Acontecendo agora

Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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Dicas do Dowbor – junho 2017

Nos últimos tempos têm aparecido trabalhos de fundo repensando o sistema. Queria aqui fazer um tipo de comentário de leitura sobre textos que têm em comum a convicção de que não se trata mais apenas do problema de Trump nos EUA, de Temer no Brasil, de Macri na Argentina, de Erdogan na Turquia, do Brexit na Inglaterra, do fato dos dois grandes partidos (socialista e republicano) que repartiram o poder na França não terem chegado, nem um nem outro, sequer ao segundo turno.
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Ladislau Dowbor – Onde foi parar o nosso dinheiro?  – Le Monde Diplomatique Brasil – maio de 2017 – 3p.

alpino_7Não há nenhuma razão técnica para esta catástrofe em câmara lenta. Produzimos o suficiente para todos, cerca de R$ 11 mil de bens e serviços por mês por família de quatro pessoas, número que vale tanto para o mundo como para o Brasil: estamos exatamente na média mundial. O problema? O capital financeiro drena o produtivo. Generaliza-se o capitalismo improdutivo no planeta. O rentismo não é só brasileiro. Voltamos ao século retrasado, em que as “famílias de bem” viviam de rendas.
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Ladislau Dowbor – POLITYKA – Rządzą nami zera – 12 czerwca 2017

Prof. Ladislau Dowbor o tym, jak korporacje stworzyły superorganizm i stały się potężniejsze od mocarstw, i dlaczego z taką hydrą tak trudno walczyć. Teoretycznie wszystkim rządzi rynek, a jeśli jakiś rynek zawodzi, to wkracza demokratyczna polityka i władza dokonuje korekty poprzez regulacje. W praktyce rynek prawie nie działa, a polityka i gospodarka są kontrolowane przez grupkę globalnych właścicieli.
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Programa Encontros na Escola de Contas – junho 2017 – 1h33

Participação do professor Ladislau no programa Encontros na Escola de Contas, de 9 de junho de 2017, em uma conversa com o jornalista Florestan Fernandes Júnior e com o sociólogo Jessé Souza, apresentando os pontos do seu próximo livro.
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Judson Nascimento – Gestão situada de incubadoras sociais: o caso da Incubadora Afro Brasileira – Ed. Luminaria Academia, out, 2016 – 302 p.

É possível termos maior controle e iniciativa sobre as nossas atividades econômicas? O mundo está assolado por gigantes corporativos, e nos tornarmos consumidores passivos de identidades globais. Mas cada cidade pode tomar em suas próprias mãos uma série de aspectos do seu desenvolvimento, respondendo de maneira participativa às necessidades locais. Ao analisar o caso da Incubadora Afro Brasileira, Judson Nascimento apresenta neste estudo a possibilidade de se liberar potenciais de um desenvolvimento enraizado nos sentimentos de identidade e de pertencimento comunitário. Com bibliografia particularmente rica, este trabalho abre perspectivas para quem quer dinamizar a sua comunidade.
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Just do it: the experience economy and how we turned our backs on ‘stuff’ – The Guardian – 13 May 2017 – 3p.

Interessante artigo sobre novas tendências do consumo que estão adquirindo sólidas dimensões. Em vez de gastar com compras, o que em inglês qualificam como "stuff", "coisas", as pessoas estão buscando enriquecer vivências. Multiplicam-se botecos (pubs), teatrinhos locais, programas de passeios com amigos, viagens, espaços culturais nas praças. O futuro está em menos tempo gasto para produzir bugigangas que entulham armários ou garagens, e mais para conhecer e conviver. O artigo (3p. em inglês) traça os rumos desta "experience economy", economia das vivências.
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Natasha Singer, How Google took over the classroom – 13 May 2017 – NY Times

O Google está invadindo as salas de aula? Nos EUA, mais da metade dos alunos de primeiro e segundo graus já usam o Google Educator, as escolas recebem o laptop simplificado Chromebook. A ideia geral é de um lado facilitar a vida dos alunos e dos professores, mas evidentemente também assegurar que a nova geração fique desde o início inserida nos produtos da empresa. O sistema permite gestão e produção de documentos, acesso à informação. Microsoft e Apple que já se lançaram também neste mercado estão ficando para trás, o Face ainda correndo por fora. É mais uma área da internet que abriu imensas possibilidades de liberdade de acesso e navegação, mas que se vê apropriada pelos gigantes da comunicação. Os sistemas permitem o armazenamento de dados individualizados dos alunos, futuro marketing direcionado, e a briga sobre a privacidade está forte.
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Política de juros altos de Temer trava economia – TVT – janeiro 2017 – 4 min

“A política de juros altos adotada pelo Governo Temer é uma das principais travas da economia e favorece somente o sistema financeiro”. Essa é a avaliação do economista Ladislau Dowbor. Numa conversa com a repórter Vanessa Nakasato, o economista e professor da PUC de São Paulo analisou a concentração de riqueza e o poder das elites no Brasil.
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Evasão fiscal no mundo e no Brasil: causas e consequências – Fevereiro 2016 – 40 min.

