Dicas de Leitura

Robert Skidelsky – What’s wrong with economics? A primer for the perplexed – Yale University Press, New Haven, 2020

Robert Skidelsky – What’s wrong with economics? A primer for the perplexed – Yale University Press, New Haven, 2020
É fundamental entender que a economia que ensinamos, e muitas das análises econômicas que fazemos estão atoladas em simplificações metodológicas e interpretações interessadas, profundamente ideológicas, que exigem não mais alguns acertos, mas um deslocamento sistêmico, um 'reset' geral que nos permita evoluir de uma pretensa 'ciência' econômica para a mais modesta e produtiva economia política, ancorada na história e nas outras ciências sociais. Skidelsky traz um excelente sobrevoo de como repensar a economia, e é mais necessário do que nunca.
Leia mais

L.Dowbor – Capital e ideologia, de Thomas Piketty: uma visão de conjunto dos nossos desafios – 4p. – abril 2020

L.Dowbor - Capital e ideologia, de Thomas Piketty: uma visão de conjunto dos nossos desafios - 4p. - abril 2020
O novo livro de Thomas Piketty é essencialmente sobre desigualdade, o mal estrutural maior do nosso planeta. Essa polarização mundial está se tornando explosiva, na medida em que alguns grupos sociais se apropriam de maneira radicalmente desproporcional dos resultados do que a sociedade produz, inclusive fora de qualquer relação de merecimento. Trata-se de mecanismos econômicos de apropriação, mas também de poder político, de monopólio do exercício da violência, do controle das leis, e em particular de construções ideológicas que geram uma aparência de legitimidade. Daí o título da obra, Capital e Ideologia, ou seja, a riqueza das sociedades por um lado, e as justificativas de sua apropriação desequilibrada por outro.
Leia mais

Ann Pettifor – The case for the Green New Deal – Verso, London, New York, 2019, 185 p.

Ann Pettifor – The case for the Green New Deal – Verso, London, New York, 2019, 185 p.
Será possível escapar da ditadura financeira? Num livro agora indispensável, a economista Ann Pettifor aposta que sim. Mas a condição é construir saídas tão surpreendentes, e capazes de desafiar a lógica do sistema, como o Green New Deal. As velhas fórmulas já não servem. Uma visão sistêmica como Green New Deal ajuda muito no debate e na construção de alternativas. Aqui as propostas vão no sentido de um resgate da nação e dos sistemas colaborativos.
Leia mais

Felicia Wong – The emerging worldview: how new progressivism is moving beyond neoliberalism – A landscape analysis – Roosevelt Institute, January 2020 – 56p.

Felicia Wong – The emerging worldview: how new progressivism is moving beyond neoliberalism – A landscape analysis – Roosevelt Institute, January 2020 – 56p.
O que está surgindo com muita força no mundo das ciências sociais, e em particular da economia, é a busca de novos rumos. O vale-tudo que chamamos de mercado está saindo rapidamente de cena. Com quase 8 bilhões de habitantes, tecnologias extremamente poderosas e agressivas, e gigantes corporativos descolados das realidades que vivem as populações, nós estamos frente a um desafio de civilização, muito além de estreitas teorias econômicas. Uma nova visão de mundo, com o resgate da economia na sua dimensão de economia política, está emergindo. O texto de Felicia Wong é muito bom, simples (nada de economês) e muito bem sistematizado. E a bibliografia, como mencionei, constitui uma excelente ferramenta, em particular para os que como eu ensinam economia.
Leia mais

Joseph Stiglitz – People, Power and Profits: Progressive capitalism for an age of discontent – W.W. Norton, New York, London, 2019, 371 p.

