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Lançamento “A Era do Capital Improdutivo” em São Paulo – 19/08

“A Era do Capital Improdutivo” é o primeiro livro editado por Outras Palavras. Ladislau Dowbor aborda três temas contemporâneos cruciais: dominação financeira, captura da democracia e mudança das relações entre ser humano e natureza. Vamos lançá-lo em 19 de agosto, na casa que abriga nossa redação, em São Paulo, num encontro especial: debate, autógrafos e, para fechar a noite, a apresentação da peça “Marx baixou em mim” (“Marx in Soho”) de Howard Zinn, encenada por Jitman Vibranovski.
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Antonio Martins – A Era do Capital Improdutivo e como superá-la – agosto 2017 – 2p.

Resenha de Antonio Martins, do Outras Palavras, sobre meu novo livro "A Era do Capital Improdutivo". O livro traz a síntese dos estudos que venho fazendo nos últimos anos sobre o sistema financeiro. Trabalho com dados e pesquisas recentes que demonstram a necessidade de regulação desse sistema. Não se trata de acabar com os bancos, mas de exigirmos processos regulatórios que controlem o imenso poder que hoje as corporações detêm. Um poder que, sem ser eleito, derruba democracias, impede que governos realizem políticas públicas, asfixia a capacidade de investimento das empresas nacionais e reduz drasticamente a renda das famílias e de cada um de nós. Um poder que se autofinancia por meio da especulação e se torna cada dia mais forte. Sua fragilidade, porém, é óbvia: trata-se de um capital improdutivo. Um sistema criado e fortalecido às custas de quem trabalha e efetivamente produz, cujo poder depende do desconhecimento da população que nada sabe sobre os mecanismos do sistema financeiro. Este trabalho é uma contribuição neste sentido. Neste próximo semestre, ocorrerão lançamentos em vários estados, vou avisando vocês por aqui. Quem quiser adquiri-lo, basta clicar em: http://autonomialiteraria.com.br/…/a-era-do-capital-improd…/.
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Joseph E. Stiglitz – As reduções fiscais para os ricos não resolvem nada – Project Syndicate – ago 2017

Nota importante de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia, que traz uma ideia simples mas da maior importância. Aumentar o fluxo de recursos para os mais ricos - por exemplo pela redução dos seus impostos ou a sua eliminação como no Brasil através da isenção dos lucros e dividendos - não aumentará o investimento, pelo contrário, drenará mais recursos para a especulação financeira. A razão é simples: hoje, a aplicação financeira rende mais do que o investimento produtivo. O que dinamiza uma economia, pelo contrário, é o aumento de renda na base da população, pois se transforma em demanda, e esta demanda estimulará o investimento, e aí sim o crédito será produtivo.
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Entrevista Ladislau Dowbor – Jornal da Gazeta – 28 de julho – 2017 – 7min.

Ladislau Dowbor analisa crise econômica no país durante entrevista à jornalista Maria Lydia, no Jornal da Gazeta. "Não há como funcionar a economia se você não dinamizar a situação das famílias. Temos de retomar o inverso do que o governo está fazendo hoje".
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Silvio Caccia Bava e Jorge O. Romano: Vamos falar de populismo – Le Monde Diplomatique Brasil – jul 2017

claudius120_baixaVejam o excelente editorial do Diplô deste mês de julho, sobre os nossos desequilíbrios políticos e "a perda de confiança na capacidade do sistema político de restaurar a ordem social". Visão ampla, bons dados, o texto ajuda a entender os desafios. Não percam, está nas bancas.
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Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Antonio Lacerda e André Ramos: “Juros da dívida pública federal equivalem a 9 vezes o investimento” – Boletim Acompanhamento Econômico PUC-SP – jul 2017 – 2p.

Estudo de Antonio Corrêa de Lacerda e de André Paiva Ramos, da PUC-SP, que mostra que os gastos do governo federal com o financiamento da dívida pública devem ser quase nove vezes maiores do que os investimentos realizados pelo Executivo nacional neste ano. A estimativa é que as despesas com o financiamento cheguem a R$ 379 bilhões até o fim de 2017, enquanto os investimentos não passarão de R$ 44 bilhões. Ou seja, os nossos impostos, em vez de servirem para investimentos, são desviados para os agentes financeiros que detêm títulos do governo. São cerca de 7% do PIB tirados da economia real. O estudo foi tema de reportagem no Valor Econômico, "Gasto com financiamento da dívida será quase 9 vezes superior ao total investido" (17.07.2017)
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Paris plunge: daily queues after city opens cleaned-up canal to swimmers – The Guardian – jul 2017 – 1p.

