👏  Seja bem-vindo(a) ao nosso novo site! O site antigo ainda pode ser acessado aqui. Leia sobre o novo design do site e envie a sua opinião.
O site antigo ainda pode ser acessado aqui.
The new left economics: how a network of thinkers is transforming capitalism
Menu
SHARE
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email

The new left economics: how a network of thinkers is transforming capitalism

After decades of rightwing dominance, a transatlantic movement of leftwing economists is building a practical alternative to neoliberalism.
Autor
Andy Beckett
Tamanho
5 páginas
Originalmente publicado
Data
25 de junho, 2019

Com a acumulação dos desastres ambientais, a tragédia da desigualdade e o caos da financeirização, constatamos uma necessidade de repensar a economia de maneira criativa. De certa forma, a complexa sociedade do século 21 não pode ser gerida com as simplificações do neoliberalismo. A articulação dos interesses econômicos, sociais e ambientais, e um outro equilíbrio entre corporações, estado e sociedade civil organizada estão no centro deste repensar das teorias econômicas. O artigo de Andy Beckett, New Left Economics: how a network of thinkers is transforming capitalism, publicado no Guardian, apresenta algumas das principais discussões na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, mas a discussão hoje é muito mais ampla. A própria economia que ensinamos está profundamente desatualizada, e novas ideias são bem vindas. Reformulando Margareth Thatcher, há sim alternativas.

A realidade é que o sistema que vivemos se tornou disfuncional. “Nos últimos anos, o sistema começou a falhar. Em vez de prosperidade sustentável e amplamente compartilhada, produziu a estagnação salarial, cada vez mais trabalhadores na pobreza, cada vez mais desigualdade, crises bancárias, as convulsões do populismo e a aproximação da catástrofe climática. Mesmo políticos seniors da direita concedem a seriedade da crise. Na conferência de Conservadores do ano passado, o chanceler, Philip Hammond, admitiu que um “gap” se abriu entre a teoria do que uma economia de mercado entrega…e a realidade. Demasiadas pessoas sentem que o sistema não está funcionando para elas. Há um reconhecimento que surge de que um novo tipo de economia é necessário: mais justa, mais inclusiva, menos exploradora, menos destrutiva da sociedade e do planeta.”

Neste sentido, abriu-se espaço para repensar de maneira mais abrangente a teoria econômica. “Estão tentando construir um novo tipo de teoria econômica de esquerda: uma que enfrenta os defeitos da economia do século 21, mas também explica, de forma prática, como futuros governos de esquerda poderiam gerar uma que seja melhor… O projeto enormemente ambicioso dos novos economistas significa transformar as relações entre o capitalismo e o estado; entre trabalhadores e os empregados; entre a economia local e a global; e entre os que detêm recursos econômicos e os que não os têm…O resultado, dizem os novos economistas, será uma economia a serviço da sociedade, em vez de – como o que temos no presente – uma sociedade subordinada à economia. A nova economia… na realidade não é uma ciência econômica. É uma nova visão de mundo”.

O artigo traz exemplos de inovações, e na versão online permite acessar links para diversos estudos que envolvem a nova economia, a democracia econômica, a apropriação comunitária do desenvolvimento nas cidades, sistemas participativos nas empresas (“inclusive ownership fund”), a expansão das soluções cooperativas e semelhantes. Temos aqui evidentemente o New Economics Foundation em Londres, mas também o Democracy Collaborative nos Estados Unidos, o New Economy Organization Network NEON, Stir to Action, Common Wealth e outras organizações que pensam e discutem as transformações necessárias.

O enfrentamento dos interesses corporativos, que não têm raízes locais e por vezes sequer nacionais, está muito presente na discussão. “Os ativistas seguem o que a estratégia de Alperovitz chamou de ‘construção de riqueza comunitária’, que visa ultrapassar a dependência de economias locais em dificuldades relativamente às corporações distantes e que extraem riqueza, numa relação de força desigual – tal como as grandes redes comerciais – e visando basear essas economias em torno a empresas locais e socialmente mais conscientes. ” A ideia é reduzir o vazamento de dinheiro para fora das comunidades, pois “criar valor social é o que interessa.” Aliás aqui os estudos do Roosevelt Institute, não mencionados no presente artigo, são igualmente importantes.

Acho este artigo importante, ainda que aponte apenas a uma parte deste universo em transformação. Nós que trabalhamos, como nos cursos de economia na PUC-SP, com uma visão de economia política, portanto mais aberta para os impactos estruturais sobre a sociedade, tanto em termos econômicos, como sociais e ambientais, temos aqui boas fontes. Um novo conceito de ensino da própria economia está se reforçando.

– Prof. Ladislau Dowbor

llustration Nathalie LeesThe Guardian

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Também

Receba recomendações de leitura no seu email.
Nós não compartilhamos o seu email com ninguém. Você receberá em média um email por mês.
Artigos Recebidos Em Destaque
Michael Spence, Joseph Stiglitz
– 18 de março, 2021
– 13p.
Delayed vaccination of people across the world increases possibilities of virus mutation, reducing the ability to control the pandemic even in rich countries that have bagged vaccines. “The advanced countries learned, even if briefly, that austerity is counterproductive.” All of this can be done quickly if political leaders in the developed world recognize that no one is safe until everyone is safe and that a healthy world economy is not possible without recovery in its poorer parts.
Artigos Recebidos
Ajit Singh
– 25 de março, 2021
– 4p.
Vinte anos após mentirem sobre o Iraque, mídias ocidentais “denunciam” suposta perseguição aos uigures na China. O que há por trás de relatórios “independentes” cujas fontes são a CIA e a extrema direita. Até onde pode chegar a escalada?
Assine a newsletter e faça parte da nossa comunidade.
Nós não compartilhamos o seu email com ninguém. Você receberá em média um email por mês.