante republicar o meu capítulo neste livro, A Economia da água, como contribuição ao debate, e recomendar a leitura da coletânea, publicada pela editora Senac. Revendo o livro hoje, é impressionante como continua atual, parecem 10 anos de imobilidade. Contato da editora editora@senac.sp.br (L. Dowbor, janeiro de 2015)
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Ladislau Dowbor – Voto Dilma, uma questão de bom senso – setembro, 2014, 3p.

Achei importante me posicionar relativamente às eleições presidenciais. Os que acompanham o meu trabalho sabem a centralidade que têm, na minha visão, a redução das desigualdades e o resgate da sustentabilidade ambiental. A própria economia, nesse sentido, tem de responder a esses objetivos: o que queremos é viver melhor, esse é o fim, o resto são os meios. A presente tomada de posição também está ligada á vontade de buscar raciocínio num área onde com facilidade os argumentos descem do cérebro para o fígado; as pessoas perdem de vista o que realmente importa. O clima de ódio , tão fortemente insuflado em particular pela mídia comercial, realmente não ajuda. Deixem-me dizer desde já e que o catastrofismo apresentado é semelhante ao da véspera da Copa, e tem a mesma falta de fundamentos. (L. Dowbor)
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