Ladislau Dowbor – Os processos participativos fazem parte da democracia – Capítulo do livro Participação Social e Democracia – setembro 2014 – 5p.

Ladislau Dowbor - Os processos participativos fazem parte da democracia - Capítulo do livro Participação Social e Democracia - setembro 2014 - 5p.
901965cf4255c5006fa2767e3e1662083ef14704b5610a030868bf06be0e9ec1O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante por tanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância, constitui vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política.
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Os Dez Mandamentos: versão atualizada para elites – set. 2019 – 6p.

Uma das iniciativas importantes nesta era de crises políticas, econômicas e ambientais, é a convocação, pelo Papa, de uma reunião em Assisi, na Itália, nos dias 26 a 28 de março de 2020, para repensar o papel da economia no mundo. O nome adotado foi Economia de Francisco, honrando o santo, e apontando para uma visão mais generosa do mundo. Considerando o comportamento das elites governamentais e corporativas atuais, tivemos a ideia de propor uma versão atualizada dos Dez Mandamentos, talvez uma inspiração para os poderosos.
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Ladislau Dowbor – Pikettismos (7): o imposto progressivo sobre o capital – junho – 2014, 2p.

A visão mais ampla em termos propositivos está na linha de um imposto progressivo sobre o capital acumulado. Já que os mecanismos de mercado, neste caso, em vez de gerar equilíbrios, geram um processo cumulativo de desigualdade, uma espiral descontrolada de enriquecimento cada vez menos vinculado à contribuição produtiva, uma intervenção institucional para organizar a redistribuição torna-se indispensável. (L. Dowbor)
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Climate cover-up: The cruzade to deny global warming – James Hoggan, Greystone Books, Vancouver, Toronto, 2009, ISBN 978-1-55365-485-8

Não há dúvidas sobre o aquecimento global, nem sobre o peso das atividades humanas na sua geração. No entanto, depois de dois anos de uma gigantesca campanha de mídia, envolvendo também a criação de ONGs fajutas e de movimentos aparentemente “grass-root”, portanto “espontâneas e comunitárias”, e sobre tudo listagens de… Leia mais

Joseph Stiglitz – People, Power and Profits: Progressive capitalism for an age of discontent – W.W. Norton, New York, London, 2019, 371 p.

Joseph Stiglitz – People, Power and Profits: Progressive capitalism for an age of discontent –  W.W. Norton, New York, London, 2019, 371 p.
Uma leitura que nos devolve a esfera do bom senso. Os absurdos são claramente expostos, e são apontados caminhos. As propostas convergem naturalmente com o novo consenso planetário que está sendo construído para confrontar o sistema que assola o planeta. São coisas óbvias, como por exemplo taxar o rentismo improdutivo (206) e outras medidas. Mas a coerência do conjunto e a riqueza dos exemplos tornam simplesmente compreensíveis os desafios e as oportunidades. Se até o ex-economista-chefe do Banco Mundial entendeu, temos esperança.
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Guilherme Estrella – “Empresas favorecida pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo” – Marco Weissheimer / Portal Sul 21 – 18.12.2017 – 3p.

Um retrato curto e contundente do processo da Petrobrás, além da fachada, na entrevista de Guilherme Estrella para o jornalista Marco Weissheimer (Sul 21): ‘Empresas favorecidas pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo’ dezembro 18, 2017 Sul 21 Guilherme Estrella: “Há 30 anos, Kissinger disse que os… Leia mais

Palestra Dowbor: O poder parasitário do sistema financeiro – Instituto Humanitas Unisinos – out 2017 – 1p.

A estranheza do tempo presente é tão grande que vivemos a época em que é o rabo que balança o cachorro. Quer entender como isso funciona em termos sociais e econômicos? O professor Ladislau Dowbor explica: “O sistema financeiro é de mediação, não produz nada. Então as áreas produtivas se tornam o meio para os especuladores ganharem dinheiro. Por isso eu digo, que é o rabo que balança o cachorro”, brinca Dowbor, ao fazer uma alegoria para demonstrar a centralidade do poder financeiro.
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Entrevista com L. Dowbor – Quem tem medo da reforma tributária – maio – 2013, 4p.

