Acontecendo agora

George Lakey – Viking economics: how the Scandivians got ir right – and how we can too – (Economia dos Vikings: como os escandinavos acertaram, e como nós também podemos) Melville House, London 2017, 303 p. – ISBN 978-1-61219-621-3

Viking Economics é uma belíssima leitura para não economistas, inclusive porque os economistas ou já sabem, ou já estão tão convencidos do contrário: que não vão querer saber. Digamos democraticamente que é um livro para todos e para curar qualquer um de falsos economicismos. O que funciona, afinal, é quando os esforços econômicos se orientam o mais diretamente possível para o bem-estar das famílias.
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John Harris – Airbnb, Uber, eBay: in this intangible world workers must adapt to survive – The Gardian – 2017 – 2p.

O capitalismo sem capital? Uber não tem carros, Airbnb não tem quartos, Facebook não tem emissoras e por aí vai. Aqui uma boa nota sobre transformações que deslocam nossa visão do capital, do trabalhador e das relações de produção.
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University students failed by rip-off fees, says watchdog – The Guardian – 2017 – 2p. (inglês)

Endividamento estudantil explode no Reino Unido na medida em que aumenta a privatização do ensino superior e sua transformação em indústria do diploma. Estudantes terminam com dívidas de 220 mil reais (50 mil libras) e pouca qualidade de ensino. Financeirização não é só no Brasil.
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Dowbor – Resgatando o planejamento: Infraestruturas – METAXY / Revista do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos do NEPP-DH/UFRJ – v.1, n.1, 2017 – ISSN 2526-5229 -p. 28-43

O artigo faz parte de uma série de estudos metodológicos sobre formas inovadoras e articuladas de gestão econômica e social. Além das simplificações sobre privatização e estatização, despontam composições mais complexas que envolvem tanto Estado como mercado, mas também acordos interempresariais, parcerias de diversos tipos, e sistemas de gestão pública participativa e descentralizada. Aqui olhamos como esta visão pode ser aplicada no resgate de uma maior racionalidade na organização das infraestruturas econômicas no Brasil.
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“Holocausto Brasileiro” – Armando Mendz e Daniela Arbex – HBO 2016 – 1h30

Documentário sobre o Hospital Colônia de Barbacena (MG), o maior hospício do Brasil e, na realidade, um centro de tortura que funcionou ao longo de oito décadas. Em suas dependências, 60 mil pessoas foram mortas, sobretudo durante as décadas de 1960 e 1970. Estima-se que 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. 
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Paweł Kozłowski – “Wygrywa zawsze ten sam” – Polityka i Społeczenstwo Bardzo ciekawa recenzja książki “Co to za gra”. Dzięki, L. Dowbor


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The Guardian – Living on the edge: São Paulo’s inequality mapped – 27.11.2017 – 1p.

Less than 10 miles of concrete sprawl separates the São Paulo neighbourhoods of Jardim Paulista and Jardim Ângela, but that gap grows to almost 24 years in the life expectancy of people living there. While residents of the central Paulista area can expect to live beyond their 79thbirthday on average, people from Jardim Ângela on the south-western periphery will likely be dead before they are 56.
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Entrevista Dowbor – Paradoxo na economia: “a gente sabe o que funciona e estamos fazendo exatamente o contrário” – Marco Weissheimer/Portal Sul 21 – 20.11.2017 – 3p.

"Um bilionário que aplica seu dinheiro a 5% ao ano ganhará 137 mil dólares por dia. Ele não consegue gastar tudo e esse dinheiro é reaplicado, fazendo com que, a cada dia, o juro sobre o estoque de recursos aumente. Temos aí uma expansão que, em termos financeiros, se chama efeito bola de neve. Esse efeito faz com que grandes fortunas passem a ter muito mais dinheiro do que conseguem gastar sem precisar desenvolver nenhuma atividade de produção concreta de bens e serviços. Ou seja, ele não está sendo útil para a sociedade", explica Dowbor em entrevista concedida ao jornalista Marco Weissheimer do portal Sul 21.
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Felipe Morais de Oliveira – Bases informacionais para o desenvolvimento – Dissertação de mestrado em Economia Política, PUC-SP, outubro de 2017 (Orientador Ladislau Dowbor)

