Ladislau Dowbor – Que crise é esta? – versão revista em janeiro de 2017 – 33p.

Publicado pela revista Ponto e Vírgula da PUC-SP em fins de 2015, o presente artigo resume uma série de argumentos que tenho desenvolvido sobre a crise atual. Um círculo virtuoso em que a distribuição de renda por meio de um conjunto de programas permitiu simultaneamente expandir a demanda, tirando cerca de 50 milhões de pessoas da miséria, e estimular os investimentos e o emprego para satisfazê-la, parou de funcionar. O travamento desse processo a partir de fins de 2014 e de 2015 gera perplexidade. A raiz do travamento é sem dúvida política, mas os mecanismos utilizados são também econômicos. O presente artigo mostra a mudança do contexto internacional com o caos financeiro mundial, os nosso principais avanços econômicos e sociais, e finalmente como a financeirização internacional adotou formas específicas no Brasil, tornando -se o principal fator de paralisia, por meio do sistema de juros. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor: Przechwytywanie władzy przez system korporacyjny – 2016 – 11 str.

Ekspansja lobbies, kupowanie polityków, najazd na władzę sądowniczą, kontrola systemu informacji społeczeństwa i manipulacja pracami naukowymi to niektóre spośród najważniejszych instrumentów przechwytywania władzy politycznej przez wielkie korporacje. Ogół tych instrumentów stwarza jednak w ostatniej instancji potężniejszy mechanizm, który wiąże je z sobą i nadaje im systemowy charakter: jest nim zawłaszczanie rezultatów działalności gospodarczej za pośrednictwem kontroli finansowej spoczywającej w bardzo nielicznych rękach. Dynamiki władzy politycznej, ekonomicznej i kulturalnej ulegają reorientacji, generując nową konfigurację, która staramy się tu zbadać. To z nią właśnie musi uporać się społeczeństwo poszukujące nowych sposobów zarządzania.
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Ladislau Dowbor – Resgatando o potencial financeiro do país – (versão atualizada em 04/08/2016) – agosto – 2016 – 47p.

share_temporaryA financeirização está no centro dos debates econômicos, porque aprofunda a desigualdade e sobretudo porque trava o desenvolvimento. Este último aspecto é alvo de numerosos estudos internacionais, e aqui abordamos o mecanismo como se manifesta no Brasil. Basicamente, os crediários, cartões de crédito e juros bancários para pessoa física travam a demanda, pois tipicamente o comprador paga o dobro do valor do produto, endivida-se muito comprando pouco, o que esteriliza o impacto de dinamização da economia pela demanda. Os juros elevados para pessoa jurídica travam por sua vez o investimento, isto que o empresário efetivamente produtivo já enfrenta a fragilidade da demanda e pode simplesmente aplicar na dívida pública. E a taxa Selic elevada, ao provocar a transferência de centenas de bilhões dos nossos impostos para os bancos e outros aplicadores financeiros, trava a capacidade do Estado expandir políticas sociais e infraestruturas. Esta dinâmica no contexto de uma carga tributária que onera desproporcionalmente o consumo popular, e de um sistema de evasão dos impostos através de preços de transferência e paraísos fiscais, gera um dreno insustentável de recursos. Assim temos esta estranha situação de um PIB que estagna e de lucros financeiros que se agigantam. As recomendações vão no sentido de uma reforma financeira no sentido amplo, muito além das propostas de ajuste fiscal.
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Ladislau Dowbor – The Corporate Capture of Democracy – July – 2016, 11p.