A financeirização das atividades econômicas levou à generalização das atividades especulativas e do rentismo, com particular gravidade no caso do Brasil. Com a fragilidade das finanças públicas, o desvio do uso das poupanças privadas pelo sistema bancário comercial, e a passividade dos bancos centrais na regulação do sistema de intermediação financeira – a herança do princípio da “autonomia do Banco Central” – orientar os recursos em função das necessidades do desenvolvimento torna-se um dos principais eixos de enfrentamento. (L. Dowbor)
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Gestão social e transformação da sociedade – 2013, 17p. (versão atualizada e revisada do texto de 1999)

Os paradigmas de gestão que herdamos estão centrados na visão fabril/empresarial, com conceitos como taylorismo, fordismo, toyotismo, just-in-time e outros, ou na visão da grande burocracia do Estado. No entanto, o maior setor econômico hoje nos USA, para dar um exemplo, é a saúde, com 14% do Pib. Hoje é a saúde, a cultura, a educação, que estão se tornando as grandes locomotivas de atividades, tecnologia, pesquisa, emprego. E nesta área, é preciso reconhecê-lo, não temos paradigmas adequados de gestão, pois a visão da mega-pirâmide estatal não se sustenta para sistemas que devem ser flexíveis, capilares e horizontais, enquanto a privatização resulta simplesmente destrutiva. (L. Dowbor)
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Os Descaminhos do Dinheiro: uma visão sistêmica – dezembro – 2012, 25 p.

Os Descaminhos do Dinheiro: uma visão sistêmica - dezembro - 2012, 25 p.
O presente artigo reúne em um único texto de 25 páginas os 5 artigos que publicamos sobre Os Descaminhos do Dinheiro. Trata-se de um exercício bastante simples, de explicitação dos mecanismos: a compra das eleições, o uso de juros oficiais, a cartelização do sistema financeiro, a apropriação do orçamento público, e o funcionamento dos paraísos fiscais que assegura segurança, segredo e rentabilidade ao dinheiro ilegal. A questão, na nossa interpretação, vai muito além do desvio do dinheiro: é a própria democracia que está sendo apropriada. O show jurídico, com inúmeras irregularidades, com um olho só, e coincidindo com as eleições, não convence. O sistema permanece, e agradece. Aqui, aproveitamos o interesse criado para mostrar como funciona. (L.Dowbor)
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Yamila Goldfarb – El golpe institucional en Brasil y las transformaciones en las políticas de desarrollo para el campo – Nueva Sociedad – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad.
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Paulo Kliass: A dominância do financismo – 20.03.2018 – Portal Vermelho

Uma das maiores dificuldades para se transformar uma realidade portadora de injustiça e desigualdade é o seu processo de “naturalização” e sua aceitação de forma passiva por parte de setores expressivos da sociedade. Fenômeno semelhante tem ocorrido ao longo das últimas décadas com a tendência à financeirização em nossas terras.
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Adalberto Franklin – História Econômica de Imperatriz – Ética Editora, 2008

Adalberto Franklin. História Econômica de Imperatriz. Imperatriz: Ética Editora, 2008. ISBN 978-85-88172-26-5 – Prefácio de Ladislau Dowbor. Imperatriz do Maranhão, nome forte e poético. Há anos não lia uma monografia regional tão competente, escrita de forma tão clara e aprazível. Pegar um território, no caso o sul do Maranhão, e… Leia mais

Gar Alperovitz and Lew Daly – Apropriação Indébita: como os ricos estão tomando a nossa herança comum – Editora Senac, São Paulo 2010, 242p.

A concentração de renda e a destruição ambiental constinuam sendo os nosso grandes desafios. São facetas diferentes da mesma dinâmica: na prática, estamos destruindo o planeta para a satisfação consumista de uma minoria, e deixando de atender os problemas realmente centrais. Como explicar que, com tantas tecnologias, produtividade e modernidade,… Leia mais

Entrevista: A Ruptura, por Ladislau Dowbor – novembro – 2012, 10p.

Nesta entrevista ampla, foram cobertos vários temas que estão de certa maneira na mira das pesquisas deste blog. Trata-se, naturalmente, do problema da governança nas suas diversas dimensões: reduzir a pobreza, parar de destruir o planeta, gerar sistemas mais democráticos, controlar os descaminhos do dinheiro e o caos financeiro. Ao sobrevoar vários temas, fica um pouco superficial, mas dá uma ideia de como se articulam os principais desafios que enfrentamos. (L. Dowbor)
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L. Dowbor – Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível – 2019 – 14p.