Já avançamos um pouco com ruas sem carros aos domingos, as ciclovias e a volta do carnaval de rua. Paris já tem carros elétricos disponíveis e públicos, como as nossas bicicletas. E agora está dando um passo à frente importante, com amplo curso de água aberto e gratuito para as pessoas nadarem. Em vez do teatrinho de Cidade Linda, poderíamos avançar mais e recuperar os nossos rios. Poder nadar num rio no meio da cidade é muito chique. É caro? Deixar os rios como canais de esgoto e fonte de doenças é muito mais caro. (1p., em inglês)
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David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth – NYT – jul 2017 – 5p.

Artigo do New York Times sobre a crise climática que está tendo grande repercussão. Não se trata de assunto de ambientalistas e sim de uma crise humanitária, dos impactos sobre os nossos equilíbrios alimentares, a contaminação dos mares, as explosões de violência, a desorganização econômica. O artigo foca em particular a nossa dificuldade de enfrentarmos ameaças sistêmicas e de longo prazo. Texto muito forte e bem informado, um apanhado global particularmente interessante. (NYT, inglês, 5p.)
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A reconstrução de um projeto democrático e nacional para o Brasil – FESP-SP/Clube de Engenharia RJ – junho 2017 – 92p.

Publicação editada pela Cátedra Celso Furtado, da Fundação Escola de Sociologia e Política de SP, e pelo Clube de Engenharia do RJ, que reuniu uma coletânea de textos Manifestos que discute e apresenta propostas para um desenvolvimento inclusivo, democrático, mais igualitário e autônomo do País. São textos/manifestos produzidos em reunião da própria cátedra; produzido por inciativa do Prof Bresser Pereira; pela bancada do PT no Congresso; pela Frente Parlamentar Nacionalista presidida pelo senador Roberto Requião, todos de 2017; e um manifesto de 2011 assinado por sindicatos de trabalhadores e patronais.
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Lições da Finlândia – Claudia Wallin – setembro 2015 (7 min.)

Reportagem de Claudia Wallin sobre o sistema educacional da Finlândia, publicada no Diário do Centro do Mundo. Confiram também resenha nossa sobre o livro de Pasi Sahlberg (Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland) em Dicas de Leitura. Precisamos entender o que funcionou lá, por quais razões e em que condições, de forma que possamos pensar de maneira criativa o que se aplica e o que não se aplica ao nosso caso.
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Que Brexit que nada. A Grã Bretanha aderiu!

"Salve o Corinthians O campeão dos campeões Eternamente dentro dos nossos corações Salve o Corinthians de tradições e glórias mil Tu és orgulho Dos desportistas do Brasil"
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Unesco – Concentration of media ownership – 2017, 32p. 

A Unesco publica uma excelente e sintética análise da concentração do controle da mídia no mundo, com a erosão da democracia que isto implica: uma sociedade desinformada ou manipulada fica desorientada. Citação divertida do Economist dá uma ideia do conteúdo:"O semanário britânico The Economist, por exemplo, tem chamado a mídia local brasileira de "mini-Berlusconis'"(p.13) O documento traz excelentes dados nesta área tão deformada e tão vital para a nossa democracia. A América Latina muito presente nesta análise. (em inglês, 32p.)
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Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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Dicas do Dowbor – junho 2017

Nos últimos tempos têm aparecido trabalhos de fundo repensando o sistema. Queria aqui fazer um tipo de comentário de leitura sobre textos que têm em comum a convicção de que não se trata mais apenas do problema de Trump nos EUA, de Temer no Brasil, de Macri na Argentina, de Erdogan na Turquia, do Brexit na Inglaterra, do fato dos dois grandes partidos (socialista e republicano) que repartiram o poder na França não terem chegado, nem um nem outro, sequer ao segundo turno.
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