Ladislau Dowbor – Pikettismos: riqueza e merecimento (4) – junho – 2014, 3p.

A riqueza dos ricos é merecida? Quando os gestores ganham 300 vezes mais do que os trabalhadores na base da empresa, distância impressionante e que cresceu dramaticamente nas últimas décadas, podemos sem dúvida nos colocar questionamentos éticos. Eles, naturalmente, não têm 300 vezes mais filhos. Ninguém precisa de tanto dinheiro, tanto assim que o essencial destes ganhos se transforma em aplicações financeiras, que simplesmente drenam recursos das atividades produtivas para assegurar rendimentos financeiros. (L. Dowbor)
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Ana Carolina Navarrete – Não há voucher de saúde – A Terra é Redonda – abril 2020

Com a crise sanitária que vivemos, é importante lembrarmos a dimensão do SUS, um dos mais importantes avanços que o Brasil já conseguiu na área da saúde, sistema sob ataque dos últimos governos, interessados em empurrar mais pessoas para os planos privados de saúde, inclusive internacionais. Ana Carolina Navarrete é do IDEC - Instituto. de Defesa do Consumidor, pesquisadora da área.
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Ladislau Dowbor – Redes culturais: desafio à velha indústria da cultura – setembro – 2013, 6p.

Estamos na era digital, da conectividade planetária, mas carregamos uma herança de sistemas de produção cultural e jornalística essencialmente controlados por gigantes da intermediação, a chamada indústria cultural e o oligopólio da mídia. Adotaram tecnologias digitais nas imagens, mas como cultura organizacional seguem na era analógica. (L. Dowbor)
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Emir Sader (org.) – O Brasil que queremos – LPP/UERJ, 2016 (255p.)

Se o golpe parlamentar, que travou o Brasil, teve alguma utilidade foi de recolocar na mesa de discussões as grandes opções com as quais o Brasil se defronta. Neste pequeno volume, os organizadores conseguiram reunir 18 visões, incluindo um desafio de Lula, uma análise de conjuntura do Emir Sader, explicitação das dimensões constitucionais de Dalmo Dallari, e uma série muito coerente de textos sobre os rumos necessários nas áreas da economia (Belluzzo) e finanças (Dowbor), com Ricardo Lodi sobre a tributação, Luiz Pinguelli sobre as opções energéticas, Celso Amorim sobre a política externa, Tereza Campello sobre o combate à pobreza, Márcio Pochmann sobre políticas educacionais, Alexandre Padilha sobre direitos à saúde, Luiz de Carvalho sobre política ambiental, Marilena Chauí sobre política cultural, Bernardo Fernandes sobre política agrária, Marcia Tiburi sobre gênero, Nilma Gomes sobre igualdade racial, Renato Rovai sobre democracia e comunicação e, para ajuda geral, visão de utopia de Leonardo Boff. Uma ferramenta de trabalho para todos nós, excelente painel sobre os nossos grandes desafios. O volume está sendo lançado em diversos eventos pelo Brasil.
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Dowbor – Os irresponsáveis no poder: desmontando o conto da dona de casa – novembro- 2016 – 4p.

Dowbor - Os irresponsáveis no poder: desmontando o conto da dona de casa - novembro- 2016 - 4p.
15025457_1250399078332890_6674974170510796592_o Você provavelmente se sente perplexo frente à situação econômica do país. Está em boa companhia. Quem é que entende de resultado primário, de ajuste fiscal e outros termos que povoaram os nossos noticiários? A imensa maioria balança a cabeça de maneira entendida, e faz de conta. Pois vejam que realmente não é complicado entender, é só trocar em miúdos. E com isso o rombo fica claro. Aqui vai a conta explicitada, não precisa ser economista ou banqueiro. E usaremos os dados do banco central, a partir da tabela original, pois confiabilidade, nesta era melindrada, é fundamental.
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Luciano Prates Junqueira e Maria Amélia Corá (Orgs.) – Redes e intersetorialidade – 2017

As transformações planetárias se aceleram, mas a tendência é utilizarmos as mesmas categorias de análise de sempre. Os processos sociais estão se deslocando. O principal fator de produção, o conhecimento, é imaterial e o seu uso não reduz o estoque. O paradigma do raciocínio econômico se desloca assim da competição (bens rivais, propriedade privada) para a colaboração (bens não rivais, o conhecimento compartilhado se multiplica). A conectividade planetária, para além do Face e semelhantes, gera um imenso potencial de articulação direta entre atores sociais sem precisar de intermediários. Os principais setores econômicos já não são indústria e agricultura, mas sistemas de intermediação como as finanças, e as políticas sociais como saúde e educação. Um outro paradigma de gestão social está emergindo. As pessoas estão aprendendo, aos poucos pois as tecnologias avançam muito mais rapidamente do que a nossa cultura de trabalho, a trabalhar em rede. A presente coletânea reuniu pesquisadores que mostram como a colaboração em rede transforma as formas de organização dos diversos setores de atividade.
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The Age of Access (Era do Acesso)