Interessante pesquisa de mestrado em economia na PUC-SP, sobre os indicadores de desenvolvimento. Bem documentado e com boa bibliografia, o trabalho constitui boa fonte para quem pesquisa formas de ultrapassar as visões simplificadoras do desenvolvimento, por exemplo centradas apenas no PIB. A dissertação de mestrado de Felipe Morais de Oliveira – "Bases informacionais para o desenvolvimento" – foi orientada por Ladislau Dowbor e defendida em outubro de 2017.
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Ivo Lesbaupin e Evanildo da Silva (orgs.) – Para além do desenvolvimento – Abong/Iser, São Paulo, 2017, 165p. – ISBN 978-85-88502-14-7

Ainda há pouco tempo se proclamava o fim da história e que "não havia alternativas". Teríamos inventado o sistema funcional definitivo. Da crise de 2008 para cá, ampliam-se os desastres sociais, ambientais, econômicos e políticos. Buscar alternativas é essencial. O presente trabalho reúne várias visões, de uma dezena de pesquisadores, sobre os novos caminhos. Envolve desde os novos conceitos de desenvolvimento até as mudanças de paradigmas na gestão da energia e da água, ou ainda as novas experiências de governança das cidades. No conjunto um livro muito atual e com boas bibliografias, um excelente instrumento de trabalho.  Confira a íntegra dos capítulos de Dowbor.
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Dowbor – Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal – nov. 2017 – 13 min.

"A grande corrupção gera sua própria legalidade. Ela tem suficiente força política para dar aparência de legalidade a um processo que é destruidor para a economia", afirmou Dowbor, durante sua participação, em 7 de novembro de 2017, de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos. A audiência, requerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), partiu de uma proposta da Auditoria Cidadã da Dívida Pública.
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Dowbor: Construção interativa de conhecimento em rede – In: Luciano Junqueira e Roberto Padula (orgs.) – Aprendizagem no ensino superior no século XXI – Tiki Books – São Paulo 2017, 350p. – ISBN 978-8513-6

Os desafios do ensino superior se deslocam profundamente, tanto pela centralidade do conhecimento no conjunto das atividades humanas, como pelas transformações tecnológicas que desmaterializaram o conhecimento e o tornam universalmente acessível, no quadro de uma conectividade generalizada. Aqui 16 artigos analisam esses desafios. Acesse aqui a íntegra do capítulo de Ladislau Dowbor "Construção interativa do conhecimento em rede"
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Ladislau Dowbor – A era do capital improdutivo – Autonomia Literária, Outras Palavras, São Paulo 2017, 312p. – ISBN 978-85-69536-11-6

"A Era do Capital Improdutivo" resume um conjunto de pesquisas sobre o processo de financeirização no planeta e no Brasil. Os bancos e outras instituições de intermediação financeira, que já estiveram a serviço do sistema produtivo, passaram hoje a dominá-lo, extraindo por meio de juros e tarifas volumes de recursos incomparavelmente maiores do que a sua contribuição. Geramos uma sociedade dominada por rentistas improdutivos. O livro explicita em termos claros como funciona o sistema de drenagem dos recursos produtivos que gerou e aprofunda a crise. Não exige nenhum conhecimento particular de economia ou de finanças. Trata-se do nosso bolso, e isso qualquer cidadão entende. Aqui disponibilizamos o texto na íntegra. Para uso com alunos ou com grupos de pesquisa o acesso online facilita muito o trabalho. O texto online também facilita o acesso aos links com as fontes originais das pesquisas. O uso do livro impresso e o acesso online são formas essencialmente complementares. O livro está nas livrarias, e pode ser adquirido também diretamente com os editores.
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Tânia Bacelar – “Nossa elite é interessante: todos liberais e dependentes do Estado” – Saiba Mais – 22.10.2017

A cientista social e economista pernambucana Tânia Bacelar priorizaria investimentos em infraestrutura e Educação para reduzir os efeitos da crise no Nordeste. Para ela, o impacto negativo só não foi maior em razão da pujança econômica do governo Lula na região, o que ainda segurou alguns indicadores.
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Boaventura de Sousa Santos – A ilusória “Desglobalização” – Outras Palavras – out. 2017 3p.

No desgoverno geral que caracteriza a época, aparece com força o desajuste entre a globalização por um lado, e a fragmentação por outro. Os próprios governos tornam-se em boa parte impotentes e as populações frustradas. Boa análise do Boaventura publicada no site Outras Palavras.
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