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Como eu me informo?

Ladislau Dowbor
fevereiro/2019

A formação da opinião pública se transformou numa grande indústria. Em “Chomsky & Cia”, documentário de Daniel Mermet e Olivier Azam, temos um excelente sistematização de Noam Chomsky. Enfrentamos o oligopólio mundial do império de Murdoch, aqui a nossa Globo, até a surrealista TV Record, e evidentemente a indústria dos fake news, que hoje conta com a possibilidade técnica de se falsificar vídeos e falas, e de atingir, por meio de algoritmos, qualquer pessoa em qualquer parte, a começar pelo celular que temos no bolso. Tudo isso gerou um outro universo de informação. E não podemos esquecer a rede mundial de think tanks, com financiamentos nababescos, que geram a matéria prima da desinformação, da falsificação da história, e das campanhas mundiais sobre como devemos pensar. Hoje, temos de enfrentar uma impressionante indústria com capacidade de nos fazer pensar qualquer bobagem, e nos fazer acreditar que pessoas com “bom senso” pensam como nós. O documentário Driblando a Democraciainclusive,escancara como o próprio sistema político foi apropriado.

É legítimo não aceitarmos que tantas pessoas sejam transformadas em zumbis, repetindo o que aparece nesses diversos instrumentos de manipulação. O que me interessa aqui é dar, através do testemunho de como eu organizo a minha informação, indicações de excelentes fontes de análises, internacionais e nacionais, que apresentam não só boa informação, mas informação com facilidade de verificação. Ou seja, podemos, de forma rápida, gratuita e bem organizada, saber o que realmente está acontecendo pelo mundo e em particular no nosso quintal. Isso envolve repensar as nossas fontes, mas também as formas de organização e de interação. O mundo do conhecimento mudou.   

Eu, por desgraça e provavelmente por idade, acordo às 6:20h da manhã. No silêncio e tranquilidade da hora, e na ausência de perturbações comerciais, clico no “G” que está no meio do meu celular ou do tablet, e vejo o que acontece no mundo por meio do The Guardian. Trata-se seguramente hoje da melhor fonte de informação internacional, inclusive com excelentes artigos sobre o Brasil. Informação muito confiável, com bom sistema de correção de erros, porque herdou uma cultura de decência e de diversidade. Não estão vendendo nada a ninguém. Eles dependem apenas, como a Wikipédia, das contribuições dos seus leitores. E se você não lê inglês, ao abrir o Guardian, aparece a opção de ler a tradução em português, e hoje, com análise semântica incorporada, as traduções já fazem sentido.

Ver o que acontece no resto do mundo ajuda imensamente, porque não somos tão particularmente originais, tranquilizem-se, o caos está se instalando no planeta de maneira bastante repartida. Mas, a particularidade de ler um jornal online é que se você se interessou por um artigo e o abriu, e quer aprofundar o tema, o software abre automaticamente chamadas para vários artigos anteriores sobre o mesmo assunto. Ou seja, é você que aprofunda a análise do tema, podendo inclusive resgatar a história de um fenômeno particular. As fontes de cada informação aparecem marcadas, é só clicar para ter a pesquisa ou livro de onde a informação foi tirada. O artigo sobre o futuro do emprego, por exemplo, apresenta as principais tendências, mas apresenta também o link para o estudo completo da Organização Internacional do Trabalho. Na leitura online assim organizada, você resgata a compreensão da dinâmica e pode checar as fontes, em vez de apenas de se indignar ou se alegrar com a “última notícia”. Não é só a origem da carne do supermercado que pode ser rastreada.

Ao sentar para trabalhar, posso varrer informações mais significativas simplesmente porque solicitei que me mandem como mailing: fontes como Carta MaiorIHUGGNOutras PalavrasBrasil 247The InterceptAgência PúblicaFundação Perseu AbramoDiálogos do Sul e outras nos apresentam informações, análises, ou estudos aprofundados sobre os mais diversos temas, de forma extremamente fácil de acessar. Acho El País também muito útil, em português. Todas são gratuitas. Le Monde Diplomatique Brasil, mensal, pode ser assinado para ter a íntegra da edição que está nas bancas, mas o conjunto do acervo, anos de análises aprofundadas sobre grandes tendências de mudança no Brasil e no mundo, constituem inclusive material de grande valor, por exemplo, para que professores recomendem pesquisas aos seus alunos. Os alunos adoram fontes gratuitas e disponíveis online.

