Artigos recebidos

Lena Lavinas e Denise L. Gentil – BRASIL ANOS 2000: A política social sob regência da financeirização – Novos Estudos Cebrap – ago.2018

Lena Lavinas e Denise L. Gentil - BRASIL ANOS 2000: A política social sob regência da financeirização - Novos Estudos Cebrap - ago.2018
Um excelente artigo de Lena Lavinas e Denise Gentil, mostra que muito além de conter o déficit, travar o financiamento das políticas públicas (Teto de Gastos) visou abrir espaço para a privatização da saúde e da educação, áreas que por sua vez passaram a ser dominantemente controladas por grupos financeiros, em particular estrangeiros. Linguagem clara, sem complicações econométricas, e ótimas tabelas que mostram uma das faces mais duras da financeirização ao dificultar o acesso da massa da população a coisas tão elementares como saúde e educação.
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José Pascoal Vaz – Economia de Francisco no Tucarena (18,19/11/19) – 2p.

José Pascoal Vaz - Economia de Francisco no Tucarena (18,19/11/19) – 2p.
Ao longo da minha vida, já nada curta, participei de dezenas de seminários e congressos sobre os mais variados temas. Nenhum me ensinou e emocionou tanto e me deu tantas esperanças como este, de que podemos fazer uma nova economia, centrada na justiça social, oposta a que vem sendo aplicada na maioria dos países do mundo, Brasil à frente.

Piketty propõe “socialismo participativo” – Outras Palavras – 2019 – 3p.

Piketty propõe “socialismo participativo” - Outras Palavras - 2019 - 3p.
Piketty é um autor que precisamos ler. É um dos poucos que trabalha com gestos amplos as nossas opções econômicas, políticas e sociais. Precisamos deste tipo de trabalho, pois o mundo está indo para o brejo em termos ambientais, sociais, políticos e econômicos. Estamos à procura de novas opções, não por interesse acadêmico, mas por instinto de sobrevivência. Aqui, algumas propostas que aparecem no último livro do Piketty.

George Monbiot – For the sake of life on Earth, we must put a limit on wealth – The Guardian – 20.09.19

O mundo está se mobilizando contra o desastre climático que está sendo aprofundado. Veja excelente texto do Monbiot, do Guardian, 2p em inglês

Condução da economia como um banco de negócios travou o Brasil Carlos Drummond – Carta Capital – 03.09.2019

Artigo que apresenta de forma simples e direta as causas do travamento da economia e os caminhos práticos a seguir. Já é o sexto ano que "estão consertando". Até quando vai durar a farsa?
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Paul Dembinski and Alain Schoenenberger – Financial Markets: Mission impossible?- Charles-Léopold Mayer Foundation for Human Progress – Paris/Lausanne, 1993 – 80p.

Paul Dembinski and Alain Schoenenberger - Financial Markets: Mission impossible?- Charles-Léopold Mayer Foundation for Human Progress - Paris/Lausanne, 1993 - 80p.
Reproduzimos aqui este ensaio que ajuda muito na compreensão do nosso drama estruturalmente mais impactante, que é a transformação das finanças em sistema especulativo, drenando os recursos das famílias, das empresas e dos estados. (Texto em inglês, cerca de 80p.)

New Left Economics: how a network of thinkers is transforming capitalism – Andy Beckett – Guardian 25-06-2019, 5p.

Com a acumulação dos desastres ambientais, a tragédia da desigualdade e o caos da financeirização, constatamos uma necessidade de repensar a economia de maneira criativa. De certa forma, a complexa sociedade do século 21 não pode ser gerida com as simplificações do neoliberalismo. A articulação dos interesses econômicos, sociais e ambientais, e um outro equilíbrio entre corporações, estado e sociedade civil organizada estão no centro deste repensar das teorias econômicas. O artigo de Andy Beckett apresenta algumas das principais discussões na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, mas a discussão hoje é muito mais ampla. A própria economia que ensinamos está profundamente desatualizada, e novas ideias são bem vindas. Reformulando Margareth Thatcher, há sim alternativas.
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Esther Dweck – Quando a economia é vista como ciência exata, saídas para crises são restritas a dados numéricos – IHU On-Line – 573 – 11.06.2019 – 3p.