Joseph Stiglitz – People, Power and Profits: Progressive capitalism for an age of discontent –  W.W. Norton, New York, London, 2019, 371 p.
Uma leitura que nos devolve a esfera do bom senso. Os absurdos são claramente expostos, e são apontados caminhos. As propostas convergem naturalmente com o novo consenso planetário que está sendo construído para confrontar o sistema que assola o planeta. São coisas óbvias, como por exemplo taxar o rentismo improdutivo (206) e outras medidas. Mas a coerência do conjunto e a riqueza dos exemplos tornam simplesmente compreensíveis os desafios e as oportunidades. Se até o ex-economista-chefe do Banco Mundial entendeu, temos esperança.
Leia mais

Mariana Mazzucato – The Entrepreneurial Sate: debunking public vs. private sector myths – Anthem Press, New York, 2015

Mariana Mazzucato – The Entrepreneurial Sate: debunking public vs. private sector myths – Anthem Press, New York, 2015
Um dos melhores antídotos para a farsa da privatização é a leitura do livro de Mariana Mazzucato, que mostra, no seu O Estado Empreendedor, que o reforço das capacidades de gestão pública constitui a melhor garantia de um desenvolvimento equilibrado. Os imensos avanços na biotecnologia, por exemplo, surgem sobre a base de décadas de pesquisa fundamental desenvolvida no quadro do setor público: “Em biotecnologia, nanotecnologia e internet, o capital de risco chegou 15-20 anos depois de que os investimentos mais importantes tivessem sido feitos com fundos do setor público".

Jacek Żakowski, Oblężona Demokracja: Rozmowy – “SIC!”, Warszawa, 2019, 384 str

Jacek Żakowski, Oblężona Demokracja: Rozmowy - "SIC!", Warszawa, 2019, 384 str
Powstała nowa rzeczywistość, do której nie pasują stare instytucje. Potężne procesy wymknęły się spod demokratycznej kontroli, wpychając nas w chaos, nad którym nikt nie umie zapanować. Wzrost roli pieniędzy w polityce, erozja społeczeństw obywatelskich, wyparcie etyki obowiązku przez etykę samorealizacji, ekonomizacja kultury, wszechogarniająca globalizacja, finansjalizacja gospodarki i relacji społecznych...Jacek Żakowski te kwestje przedstawił badawcom z różnych dziedzin, z różnych krajów, i w gruncie bardzo znanych osobistości. Wynikające wywiady, 27, są ogromnie interesujące, bo krótkie, żywe i dotyczące naszych czołowych wyzwań. Ostre dialogi, tekst płynie, bardzo warto.
Leia mais

David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth: life after warming – Tim Duggan Books (Penguin), New York, 2019

David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth: life after warming – Tim Duggan Books (Penguin), New York, 2019
Os nossos diversos desafios sistêmicos têm sido apresentados de maneira fragmentada, segundo as fontes de pesquisa. Wallace-Wells junta os dados que envolvem não só a mudança climática, mas o conjunto das transformações e em particular como elas interagem. As medidas envolvem governança corporativa, sistemas de cooperação internacional, e a articulação de políticas em diversas áreas como energia, transportes, indústria, agricultura. Muito bem documentado e de fácil leitura, trata-se de uma "imagem-síntese" dos nossos desafios que constitui excelente ferramenta de trabalho. (Em inglês, 310 p.)

Regulating the Credit Card Market: why we need a cap on costs – New Economics Foundation e outros – Londres, julho 2019, 13p.

Regulating the Credit Card Market: why we need a cap on costs – New Economics Foundation e outros – Londres, julho 2019, 13p.
O artigo mostra em particular como o endividamento se tornou uma forma estrutural de extração da renda das famílias, o que trava o consumo, e portanto a atividade econômica em geral. É a dimensão britânica do fenômeno que estudamos no nosso A Era do Capital Improdutivo. Antigamente tínhamos dinheiro sob forma de papel e moedas, era difícil alguém tirar do nosso bolso. Agora temos no bolso um cartão com sinais magnéticos, e o magnetismo atrai misteriosamente o nosso dinheiro para os bancos. O artigo é em inglês, mas sem tecnicalidades, muito claro, e sobre algo que é essencial para todos nós.

Roosevelt Institute – New Rules for the 21st Century – 2019 – 77p.