Corporate power has become systemic, capturing one by one the different dimensions of expression and exercise of power, and generating a new dynamic, or a new architecture of really existing power, political, economic and cultural. In this paper we will briefly cover a few basic mechanisms, sketching in a way what can be the emerging shape of the system.Deeply distorted ground rules continue being be presented as the result of a democratic and legitimate process, and indeed our Constitution states that all power emanates from the people. But rescuing the democratic processes of control and resource allocation today is a key challenge. Boaventura de Souza Santos speaks quite rightly of the need to strengthen democracy. But what we really need is to rescue it from the caricature it has become.
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Ladislau Dowbor – A captura do poder pelo sistema corporativo – junho – 2016, 11p.

catalogoA expansão dos lobbies, a compra dos políticos, a invasão do judiciário, o controle dos sistemas de informação da sociedade e a manipulação do ensino acadêmico representam alguns dos instrumentos mais importantes da captura do poder político geral pelas grandes corporações. Mas o conjunto destes instrumentos leva em última instância a um mecanismo mais poderoso que os articula e lhe confere caráter sistêmico: a apropriação dos próprios resultados da atividade econômica, por meio do controle financeiro em pouquíssimas mãos. As dinâmicas de poder político, econômico e cultural estão sendo reorientadas, gerando uma nova configuração que se trata de estudar. É o pano de fundo de uma sociedade em busca de novos caminhos de gestão. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A economia travada pelos intermediários financeiros – maio – 2016

obrasilquequeremosO banco é útil? Segundo a visão de J.C. Polychroniu, “Os bancos deveriam voltar a fazer o que faziam quando foram criados: oferecer um local seguro para as poupanças e capital a negócios que pretendem se desenvolver.” Ou seja, reunir poupanças depositadas e transformá-las em financiamento de atividades econômicas, o chamado fomento da economia. A verdade é que quando os bancos passam a disponibilizar de muitos recursos, a tentação de ganhar dinheiro com pouco risco – trata-se de dinheiro dos outros – é muito grande. O resultado é que as atividades especulativas dos intermediários financeiros explodiram, em detrimento das atividades de fomento que dinamizam a economia mas são mais trabalhosas. Como fazer aplicações financeiras rende mais do que produzir, a deformação se generalizou. É a chamada financeirização da economia.
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FrançoisMorin – L’hydre mondiale: L’oligopole bancaire – Lux Editeur, Québec, 2015, 165p. – ISBN 978-2-89596-199-4

FrançoisMorin – L’hydre mondiale: L’oligopole bancaire – Lux Editeur, Québec, 2015, 165p. – ISBN 978-2-89596-199-4   Ladislau Dowbor 1 de setembro de 2015   François Morin, ex-conselheiro da Banque de France, autor de uma dezena de livros sobre a organização dos sistema financeiros, entende realmente do assunto. E escreveu agora… Leia mais

Ladislau Dowbor – Entender os mecanismos da crise ou bater panelas? – setembro – 2015, 2p.

François Morin, ex-conselheiro da Banque de France, autor de uma dezena de livros sobre a organização dos sistema financeiros, entende realmente do assunto. E escreveu agora um pequeno livro que é uma pérola, em termos de descrição de como funciona o oligopólio dos 28 gigantes financeiros do planeta.
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Jeremy Rifkin – The Zero Marginal Cost Society: the internet of things, the collaborative commons, and the eclipse of capitalism – março – 2015, 2p.

Jeremy Riflkin pinta as transformações da nossa sociedade com traços amplos e ousados. Seria irresponsável se ele não fosse tão bem documentado. O presente livro é muito ambicioso, pois tenta delinear as mudanças geradas pela era internet e pelos novos paradigmas energéticos. Como sempre, apoia os seus argumentos com inúmeros exemplos, que vão desde as formas como o contato peer-to-peer permite sair fora dos intermediários de crédito, até as transformações na área da educação, da logística, da energia e outras áreas. Livro recente, de agradável leitura, traça no horizonte a visão de uma economia menos dominada por gigantes verticalizados e evoluindo para sistemas colaborativos horizontais. Nesta era de transformações confusas e multifacetadas, este tipo de recuo e de ampla visão ajuda muito. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Producers, intermediaries and consumers: the price chain approach – fevereiro – 2014, 15p.

