Artigos recebidos

Previdência: reformar para excluir? Contribuição técnica ao debate sobre a reforma da previdência social brasileira – Brasília: DIEESE/ ANFIP; 2017, 48p.

Finalmente temos um bom texto de referência sobre a reforma da previdência, construção que contou com a colaboração de numerosos especialistas, com sistematização final de Eduardo Fagnani da Unicamp. É uma ferramenta para todos nós. No caso, permite também uma melhor compreensão do quadro macro-econômico, pois "a reforma da Previdência proposta recentemente deve ser compreendida nesse contexto de aprofundamento das políticas de austeridade econômica, sendo a Previdência peça central do ajuste das contas primárias que se almeja com a instituição do “Novo Regime Fiscal”.
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OXFAM – Uma Economia para os 99% – 2017 (13p.)

Desigualdade parece tema batido. Mas não se trata apenas de injustiça: é um mecanismo que trava a economia, gera explosões sociais, desarticula a sociedade como um todo. Estamos muito além da mais-valia tradicional nas empresas produtivas. A mais-valia financeira permite explorar tanto governos com a dívida pública, quanto empresas e pessoas físicas, gerando uma classe de intermediários financeiros que não só não financiam a produção, o consumo e os investimentos públicos, os motores da economia, como os paralisam. Estamos na era da acumulação improdutiva de patrimônio, descapitalização da sociedade. É uma desorganização sistêmica. A reforma do sistema financeiro global (e nacional no Brasil) constitui o desafio central. Enriquecimento sem a contrapartida produtiva, "unearned income" na terminologia inglesa, gera rentistas ricos e economias travadas.
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Guia ilustrado da privatização da democracia no Brasil – Vigência, IIEP, apoio Oxfam – 2016, 35 p.

privatizacaodademocraciaNo nosso sistema educacional nunca tivemos uma aula sobre a moeda, sobre como funciona a economia. E no oligopólio da mídia, aparecem apenas fragmentos distorcidos em função de interesses. Um grupo de pesquisadores elaborou um folheto de 35 páginas, com ilustrações, visando trazer uma visão sistêmica, elencando alguns dos principais desafios: alimentos, biossegurança, educação, finanças, juros, meio ambiente, mídia, segurança e setor imobiliário. Com apresentação gráfica transparente, o folheto ajuda a entender o conjunto, a formar uma informação embasada. Excelente material para trabalhar no sistema de ensino ou em movimentos sociais. Disponível online, gratuito. Os capítulos são assinados por pessoas reais, pesquisadores, e não por uma máquina de interesses corporativos. No mínimo, ajuda como contrapeso às bobagens divulgadas na grande mídia.
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Austeridade e retrocesso – Outubro 2016 – 50 p.

austeridade_capaO governo atual navega numa farsa relativamente tanto às causas da crise quanto às medidas necessárias. Austeridade, que reduz a demanda, vai recuperar a economia? Os gastos sociais quebraram o governo? Aqui uma excelente sistematização das informações básicas sobre as dinâmicas reais. "Esse documento procede a uma análise das finanças públicas e política fiscal no Brasil, procurando esclarecer as principais causas da atual crise fiscal, assim como desconstruir simplificações e mitos, muitos dos quais baseados em argumentos econômicos supostamente técnicos que sustentam a austeridade." Um documento essencial, nada que um leigo informado não possa acompanhar.
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Leonardo Boff – Onde está o poder hoje no mundo? – outubro 2016 (4p.)

Leonardo Boff: "Há um fato que deve preocupar todos os cidadãos do mundo: o deslocamento do poder dos Estados-nações para o lado do poder de uns poucos conglomerados financeiros que atuam a nível planetário, cujo poder é maior que qualquer Estado tomado individualmente. Estes de fato detém o poder real em todas as suas ramificações: financeira, politica, tecnológica, comercial, mediática e militar".
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Leonardo Boff – Dónde está hoy el poder en el mundo – octubre 2016

Leonardo Boff: "Hay un hecho que debe preocupar a todos los ciudadanos del mundo: el desplazamiento del poder de los estados-nación hacia el de unos pocos conglomerados financieros que operan a nivel global, cuyo poder es mayor que el de cualquiera de los Estados tomados individualmente. Estos realmente detentan el poder real en todas sus ramas: financiera, política, tecnológica, comercial, medios de comunicación y militar."
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Dilip Hiro – US power at the crossroads: a snapshot of a multipolar world in action – (publicado em Truthout 11.10.2016, em inglês, 4p.)