Como as informações estão disponíveis na internet, não precisamos mais de gigantes comandando redes de repórteres que “formatam” o que devemos pensar. Grupos menores, com pessoas de elevado nível de conhecimento específico, passam a filtrar e a disponibilizar informação de maneira organizada. Eu recomendo que vocês se inscrevam para receber o material desses veículos. É uma garantia em termos de qualidade da informação.

Além do jornalismo, muitos trazem excelente conteúdo analítico. Eu, como economista, publico análises econômicas; médicos escrevem sobre problemas de saúde e assim por diante: não é um repórter que conversou com um médico, e sim o médico que escreve e assina. Com isso, a deformação gerada por intermediários se reduz drasticamente.  Por que será que aparecem tão pouco na mídia comercial os escândalos da indústria farmacêutica ou os da agiotagem dos bancos? A resposta é simples: neste tipo de mídia, o objetivo é comercial. Quem paga a publicidade é poupado, inclusive, no plano político.

O que nos leva à questão de como sobrevive esta nova mídia. O Guardian ou o International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) no plano internacional, e os diversos grupos menores nacionais, aqui mencionados, dependem essencialmente das contribuições de seus próprios leitores. Eu reservo uma pequena verba mensal, espécie de imposto direto e direcionado, contribuindo ora para um, ora para outro, e considero que é dinheiro muito bem investido: pequenas contribuições de muitas pessoas resolvem o problema, tanto porque os custos dessa mídia são muito pequenos, como porque todas trabalham com open access, acesso aberto, permitindo que as mais diversas matérias sejam repassadas e republicadas em várias mídias.

Eu, por exemplo, como acadêmico e pesquisador, organizo o material científico e o disponibilizo online, gratuitamente, no blog http://dowbor.org. Muitos grupos de mídia não comercial “pescam” o material que publico no blog, fazendo com que este conhecimento circule entre seus diversos públicos. O universo assim gerado, na linha do Creative Commons, bens comuns criativos, está explodindo no planeta. Entre produtores e reprodutores, vivemos com pouco dinheiro e muita cultura e informação.

Com a quantidade de informações que recebemos, gerou-se uma tensão entre tanta coisa interessante e de qualidade e a nossa escassa capacidade de aproveitamento. Saber navegar se tornou essencial. É muito mais importante do que simplesmente encher a cabeça de informação. Eu tenho uma forma simples de “recepção” organizada do que leio. Ou seja, nesta era de imensa quantidade de informação disponível, além de aprender a selecionar o que se lê, temos de aprender a tornar essa informação disponível para nós mesmos. O ponto de partida é que as novas mídias nos permitem não só ler o que aparece a cada dia, semana ou mês, como também fazer pesquisa organizada, com palavras-chave, nome do autor, instituição de pesquisa ou o que seja.

Eu também preciso ter facilmente acessível o conteúdo que já li e me interessa. Para isso, dentro do meu computador, eu mantenho uma pasta que chamo “Artigos Recebidos”, onde salvo os artigos mais importantes, e que deverei provavelmente utilizar. Cada artigo é gravado com ano e nome: antes de tudo, eu identifico o ano, permitindo que o computador agrupe os textos pelo ano (2019, 2018, 2017 etc.), depois uso uma palavra chave do tema (desemprego, juros etc.) e outra da fonte que o publicou, por exemplo, “19 desemprego Brasil Guardian”. Com isso, os artigos mais antigos se agrupam por ano e vão “desaparecendo” no fundo da pasta, mas se precisar, tenho como encontrá-los facilmente. Dessa forma, eu que leio muito e trabalho com inúmeras fontes, posso agrupar leituras pelo tema, revê-las e usá-las para o que for necessário.

