Papers in English

Ladislau Dowbor – Financing sustainability: where has all the money gone? – jan. 2017 – 21 p.

Financial flows have been cornered to serve financial intermediaries, instead of serving sustainable development. If we do not face this challenge, no amount of discussions will help. It is not a question of sequestering the villa in Nice, but of generating rules of the game where the staggering amount of unproductive money is put back to work for society, and for the earth, and for the future generations. In this paper, we shall concentrate on the concrete example of how financial intermediaries in Brazil have stalled 20 years of progress, and thrown the country into recession.
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Dilip Hiro – US power at the crossroads: a snapshot of a multipolar world in action – (publicado em Truthout 11.10.2016, em inglês, 4p.)

Uma sucinta mas rica avaliação dos rearranjos em curso em termos de poder international, impactando em particular a supremacia americana. Dilip Hiro analisa a presença geopolítica da Russia, com a atuação na Crimeia e o papel desempenhado no Oriente Médio, tornando-se interlocutor necessário. A RT Rússia coloca o país pela primeira vez na comunicação mundial, com RT América, RT UK e outras linguas internacionais. A aproximação com a China faz parte deste redesenho. A China por sua ultrapassa pela primeira vez os EUA em volume de comércio exterior (US$3,9 tri), mostra presença ao abrir transporte ferroviário de carga (Yiwu-Madrid 16 mil milhas!) e conexões dutoviárias e marítimas em expansão, além dos acordos comerciais e políticos com a Rússia. Reservas internacionais: US$3,3 trilhões. Sucesso do AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank). Aqui uma excelente análise da geração de novos equilíbrios multipolares.
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Ladislau Dowbor: The Rules of the Global Game – Culture Report, EUNIC – 2016 – ISBN:978-3-95829-198-0

globalgamecapaPara quem gosta dos Jogos Olímpicos, e para quem não gosta, escrevi um artigo curto e bem humorado sobre como funciona o circo muito mais amplo, a chamada sociedade humana. E é permanente, não se limita a uma vez a cada quatro anos. A competição é pela política mais idiota, a corporação mais poderosa, o paraíso fiscal mais generoso, a publicidade mais invasiva. Divirta-se. O artigo circula em inglês e em alemão em mais de 100 países, através do Culture Report anual da União Européia. Pelo menos o senso de humor eles não perderam: "When sport has been reduced to watching great guys doing great things on TV, while we munch some goodies and have a beer, it is not only sport, but culture in its wider sense that has become a producer and consumer affair, not something we create ourselves."
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Ladislau Dowbor – The Corporate Capture of Democracy – July – 2016, 11p.

Corporate power has become systemic, capturing one by one the different dimensions of expression and exercise of power, and generating a new dynamic, or a new architecture of really existing power, political, economic and cultural. In this paper we will briefly cover a few basic mechanisms, sketching in a way what can be the emerging shape of the system.Deeply distorted ground rules continue being be presented as the result of a democratic and legitimate process, and indeed our Constitution states that all power emanates from the people. But rescuing the democratic processes of control and resource allocation today is a key challenge. Boaventura de Souza Santos speaks quite rightly of the need to strengthen democracy. But what we really need is to rescue it from the caricature it has become.
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Pasi Sahlberg – Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland – Columbia University, New York and London, 2015

Estamos acostumados a ver muita coisa sobre o sistema educacional na Finlândia, como algo muito diferente. Neste pequeno livro, a vantagem é que não se trata de mais um estudo de alguém que visitou, mas de um relatório por parte de um protagonista que ajudou a construir o sistema, e… Leia mais

George Monbiot – Neoliberalism: the ideology at the root of all our problems – The Guardian, 15 April 2016 – (cerca de 5 p., em inglês)

Uma das melhores análises que já li sobre como funciona o sistema que nos rege, e que criou o caos político e econômico a que estamos hoje submetidos. Esta compreensão sistêmica é muito importante, e o texto é muito elucidativo, sem complicações. Na análise do autor, "as últimas quatro décadas se caracterizaram não só pela transferência dos pobres para os ricos, mas dentro da esfera dos ricos: dos que ganham dinheiro produzindo novos bens ou serviços para os que ganham dinheiro controlando ativos existentes e colhendo renta, juros ou ganhos de capital. O ganho produtivo foi suplantado pelo ganho improdutivo." (Earned income has been supplanted by unearned income). É um sistema de financeirização que privilegia a remuneração do capital improdutivo, que gera "renta" e não "lucros", que consiste em aplicações financeiras em vez de investimento produtivo, e desequilibra todo o sistema econômico, além de invadir a esfera política. Uma leitura que abre janelas sem complicar, aqui fragmentos do livro que está por sair. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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James Green – Brasilian Democracy is seriously Threatened – março – 2016, 2 p.

Nomes de peso internacional que acompanham a América Latina denunciam a ilegalidade do que está acontecendo no Brasil. Texto em inglês. ( L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Corporate Governance: the chaotic power of financial giants – march – 2016, 18p.

