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Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – abril – The Gardian (1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo, para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "é uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.
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Thomas Piketty, Emmanuel Saez and Gabriel Zucman – A tale of two countries – 6 December 2016 – Washington Center for Economic Growth (3p)

Um texto curto e de excepcional qualidade traz o estudo de três pesquisadores importantes sobre as formas de irmos além da cifra grosseira que representa o PIB, construindo o que chamaram de 'distributional national accounts', metodologia que permite avaliar não só os fluxos brutos mas como evolui a renda dos 50% mais pobres, do 10% mais rico e dos 40% no meio que qualificam de classe média. Além de mostrar o absurdo dos ganhos de renda sobre aplicações (e não de produção) no topo da pirâmide social e a consequente desigualdade, aponta para as mudanças necessárias na contabilidade nacional.
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Joseph E. Stiglitz e Mark Pieth – Superando a Economia Paralela – Friedrich Ebert Stiftung – Fev. de 2017 – 36 p.

Um artigo demolidor e muito bem documentado sobre os paraísos fiscais, por parte de dois especialistas, tanto Mark Pieth por seus estudos, como Joseph E. Stiglitz que começou a luta com os fluxos ilegais quando era economista-chefe no Banco Mundial. O ponto de partida é simples:enquanto houver territórios onde os recursos ficam em sigilo e não pagam impostos, ou não precisam explicar origem, os recursos financeiros fluirão naturalmente nesta direção. A desorganização é compreensível: "A globalização resultou em uma economia global, mas não em um governo global." O estudo mostra que não se trata de dinheiro que escapa do sistema e se esconde, e sim de um mecanismo que deforma o conjunto do sistema que passa a trabalhar na opacidade. Leitura essencial, a Friedrich Ebert presta um excelente serviço ao apresentar este estudo em português. Lembremos que o Brasil tem em paraísos fiscais mais de 500 bilhões de dólares.
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Ladislau Dowbor – O escândalo dos juros – março 2017 – 2p.

O volume de recursos extraídos da economia por meio dos juros é absolutamente escandaloso, e não encontra paralelo no mundo. Aqui, em pouco mais de uma página, os dados básicos, qualquer um que já se endividou entenderá. A base são informações oficiais tais como publicadas pelo Banco Central, sobre “Operações de crédito do sistema financeiro”, e anexamos a própria nota do Banco para que possam ser checados, precaução necessária nesta era de ceticismos com números.
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Ladislau Dowbor – Los irresponsables en el poder – Revista Dialogos Del Sur – fev. 2017 (4p.)

La política económica del gobierno está basada en una inmensa farsa: la de que las políticas redistributivas de la era progresista quebraron el país mientras el nuevo poder, con banqueros en el control del dinero, io van a reconstruir. Según en cuento, como una buena ama de casa, van a enseñar responsabilidad, gastar solamente aquello que se gana. La gran realidad es que son los intereses extorsionados por los banqueros que generaron la brecha. La buena ama de casa que nos gobierna se ha juntado a los banqueros y está aumentando el déficit.
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Previdência: reformar para excluir? Contribuição técnica ao debate sobre a reforma da previdência social brasileira – Brasília: DIEESE/ ANFIP; 2017, 48p.

Finalmente temos um bom texto de referência sobre a reforma da previdência, construção que contou com a colaboração de numerosos especialistas, com sistematização final de Eduardo Fagnani da Unicamp. É uma ferramenta para todos nós. No caso, permite também uma melhor compreensão do quadro macro-econômico, pois "a reforma da Previdência proposta recentemente deve ser compreendida nesse contexto de aprofundamento das políticas de austeridade econômica, sendo a Previdência peça central do ajuste das contas primárias que se almeja com a instituição do “Novo Regime Fiscal”.
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Ladislau Dowbor – Financing sustainability: where has all the money gone? – jan. 2017 – 21 p.

Financial flows have been cornered to serve financial intermediaries, instead of serving sustainable development. If we do not face this challenge, no amount of discussions will help. It is not a question of sequestering the villa in Nice, but of generating rules of the game where the staggering amount of unproductive money is put back to work for society, and for the earth, and for the future generations. In this paper, we shall concentrate on the concrete example of how financial intermediaries in Brazil have stalled 20 years of progress, and thrown the country into recession.
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Pra que tanta ganância e correria, se ninguém veio aqui para ficar? – jan. 2017

O Nordeste parece que é mais feliz, ou em todo caso encara estas nossas dinâmicas patéticas numa boa. Em happy hour, publicamos um repente que expressa a filosofia popular, gozação no lugar certo. Francamente, em termos de filosofia de vida, acho melhor que Kant e Spinoza. Quem souber o nome dos cantores, agradeço a informação. Confira, reflita e divirta-se.
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58 milhões de adultos com nome sujo na praça – janeiro 2017 – 1p.