Tenho também um outro arquivo no computador, uma pasta chamada “Citações”, onde coloco, num simples arquivo Word, e na mesma página, qualquer tabela ou informação/citação que me pareçam excepcionalmente úteis, uma declaração ou conclusão importante de uma personalidade ou de uma instituição e assim por diante. De certa forma, esse arquivo é uma caixa de ferramentas que tenho. Por exemplo, achei muito bom o trecho de um artigo no New York Times, sobre os bilionários, que ficou assim no meu arquivo:

NYTimes – Billionaires? – Abolish Billionaires – Farhad Manjoo – NYT 6feb. 2019 – https://www.nytimes.com/2019/02/06/opinion/abolish-billionaires-tax.html – “A billion dollars is wildly more than anyone needs, even accounting for life’s most excessive lavishes. It’s far more than anyone might reasonably claim to deserve, however much he believes he has contributed to society. At some level of extreme wealth, money inevitably corrupts. On the left and the right, it buys political power, it silences dissent, it serves primarily to perpetuate ever-greater wealth, often unrelated to any reciprocal social good.”

Trechos assim se enfileiram, os mais recentes no alto da página (alimento por cima), o que me gera uma excelente fonte de citações, além de me permitir, pelo link, rever o artigo completo na fonte se for necessário.

E tenho, evidentemente, o meu blog, o dowbor.org, que constitui a minha biblioteca pessoal online, com milhares de itens, artigos, livros, resenhas, documentários, receitas de pão ou o que for que faça parte do meu universo de interesses. Hoje, após 20 anos, tenho uma memória organizada. Não preciso mais me irritar por não lembrar onde está a revista que eu precisaria para uma consulta. No começo, usei meu blog de modo privado e quando ele se tornou mais recheado, eu o abri para consulta. Hoje, ele é uma fonte aberta e gratuita de consulta científica. Sou, como hoje está na moda qualificar, um prosumidor.

Milhares de pessoas utilizam meu blog não só para ler e citar os meus estudos, mas também para acessar estudos de inúmeras pessoas que eu publico. Ou seja, na linha do mencionado Creative Commons, passei a fazer parte de uma rede mundial de pesquisadores que interagem, consultam os materiais uns dos outros, e geram um ambiente interativo e colaborativo de construção de conhecimentos científico. O custo é ridículo, uso a tecnologia wordpress, gratuita. É como ter uma grande estante em casa, só que é muito fácil encontrar onde está cada item, é só pesquisar por alguma palavra relacionada com o que procuro. Quer fazer a sua própria biblioteca online? Em Vale a pena um professor criar o seu blog, eu explico o passo a passo. Não queria deixar a impressão de que sou um obcecado do mundo virtual, a informática não substitui o papel, que é igualmente precioso, mas articular a permanência e o “tato” do papel com a navegação informática, aumenta radicalmente o aproveitamento de ambos.

Estou dando o exemplo do meu blog, que funciona há mais de 20 anos, e tem dezenas de milhares de pessoas que acompanham. Mas muita gente organiza excelente material em blogs abertos, como Roosevelt InstituteOxfamICLEIGreenpeaceTax Justice NetworkAmnesty InternationalReal World EconomicsPiketty.blog.lemonde.fr e inúmeros outros aqui no Brasil. Aqui, a consulta é especializada, e depende do interesse específico do que você procura. Mas o essencial é pensar que as fontes para aprofundar o conhecimento ou pesquisa sobre um tema deve levar em conta não só os livros escritos, a chamada bibliografia, mas o fato que muitas instituições pelo mundo afora já dispõem de equipes de pesquisa relevantes, e isso abre acesso para informação extremamente focada e atualizada. É uma forma de não reinventar a roda, e de se colocar imediatamente na crista da onda do que está sendo pesquisado em qualquer parte do mundo.

Cada vez menos gente aguarda os artigos científicos com double peer review, em revistas indexadas, que geram lucros da ordem de 40% para os gigantes como Elsevier e pontuação para as instituições acadêmicas, mas que estão sendo cada vez mais postos de lado do mainstream da pesquisa internacional. Um Stiglitz, por exemplo, do Roosevelt Institute, como tantos outros, publicam online sob forma de acesso aberto, e quem acha que o estudo é válido ou não é quem lê. O tão importante relatório sobre a desigualdade no mundo, o WIR, mostra a nova forma de organização de ciência colaborativa: “As séries (estatísticas) apresentadas no presente relatório estão baseadas no esforço coletivo de mais de uma centena de pesquisadores, cobrindo todos os continentes, que contribuem para o banco de dados WID.world. Todos os dados estão disponíveis no wir2018.wid.world e podem ser reproduzidos, permitindo que qualquer pessoas faça a sua própria análise e crie a sua própria visão sobre a desigualdade.” https://wir2018.wid.world/executive-summary.html

