A visão de Maria da Conceição Tavares é relativamente otimista para o Brasil, mas pessimista no nível global. Apoiando-se em estudo de Eichengreen e O’Rourke, comenta: “Nos últimos nove meses da atual crise a recessão seria tão aguda quanto nos primeiros nove meses depois da Crise de 29 e a queda no valor global das ações seria ainda maior. Como a liquidez atual é imensa, com taxas de juros reais praticamente nulas e políticas anticíclicas generalizadas (ao contrário do ocorrido na crise de 30), as possíveis implicações de uma análise deste tipo seriam extremamente pessimistas. O que mais me preocupa, porém não é este tipo de exercício, mas o fato de que nem a crise bancária americana, nem a crise de crédito global se encontram perto de solução e que o efeito de contágio da crise de 30 era menor que o da atual crise, dada a situação de globalização financeira e as profundas assimetrias na economia mundial.” O artigo está disponível em http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=59616&edt=1 – A impressionante comparação das crises de 1929 e atua, de Eichengreen e O’Rourke, pode ser vista em http://www.voxeu.org/index.php?q=node/3421