Acontecendo agora

Condução da economia como um banco de negócios travou o Brasil Carlos Drummond – Carta Capital – 03.09.2019

Artigo que apresenta de forma simples e direta as causas do travamento da economia e os caminhos práticos a seguir. Já é o sexto ano que "estão consertando". Até quando vai durar a farsa?
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João Paulo Capobianco – Amazônia em Chamas – Tutaméia – 1h43

Capobianco é dos nossos mais respeitados especialistas em meio ambiente. A entrevista é longa (1h43) mas diante da gravidade da catástrofe na Amazônia temos de nos informar solidamente.

L.Dowbor – Whatever happened to Brazil? The age of dumb money and dumb politics – aug 2019 – 18p.

Under Lula and Dilma, during the 2003-2013 decade that the World Bank called “the Golden Decade of Brazil”, we had simultaneously economic growth, social inclusion, environment protection and job expansion. With no deficit and very low inflation, and all in spite of the turbulence of the 2008 crisis. Presently Dilma has been ousted, and Lula is in jail. No crime was ever proved against either. Starting in 2014, when the old oligarchies took over, the economy is stalled, unemployment has doubled, the Amazon is being cut down, child mortality is growing. They took power through an ill-disguised coup, and have been pushing recessive policies on all fronts, in the name of “sound and responsible economics”. And, of course, also in the name of God, family values, tradition and fatherland. In the present paper we draw up the main lines of how good politics went down the drain.

Jacek Żakowski, Oblężona Demokracja: Rozmowy – “SIC!”, Warszawa, 2019, 384 str

Powstała nowa rzeczywistość, do której nie pasują stare instytucje. Potężne procesy wymknęły się spod demokratycznej kontroli, wpychając nas w chaos, nad którym nikt nie umie zapanować. Wzrost roli pieniędzy w polityce, erozja społeczeństw obywatelskich, wyparcie etyki obowiązku przez etykę samorealizacji, ekonomizacja kultury, wszechogarniająca globalizacja, finansjalizacja gospodarki i relacji społecznych...Jacek Żakowski te kwestje przedstawił badawcom z różnych dziedzin, z różnych krajów, i w gruncie bardzo znanych osobistości. Wynikające wywiady, 27, są ogromnie interesujące, bo krótkie, żywe i dotyczące naszych czołowych wyzwań. Ostre dialogi, tekst płynie, bardzo warto.
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Paul Dembinski and Alain Schoenenberger – Financial Markets: Mission impossible?- Charles-Léopold Mayer Foundation for Human Progress – Paris/Lausanne, 1993 – 80p.

Reproduzimos aqui este ensaio que ajuda muito na compreensão do nosso drama estruturalmente mais impactante, que é a transformação das finanças em sistema especulativo, drenando os recursos das famílias, das empresas e dos estados. (Texto em inglês, cerca de 80p.)

Entrevista Dowbor – Tutaméia – 1h34 – 30.07.2019

Os sistemas democráticos estão em crise, com a direita populista assumindo no Brasil, nos EUA, na Polônia, na Inglaterra, na Hungria, na Itália, nas Filipinas, na Turquia - e outros países simplesmente tentando equilibrar os seus governos. Nesta entrevista com Eleonora e Rodolfo do Tutaméia, discutimos as dinâmicas desta erosão generalizada da governabilidade.

David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth: life after warming – Tim Duggan Books (Penguin), New York, 2019

Os nossos diversos desafios sistêmicos têm sido apresentados de maneira fragmentada, segundo as fontes de pesquisa. Wallace-Wells junta os dados que envolvem não só a mudança climática, mas o conjunto das transformações e em particular como elas interagem. As medidas envolvem governança corporativa, sistemas de cooperação internacional, e a articulação de políticas em diversas áreas como energia, transportes, indústria, agricultura. Muito bem documentado e de fácil leitura, trata-se de uma "imagem-síntese" dos nossos desafios que constitui excelente ferramenta de trabalho. (Em inglês, 310 p.)

Entrevista Dowbor – Sabemos o que fazer para reduzir a corrupção: transparência – Valor Econômico/ Luanda – 29.07.2019 – p.4-5

Economista, acadêmico, propõe, juntamente com outros reputados economistas internacionais, um novo modelo de sociedade que combata o neoliberalismo. Indica deficiências no cálculo do PIB e aponta o dedo ao sistema financeiro pelas dificuldades sentidas pelas famílias e empresas. Considera normais as parcerias com o FMI, em Angola, mas critica os termos em que exigem austeridade e privatizações e alerta para os riscos.