O tão rigoroso New Scientist britânico chama a indústria parasita de “o escândalo da publicação acadêmica” (the scandal of scholarship) e recomenda o documentário Paywall: the business of scholarshipsobre como se expandiu o pedágio privado sobre a as publicações científicas: A alternativa geral é acessar Sci-Hub, com acesso aberto a artigos científicos, para escapar ao que o New Scientist chama de “modelo de pedágio” (toll-access model). Hoje só nos EUA mais de 15000 cientistas boicotam as revistas indexadas e publicam em arXiv, Plos e semelhantes sistemas abertos. A palavra de ordem aqui é Open Access, ouCreative Commons.

Bem, a vida não é só trabalho. Eu gosto de assistir à TV e de noite assisto bastante, mas como tenho problemas cardíacos, evito sempre o Jornal Nacional e semelhantes injeções de veneno. E é uma luta porque tudo é feito para dificultar (leia-se cobrar) o nosso acesso a excelentes programas de TV. A Net e outras empresas cobram mais caro, não porque tenham mais custos, mas justamente para manter o grosso da população fora da TV por assinatura, com a cabeça atolada nas bobagens e na manipulação política. O fato é que temos excelentes programas diários nos canais Curta, Arte1, Films&Arts, e também Cultura e Futura.

No plano internacional, temos excelentes informações e programas pela TV5Monde, BBC e CNN. O BBC Earth é maravilhoso, mas por alguma razão, a Net e outros simplesmente tiraram o canal do ar. O canal francês, TV5Monde, apresenta diariamente um jornalismo investigativo de primeira qualidade, tipicamente uma hora (das 19h às 20h), trazendo temas como a desinformação alimentar, os falsos medicamentos, os sistemas de aposentadoria e semelhantes, em uma rede que articula as TVs da França e as de língua francesa da Suíça, da Bélgica e do Canadá. E tudo legendado. Assistir a um programa desses me deixa de boca aberta ao constatar o imenso potencial de uma TV inteligente e não controlada por grupos econômicos que empurram ideologia e consumismo. E para uma visão claramente mais progressista, temos a TVT, TV dos Trabalhadores, com excelentes entrevistas, abrindo um leque de análises em profundidade, que é o caso também de Tutameia. Aliás, no computador dá para acessar excelentes programas no Aljazeera live.

Queria salientar que eu mencionei aqui um certo número de fontes, que são as que eu mais utilizo, e bastante centradas na problemática do desenvolvimento econômico e social. Há tantas outras, e cada um pode organizar de certa forma o seu leque de fontes. De qualquer maneira, como é óbvio, estamos na era da informação, da revolução digital, do tudo aqui e agora, da vertigem de fragmentos desconectados de conhecimento que giram na nuvem e na nossa cabeça. Selecionar as fontes, apoiar a mídia livre, receber de maneira organizada e apoiar-se numa memória virtual personalizada, o seu próprio blog, constitui hoje uma necessidade premente. O mundo mudou e precisamos de novas ferramentas. Muito além do fake news e dos bate-boca nas mídias sociais, surgem imensas oportunidades para uma ciência e conhecimentos democratizados. A mesma tecnologia que gera por vezes o caos informacional pode ter o seu sentido invertido, e servir para construir uma sociedade realmente informada.

 

Confira abaixo sites com boas informações:

Transnational Institute (TNI) – State of power 2019 

http://longreads.tni.org/state-of-power-2019/?fbclid=IwAR3H0Bb9TYAyjjjls33OW29woyOCqmnaYxJXz0MxZ7djQQRnCjej2Za5kLg

Sediado em Amsterdã, o TNI é uma organização não-governamental de pesquisa, já tradicional e muito confiável. Constitui excelente fonte para documentar as transformações estruturais da economia mundial. Vale a pena visitar o site (link abaixo) e o material é gratuitamente disponível em Creative Commons. Seu conjunto de quadros e tabelas permite visualizar o universo da alta finança que hoje domina o mundo, de maneira extremamente didática. O poder é analisado nas suas dimensões reais. Considero uma ferramenta de primeira linha, que tem a vantagem de poder ser livremente consultada e difundida entre pesquisadores e movimentos sociais.

