Papers in English

Ladislau Dowbor – Corporate Governance: the chaotic power of financial giants – march – 2016, 18p.

We are slowly beginning to understand the complexity of the corporate system, which today, for better or for worse rules the planet. On one hand, at the intrafirm level, gigantism leads to inextricable bureaucracies, generating a chaotic behavior and systemic risks. On the other hand, the same giants are providing for interfirm structures of systemic connectedness, quite similar to governments in the sense of internal control hierarchy and practice of direct political power. The result is an extremely complex bureaucratic architecture, both intra- and inter-corporate, feeding the “growing fear” mentioned above. Understanding this world of giant mushrooms is now vital.(L . Dowbor)
Leia mais

Elizabeth Warren – Rigged Justice (justiça deturpada) – Janeiro 2016, 16p.

O relatório que a senadora Elizabeth Warren apresentou no congresso americano é muito forte. A criminalidade corporativa, que aparece em situações que não se podem esconder como no caso da Billiton e da Vale em Minas, gerou um sistema paralelo de acordos administrativos (settlements) que se resolvem discretamente pois não exigem julgamento ou reconhecimento de culpa, apenas multas. As fraudes em medicamentos, ou nas operações financeiras dos grandes bancos, inclusive as que geraram a crise de 2008 e hoje geram a instabilidade permanente, atingem níveis impressionantes, atingem cada um de nós, mas são branqueadas pela justiça, além do fato de que serem anunciantes não ajuda na divulgação. O relatório apresenta 20 exemplos de como as fraudes corporativas se organizam e o que resulta. (L. Dowbor)
Leia mais

The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era – Vincent Larivière, Stefanie Haustein, Philippe Mongeon –  Published: June 10, 2015 – 15p.

Um oligopólio de empresas comerciais, Reed-Elsevier (24,1%), Springer (11,9% e Wiley-Blackwell (11,3%) controlam quase 50% das publicações científicas do planeta, e estão estendendo rapidamente o seu controle. O acesso à pesquisa científica tornar-se muito caro, isto que estes intermediários nem pesquisam, nem pagam o "blind-review" que é feito por pesquisadores nas instituições de origem. Mas as avaliações dos professores e das instituições é valorizada apenas se publicam com estes "renomados" intermediários. Vincent Larivière (e outros) fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês. Veja em particular a p. 3 para os dados básicos, e a p. 12 para o resumo das conclusões desta pesquisa. (L. Dowbor)
Leia mais

Fauna marinha cai pela metade desde 1970 – setembro – 2015, 1p.

Um desastre planetário, a partir de 1970 destruímos 49% da fauna marítima, incluindo peixes, mamíferos, repteis e pássaros. Relatório do WWF publicado pela BBC. (L. Dowbor)
Leia mais

Tempo para corrigir patentes – The Economist – 08/08/2015, 2p.

Finalmente uma visão de bom senso, no mainstream econômico que o Economist representa, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que hoje mais trava do que estimula a inovação. Na era da economia do conhecimento, esta compreensão se tornou essencial. A inovação realmente existente é um processo colaborativo planetário, sistemas de recombinação de conhecimento. "O regime atual de patentes opera em nome do progresso. Em vez disso, trava a inovação." (L. Dowbor)
Leia mais

Journal of African Transformation – junho – 2015, 167p.

Importante a chegada de um novo instrumento de pesquisa, análise e divulgação das transformações na África, o Journal of African Transformation. Coordenado pela Comissão Econômica da África (ECA) da ONU e o centro de pesquisa CODESRIA, apresenta análises estruturais do continente, em inglês e francês. "This first issue presents articles dealing with questions related to economic structural transformation, agriculture, green economy, caring in the context of social transformation, human capital, entrepreneurship, development planning and farmers’ sustainable access to the earth’s land. In subsequent issues, various aspects addressing questions of structural transformation will be highlighted in articles by researchers and practitioners." Veja o primeiro número, entre outros com o artigo de Carlos Lopes.(L. Dowbor)
Leia mais

Claire Provost e Matt Kennard – The obscure legal system that lets corporations sue countries – The Guardian – 10/June/2015, 5p.