The new culture of hypercapitalism where all of life is a paid-for experience Jeremy Rifkin, Penguin Putnam (no Brasil, Makron Books), New York – São Paulo, 2001, 1-58542-018-2 (edição em inglês) O argumento básico é que estamos passando de uma era em que havia produtores e compradores, para uma era… Leia mais

O “Oitavo Cipó” e o desafio da ação cooperativa de agricultores familiares (Vale do Guaribas, PI)

Dissertação de mestrado no Centro de Desenvolvimento Sustentável da UNB, dezembro de 2010 – orientador prof. Ricardo Toledo Neder. Contato:  Trata-se de uma análise de um dos aspectos mais críticos e importantes de todo o esforço atual de erguer as partes mais atrasadas da economia brasileira. No caso, trata-se… Leia mais

EUA: super WiFi, público e para todos? – fevereiro – 2013, 2p.

O governo federal americano  quer criar uma super rede WiFi de livre acesso, abrangendo todo seu território. A proposta, revolucionária, acaba de ser formulada pela FCC, a comissão federal de comunicações, por meio de relatório assinado por seu chairman, Julius Genachowski. A noticia completa, de autoria da repórter Cecila Kang,… Leia mais

Dowbor – A violência econômica: o poder dos juros e das corporações financeiras – ComCiência, SBPC, Labjor-Unicamp – Artigo-dossier nº 192, 9 de outubro de 2017, 4p

Dowbor - A violência econômica: o poder dos juros e das corporações financeiras - ComCiência, SBPC, Labjor-Unicamp - Artigo-dossier nº 192, 9 de outubro de 2017, 4p
É estranho constatar que em todo o ciclo escolar, inclusive nas universidades, a não ser na área especializada em economia financeira, ninguém nunca teve uma aula sobre como funciona o dinheiro, principal força estruturante da nossa sociedade. A população se endivida muito para comprar pouco no volume final. A prestação ‘cabe no bolso’ (mas pesa no bolso durante muito tempo). O efeito demanda é travado. Quando 61 milhões de adultos no Brasil estão com o nome sujo no sistema de crédito, é o sistema que está deformado.
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Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local – Instituto Cidadania – 2009

Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local - Instituto Cidadania - 2009
Trata-se de 89 propostas práticas para destravar os pequenos produtores, o setor informal, as iniciativas comunitárias, enfim, o que Milton Santos chamava de “circuito inferior da economia”. O texto é o resultado-resumo de um ano e meio de pesquisas e discussões sobre como destravar o desenvolvimento do “andar de baixo” da economia, com medidas práticas de acesso ao financiamento, de redes de apoio tecnológico, de mudança institucional, bem como de outras medidas nas áreas de informação, comunicação, capacitação, emprego e meio-ambiente. O trabalho envolveu muita gente das mais variadas áreas, como Paul Singer, Tânia Bacelar, Ignacy Sachs, ministros, líderes comunitários. É uma proposta de mobilização da economia pela base, não pelo topo. Trata-se também de uma proposta para evoluir das políticas distributivas para a inclusão produtiva. O texto adquire particular atualidade frente à crise financeira mundial, em que a dinâmica do mercado interno desempenha um papel essencial.
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The Design of Everyday Things

Donald A. Norman, Doubleday, New York, 1990, 0-385-26774-6 O livro de Donald Norman é antes de tudo divertido. Você chega num hotel luxuoso. Há uma porta de vidro no hall, para manter a temperatura agradável. O cliente chega apressado, empurra naturalmente a porta, e dá com a cara no vidro.… Leia mais

A revolução do conhecimento. Entrevista do IHU com Ladislau Dowbor – agosto – 2013, 7p.

A revolução do conhecimento. Entrevista do IHU com Ladislau Dowbor - agosto - 2013, 7p.
A Unisinos é uma universidade comunitária situada em S. Leopoldo, perto de Porto Alegre. Faz um trabalho muito interessante de noticias on line, divulga muito material cientifico. A entrevista abaixo faz parte da preparação do evento internacional sobre inovação que estão preparando para 2014. O tema é a economia da inovação (L. Dowbor)
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Redes de Colaboração Solidária: a Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, Fortaleza/CE

Dissertação de Mestrado em Administração, PUC-SP, defendida em outubro de 2009, orientação de Ladislau Dowbor. Banca com os professores Arnoldo de Hoyos Guevara e Ângelo Palmisano. Contato com o autor para obter cópia O estudo de Flávio Foguel retrata a evolução de uma comunidade pobre em dinheiro e rica… Leia mais

Dowbor – O culpado é você! – março 2019 – 3p.