IHU-Unisinos www.ihu.unisinos.br

Vale muito a pena receber a newsletter do IHU Instituto Humanitas Unisinos, pois este site está hoje entre as melhores fontes de informação, com conteúdo confiável. É informação de nível acadêmico tornada acessível. E confiabilidade hoje é essencial.

Página 22 http://www.pagina22.com.br/

A publicação   traz excelentes matérias curtas, e muito práticas, sobe o desenvolvimento sustentável. Publicada em papel com 5800 exemplares, é também acessível online em Creative Commons. Ótimo material para discussão em aula ou reuniões de movimentos sociais.

Diplo  www.diplomatique.org.br 

Constitui uma das melhores fontes de informação internacional que temos no Brasil. Le Monde Diplomatique Brasil recolhe a seleção de artigos da publicação mensal francesa, e acrescenta sempre vários artigos sobe o Brasil. A revista é mensal, e o site traz o acervo dos meses e anos anteriores, além de parcerias com outras newsletters como Mercado Ético, Transnational Institute e outros. A pesquisa temática ou por autor no site permite reunir rapidamente artigos-chave sobre temas internacionais importantes.

Proprietários do Brasil  www.proprietariosdobrasil.org.br

O site traz informações essenciais sobre a estrutura do poder econômico do Brasil no 1% superior. E quem diz  alto poder econômico diz também poder político, judiciário e midiático. No plano internacional, temos agora os primeiros estudos, em particular do ETH suíço, sobre a Rede Mundial do Poder Corporativo. Na mesma linha, e com as pressões da crise financeira, estão aparecendo os números do dinheiro ilegal em Paraísos Fiscais (520 Bi de dólares no caso brasileiro) pelos estudos de James Henry e do TJN. E agora finalmente temos os números sobre quem são “os donos do Brasil” em termos de grandes núcleos de controle econômico. Excelente fonte de informações, financiado através de contribuições independentes (Catarse), gera os dados básicos para um início de transparência no mundo corporativo.

Sin Permiso http://www.sinpermiso.info/

Trata-se de uma newsletter em espanhol, cujo valor está principalmente na seleção de artigos que disponibiliza. Vale a pena se inscrever para receber. O site tem também livros na íntegra, como Renda Mínima, link http://www.sinpermiso.info/articulos/ficheros/rbRIPP.pdf

Tax Justice Network http://www.taxjustice.net/ 

O site apresenta excelentes dados sobre um dos principais desafios da atualidade: como se formam, administram e aplicam os recursos públicos. Como se trata, para os países desenvolvidos pelo menos, de somas que representam entre 40% e 60% do PIB, é vital a sua racionalização. O site apresenta em particular os resultados da recente pesquisa sobre o funcionamento dos paraísos fiscais, onde se escondem recursos da ordem de 21 a 32 trilhões de dólares (o PIB mundial é de 63 trilhões). As grandes fortunas do mundo ajeitaram bem o seu ninho. Brasileiros participam com cerca de 520 bilhões de dólares, cerca de um quarto do nosso PIB, fruto de evasão fiscal, dinheiro de drogas, corrupção e semelhantes.

Real-World Economics Review http://www.paecon.net/PAEReview/ 

Uma excelente fonte de artigos online (em inglês) sobre economia no mundo, acesso aberto e gratuito para os que se inscrevem para receber. Um instrumento de trabalho de primeira linha, a ciência econômica “pós-autística”, como dizem os organizadores, é muito interessante.

Mapa da  Participação Cidadã http://www.mapadaparticipacao.org.br/

O Mapa da Participação Cidadã é uma plataforma que permite ao usuário buscar ou cadastrar organizações que proporcionam diversas formas de participação cidadã no município de SP. Se você é responsável por uma iniciativa como esta, também pode fazer parte do Mapa. A adesão é totalmente gratuita. Participe! Assim poderemos oferecer um conjunto cada vez maior de informações para estimular a mobilização da sociedade e fortalecer as organizações sociais.

ICLEI  http://archive.iclei.org/index.php?id=13323

O ICLEI é uma rede mundial de autoridades locais que buscam o desenvolvimento sustentável. O site apresenta excelentes notas sobre inovações urbanas nas mais variadas partes do mundo. Importante tanto para buscar ideias como para divulgar inovações.

