Dicas de Leitura

58 milhões de adultos com nome sujo na praça – janeiro 2017 – 1p.

Interessante o dado de 58 milhões de adultos com nome sujo na praça, resultado direto dos juros extorsivos. Aliás, não é mais "nome sujo", é "negativado", mais simpático. Mas travaram o principal motor da economia, o consumo das famílias. E sem consumo das famílias, as empresas param. Travou o segundo motor. Quanto ao motor representado pelas políticas públicas (infraestruturas e políticas sociais), a taxa Selic há tempos gerou curto-circuito para os bancos. Link: (1 página)
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A Enorme Taxa de Juros do Brasil: Será que os brasileiros conseguem suportá-la? – CEPR – dezembro 2016

Este relatório olha para as excepcionalmente altas taxas de juros brasileiras. O Brasil possui o quarto maior encargo no mundo com o pagamento de juros da dívida pública (em meio a 183 países). O relatório indica que isso não é um resultado de conhecidos fatores de risco, mas sim decorrente da incomum alta taxa de juros estabelecida pelo Banco Central — as taxas de juros estabelecidas por política econômica também têm estado entre as mais altas no mundo — e do poder político e de mercado de um altamente concentrado setor bancário.
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Joris Luyendijk – Swimming with sharks : my journey into the world of the bankers – Guardian Books, London, 2015

swimming-with-sharks-cover-xlargeO livro "Swimming with sharks", de Joris Luyendijk, realiza uma façanha impressionante. Consegue que você – sim você – entenda como funciona o sistema financeiro. O autor foi convidado pelo Guardian para escrever um livro que as pessoas possam ler e entender sem sofrimento. A vantagem de Luyendijk é que ele não entendia do assunto, e alerta logo no início o leitor de que vai proceder passo a passo na construção da pesquisa: você o acompanha, de capítulo em capítulo, conforme vai construindo o conhecimento que ele próprio ganha. Francamente, é um passeio. E como você, como tantos outros infelizes, está atolado neste sistema, vale a pena a leitura.
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Arthur R. Kroeber – China’s Economy – Oxford, Oxford University Press, 2016 ISBN 978-0-19-023903-9 – 320 p.

51wby-ceaql-_sx331_bo1204203200_Kroeber não é mais uma pessoa que passou um tempo na China e escreveu um livro. Vivendo em Beijing e Nova Iorque, editor do China Economic Quarterly, reúne tanto conhecimento técnico como vivência e familiaridade cultural num livro de excepcional qualidade. Quase uma pessoa em cada cinco no planeta é chinesa. O pouco que sabemos sobre como funciona este país, em particular considerando os seus impressionantes avanços, é simplesmente uma vergonha. Vergonha aliás em particular para a nossa mídia, onde a editoria internacional se resume basicamente à última explosão no oriente médio e à foto do dia do presidente dos EUA. Não é possível continuarmos com este grau de desconhecimento. Eu já estive três vezes na China, acompanho as suas transformações, e o presente livro me convence.
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Ladislau Dowbor: O alto custo do sistema financeiro (resenha/artigo)

epstein_montecinocapaÀs vezes precisamos de um espelho. Com o grau de deformação ideológica dos argumentos quando se trata da realidade brasileira, é bom dar uma olhada como todo o debate sobre o resgate do sistema financeiro está se dando no resto do mundo. Não somos uma ilha, e muito menos o nosso sistema financeiro, ainda que aqui algumas deformações sejam muito maiores. Hoje já não podemos ignorar o sólido acervo de pesquisas, que deslancharam após a crise de 2008, e que mostram a que ponto o sistema financeiro se distanciou dos seus objetivos iniciais de financiar o investimento e o crescimento econômico. Aqui apresentamos a excelente pesquisa de Epstein e Montecino sobre o sistema americano, organizando as ideias chave, e este espelho gera um impressionante efeito de ver na imagem refletida a sombra dos nossos dramas.
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Joseph Stiglitz – Rewriting the rules of the American economy: an agenda for shared prosperity – New York, London, W. W. Norton &Company – 2015, 237 p. – ISBN 978-0-393 -25405-1.

16-stiglitz-rewriting-the-rulesJoseph Stiglitz organizou um documento muito forte, que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam deste relatório rejeita "os velhos modelos econômicos". Segue uma ampla agenda prática de desenvolvimento inclusivo. O documento coincide praticamente com o "The Next System", lançado em março 2015 por Gar Alperovitz, Gus speth, Jeffrey Sachs e outros. Os economistas americanos estão acordando e construindo novos rumos. Aqui estamos tentando voltar ao que eles estão abandonando. Os dois documentos constituem instrumentos preciosos para repensarmos a economia política.
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Arun Sundararajan – The sharing Economy: the end of employment and the rise of crowd-based capitalism – Cambridge, MIT Press, 2016, ISBN 9780262034579

16-arun-sundararajanArun Sundararajan publica uma das melhores análises abrangentes da economia do compartilhamento, The Sharing Economy, livro tão essencial para entender as novas dinâmicas como por exemplo A sociedade de custo marginal zero de Jeremy Rifkin. A internet das coisas constitui em geral uma atividade comercial que aproveita a conectividade ampla das pessoas e agentes econômicos, com uma grande variedade de arquiteturas organizacionais. A grande vantagem aqui é que o autor sistematiza de forma muito legível o que são as atividades, os desafios econômicos, culturais e legais, os impactos no emprego, as formas de regulação. O fato de dar numerosos exemplos explicando como funcionam ajuda muito.
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Economia das Dádivas – Marina Pechlivanis – Alta Books – 2016

