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Bases informacionais para o desenvolvimento – as contradições na economia e as alternativas atuais
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Bases informacionais para o desenvolvimento – as contradições na economia e as alternativas atuais

Em um momento em que as inovações tecnológicas na área das informações avançam avidamente e recebemos uma grande quantidade de dados todos os dias, influenciando nossas tomadas de decisão, discutir a qualidade dessas informações torna-se fundamental.
Autor
Felipe Morais de Oliveira (orientador: Ladislau Dowbor)
Tamanho
188 páginas
Originalmente publicado
Data
11 de outubro, 2017

Dissertação de mestrado em Economia Política, PUC-SP, defendida em 11 de outubro de 2017.

Sem a clareza em relação aos fins almejados não é possível definirmos um planejamento efetivo e determinarmos os meios para desenvolver um país ou região. Felipe Morais de Oliveira, em sua dissertação de mestrado em Economia Política (PUC-SP), Bases informacionais para o desenvolvimento, dá especial atenção para a definição desses fins, analisando o conjunto de informações que influenciam os tomadores de decisão nesse processo. Esse conjunto de informações constitui as bases informacionais para o desenvolvimento – conceitos, teorias e indicadores – e os tomadores de decisão são gestores públicos, eleitores, empresários, organizações da sociedade civil.

Historicamente nas construções teóricas na ciência econômica, sobretudo na economia mainstream, essa complexidade foi dando lugar a um reducionismo nas formas de analisar o desenvolvimento. Um enfoque compartimentalizado, centrado nas relações e estruturas estritamente econômicas, provocou uma visão cada vez mais distante da realidade da sociedade.  Isso resultou em uma visão economicista, embasando conceitos contraditórios e o uso equivocado de alguns indicadores.

Recentemente os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) criados no âmbito da ONU têm se apresentado como uma solução para essa definição, tentando abarcar toda a complexidade do tema. Deve-se considerar todos os fatores que impactam a vida e o cotidiano dos indivíduos em termos de bem-estar. Ou seja, devemos analisar e medir o que realmente importa para a sociedade. Pode parecer trivial para alguns propor que se meça questões de real impacto para a vida das pessoas, mas o autor mostra que o que à princípio parece trivial torna-se um complicador real para a tomada de decisão.

A solução está numa visão integrada, estabelecendo as inter-relações presentes no sistema entre atores envolvidos no processo, grupos de interesse e áreas especificas das ciências (e.g. ciência ambiental). Nesse sentido, evita-se a compartimentalização da visão sobre a sociedade e promove-se uma visão transdisciplinar. Ou seja, produz-se conhecimento pela cooperação e coordenação entre as disciplinas, com o objetivo de transcendê-las. Dentro dessa visão, as novas bases informacionais têm potencial de serem ferramentas para o diálogo, promovendo um processo decisório mais participativo, democrático, holístico e efetivo.  O autor sugere que devemos acompanhar o processo de desenvolvimento pelo que ele realmente é: um incremento na qualidade de vida das pessoas.

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