Nueva Sociedad http://www.nuso.org/

Nueva Sociedad é uma excelente fonte de informações sobre a América Latina.

Observatório das Metrópoles http://www.observatoriodasmetropoles.net/

Excelente fonte de informações sobre a problemática do desenvolvimento das metrópoles.

Outras Palavras http://www.outraspalavras.net

O site oferece amplo material de pesquisa sobre tendências das mudanças sociais, numa visão transformadora, artigos bons para acompanhar o que acontece pelo mundo e aqui. Vale a pena se inscrever para receber o boletim.

Crise e Oportunidade http://criseoportunidade.wordpress.com

O blog Crise e Oportunidade, reúne um conjunto de pesquisadores que estão buscando, a partir de crise, colocar com mais força em discussão um conjunto de temas básicos não só financeiros, mas também sociais e ambientais. Coordenação científica Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor. Veja os textos e os eventos.

G-POPAI: Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/P%C3%A1gina_principal

Este site é de um grupo de pesquisadores da USP Leste, que realiza excelentes trabalhos sobre o direito de acesso online à produção científica. Vale a pena assinar o boletim: http://www.gpopai.usp.br/boletim/

Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano http://www.iadh.org.br

Excelente site para quem pesquisa o desenvolvimento local, dirigido por Tânia Zapata, uma das grandes dinamizadoras deste processo no Brasil. Atividades fortemente orientadas para a capacitação na área. Contato: 

Movimento Nossa São Paulo http://www.nossasaopaulo.org.br

Movimento lançado no início de 2007, visando mobilizar a sociedade paulistana para uma transformação profunda da cidade, na linha do que já foi conseguido em Bogotá e outras cidades. Quem empurra este barco é Oded Grajew, que é dotado de notória capacidade convocatória. Tudo indica que este barco vai andar, vale a pena todos trazerem uma parcela de ajuda, Acessem o site para participar.

Mercado Ético http://mercadoetico.com.br

Expandindo as atividades do Ethical Marketplace desenvolvidas por Hazel Henderrson nos Estados Unidos, o Mercado Ético vem trazer para o Brasil um conjunto de contribuições para um capitalismo, digamos assim, mais decente. Ver também  http://www.ethicalmarkets.com/ladislau-dowbor-professor-economist-author-sao-paulo-brasil/  

Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP http://www.nef.org.br

O Núcleo de Estudos do Futuro trabalha sobre as macro-tendências, ou “mega-trends” que influem sobre as mudanças estruturais da sociedade. Está ligado ao Programa de Estudos Pós-graduados em Administração da PUC-SP, e acolhe pesquisadores de diversas instituições e áreas científicas. É um simpático.

Creative Commons http://creativecommons.org/

Creative Commons faz parte de uma amplo esforço por parte de autores de disponibilizar gratuitamente a sua produção científica ou cultural e artística de forma geral, sem intermediários, e com alguma proteção. Na prática, autoriza-se o uso não comercial da criação, exigindo a menção da fonte (créditos) e proibindo a fragmentação ou deturpação. É o que tem sido chamado de “copyleft” em vez de “copyright”. Veja no meu site, em baixo há um “carimbo” indicando CC e “Alguns direitos reservados”.

Pólis http://www.polis.org.br

O Instituto Pólis  é um dos principais centros difusores de pesquisa sobre gestão urbana no Brasil, com um leque muito amplo de atividades. Publica uma revista, recentemente lançou uma coleção sobre governança, e a série de publicações “Dicas Municipais” contém descrições de centenas de experiências inovadoras brasileiras, em notas que são divulgadas em todo o Brasil, enviadas a todos os prefeitos. Vale a pena receber online.

 

CLAD – Centro Latino Americano para el desarrollo http://www.clad.org/

No site encontramos uma publicação semanal online, o “Boletin Reforme” que apresenta artigos do mundo hispânico que tratam em geral de problemas de gestão pública e das  reformas administrativas. Permite por exemplo ver que países estão utilizando que metodologias de avaliação de políticas públicas e assim por diante. O boletim é semanal, o que aparece na tela é um índice que facilita a localização rápida de assuntos que nos possam interessar. Através do contato  pode-se também propor artigos para publicação online.