Palestra durante o workshop Pacote Antissonegação, organizado pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (FENAFISCO) em 18 de fevereiro de 2016, Florianopólis - SC.
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Diego de Melo Conti, tese de doutorado em administração sobre Governança local para sustentabilidade, um estudo comparado entre grandes cidades europeias – defendida na Pós Graduação em Administração da PUC-SP, em 29 de março de 2017. Banca com Arnoldo de Hoyos Guevara (orientador), Alessandro Rossini, Carlos Ghobril, Ladislau Dowbor e Maria Cristina Sanches Amorim.

O autor realizou uma pesquisa de campo de grande riqueza, sobre os processos colaborativos de governança em cinco cidades grandes da Europa, Copenhague, Amsterdã, Londres, Hamburgo e Barcelona. Francamente pesquisar cidades europeias e ver como se administram bem constitui uma pesquisa que eu gostaria de empreender, em particular na primavera. Mas brincadeira a parte, Diego fez um trabalho extremamente sério. No trabalho, a pesquisa de campo, pesquisa teórica e entrevistas formam um conjunto equilibrado. Uma belíssima leitura. Diego aponta caminhos que podem ser muito importantes para nós. A bibliografia constitui também uma excelente ferramenta para esta visão de uma política que se reconstrói pela base, de baixo para cima. E que funciona.
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Tiago Trindade de Carvalho, Tecnologias sociais e desenvolvimento em ambientes rurais, dissertação de mestrado defendida na pós-graduação em Economia política, 11 de abril de 2017, banca Anita Kon (Orientadora), Ladislau Dowbor e Marcia Lello Costa de Liberal.

O autor escreveu uma dissertação particularmente interessante sobre o Programa Agroecológico Integrado Sustentável (PAIS) na Bahia. Trata-se de uma tecnologia de uso integrado de criação e diversos plantios para maximizar a produção e gerar renda para a agricultura familiar. Tiago apresenta excelente pesquisa, simples e direta, com bibliografia muito rica, tanto sobre o estado presente da discussão sobre o desenvolvimento local, como sobre o capital social. Isto abre para o que há mais atual nas discussões de novos paradigmas produtivos, com sistemas descentralizados em rede, processos colaborativos locais e regionais, a própria revalorização da pequena escala quando funciona articulada graças à conectividade dos sistemas modernos de comunicação e conectividade. Recomendo fortemente a leitura. É bem escrito, sucinto (128p) muito bem estruturado.
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Hudson, Michael – Killing the Host: how financial parasites and debt destroy the global economy – Islet, Baskerville, 2015

O livro de Michael Hudson, Killing the Host (matando o hospedeiro), constitui uma análise de primeira linha sobre os sistemas financeiros dos Estados Unidos e de outros países, e com um enfoque que fica claro desde o próprio subtítulo: Como parasitas financeiros e a dívida destroem a economia global. Somando-se aos estudos recentes de Ellen Brown, de Epstein e Montecino, bem como de Joseph Stiglitz, esta pesquisa nos permite entender esta estranha arquitetura que o capitalismo financeiro gerou no nível planetário. E como Hudson analisa os formatos de enraizamento e apropriação do poder que os sistemas financeiros adotam nos diversos países, começamos entender este animal estranho em que o global não está “lá fora”, mas dentro das dinâmicas nacionais. E não há como não ficar impressionado com a semelhança do modelo financeiro imposto à sociedade americana com os nossos próprios dramas.
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World Happiness Report 2017 – John Helliwell, Richard Layard and Jeffrey Sachs – 188 p.

Muito interessante e sério o relatório mundial sobre a felicidade. Uma pesquisa com critérios em 150 países. Países mais igualitários estão no topo (Noruega, Canada...), EUA recuam para 15 lugar (aumentou PIB mas caiu o bem estar) e o Brasil (de antes do golpe) ocupa ranking 22. Boas análises sobre emprego e outros, confira os capítulos China e EUA no documento completo online, gratuito e em inglês.
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Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – abril – The Gardian (1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo, para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "é uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.
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