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Confira capítulo de Dowbor “Articulações em rede na era do conhecimento” (p. 13 a 40) na coletanea Redes e intersetorialidade (2017 – 296p.), organizada pelos professores Luciano Prates Junqueira e Maria Amélia Corá (Orgs.), reunindo vários pesquisadores que mostram como a colaboração em rede transforma as formas de organização dos diversos setores de atividade.

Estamos entrando numa era de mudanças sistêmicas aceleradas. As tecnologias estão transformando o planeta, as relações de trabalho, as formas de remuneração, o conceito de propriedade. O ponto de partida é que o principal fator de produção hoje, o conhecimento, é indefinidamente reproduzível, seu uso não reduz o estoque. Abre-se a era da gratuidade. Acrescente-se a conectividade planetária nesta era do virtual, com os seus algoritmos e plataformas colaborativas, e temos outro universo em construção. Mas as regras do jogo são as que foram herdadas da era da dominância da produção material do século passado, o que gera uma erosão da governança. Nas mudanças, entram em choque os interesses. Indivíduos ou pequenas empresas podem expandir o trabalho em rede, mas gigantes corporativos passaram a desarticular as economias nacionais. Multiplicam-se os bancos comunitários de desenvolvimento e o crédito colaborativo, mas os bancos nos impõem novas formas de exploração. Expande-se a produção científica e cultural de acesso aberto, mas multiplicam-se os sistemas de bots que tentam controlar o que publicamos.

No artigo Articulações em rede na era do conhecimento (páginas 13 a 49), traçamos algumas das principais linhas de mudança para uma sociedade aberta, colaborativa e articulada em rede. Confira no link: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2013/03/Redes-sociais-e-intersetorialidade-com-capa.pdf

O capítulo faz parte da coletânea Redes e intersetorialidade (2017 – 296p.), organizada pelos professores Luciano Prates Junqueira e Maria Amélia Corá (Orgs.), reunindo vários pesquisadores que mostram como a colaboração em rede transforma as formas de organização dos diversos setores de atividade.

As transformações planetárias se aceleram, mas a tendência é utilizarmos as mesmas categorias de análise de sempre. Os processos sociais estão se deslocando.  O principal fator de produção, o conhecimento, é imaterial e o seu uso não reduz o estoque. O paradigma do raciocínio econômico se desloca assim da competição (bens rivais, propriedade privada) para a colaboração (bens não rivais, o conhecimento compartilhado se multiplica). A conectividade planetária, para além do Face e semelhantes, gera um imenso potencial de articulação direta entre atores sociais sem precisar de intermediários.

Os principais setores econômicos já não são indústria e agricultura, mas sistemas de intermediação como as finanças, e as políticas sociais como saúde e educação. Um outro paradigma de gestão social está emergindo. As pessoas estão aprendendo, aos poucos pois as tecnologias avançam muito mais rapidamente do que a nossa cultura de trabalho, a trabalhar em rede. O volume está disponível na íntegra online, em Creative Commons, acessem em: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2013/03/Redes-sociais-e-intersetorialidade-com-capa.pdf