Interessante o dado de 58 milhões de adultos com nome sujo na praça, resultado direto dos juros extorsivos. Aliás, não é mais "nome sujo", é "negativado", mais simpático. Mas travaram o principal motor da economia, o consumo das famílias. E sem consumo das famílias, as empresas param. Travou o segundo motor. Quanto ao motor representado pelas políticas públicas (infraestruturas e políticas sociais), a taxa Selic há tempos gerou curto-circuito para os bancos. Link: (1 página)
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A explosão da economia compartilhada – entrevista Dowbor – Gazeta Mercantil – jan. 2017 (2p.)

"Estamos assistindo a uma nova forma de organização econômica, baseada em uma mudança do paradigma tecnológico. Antes, a economia dependia do produtor, do intermediário e do consumidor. Esse paradigma agora se descola completamente. A conectividade possibilita a intersecção dos vários agentes econômicos”. Confira a entrevista de Dowbor para a jornalista Rita Lisauskas, da Gazeta Mercantil, sobre economia compartilhada.
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Ladislau Dowbor – Articulações em rede na era do conhecimento – 27p.

Estamos entrando numa era de mudanças sistêmicas aceleradas. As tecnologias estão transformando o planeta, as relações de trabalho, as formas de remuneração, o conceito de propriedade. O ponto de partida é que o principal fator de produção hoje, o conhecimento, é indefinidamente reproduzível, seu uso não reduz o estoque. Abre-se a era da gratuidade. Acrescente-se a conectividade planetária nesta era do virtual, com os seus algoritmos e plataformas colaborativas, e temos outro universo em construção. Mas as regras do jogo são as que foram herdadas da era da dominância da produção material do século passado, o que gera uma erosão da governança. Nas mudanças, entram em choque os interesses. Indivíduos ou pequenas empresas podem expandir o trabalho em rede, mas gigantes corporativos passaram a desarticular as economias nacionais. Multiplicam-se os bancos comunitários de desenvolvimento e o crédito colaborativo, mas os bancos nos impõem novas formas de exploração. Expande-se a produção científica e cultural de acesso aberto, mas multiplicam-se os sistemas de bots que tentam controlar o que publicamos. Traçamos algumas das principais linhas de mudança para uma sociedade aberta, colaborativa e articulada em rede.
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OXFAM – Uma Economia para os 99% – 2017 (13p.)

Desigualdade parece tema batido. Mas não se trata apenas de injustiça: é um mecanismo que trava a economia, gera explosões sociais, desarticula a sociedade como um todo. Estamos muito além da mais-valia tradicional nas empresas produtivas. A mais-valia financeira permite explorar tanto governos com a dívida pública, quanto empresas e pessoas físicas, gerando uma classe de intermediários financeiros que não só não financiam a produção, o consumo e os investimentos públicos, os motores da economia, como os paralisam. Estamos na era da acumulação improdutiva de patrimônio, descapitalização da sociedade. É uma desorganização sistêmica. A reforma do sistema financeiro global (e nacional no Brasil) constitui o desafio central. Enriquecimento sem a contrapartida produtiva, "unearned income" na terminologia inglesa, gera rentistas ricos e economias travadas.
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Ladislau Dowbor – Que crise é esta? – versão revista em janeiro de 2017 – 33p.

Publicado pela revista Ponto e Vírgula da PUC-SP em fins de 2015, o presente artigo resume uma série de argumentos que tenho desenvolvido sobre a crise atual. Um círculo virtuoso em que a distribuição de renda por meio de um conjunto de programas permitiu simultaneamente expandir a demanda, tirando cerca de 50 milhões de pessoas da miséria, e estimular os investimentos e o emprego para satisfazê-la, parou de funcionar. O travamento desse processo a partir de fins de 2014 e de 2015 gera perplexidade. A raiz do travamento é sem dúvida política, mas os mecanismos utilizados são também econômicos. O presente artigo mostra a mudança do contexto internacional com o caos financeiro mundial, os nosso principais avanços econômicos e sociais, e finalmente como a financeirização internacional adotou formas específicas no Brasil, tornando -se o principal fator de paralisia, por meio do sistema de juros. (L. Dowbor)
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Yamila Goldfarb – El golpe institucional en Brasil y las transformaciones en las políticas de desarrollo para el campo – Nueva Sociedad – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad.
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A Enorme Taxa de Juros do Brasil: Será que os brasileiros conseguem suportá-la? – CEPR – dezembro 2016

Este relatório olha para as excepcionalmente altas taxas de juros brasileiras. O Brasil possui o quarto maior encargo no mundo com o pagamento de juros da dívida pública (em meio a 183 países). O relatório indica que isso não é um resultado de conhecidos fatores de risco, mas sim decorrente da incomum alta taxa de juros estabelecida pelo Banco Central — as taxas de juros estabelecidas por política econômica também têm estado entre as mais altas no mundo — e do poder político e de mercado de um altamente concentrado setor bancário.
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