We are slowly beginning to understand the complexity of the corporate system, which today, for better or for worse rules the planet. On one hand, at the intrafirm level, gigantism leads to inextricable bureaucracies, generating a chaotic behavior and systemic risks. On the other hand, the same giants are providing for interfirm structures of systemic connectedness, quite similar to governments in the sense of internal control hierarchy and practice of direct political power. The result is an extremely complex bureaucratic architecture, both intra- and inter-corporate, feeding the “growing fear” mentioned above. Understanding this world of giant mushrooms is now vital.(L . Dowbor)
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Elizabeth Warren – Rigged Justice (justiça deturpada) – Janeiro 2016, 16p.

O relatório que a senadora Elizabeth Warren apresentou no congresso americano é muito forte. A criminalidade corporativa, que aparece em situações que não se podem esconder como no caso da Billiton e da Vale em Minas, gerou um sistema paralelo de acordos administrativos (settlements) que se resolvem discretamente pois não exigem julgamento ou reconhecimento de culpa, apenas multas. As fraudes em medicamentos, ou nas operações financeiras dos grandes bancos, inclusive as que geraram a crise de 2008 e hoje geram a instabilidade permanente, atingem níveis impressionantes, atingem cada um de nós, mas são branqueadas pela justiça, além do fato de que serem anunciantes não ajuda na divulgação. O relatório apresenta 20 exemplos de como as fraudes corporativas se organizam e o que resulta. (L. Dowbor)
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The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era – Vincent Larivière, Stefanie Haustein, Philippe Mongeon –  Published: June 10, 2015 – 15p.

Um oligopólio de empresas comerciais, Reed-Elsevier (24,1%), Springer (11,9% e Wiley-Blackwell (11,3%) controlam quase 50% das publicações científicas do planeta, e estão estendendo rapidamente o seu controle. O acesso à pesquisa científica tornar-se muito caro, isto que estes intermediários nem pesquisam, nem pagam o "blind-review" que é feito por pesquisadores nas instituições de origem. Mas as avaliações dos professores e das instituições é valorizada apenas se publicam com estes "renomados" intermediários. Vincent Larivière (e outros) fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês. Veja em particular a p. 3 para os dados básicos, e a p. 12 para o resumo das conclusões desta pesquisa. (L. Dowbor)
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Fauna marinha cai pela metade desde 1970 – setembro – 2015, 1p.

Um desastre planetário, a partir de 1970 destruímos 49% da fauna marítima, incluindo peixes, mamíferos, repteis e pássaros. Relatório do WWF publicado pela BBC. (L. Dowbor)
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Tempo para corrigir patentes – The Economist – 08/08/2015, 2p.

Finalmente uma visão de bom senso, no mainstream econômico que o Economist representa, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que hoje mais trava do que estimula a inovação. Na era da economia do conhecimento, esta compreensão se tornou essencial. A inovação realmente existente é um processo colaborativo planetário, sistemas de recombinação de conhecimento. "O regime atual de patentes opera em nome do progresso. Em vez disso, trava a inovação." (L. Dowbor)
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Journal of African Transformation – junho – 2015, 167p.

Importante a chegada de um novo instrumento de pesquisa, análise e divulgação das transformações na África, o Journal of African Transformation. Coordenado pela Comissão Econômica da África (ECA) da ONU e o centro de pesquisa CODESRIA, apresenta análises estruturais do continente, em inglês e francês. "This first issue presents articles dealing with questions related to economic structural transformation, agriculture, green economy, caring in the context of social transformation, human capital, entrepreneurship, development planning and farmers’ sustainable access to the earth’s land. In subsequent issues, various aspects addressing questions of structural transformation will be highlighted in articles by researchers and practitioners." Veja o primeiro número, entre outros com o artigo de Carlos Lopes.(L. Dowbor)
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Claire Provost e Matt Kennard – The obscure legal system that lets corporations sue countries – The Guardian – 10/June/2015, 5p.

As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” Hoje as corporações dispõem do seu próprio aparato jurídico, como o International Centre for the Settlement of Investment Disputes (ICSID) e instituições semelhantes em Londres, Paris, Hong Kong e outros. Tipicamente, irão atacar um país por lhes impor regras ambientais ou sociais que julgam desfavoráveis, e processá-lo por lucros que poderiam ter tido. O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. (L. Dowbor)
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J. Stiglitz – Rewriting the rules of the American Economy: an agenda for shared prosperity – junho – 2015,115p.

Joseph Stiglitz organizou um documento muito forte, que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam rejeita "os velhos modelos econômicos": "As novas pesquisas e formas de pensar que emergiram como resultado [das crises] sugerem que a igualdade e a performance econômica constituem na realidade forças complementares e não opostas". Segue uma ampla agenda prática de desenvolvimento inclusivo. O documento coincide praticamente com o The Next System lançado em março 2015 por Gar Alperovitz, Gus speth, Jeffrey Sachs e outros. Os economistas americanos estão acordando e construindo novos rumos. Aqui estamos tentando voltar ao que eles estão abandonando. Os dois documentos constituem instrumentos preciosos para repensarmos a economia política. (L. Dowbor)
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