Esther Dweck - Quando a economia é vista como ciência exata, saídas para crises são restritas a dados numéricos - IHU On-Line - 573 - 11.06.2019 - 3p.
Esther Dweck é professora e pesquisadora, e tem amplo conhecimento de economia aplicada, adquirido no Ministério de Planejamento, onde foi secretária do orçamento federal. Nesta entrevista ao IHU, ela vai direto ao ponto: “É preciso colocar no centro de um novo modelo de desenvolvimento a redução da desigualdade de renda e aumento do investimento social, ambos fundamentais para acelerar o crescimento econômico de forma mais inclusiva e ambientalmente sustentável.” Conhecimento e bom senso.
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Joseph Stiglitz – Hora de enterrar um sistema fracassado – Outras Palavras tradução – jun. 2019 – 3p.

Outras Palavras traz a tradução do artigo de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia e ex-economista chefe do governo Clinton e do Banco Mundial, com posição dura sobre o desastre do neoliberalismo. Texto curto muito importante, considerando de onde vem. Em português.
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Paulo Kliass – Gastos com juros e cortes no orçamento – Carta Maior – 2p.

Paulo Kliass escreve o essencial: "Se existe uma conta do orçamento do governo federal que deve ser cortada em prioridade, essa é a que se refere ao pagamento de juros. Esses valores são os que oferecem menor retorno social e econômico. São montantes que se dirigem aos setores que menos precisam de ajuda do Estado, pois estão concentrados no topo da pirâmide da desigualdade. Essas centenas de bilhões de reais anuais são os que apresentam a menor taxa de retorno sob a forma de impostos, em função da absurda regressividade de nossa estrutura tributária. Enfim, trata-se de dinheiro público jogado fora, que não ajuda em nada a reverter do processo de desindustrialização e a retomada do crescimento com geração de empregos." 4/6/19
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Joseph Stiglitz – After Neoliberalism – Project Syndicate – May 30, 2019

Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia, ex-economista chefe do governo Clinton e do Banco Mundial, toma posição dura sobre o desastre do neoliberalismo. Texto curto muito importante, considerando de onde vem.
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Ivo Lesbaupin – Paulo Guedes nos levará ao fundo do poço – Iser Assessoria – Maio 2019, 3p.

"Paulo Guedes nos levará ao fundo do poço" afirma Ivo Lesbaupin em excelente artigo. Sim, a verdade é bem simples. Confiram.
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Ellen Brown – Bank on the People Instead of Wall Street Parasites – Truthout – may 2019

Ellen Brown - Bank on the People Instead of Wall Street Parasites - Truthout - may 2019
Ellen Brown explicita o mecanismo que faz o governo dar dinheiro aos bancos para que emprestem para ele, dando então mais dinheiro aos bancos sob forma do serviço da dívida. Ellen Brown é uma das melhores especialistas mundiais na luta pelo resgate do sistema financeiro.
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An Ocean of Lies on Venezuela: Abby Martin & UN Rapporteur Expose Coup – 39 min. 2019

Venezuela é claramente a bola da vez. Não podemos esquecer que as intervenções no Afeganistão, Iraque, Líbia, Panamá e tantos outros sempre foram em nome de restaurar a democracia. Isso sem falar do ciclo de ditaduras latino-americanas no século passado. Alfred de Zayas, jurista americano com larga experiência em direitos humanos, apresentou o seu relatório sobre a crise na Venezuela na qualidade de enviado das Nações Unidas. O relatório destoa radicalmente do que a imprensa internacional e a nossa mídia apresentam. O vídeo é em inglês, mas muito compreensível, e vale muito a pena.
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Stefano Quintarelli – A revolução digital e transformações sociais – fev. 2019 – 10p.

Stefano Quintarelli - A revolução digital e transformações sociais -  fev. 2019 - 10p.
O capitalismo está mudando em profundidade. As características essenciais do capitalismo industrial estão sendo deslocadas. Na base das rupturas está a evolução para a economia imaterial, que gera novos tipos de controle (da informação mais do que das máquinas), de organização empresarial (mais plataformas do que fábricas), mais empregos fragmentados do que trabalhadores assalariados formais. Um denominador comum é que toda a máquina que passou a controlar o sistema hoje não está mais na mão de produtores, mas de intermediários dos mais diversos tipos, em particular dos sistemas digitais e financeiros. Um outro mundo está nascendo, e o presente artigo, de Stefano Quintarelli, com amplos traços gerais, constitui um esboço particularmente interessante do nosso futuro. Estamos nas mãos de intermediários.