Production chains are becoming more complex, with the different tiers frequently belonging to different corporations, and located in different regions or countries. Between the original producers and the end consumer, there are a growing number of commercial, financial and legal intermediaries who tend to make it more difficult to understand how successive tiers of the production chain are reflected in value added and corresponding prices. This paper suggests that more research be concentrated on the price chain that accompanies the production chain, which would give a clearer picture of where inflation is generated, where major irregularities and oligopoly price fixing may be found, as well as where the procyclical reactions take place, generating instability. Therefore, we shall analyze the concept of the price chain, the dynamics of the production chain control, the power of intermediaries - taking the example of commodity traders - and the role of financial intermediation. The final part of the paper presents the impact on wealth concentration, and the need to improve our understanding of the price formation process, in addition to the traditional measurements of inflation. (L. Dowbor)
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Produtores, intermediários e consumidores: o enfoque da cadeia de preços – outubro – 2013,16p.

As cadeias produtivas tornam-se cada vez mais complexas, com diversas etapas da produção pertencendo frequentemente a diferentes grupos econômicos, e situados em diferentes regiões ou países. Entre a base produtiva e o consumidor final, acumulam-se diferentes níveis de intermediação comercial, financeira e jurídica, obscurecendo como as diversas etapas da cadeia produtiva se refletem no valor agregado e no preço do produto. A proposta do presente artigo é de se proceder ao reforço das análises da cadeia de preços, de forma a ter uma visão melhor de onde se gera a inflação, onde se situam os gargalos de oligopólios, e como se geram os movimentos pro-cíclicos que ampliam as crises. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Redes culturais: desafio à velha indústria da cultura – setembro – 2013, 6p.

Estamos na era digital, da conectividade planetária, mas carregamos uma herança de sistemas de produção cultural e jornalística essencialmente controlados por gigantes da intermediação, a chamada indústria cultural e o oligopólio da mídia. Adotaram tecnologias digitais nas imagens, mas como cultura organizacional seguem na era analógica. (L. Dowbor)
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Gestão social e transformação da sociedade – 2013, 17p. (versão atualizada e revisada do texto de 1999)

Os paradigmas de gestão que herdamos estão centrados na visão fabril/empresarial, com conceitos como taylorismo, fordismo, toyotismo, just-in-time e outros, ou na visão da grande burocracia do Estado. No entanto, o maior setor econômico hoje nos USA, para dar um exemplo, é a saúde, com 14% do Pib. Hoje é a saúde, a cultura, a educação, que estão se tornando as grandes locomotivas de atividades, tecnologia, pesquisa, emprego. E nesta área, é preciso reconhecê-lo, não temos paradigmas adequados de gestão, pois a visão da mega-pirâmide estatal não se sustenta para sistemas que devem ser flexíveis, capilares e horizontais, enquanto a privatização resulta simplesmente destrutiva. (L. Dowbor)
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Os Descaminhos do Dinheiro: uma visão sistêmica – dezembro – 2012, 25 p.

O presente artigo reúne em um único texto de 25 páginas os 5 artigos que publicamos sobre Os Descaminhos do Dinheiro. Trata-se de um exercício bastante simples, de explicitação dos mecanismos: a compra das eleições, o uso de juros oficiais, a cartelização do sistema financeiro, a apropriação do orçamento público, e o funcionamento dos paraísos fiscais que assegura segurança, segredo e rentabilidade ao dinheiro ilegal. A questão, na nossa interpretação, vai muito além do desvio do dinheiro: é a própria democracia que está sendo apropriada. O show jurídico, com inúmeras irregularidades, com um olho só, e coincidindo com as eleições, não convence. O sistema permanece, e agradece. Aqui, aproveitamos o interesse criado para mostrar como funciona. (L.Dowbor)
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Alternativas inteligentes de uso da energia – 2012, 9p.

Muito se discute sobre as fontes de energia. Mas a mudança do lado do uso é igualmente importante. Temos de passar a utilizar a energia de maneira inteligente. O presente artigo faz parte de um estudo que conta com capítulos de Emílio La Rovere, Luiz Pinguelli Rosa, Ladislau Dowbor e Ignacy Sachs - Energias Renováveis no Brasil – (Renewable Energy in Brazil)- Edição bilíngue – Núcleo de Estudos do Futuro, NEF, PUC-SP. Editora Brasileira, São Paulo 2012 www.editorabrasileira.com.br (L.Dowbor)
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