Roosevelt Institute – New Rules for the 21st Century – 2019 – 77p.
Um choque impressionante de realismo caracteriza esta excelente síntese dos novos caminhos que os Estados Unidos precisam trilhar para que a economia volte a servir à sociedade, não o contrário. Não se trata de “mais um estudo” de economia, e sim de uma sistematização dos principais desafios e medidas a tomar. O eixo central do relatório está centrado no duplo movimento necessário: reduzir o poder das corporações, e resgatar o papel das políticas públicas. O Roosevelt Institute, a começar por Joseph Stiglitz, se caracteriza pela seriedade das suas pesquisas e o bom senso das propostas.
Leia mais

Rutger Bregman – Utopia para realistas: como construir um mundo melhor – Sextante, 2018 – 250 p. (original em inglês, 2016)

Rutger Bregman – Utopia para realistas: como construir um mundo melhor –  Sextante, 2018 - 250 p. (original em inglês, 2016)
O sucesso mundial do livro do Bregman se deve à forma prática e direta de tratar os nossos grandes dilemas. O que fazer com a desigualdade, com a jornada de trabalho, com as migrações, com o sistema financeiro que desarticula os processos econômicos, sociais e políticos. Enfim, vai direto para onde dói o calo e mostra como, no essencial, sabemos muito bem o que fazer, temos os meios, mas nos envolvemos desnecessariamente em inventar narrativas para evitar de mexer no absurdo que nos cerca. Eu tenho chamado isso de impotência institucional. Mas Bregman não apenas aponta os problemas chave e os rumos, como escreve de maneira prazerosa e direta. Em suma, é um ótimo livro, particularmente para os que se veem atolados em preconceitos e dramas ideológicos.

OIT – Comisión Mundial para el Futuro del Trabajo – Trabajar para um futuro más prometedor – OIT, Ginebra, 2019 – 75p.

OIT – Comisión Mundial para el Futuro del Trabajo – Trabajar para um futuro más prometedor – OIT, Ginebra, 2019 – 75p.
A Comissão Mundial para o Futuro do Trabalho realizou, no quadro da Organização Internacional do Trabalho, um estudo sobre como “trabalhar para um futuro mais promissor”. Sem apresentar soluções milagrosas, a pesquisa permite identificar os grandes desafios e sugere eixos de ação. O documento é um quadro síntese da situação do emprego e do desemprego no mundo.
Leia mais

Arun Sundararajan – Economia compartilhada: o fim do emprego e a ascensão do capitalismo de multidão. Senac, São Paulo, 2018, 301p.

Arun  Sundararajan - Economia compartilhada: o fim do emprego e a ascensão do capitalismo de multidão. Senac, São Paulo, 2018, 301p.
Arun Sundararajan publica uma das melhores análises abrangentes da economia do compartilhamento, agora em português, publicado pelo Senac, Economia do Compartilhamento, livro tão essencial para entender as novas dinâmicas como por exemplo A sociedade de custo marginal zero de Jeremy Rifkin. Trata-se de um conjunto de atividades que aproveitam a conectividade ampla das pessoas e agentes econômicos, com uma grande variedade de arquiteturas organizacionais. A grande vantagem aqui é que o autor sistematiza de forma muito legível o que são as atividades, os desafios econômicos, culturais e legais, os impactos no emprego, as formas de regulação. O fato de dar numerosos exemplos explicando como funcionam ajuda muito. A economia criativa, as redes de colaboração, a economia solidária, o princípio do compartilhar e outras iniciativas trazem sem dúvida vento fresco ao opressivo sistema corporativo que nos empurra em correrias incessantes para ter mais dinheiro para comprar mais coisas que teremos cada vez menos tempo ou paciência para apreciar.

Oxfam Brasil – País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras – nov. 2018 – 66p.

Oxfam Brasil - País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras - nov. 2018 - 66p.
A Oxfam traz mais uma vez uma pesquisa essencial para entender o travamento do desenvolvimento no país. Está focada na desigualdade, mas é importante lembrar que o travamento da capacidade de compra da massa da população trava o conjunto da economia e aumenta o déficit público. "O Brasil, pela primeira vez durante anos, vê sua distribuição de renda estacionar. A pobreza no país recrudesceu e teve fim a dinâmica de convergência entre a renda de mulheres e homens – o primeiro recuo em 23 anos. Também recuou a equiparação de renda entre negros e brancos até chegar à estagnação, que completa atualmente sete anos seguidos. São retrocessos inaceitáveis, especialmente em um país onde a maioria populacional é de mulheres e negros".
Leia mais

Barbara W. Tuchman –  The March of Folly: from Troy to Vietnam – Random House, New York, 2014 (A marcha da insensatez) – 470 p.