Boaventura de Sousa Santos – A Nova Guerra Fria e a Venezuela – Sul 21 – 3p.

Como sempre Boaventura nos apresenta uma análise fria e tranquila sobre os problemas quentes da atualidade.

Noam Chomsky – A “soft coup” in Brazil´s election will have global consequences – The Intercept – out 2018

Chomsky avalia a conjuntura política brasileira e conta sobre sua visita a Lula: "Minha esposa, Valeria, e eu recentemente estivemos em uma prisão para visitar aquele que é, provavelmente, o prisioneiro político mais proeminente da atualidade, uma pessoa de notável significância na política global contemporânea." / "My wife Valeria and I have just visited a prison to see arguably the most prominent political prisoner of today, a person of unusual significance in contemporary global politics."
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Paulo Kliass – Fora Parente – maio 2018 – 3p.

Atuando como um verdadeiro quinta-colunista no interior do Estado brasileiro, Parente tem contribuído de forma decisiva para aprofundar a liquidação da empresa criada por Getúlio Vargas ainda em 1954.
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El País – Brasil é um dos cinco países do mundo que mais vende terra para estrangeiros – Ciro Barros (Agência Pública) – maio 2018 – 2p.

El País - Brasil é um dos cinco países do mundo que mais vende terra para estrangeiros - Ciro Barros (Agência Pública) - maio 2018 - 2p.
Um artigo importante sobre a apropriação da agricultura, tanto venda de terras como de produtos, pelo sistema de especulação financeira.
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Lula – Le Monde – Por que eu quero voltar a ser presidente – 17.05.2018 – 2p.

O denominador comum de todos que querem que o país volte a funcionar é retornar à democracia. Esse artigo no Le Monde tem impacto mundial, maior referência junto com o New York Times.
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Maior favela de SP terá banco e moedas próprios – Leandro Machado – BBC Brasil – 07/05/2018

Maior favela de SP terá banco e moedas próprios - Leandro Machado - BBC Brasil - 07/05/2018
Precisamos da BBC para ver uma coisa óbvia: as nossas poupanças, mesmo pequenas, podem ser muito úteis quando geridas por nós mesmos, pelas comunidades. Já são mais de cem bancos comunitários. Mas precisamos resgatar a utilidade social e econômica dos grandes.
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DIEESE – DESEMPENHO DOS BANCOS EM 2017 – Lucros dos cinco maiores bancos do país batem recordes em ano difícil para a economia brasileira – Dieese, 2018, 17 p.

DIEESE - DESEMPENHO DOS BANCOS EM 2017 - Lucros dos cinco maiores bancos do país batem recordes em ano difícil para a economia brasileira – Dieese, 2018, 17 p.
Apesar do cenário econômico adverso enfrentado pelo país em 2017, os lucros dos bancos atingiram recordes históricos. O lucro líquido dos cinco maiores somou R$ 77,4 bilhões, montante 33,5% superior ao registrado em 2016. O maior lucro líquido do período foi obtido pelo Itaú Unibanco e correspondeu a R$ 24,9 bilhões, com alta de 12,0% em 12 meses (Gráfico 1). O segundo maior foi o do Bradesco, de R$ 19 bilhões, com crescimento de 11,1%, recorde para o banco (p.5). “No campo da política monetária, apesar das sucessivas quedas na taxa Selic, os bancos seguem com taxas de juros extremamente elevadas, restringindo e desestimulando o crédito produtivo e o consumo das famílias e inviabilizando a retomada do crescimento” (p.16).
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Boaventura de Sousa – Lula da Silva: os tribunais o condenam, a história o absolverá – abril 2018 – 2p

Boaventura de Sousa - Lula da Silva: os tribunais o condenam, a história o absolverá - abril 2018 - 2p
"O princípio da independência dos tribunais constitui um dos princípios básicos do constitucionalismo moderno como garantia do direito dos cidadãos a uma justiça livre de pressões e de interferências, quer do poder político quer de poderes fácticos, nacionais ou internacionais. O reforço das condições de efectivação daqueles princípios dá-se através de modelos de governação do judiciário com ampla autonomia administrativa e financeira. Mas, numa sociedade democrática, esse reforço não pode resvalar para um poder selectivo e totalitário, sem fiscalização e sem qualquer sistema de contrapesos."
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