L. Dowbor - Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível -  2019 - 14p.
O objetivo da economia, o cuidado com a nossa casa, consiste essencialmente em assegurar o bem-estar das famílias sem prejudicar as gerações futuras. Isso exige inteligência no uso dos recursos que, por sua vez, exige formas adequadas e transparentes de fazer as contas. O PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais, que não faz contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la: não à toa o governo britânico acrescentou ao PIB as estimativas do comércio de drogas e da prostituição, para poder dizer que “estamos crescendo”. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade de dar a impressão de que entendem do que se trata, mas reduzir a questão do desenvolvimento a uma cifra escancara a porta para “interpretações”. Para os que se preocupam com a destruição do meio-ambiente, é uma causa de desespero, já que a nossa principal conta esqueceu este detalhe. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada, e apresentar algo que funcione. Este artigo é uma versão atualizada e expandida de "O Debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada".
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Entrevista Dowbor – “Bando de chupins drena a economia” – Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena – Tutaméia – 23 de julho de 2018

“Isto aqui virou um país de gente que não produz porra nenhuma e mama no consumo das famílias, na atividade empresarial, no Estado. Eles não têm nada contra ter várias mamas. Ainda por cima põem dinheiro lá fora. Não só não reinvestem no país como sequer pagam imposto porque vai para paraíso fiscal. Isso aqui é surrealista. Tem um bando de chupins que estão drenando a economia. É um sistema de agiotagem que é coberto pelo sistema jurídico. A grande corrupção não é de batedor de carteira, a grande corrupção gerou sua legalidade. O sistema criou uma legalidade da grande bandidagem generalizada”. O diagnóstico é do economista Ladislau Dowbor em entrevista ao TUTAMÉIA.
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“A taxa Selic é o veneno da economia”. Entrevista especial com Amir Khair – abril – 2014, 2p.

Torna-se cada vez mais importante sistematizar e divulgar as informações sobre a imensa deformação do nosso sistema econômico através da taxa Selic elevada e dos juros praticados pelos bancos comerciais e pelos crediários do comércio. O volume de recursos desviados do que poderiam ser investimentos públicos e políticas sociais, de poupanças nossas esterilizadas em aplicações financeiras quando poderiam fomentar atividades econômicas, bem como a esterilização da capacidade de compra da população pelos crediários com juros exorbitantes, leva ao triplo travamento da economia, pelo lado das políticas públicas, do investimento privado e da capacidade de compra da população. A mudança das regras do jogo na área financeira está se tornando uma questão central para o nosso desenvolvimento. A entrevista de Amir Khair ajuda muito nesta compreensão. (L. Dowbor)
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O que as democracias do Ocidente escondem nos paraísos fiscais – Eduardo Febbro – abril – 2013, 3p.

A crise financeira mundial está permitindo que apareçam as dimensões reais do caos financeiro instalado. Desde a liquidação, por Reagan e Thatcher, das leis que regulavam o sistema, gerou-se um sistema desgovernado. A conectividade planetária que as TICs permitem, por outro lado, permitiu a expansão de um espaço planetário de… Leia mais

A crise financeira tem jeito? – 1998, 36p.

Um pequeno balanço e apresentação do pano de funda da crise financeira que hoje assola o Brasil. O artigo se apoia em publicações recentes da Unctad, e análises de Le Monde Diplomatique. O artigo, inicialmente intitulado A crise financeira tem jeito? foi publicado pela revista PUC Viva, da Puc de… Leia mais

Do espaço educacional aos espaços do conhecimento -1998, 9p.

Uma discussão das perspectivas atuais da educação de jóvens e adultos, elaborado no quadro das orientações da V Conferência Internacional de Educação de Adultos, envolvendo Unesco e outras instituições. Trata-se em particular de mostrar que a formação de adultos deve inserir-se em políticas locais e regionais de desenvolvimento, ultrapassando a… Leia mais

Amyra El Khalili – A construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental – fev. 2017 – 2p.

Amyra El Khalili – A construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental – fev. 2017 – 2p.
"Os mercados futuros deveria ter por função “fixar preço” para prevenir riscos de uma quebra de safra, crises politicas e econômicas, crises climáticas e desastres naturais, entre outros fatores imprevisíveis, capazes de provocar aumentos estratosféricos ou baixas expressivas nos preços, prejudicando custos, com isso provocando desemprego, falência de indústrias, de produtores e prestadores de serviços (hedge/proteção)", escreve Amyra El Khalili, professora de economia socioambiental. Economista com mais de duas décadas de experiência nos mercados futuros e de capitais, Amyra é fundadora do Movimento Mulheres pela P@Z! e da editora da Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras. É também autora do e-book “Commodities Ambientais em Missão de Paz: Novo Modelo Econômico para a América Latina e o Caribe”.
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Ladislau Dowbor: Crônica em meio à grande crise global – Culture Report, EUNIC – 2016 – ISBN:978-3-95829-198-0

Ladislau Dowbor: Crônica em meio à grande crise global - Culture Report, EUNIC – 2016 – ISBN:978-3-95829-198-0
160823-Banksy-485x363Confira a versão em português do artigo "The Rules of the Global Game", publicado (em inglês e em alemão) na Culture Report anual (EUNIC), em agosto de 2016. Com tradução de Inês Castilho, a tradução foi publicada no site Outras Palavras.
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