O livro é sumamente interessante porque deixa de lado a tradicional oposição entre mercado e outros mecanismos, admite a utilidade fundamental do mercado, mas estuda as situações concretas (saúde, emprego, meio-ambiente etc.) onde o mercado opera mal, ou não opera. Em outros termos, em vez de falar bem ou mal da entidade abstrata chamada mercado, os autores delimitam para que coisas o mercado realmente existente é útil. E enfrenta claramente o dilema do mercado gerar um processo de auto-eliminação: “Competition involves winning and losing, both of which have a tendency to be cumulative. Last year’s winners find it easier to be this year’s winners. Winners tend to grow and losers disappear. Over time many firms become few firms, competition is eroded, and monpoly power increases. To the extent that competition is self-eliminating, we must constantly reestablish it by trustbusting. This is practically a forgotten word in the current age of mergers, takeovers and misguided efforts to reestablish international competitiveness by allowing gargantual expansion” (p. 49)

O livro é grande, 534 páginas, mas muito legível.