Barbara W. Tuchman –  The March of Folly: from Troy to Vietnam – Random House, New York, 2014 (A marcha da insensatez) – 470 p.
A minha idade e a minha confiança na racionalidade do ser humano têm evoluído em sentidos inversos. Como somos animais sofisticados, quanto mais absurdo o que defendemos, mais argumentos racionais inventamos. E, sobretudo, uma vez que já nos identificaram com uma posição ou atitude política completamente absurda, apenas conseguimos nos aprofundar na burrice. Segundo as sábias palavras de Barbara Tuchman, a propósito de como os americanos foram se afundando no Vietnã, ao custo de imenso sofrimento daquele povo, e desgaste político de quatro sucessivos presidentes, “uma vez que uma política foi adotada e implementada, toda atividade subsequente se transforma num esforço para justificá-la.” (263) Qualquer semelhança com o golpismo no Brasil insistir numa política que empurra o país para trás, mesmo depois de 4 anos de desastre, não é evidentemente uma coincidência, é a regra. No túnel da burrice, os que a perpetram sempre imaginam que logo adiante surgirá a proverbial luzinha. Se a política sacrifica em vez de ajudar, dirão que o sacrifício não foi suficiente, é só aprofundar um pouco mais.
Leia mais

Paulo Cannabrava Filho – A Governabilidade Impossível – Alameda Editorial (2018) – 316p. – ISNB 978-85-7939-565-9

Paulo Cannabrava Filho - A Governabilidade Impossível - Alameda Editorial (2018) - 316p. - ISNB 978-85-7939-565-9
A ampla retrospectiva que Paulo traz neste livro nos permite ter um recuo relativamente ao caos e gritaria que hoje caracterizam a política no Brasil. Em nome de “consertar o país”, estão destruindo a democracia, entregando petróleo, terras e empresas, liquidando direitos dos trabalhadores, desarticulando políticas sociais básicas nas áreas de saúde e educação – enfim, gerando uma grande farra que articula oligarquias nacionais e interesses transnacionais, não mais contidos pelas instituições, por regras do jogo democráticas. Daí o título do livro se referir à governabilidade e à ruptura institucional. Quando se violam instituições, prevalece apenas a lei do mais forte. A máfia sempre soube se vestir com ternos elegantes, mas os procedimentos são simplesmente mafiosos. Os discursos são de ordem, mas o efeito é o caos.
Leia mais

Sam Pizzigati – The case for a maximum wage –  Polity Press, Cambridge, UK – 2018 – 133p.

Sam Pizzigati – The case for a maximum wage -  Polity Press, Cambridge, UK – 2018 – 133p.
A pergunta básica que Sam Pizzigati coloca é “se necessitamos, e se o progresso demanda, grandes fortunas privadas. “ Os muito ricos dos Estados Unidos, por exemplo, possuem em média 9 residências fora do país. Essas residências ficam vazias durante a maior parte do ano, gerando bairros-fantasmas de luxo (luxury ghost-towns). É tempo de olharmos um pouco melhor para a irracionalidade e inoperância da grande riqueza. E Pizzigati tem currículo para esta análise, ele que dirige há tempo o excelente site sobre desigualdade inequality.org e ensina no Institute for Policy Studies de Washington.
Leia mais

Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro (Orgs) – O Brasil de Amanhã – FPA – 2018

Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro (Orgs) - O Brasil de Amanhã - FPA - 2018
A Fundação Perseu Abramo lança um livro importante, O Brasil de Amanhã, organizado por Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro, e que reúne aportes de mais de uma dezena de economistas sobre as nossas perspectivas econômicas. Os textos resultam de uma sequência de reuniões no quadro do Instituto Lula. Artigos de economia aplicada, pé no chão, ajudam muito neste momento dramático.
Leia mais