Gobernanza – Revista Internacional de Governabilidad para el Desarrollo Humano http://www.iigov.org/gobernanza/

Trata-se de uma revista internacional de governabilidade “para o desenvolvimento humano”, equipe de Barcelona, na Espanha, com excelentes artigos informativos sobre problemas de governança e sistemas participativos. O mailing é não invasivo (tipo um por semana), vale a pena receber, e é gratuito.

IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor http://idec.org.br

O instituto de defesa do consumidor é uma instituição não governamental, faz um trabalho muito interessante e publica um boletim que vale a pena receber online , além de publicar uma revista de excelente qualidade. Como consumidores somos comidos pela borda, como mingau, pois nenhum de nós tem tempo de realmente tentar processar uma grande empresa por causa de pequenos delitos.  Vale a pena, a concentração empresarial deu muito poder às empresas, aqui está uma forma simples de reagir de maneira organizada.

Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br

O site Observatório da Imprensa nos traz noticias sobre uma área de imensa importância e tão pouco conhecida: a concentração e deformação do sistema de informação e a mídia no país.

Revista do Terceiro Setor http://www.rets.org.br/

A Revista do Terceiro Setor traz uma excelente seleção de artigos sobre os movimentos da sociedade civil, não é invasiva, vale a pena receber.

New Economics Foundation – NEF – Reino Unido http://neweconomics.org

É um site de visões alternativas da economia, inclusive da teoria econômica, que surgiu em torno ao TOES (The Other Economic Summit) para se contrapor a Davos. Está se construindo uma nova visão da ciência econômica, um pouco como o Alternatives Economiques da França. E nós, quando organizaremos o nosso movimento de alternativa econômica? Ou está ciência que ensinamos nos convence?

Fórum Social Mundial https://fsm2015.org/pt-pt

O Fórum Social Mundial continua sendo um espaço internacional de articulação de primeira importância. As reuniões anuais tornaram-se um pouco menos importantes, mas a expansão dos contatos online permitem que o seguimento colaborativo seja mais intenso.

Site de Hazel Henderson e outros http://www.ethicalmarkets.com

O site de Hazel Henderson é um dos sites importantes para uma visão alternativa e construtiva da economia: o movimento Ethical Markets permite aplicações financeiras em empresas decentes, há CDs com entrevistas com pessoas que apresentam uma outra visão da economia e do “sucesso” e assim por diante. O programa de TV da Hazel atinge uma grande massa nos EUA, está se tornando um instrumento importante de construção de uma nova visão. Veja também os Indicadores de qualidade de vida.

Pós-graduação em Administração da PUC-SP 

http://www.fea.pucsp.br/apresentacao.html

Site da Pós em Administração da PUC, ainda em fase de construção, mas que deve servir de base de informação para quem quer conhecer o programa. O contato direto é com Rita, F:(11) 3670 8513

 

Earth Policy News – Lester Brown http://www.earthpolicy.org

O site de Lester Brown, Earth Policy News, é uma excelente fonte de informação sobre problemas chave, particularmente de área ambiental. Bem humorado, mas com dados na mão, Lester Brown nos fornece excelentes instrumentos de trabalho, particularmente para quem dá aulas. Veja por exemplo o texto http://www.earth-policy.org/plan_b_updates/2007/update62 onde o autor conclui que Papai Noel é Chinês, pelo menos na visão americana, onde 80% dos brinquedos debaixo da árvore de natal vêm com “Made in China”.

Envolverde – Revista digital de ambiente, educação e cidadania http://envolverde.com.br/

O site traz ótimas informações sobre os problemas ambientais, com uma visão geral orientada para a cidadania. Os artigos são curtos e interessantes, atraindo atenção para novos desenvolvimentos em curso.  Vale a pena se inscrever para receber.

Instituto de Estudos Socioeconômicos http://www.inesc.org.br

O INESC realiza estudos e acompanhamento do orçamento público no Brasil, é uma excelente fonte de informação para os que batalham por um sistema mais transparente de governança.

Electronic Frontier Foundation (EFF) http://www.eff.org/about

Site que faz o seguimento da luta pela liberdade de comunicação, direito à privacidade e semelhantes. Importante para acompanhar uma luta, hoje central, pelo controle ou liberdade de acesso ao conhecimento. Vale a pena receber o mailing deles, não é invasivo, frequência bem moderada.