O mundo não vai parar de repente e tomar outros rumos. Toda ideia de transformação que ajude a construir dinâmicas mais construtivas é bem vinda. Marina Pechlivanis traz neste volume respostas a "uma demanda mundial por um novo formato nas relações de troca, comerciais ou não, trazendo à tona determinados valores que, com o poder da monetização e da plastificação das relações, estavam esquecidos." O mundo corporativo está aberto para isto? Otimista, Marina considera que "Gift Economy é um conceito que tem relevância tanto para o comportamento individual quanto para as empresas. Está sendo conduzida por poderosas tendências macroeconômicas e por um novo ethos, preocupado com a justiça e com a igualdade." O eixo central, ir "para além do sistema de “compra-consumo-descarte” amplamente promovido nos últimos anos" ajuda a mostrar novos horizontes. A contribuição de Ladislau Dowbor é uma curta nota sobre como as novas tecnologias e a economia imaterial contribuem para as mudanças, confira a íntegra da nota (em PDF).
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George Monbiot – How did we get into this mess? – Verso Ed., London, New York, 2016, 340p. – ISBN 13: 978-1-78478-362-4

Monbiot tem o dom da palavra, e associa este dom com uma impressionante lucidez. Eu em geral não gosto de livros em que o autor reúne artigos, mas no caso dele a qualidade dos textos, a variedade das questões tocadas, a capacidade de ir direto onde dói e de explicitar os nossos dramas culturais, sociais, econômicos e políticos constitui um refresco. O que os artigos têm em comum aparece exatamente no título: como é que fomos nos meter nesta encrenca? E haja encrenca. (L.Dowbor)
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Wolfgang Streeck – Buying Time – The delayed crisis of democratic capitalism – Verso, London, New Left Books, 2014 (original: Berlin, 2013)

O trabalho de Wolfgang Streeck analisa essencialmente como o capitalismo gradualmente restringe os espaços democráticos. Na sua visão, não é o fim do capitalismo, mas sim o fim do capitalismo democrático. O estado que cobra impostos para prestar serviços públicos é substituído por um estado endividado que transfere os nossos impostos para os grupos financeiros que o endividam, enquanto o acesso ao que eram serviços públicos passa a depender cada vez mais dos nossos bolsos. Streeck, alemão, tem claramente a Europa em mente, mas a mensagem é mais ampla: trata-se da erosão da democracia no contexto do capitalismo. (L. Dowbor)
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Pasi Sahlberg – Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland – Columbia University, New York and London, 2015

Estamos acostumados a ver muita coisa sobre o sistema educacional na Finlândia, como algo muito diferente. Neste pequeno livro, a vantagem é que não se trata de mais um estudo de alguém que visitou, mas de um relatório por parte de um protagonista que ajudou a construir o sistema, e… Leia mais

Nicholas Shaxson – Treasure Islands: uncovering the damage of offshore banking and tax havens – St. Martin’s Press, New York, 2011

O livro de Nicholas Shaxson é uma ótima ferramenta de trabalho, vem enriquecer um conjunto de pesquisas que desde a crise de 2008 vão desenhando como funciona o caos financeiro mundial. O livro é de 2011, e com aprovação em outubro de 2015, por parte do G20 e da OCDE, de uma série de resoluções, ganha muita atualidade. Continua sendo uma leitura básica para entender o caos financeiro, inclusive naturalmente os impactos para o Brasil. (L. Dowbor)
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FrançoisMorin – L’hydre mondiale: L’oligopole bancaire – Lux Editeur, Québec, 2015, 165p. – ISBN 978-2-89596-199-4

FrançoisMorin – L’hydre mondiale: L’oligopole bancaire – Lux Editeur, Québec, 2015, 165p. – ISBN 978-2-89596-199-4   Ladislau Dowbor 1 de setembro de 2015   François Morin, ex-conselheiro da Banque de France, autor de uma dezena de livros sobre a organização dos sistema financeiros, entende realmente do assunto. E escreveu agora… Leia mais

Ladislau Dowbor – Entender os mecanismos da crise ou bater panelas? – setembro – 2015, 2p.

François Morin, ex-conselheiro da Banque de France, autor de uma dezena de livros sobre a organização dos sistema financeiros, entende realmente do assunto. E escreveu agora um pequeno livro que é uma pérola, em termos de descrição de como funciona o oligopólio dos 28 gigantes financeiros do planeta.
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Ellen Brown – The Public Bank Solution: from Austerity to Prosperity – Third Millenium Press, Baton Rouge, 2013, 471p. ISBN 978-0-9833308-6-8

O aporte de Ellen Brown é diferente do de Thomas Piketty: ela destrincha o funcionamento concreto dos bancos, de como se organiza no dia a dia esta apropriação de riqueza por quem não produz. A orientação dela é clara: o setor público tem de recuperar o controle da emissão desses “direitos”, e assegurar que o financiamento sirva a financiar o desenvolvimento.( L. Dowbor)
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