Entrevista Ladislau Dowbor – rede de televisão TPA – Luanda, Angola – 1h

Uma ampla discussão em Luanda, sobre as opções de Angola em termos de estratégia de desenvolvimento. É um país rico à procura de caminhos. Temos desafios comuns, em particular o de tornar produtivos os nossos recursos financeiros. Contrariamente à nossa situação, já acumulando cinco anos de regressão política e econômica, Angola, com o novo governo, tem oportunidades de promover uma política de desenvolvimento.

George Monbiot – From Trump to Johnson, nationalists are on the rise – backed by billionaire oligarchs – The Guardian – 26.07.2019 – em inglês, 1p.

Monbiot traz com força a compreensão da profunda mudança do capitalismo, na sua dimensão social e política mais ampla, com a tomada de poder pelos gigantes corporativos que vivem mais de rentismo e acumulação de riqueza patrimonial do que de empreendedorismo produtivo.

Cafarnaum – Nadine Labaki – Líbano (2019)

Raras vezes vi um filme que me emocionou tanto como este relato do cotidiano de um moleque perdido na cidade no Líbano, que ao ver como funciona o mundo ao seu redor decide processar os seus pais por tê-lo colocado no mundo. O filme teve grande impacto internacional, e faz parte das obras de arte que em vez de nos puxar para algum universo ilusório, distraindo-nos da realidade, trata justamente a realidade, mas com grande carinho, e que nos reconcilia com o mundo realmente existente. É um filme que permanece dentro de nós, trazendo um pouco de bem estar a cada lembrança.

Jacek Zakowski (Org.) – Concilium Civitas – Almanac 2019 /2020 – Fundacja Collegium Civitas, Varsóvia 2019, 368 p.

O evento Concilium Civitas 2019 reuniu eu Varsóvia, nos dias 9 e 10 de julho, professores e pesquisadores de algumas das principais universidades do mundo, para discutir de forma aberta os nossos desafios. O pano fundo é a situação política, econômica e cultural da Polônia, dominada desde 2015 por um regime populista religioso de direita, que se elegeu não por ter algo concreto a propor, e sim com um discurso messiânico em defesa da família, da pátria, da fé. Enfim, nada que nos seja hoje estranho.
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Regulating the Credit Card Market: why we need a cap on costs – New Economics Foundation e outros – Londres, julho 2019, 13p.

O artigo mostra em particular como o endividamento se tornou uma forma estrutural de extração da renda das famílias, o que trava o consumo, e portanto a atividade econômica em geral. É a dimensão britânica do fenômeno que estudamos no nosso A Era do Capital Improdutivo. Antigamente tínhamos dinheiro sob forma de papel e moedas, era difícil alguém tirar do nosso bolso. Agora temos no bolso um cartão com sinais magnéticos, e o magnetismo atrai misteriosamente o nosso dinheiro para os bancos. O artigo é em inglês, mas sem tecnicalidades, muito claro, e sobre algo que é essencial para todos nós.

L. Dowbor – EntreVistas – Juca Kfouri – TVT – 1 hora

Car@s, minha entrevista na TVT, com Juca Kfouri, ajuda simplesmente a entender os mecanismos econômicos que paralisaram a economia brasileira. Não há nenhuma razão objetiva para sofrermos o que sofremos, a não ser a absurda ganância das oligarquias. Uma horinha de conversa bem humorada, além do Kfouri participam Lourdes Alves, educadora, e Ione Amorim, economista do Idec.

L. Dowbor – Nasze wspólne ludzkie wyzwania – ponad kłótniami politycznymi – Concilium Civitas – 7p. 2019

Mamy silną skłonność do tonięcia w krótkoterminowych kłótniach na temat różnych absurdów promowanych przez nasze populistyczne rządy. I nie możemy winić Brytyjczyków, Amerykanów, Brazylijczyków czy Polaków, że nie wiedzą, jak głosować. Musimy znaleźć nowe rozwiązania. Inicjatywa zgromadzenia badaczy społecznych pochodzących z różnych krajów, i z różnymi podejśćiami, ale mających wspólne interesy, była w tym sensie bardzo produktywna. W moim artykule chodzi o zmianę strukturalną, a nie o jakiś ostatni błąd polityczny. To wymaga mniej dyskusji ideologicznych, a więcej realizmu i przyziemnego pragmatyzmu. Realia technologiczne i ekonomiczne przerosły nasze ramy instytucjonalne. Gospodarka globalna przerosła rozwiązania krajowe. PKB nie jest już znaczącym odniesieniem, a perspektywa ekonomiczna jest stanowczo niewystarczająca. Brazylia niewątpliwie bardzo różni się od Polski. Ale wszyscy mamy ten sam kłopot – głęboki kryzys cywilizacji.



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