Desafios do próximo presidente – entrevista com Amir Khair – IHU – 17.09.2018

Amir Khair é das pessoas que mais entendem do sistema financeiro no Brasil. Tem clara a agiotagem generalizada que trava a economia, com o endividamento das famílias, das empresas e do Estado. Hoje temos 64 milhões de adultos negativados, sem acesso ao crédito. O déficit do governo é gerado em 82% pelos juros pagos sobre a dívida pública. As medidas propostas estão na linha de se tirar a Caixa e o BB do cartel bancário, reduzir os juros e desonerar em parte o consumo. No conjunto a visão é de se dinamizar a economia para aumentar as receitas, em vez de travar as políticas públicas para "reduzir gastos".
Leia mais

Peter Dauvergne – Will big business destroy our planet? – Polity, New York, 2018, 139p. ISBN 13: 978-1-5095-2400-6 – Politybooks.com

Peter Dauvergne – Will big business destroy our planet? – Polity, New York, 2018, 139p. ISBN 13: 978-1-5095-2400-6 – Politybooks.com
Não há maldade premeditada nas corporações, mas há sim interesses. É um pouco como o filme O Poderoso Chefão, um tentou matar o pai do outro, mas explica que não se trata de ódio, nem de maldade, just business (apenas negócios). Na pesquisa de Joris Luyendijk ( Swimming with Sharks ) sobre as barbáries e ilegalidades praticadas na City de Londres, equivalente britânico de Wall Street, os responsáveis entrevistados explicam que o que fazem não é nem moral, nem imoral. É amoral, ou seja, a dimensão ética está simplesmente abaixo do horizonte, fora do processo decisório. No conselho de administração vão naturalmente discutir os eventuais impactos negativos das fraudes praticadas sobre o nome da empresa, o branding, na medida em que podem prejudicar os negócios, mas não na medida em que afetam sentimentos de decência humana. Como já disse Milton Friedmann, as empresas, tal como as paredes, não têm sentimentos morais. O que não as impede, naturalmente, de se proclamarem profundamente movidas por preocupações éticas. Em “Will big business destroy our planet”, Peter Duvergne, professor de Relações Internacionais na University of British Columbia, resume bem o problema.
Leia mais

Frans De Waal – Our inner ape: a leading primatologist explains why we are who we are – Riverhead Books, New York, 2005

Frans De Waal – Our inner ape: a leading primatologist explains why we are who we are – Riverhead Books, New York, 2005
Tem gente que estuda o comportamento humano nos primatas, Frans De Waal decidiu estudar “o primata dentro de nós”. Aliás, a capa é ótima: um homem todo arrumado lendo um jornal e comendo uma banana. Parece que andamos esquecidos das nossas origens. Somos essencialmente primatas. Primatas inteligentes, sem dúvidas; mas uma coisa é constatar a inteligência, outra é avaliar com que fins a utilizamos. E aí vamos na profundidade das emoções, dos instintos, das nossas raízes primitivas. Não necessariamente para o mal, obviamente, temos poderosos instintos que nos levam a colaborar, a manter relações amorosas, a defender a justiça. Mas também para o mal, e aí estão as guerras, a mesquindade, a violência absurda. Como o homo sapiens pode cair tão baixo? Analisar os primatas nos fornece um espelho perturbador do nosso próprio comportamento.
Leia mais

Dowbor – Livros que apontam rumos – fev. 2018 – 3p.

Dowbor - Livros que apontam rumos - fev. 2018 - 3p.
É legítimo que estejamos centrados nos nossos dramas nacionais. Mas é igualmente importante entendermos como o mundo está mudando, inclusive porque as dinâmicas globais estão presentes nas nossas transformações. Para facilitar a vida, veja resenhas de livros recentes que me pareceram importantes.
Leia mais

Guilherme Estrella – “Empresas favorecida pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo” – Marco Weissheimer / Portal Sul 21 – 18.12.2017 – 3p.

Um retrato curto e contundente do processo da Petrobrás, além da fachada, na entrevista de Guilherme Estrella para o jornalista Marco Weissheimer (Sul 21): ‘Empresas favorecidas pelo governo golpista devem ser tratadas como receptadoras de roubo’ dezembro 18, 2017 Sul 21 Guilherme Estrella: “Há 30 anos, Kissinger disse que os… Leia mais



© 2020 Ladislau Dowbor. Criação WowBrazil | Tema original Feelsen por Sérgio Vilar