A economia política da revolução digital
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A economia política da revolução digital

Esperávamos que os trabalhadores se apropriariam dos meios de produção, das fábricas e das terras, com as forças na base da sociedade. Quem delas se apropriou foram os rentistas financeiros e monopolizadores mais ricos no topo. Bem-vindos à revolução digital.
Autor
Ladislau Dowbor
Tamanho
16 páginas
Originalmente publicado
dowbor.org
Data
28 de setembro, 2025

Para acessar o artigo na íntegra (16 p.), clique no botão de Download acima, é gratuito. Click here for English version. 

As mudanças que enfrentamos são estruturais, e geram uma outra articulação sistêmica no conjunto da sociedade. Aqui, juntamos as peças, e o resultado é mais do que preocupante.

Enfrentamos a economia imaterial: bits, sem limites de estoque, velocidade da luz, conectividade, sociedade em rede. Capacidade de busca e análise, inteligência artificial. Conhecimento disponível online e ilimitado, comunicável e passível de colaboração planetária. Mudança de processo decisório corporativo (absentee owners). Dinheiro imaterial, apropriação privada rentista. Maximização do rentismo, atenção como fonte de rentas, marketing comportamental. Nova divisão de classes. Marketing político e apropriação da esfera pública. Legislação correspondente, patentes, copyrights. Impacto desastroso em termos de desigualdade e destruição ambiental. E temos conhecimento, ciência e tecnologia como construção social, potencial da colaboração, podemos buscar a reapropriação democrática da revolução digital. Temos o suficiente em termos de recursos, sabemos o que deve ser feito em termos sociais e  ambientais.

Trata-se de reorientar os recursos, tecnologias e políticas em esforços convergentes para os desafios críticos. Não são apenas fragmentos de mudanças, é uma mudança de paradigma.

– Prof. Ladislau Dowbor

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3 respostas

  1. Caro prof. Ladislau Dawbor é com muita alegria que recebi o seu e-mail com a divulgação de mais uma de suas publicações. Sou da turma do livro físico e em breve pretendo adquirir mais essa preciosidade. Parabéns por se manter firme na defesa da função social da economia e contribuir para que possamos entender melhor esse campo. Muito grada.

  2. Filho do Liberalismo.

    O problema é o liberalismo. O foco nas partes e não no todo. O foco nos individuos e não no organismo social. O problema atual do Crime Organizado é um problema do liberalismo. O Crime Organizado é um crime filho do liberalismo, politico e econômico. O importante são as partes, o individualismo. O Crime Organizado é protegido pelo Estado Democrático de Direito e tem como fim o lucro capitalista nos negócios ilicitos muito lucrativos, tudo para ganhar dinheiro e poder privado.

    Francisco Anéas
    (07/11/2025)

  3. Obrigado professor Dowbor, são extremamente ricos todos seus comentários e tem feito muita diferença para mim, pois eu sempre observei essa desigualdades mas não tinha palavras para argumentar.

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