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Associação privada sens fins econômicos de assistência social (o caso da Liga das Senhoras Católicas)
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Associação privada sens fins econômicos de assistência social (o caso da Liga das Senhoras Católicas)

Autor
Ladislau Dowbor
Tamanho
Originalmente publicado
Data

Dissertação de Mestrado em Serviço Social na PUC-SP, abril de 2008, orientação da profa. Aldaiza Sposati, banca com os professores Eloisa Helena de Souza Cabral e Ladislau Dowbor. Contato de Márcia Moussalem memor_6@yahoo.com.br

Uma instituição filantrópica que se chama Liga das Senhoras Católicas é uma relíquia? Vejamos o estatuto de 1923, que lhe deu nascença: A Liga fundará, quando o permitirem as circunstâncias, uma casa de providência para proteger “as moças infelizes e inexperientes da vida que nesta, como em todas as grandes cidades, tombam todos os dias victimas precisamente daqueles que se lhes deparam como protectores no seu infortunio”. O que acontece com uma instituição deste tipo no vendaval da modernidade, do botox, do silicone e da prostituição pela internet?

Márcia Moussalem foi ver, analizou e pesquisou o que acontece com uma instituição que se defronta com a comunicação de massa e outras tecnologias, ao mesmo tempo que o pano de fundo da desigualdade e da exploração se mantém pouco diferente, talvez até mas grave. Na realidade, a pobreza é seguramente mais ampla, diversificada e violenta. Os desafios são basicamente os mesmos, enquanto a herança da cultura organizacional tem sólidas raízes na caridade cristã de antigamente. Como navega esta caravela de outros tempos entre gigantes tecnocráticos de fundações corporativas que praticam o bem com sólido acompanhamento das avaliações de impacto sobre a imagem empresarial e o valor da marca? Márcia fez a lição de casa, escrveu de forma clara e cuidadosa um  trabalho muito interessante de como uma instituição se reinventa, se transforma e se atualiza. As senhoras católicas, pela imagem que emerge, estão ficando bem para a frente, por assim dizer.

Vale a pena abrir um pouco o horizonte. Com os dramáticos desafios planetários (aquecimento global, esgotamento dos recursos, contaminação do planeta, 4 bilhões de pessoas à procura do seu lugar – o Banco Mundial diz que não têm acesso aos “benefícios da globalização”), o desafío não é apenas para a filantropia. O mundo empresarial, tecnologicamente e financeiramente poderoso, encontra-se de outra forma também na prehistória, correndo atrás da chamada Responsabilidade Social Empresarial, tentando resgatar a sua imagem social e ambiental. Estão saindo da visão filantrópica, descobrem que o pobre é um cidadão privado dos seus direitos, e não um humilde pedinte. As discussões sobre o Estado evoluem igualmente da visão paternalista e assitencialista para uma compreensão moderna de se colocar ao serviço de políticas cidadãs, na linha do Estado articulador de atores sociais. Emerge gradualmente uma visão decente da democracia.

O fato é que a LSC está dando a volta por cima, atualizou tanto os estatutos como as práticas,  participa nesta busca de políticas sociais decentes que todos queremos construir. O trabalho de Márcia é muito sólido em termos teóricos, e soube trazer, através de pesquisa e entrevistas, toda a dificuldade da construção de uma nova cultura organizacional.    

Autor: Marcia Moussalem

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