A obesidade atinge grande parte da população mundial, diabetes está explodindo por toda parte, milhões morrem por ingestão de partículas produzidas pelos carros, novas bactérias resistentes surgiram com a generalização dos antibióticos colocados na carne que comemos, o câncer mata cerca de 10 milhões de pessoas, e quase ninguém consegue regular os agrotóxicos. Bem, a culpa, naturalmente, é nossa. Ou seja, nós como indivíduos, como consumidores.
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Ladislau Dowbor – Onde foi parar o nosso dinheiro?  – Le Monde Diplomatique Brasil – maio de 2017 – 3p.

alpino_7Não há nenhuma razão técnica para esta catástrofe em câmara lenta. Produzimos o suficiente para todos, cerca de R$ 11 mil de bens e serviços por mês por família de quatro pessoas, número que vale tanto para o mundo como para o Brasil: estamos exatamente na média mundial. O problema? O capital financeiro drena o produtivo. Generaliza-se o capitalismo improdutivo no planeta. O rentismo não é só brasileiro. Voltamos ao século retrasado, em que as “famílias de bem” viviam de rendas.
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Ellen Brown – Quem tem medo da Renda Básica Universal (e por quê) – Outras Palavras – 29/04/2020 (2p.)

Ellen Brown é uma das melhores conhecedoras mundiais de sistemas públicos de financiamento. "Garantir recursos para uma vida digna, em meio à pandemia, tornou-se um dever social evidente. Mas a medida tarda, e a razão é clara. Os bancos e o 0,1% querem ser os únicos a emitir dinheiro – para que toda a sociedade se submeta a eles."
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Ladislau Dowbor – Davos: Nada de novo no Ocidente – fevereiro – 2014, 1p.

Com problemas em escala global e governança fragmentada entre 192 Estados que brigam por vantagens pontuais, temos hoje um desajuste estrutural entre a dimensão dos desafios e os instrumentos de decisão.
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The Corporation

The Pathological Pursuit of Profit and Power Joel Bakan, Free Press (Simon and Schuster) www.thecorporation.tv , New York, 2004, 0-7432-4744-2 Trata-se de um livro e de um filme, pois sobre a base do livro de Joel Bakan foi produzido um documentário de 1:20h. Ambos de primeira qualidade. Primeiro, sobre o… Leia mais

Joseph E. Stiglitz – As reduções fiscais para os ricos não resolvem nada – Project Syndicate – ago 2017

Nota importante de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia, que traz uma ideia simples mas da maior importância. Aumentar o fluxo de recursos para os mais ricos - por exemplo pela redução dos seus impostos ou a sua eliminação como no Brasil através da isenção dos lucros e dividendos - não aumentará o investimento, pelo contrário, drenará mais recursos para a especulação financeira. A razão é simples: hoje, a aplicação financeira rende mais do que o investimento produtivo. O que dinamiza uma economia, pelo contrário, é o aumento de renda na base da população, pois se transforma em demanda, e esta demanda estimulará o investimento, e aí sim o crédito será produtivo.
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Ladislau Dowbor – Pikettismos: a desigualdade na mira (1) – junho – 2014, 3p.

A verdade é que Thomas Piketty, com a força da juventude e uma saudável distância das polarizações ideológicas que tanto permeiam a análise econômica, abriu novas janelas, trouxe vento fresco, nos permitiu deslocar a visão. Se bem que o problema da distribuição da renda sempre estivesse presente nas discussões, a teoria econômica terminou centrando-se muito mais no PIB, na produção de bens e serviços, e muito insuficientemente na repartição e nos mecanismos que aumentam ou reduzem a desigualdade. (L.Dowbor)
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Os descaminhos do dinheiro: juros comerciais (parte III) – outubro – 2012, 6p.

Nesta série sobre os Descaminhos do Dinheiro, vimos a compra das eleições (I), e os desvios através da taxa oficial de juros Selic (II). Aqui vemos uma terceira forma, o desvio através de juros comerciais. Como nas outras formas da grande corrupção, cria-se a própria legalidade, mais um dreno sobre os nossos recursos. Juros de 238% sobre o cartão são legais? Criminalizar que não consegue pagá-los, e não quem os cobra, aponta para que tipo de justiça? (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – Articulações em rede na era do conhecimento – 27p.

Ladislau Dowbor - Articulações em rede na era do conhecimento - 27p.
Estamos entrando numa era de mudanças sistêmicas aceleradas. As tecnologias estão transformando o planeta, as relações de trabalho, as formas de remuneração, o conceito de propriedade. O ponto de partida é que o principal fator de produção hoje, o conhecimento, é indefinidamente reproduzível, seu uso não reduz o estoque. Abre-se a era da gratuidade. Acrescente-se a conectividade planetária nesta era do virtual, com os seus algoritmos e plataformas colaborativas, e temos outro universo em construção. Mas as regras do jogo são as que foram herdadas da era da dominância da produção material do século passado, o que gera uma erosão da governança. Nas mudanças, entram em choque os interesses. Indivíduos ou pequenas empresas podem expandir o trabalho em rede, mas gigantes corporativos passaram a desarticular as economias nacionais. Multiplicam-se os bancos comunitários de desenvolvimento e o crédito colaborativo, mas os bancos nos impõem novas formas de exploração. Expande-se a produção científica e cultural de acesso aberto, mas multiplicam-se os sistemas de bots que tentam controlar o que publicamos. Traçamos algumas das principais linhas de mudança para uma sociedade aberta, colaborativa e articulada em rede.
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