All the Shah’s Men: An American Coup and the Roots of Middle East Terror

Com os dramas atuais, achei util resgatar a resenha que fiz do livro do historiador Stephen Kinzer. Ajuda a entender a profundidade e permanência das agressões americanas contra o Irã. Com uma narrativa envolvente que lança luz sobre eventos recentes, este bestseller revive o golpe da CIA em 1953 no Irã que derrubou o primeiro-ministro eleito do país, instaurou um quarto de século de domínio brutal sob o Shah, e alimentou o surgimento do fundamentalismo islâmico e do anti-americanismo no Oriente Médio. Selecionado como um dos melhores livros do ano pelo Washington Post e The Economist, apresenta agora um novo prefácio do autor sobre os perigos de confrontar o Irã — lições que permanecem pertinentes num cenário geopolítico cada vez mais complexo.
Entrevista a José Nunes: Como escreve Ladislau Dowbor

Organizar ideias e transformá-las em ferramentas para ajudar outras pessoas a decodificar o mundo é muito estimulante. Hoje o meu blog transformou-se numa biblioteca virtual, utilizada por milhares de pessoas, todos os textos estão disponíveis, tanto os meus como os que me mandam, daqui ou do exterior, e de certa forma estou inserido num ambiente colaborativo de pesquisa e de “decodificação” desse nosso mundo complicado. Temas não faltam.
Economia Social no Brasil

Esta nova edição de 2022 do livro Economia Social no Brasil nos pareceu importante, apesar do livro ser de 20 anos atrás. Os dilemas são basicamente iguais, e agravados, e se trata, neste livro, essencialmente de métodos de pesquisa científica sobre como organizar uma economia em função das necessidades sociais, do bem estar das famílias.
La Era del Capital Improductivo

Presentamos aquí las recientes transformaciones económicas, políticas y sociales en Brasil, pero partiendo de la dinámica más amplia de cambios en la esfera mundial. El capitalismo actual funciona según nuevas reglas, con los mecanismos financieros, la llamada financiarización, jugando un papel central. Eso nos afecta a todos.
Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível

Uma nota técnica sobre o problema das insuficiências do PIB no cálculo das atividades econômicas. O PIB não leva em conta a descapitalização do país em termos de recursos naturais, valoriza os desastres ambientais como aumento do PIB e assim por diante. O movimento pela modernização de uma contabilidade hoje completamente desatualizada é de suma importância, pois se o nosso “norte” econômico está errado, não adianta acelerar.
Estamos precisando de uma nova economia

A convergência das crises evidenciada com força pela pandemia está nos levando a repensar o próprio conceito de economia. Em vez de “leis” às quais deveríamos nos submeter, trata-se de pactos que devem servir ao bem-estar das populações e à sustentabilidade ambiental. São escolhas que dependem de nós, visando uma sociedade economicamente viável, mas também socialmente justa e ambientalmente sustentável. Temos de retomar o controle, depois de 4 décadas de austeridade, privatização e caos financeiro.
A subutilização de fatores de produção

Somos um país rico, mas estruturalmente desigual. Esta situação é mantida e reproduzida por uma elite que prefere paralisar o país do que deixar outros promoverem o desenvolvimento. Aqui, em poucas páginas, a imensidão dos recursos produtivos que não usam e nem deixar usar. Nosso problema não é econômico, no sentido de falta de recursos, e sim de profunda incapacidade de organização política e social. Veja os potenciais.
The Social Dilemma (O Dilema das Redes)

Especialistas em tecnologia e profissionais da área fazem um alerta: as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a democracia e a humanidade.
O drama do arroz expõe as misérias do Agro

O preço do arroz subiu em média 20%, o feijão preto 30%, num país que tem 160 milhões de hectares de solo agrícola subutilizado (5 vezes a Itália), e gente batalhando por terra. Não é um surto inflacionário geral, e sim balbúrdia política: desde o golpe, reduziram os estoques reguladores, liquidaram a política de garantia de preços ao produtor, aumentaram as exportações em detrimento do mercado interno. É reflexo da fragilização do apoio à agricultura familiar (PRONAF), do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da ausência de política agrícola que não seja a grande exportação. A balbúrdia atinge o prato de comida.
Navegando na austeridade

Não entendo, com tantos cortes no orçamento, por que não estamos andando mais rápido?