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Comércio Eletrônico para Pequenos e Microexportadores Brasileiros
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Comércio Eletrônico para Pequenos e Microexportadores Brasileiros

Autor
Ladislau Dowbor
Tamanho
Originalmente publicado
Data

Dissertação de Mestrado em Administração na PUC-SP, orientada por Arnoldo Hoyos, defesa com Maria Carolina de Souza e Ladislau Dowbor
Defendida em agosto de 2003

Disponível na biblioteca da PUC-SP ou com o autor  arlindo.rodrigues@itau.com.br

O estudo de Arlindo foca a grande dificuldade das pequenas empresas em se relacionarem de maneira eficaz com o mercado internacional. Por trás da uma ampla retórica de promoção das exportações, existe uma realidade burocrática que mantém o acesso real aos mecanismos de exportação no círculo das grandes empresas que podem se dar ao luxo de contar com uma bateria de advogados e despachantes. O resultado é que as atividades exportadoras são extremamente concentradas: segundo a Funcex, 1% das exportadoras responde por 67% das vendas externas do país em valores (ESP 09-06-03: B5). 


Arlindo fez um estudo muito sistemático do universo de procedimentos burocráticos, das tentativas de simplificação dos procedimentos (Apex, Exporte-fácil etc.) e dos resultados. A pesquisa, neste sentido, é um excelente instrumento de consulta sobre a quantas andamos em termos de promoção de exportações da pequena e micro-empresa.


O ponto seguinte do autor, é um estudo em profundidade sobre como a conectividade da internet e outros abrem perspectivas para o pequeno produtor. Ao realizar entrevistas com diversos empresários e atores da área, Arlindo deixa claro como os próprios empresários se sentem frente aos novos mecanismos, e quais seriam os ajustes necessários.


Na realidade, não se trata apenas de problemas de burocracia estatal, mas de um sistema de pedágios colocados por diversos atravessadores do sistema, que envolvem desde as tarifas dos bancos até o cachê do capitão do navio onde a mercadoria é embarcada. É um processo onde despachantes burocráticos, intermediários financeiros e grandes empresas interessadas em manter o monopólio terminam por asfixiar os mecanismos de mercado.


Afinal, criar um ambiente ágil de trocas entre pequenos produtores, entre micro-empresas familiares e consumidores, entre cidades com tradições diferentes, também faz parte da construção de sistemas mais democráticos. Estamos na era do comércio justo, do comércio cidadão, de tantas inovações.  Arlindo organizou, em anexo, um excelente índice de bancos de dados sobre formas mais horizontais e democráticas de comércio, organizações de apoio etc.


A visão geral é a necessidade de se “desintermediar” este processo, já que o comércio eletrônico permite contatos muito mais ágeis entre produtor e comprador, ou até com o consumidor final.


Trata-se de um aporte muito significativo, bem documentado, de fácil consulta. Foi recomendada a elaboração de uma versão mais enxuta para publicação. Boa leitura.  


 


 


 


 

Autor: Arlindo Manuel Esteves Rodrigues

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