Uma sucinta mas rica avaliação dos rearranjos em curso em termos de poder international, impactando em particular a supremacia americana. Dilip Hiro analisa a presença geopolítica da Russia, com a atuação na Crimeia e o papel desempenhado no Oriente Médio, tornando-se interlocutor necessário. A RT Rússia coloca o país pela primeira vez na comunicação mundial, com RT América, RT UK e outras linguas internacionais. A aproximação com a China faz parte deste redesenho. A China por sua ultrapassa pela primeira vez os EUA em volume de comércio exterior (US$3,9 tri), mostra presença ao abrir transporte ferroviário de carga (Yiwu-Madrid 16 mil milhas!) e conexões dutoviárias e marítimas em expansão, além dos acordos comerciais e políticos com a Rússia. Reservas internacionais: US$3,3 trilhões. Sucesso do AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank). Aqui uma excelente análise da geração de novos equilíbrios multipolares.
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Eleonora de Lucena – Truculência – Folha de São Paulo – 22.08.2016

Falar de luta de classes e de projeto nacional deixou alguns leitores ouriçados. Mas, apesar da operação de marketing em curso, os objetivos do atropelo à Constituição são claros: concentrar riqueza, liberar mercados, desnacionalizar a economia, desmantelar o Estado.
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Eleonora de Lucena – Escracho – Folha de São Paulo – 26.07.2016

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.
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Pierre Salama, Entrevista, Afrânio Garcia Jr et al., Cadernos do Desenvolvimento, Rio de Janeiro, v. 10, n. 17, pp.92-111, jul.-dez. 2015

Ampla entrevista de Pierre Salama, que aponta com força a dimensão estrutural dos nossos desafios - e a falta de reformas estruturais, em particular do sistema tributário - bem como a deformação radical que significa o capitalismo rentista, onde se ganha dinheiro não produzindo mas intermediando, na área comercial e em particular na área financeira: "Estamos vendo uma sociedade que se torna cada vez mais uma economia rentista." Estamos na mesma linha do Piketty, um capitalismo onde se ganha dinheiro sem produzir não faz muito sentido. (L. Dowbor)
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Paulo Sérgio Pinheiro – Direitos Humanos: O pior ainda está por vir – maio – 2016, 3p.

Importante artigo de Paulo Sérgio Pinheiro, publicado no Estadão, sobre o retrocesso geral nos duramente conquistados direitos humanos no Brasil, neste governo surrealista que inventaram. (L.Dowbor)
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George Monbiot – Neoliberalism: the ideology at the root of all our problems – The Guardian, 15 April 2016 – (cerca de 5 p., em inglês)

Uma das melhores análises que já li sobre como funciona o sistema que nos rege, e que criou o caos político e econômico a que estamos hoje submetidos. Esta compreensão sistêmica é muito importante, e o texto é muito elucidativo, sem complicações. Na análise do autor, "as últimas quatro décadas se caracterizaram não só pela transferência dos pobres para os ricos, mas dentro da esfera dos ricos: dos que ganham dinheiro produzindo novos bens ou serviços para os que ganham dinheiro controlando ativos existentes e colhendo renta, juros ou ganhos de capital. O ganho produtivo foi suplantado pelo ganho improdutivo." (Earned income has been supplanted by unearned income). É um sistema de financeirização que privilegia a remuneração do capital improdutivo, que gera "renta" e não "lucros", que consiste em aplicações financeiras em vez de investimento produtivo, e desequilibra todo o sistema econômico, além de invadir a esfera política. Uma leitura que abre janelas sem complicar, aqui fragmentos do livro que está por sair. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Dez lições da múltipla crise brasileira – abril – 2016, 3p.

Leonardo Boff é antes de tudo um humanista. Neste pequeno texto, traz ideias sobre uma forma mais abrangente de ver a política. Enquanto ficarmos apenas à procura dos culpados, e continuarmos as polarizações, será difícil passar para uma fase construtiva. As "dez lições sobre a múltipla crise" que Boff apresenta são simples mas marcam uma visão de governança democrática e solidária. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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James Green – Brasilian Democracy is seriously Threatened – março – 2016, 2 p.

Nomes de peso internacional que acompanham a América Latina denunciam a ilegalidade do que está acontecendo no Brasil. Texto em inglês. ( L. Dowbor)
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Boaventura de Souza Santos – Os perigos da desordem jurídica – março – 2016, 1p.

A politização do judiciário e a captura da política travam as nossas instituições, pondo a democracia em perigo. Não é só no Brasil. O curto mas potente artigo do Boaventura traz uma excelente contribuição para entender o que realmente está acontecendo, aqui e em outros países. (L. Dowbor)
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