As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” Hoje as corporações dispõem do seu próprio aparato jurídico, como o International Centre for the Settlement of Investment Disputes (ICSID) e instituições semelhantes em Londres, Paris, Hong Kong e outros. Tipicamente, irão atacar um país por lhes impor regras ambientais ou sociais que julgam desfavoráveis, e processá-lo por lucros que poderiam ter tido. O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. (L. Dowbor)
Leia mais

J. Stiglitz – Rewriting the rules of the American Economy: an agenda for shared prosperity – junho – 2015,115p.

Joseph Stiglitz organizou um documento muito forte, que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam rejeita "os velhos modelos econômicos": "As novas pesquisas e formas de pensar que emergiram como resultado [das crises] sugerem que a igualdade e a performance econômica constituem na realidade forças complementares e não opostas". Segue uma ampla agenda prática de desenvolvimento inclusivo. O documento coincide praticamente com o The Next System lançado em março 2015 por Gar Alperovitz, Gus speth, Jeffrey Sachs e outros. Os economistas americanos estão acordando e construindo novos rumos. Aqui estamos tentando voltar ao que eles estão abandonando. Os dois documentos constituem instrumentos preciosos para repensarmos a economia política. (L. Dowbor)
Leia mais

Lester Brown – Mudanças para energia sustentável – junho – 2015, 1p.

A mudança planetária na matriz energética está se acelerando, e Lester Brown é fonte muito confiável para compreender as novas dinâmicas. Veja os dados (inglês, 2p, e link para o texto completo). Em particular, 170 milhões de domicílios na China já dispõem de aquecimento solar de água. Energia sustentável é vital por reduzir o aquecimento global, as mortes e doenças por poluição, e por gerar autonomia energética local. (L. Dowbor)
Leia mais

The Economist – Financial Services: the fintech revolution – maio – 2015, 3p.

O Economist traz a rápida evolução de um anão das finanças, o crédito online. Da ordem de 12 bilhões de dólares frente a 885 bilhões em crédito em cartões, é pouco. Mas a expansão é muito rápida, para sair da burocracia e dos custos (tarifas e juros) dos grandes bancos. "As empresas fintech permitem evitar os dois riscos básicos inerentes às atividades bancárias: prazos desajustados e alavancagem. Os bancos recebem passivos de curto prazo como depósitos e os transformam em ativos de longo prazo como hipotecas. No caso dos créditos de Fintech, como Lending Club, Prosper e Zopa, eles simplesmente ajustam quem poupa e quem empresta diretamente." Em resumo, "fintech platforms march borrowers and savers": todo o sistema especulativo, de pesados juros e tarifas é ultrapassado. O Economist considera que a dinâmica ainda é pequena, mas que vai forçar os bancos tradicionais a rever as suas rotinas. (L. Dowbor)
Leia mais

Antibióticos na carne – maio – 2015, 1p.

Saíram os dados de pesquisa sobre quantos antibióticos estamos consumindo ao comer carne criada por grandes empresas. O antibiótico é utilizado para acelerar a engorda. "The world's farmers are feeding an estimated 63000 tons of antibiotics to chickens, pigs and cattle every year, encouraging the evolution of resistant bacteria." Brasil citado. Este uso de antibióticos é proibido na União Européia desde 2006. (New Scientist, 28 March 2015)
Leia mais

Estados Unidos: a geografia do bem-estar – abril – 2015, 5p.

A crescente desigualdade nos EUA aprofunda regionalismos antigos, história que se reproduz. A pesquisa conclui que os americanos mais ricos e mais qualificados acumulam benefícios adicionais vivendo em bairros com melhores escolas, menos criminalidade e melhores serviços públicos. Enquanto que os menos qualificados e mais pobres vivem em comunidades com escolas e serviços de baixa qualidade.(L. Dowbor)
Leia mais

Walden Bello – Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB) – Abril – 2015, 2p.

Importante análise de Walden Bello sobre a dimensão financeira da multipolaridade, agora reforçada com a criação de um banco de investimento asiático com iniciativa chinesa mas com participação também de países europeus que não querem perder chances de contratos. Claramente, isto desloca a centralidade do Banco Mundial e do FMI, e vai na mesma direção das recentes iniciativas dos Brics na reunião de Fortaleza: "China’s move to found the AIIP is the third major initiative it has been involved with in less than a year to establish multilateral alternatives to the World Bank and the International Monetary Fund (IMF). Last July, during the BRICS (Brazil, Russia, India, China, South Africa) summit in Fortaleza, Brazil, it was central in setting up the New Development Bank, to which it and its partners would contribute $100 billion as initial capitalization for the institution. At the same gathering, China and its BRIC partners also set up the Contingency Reserve Arrangement, a thinly veiled alternative to the IMF to assist BRICS and eventually other developing countries suffering from balance of payments crises." Artigo curto mas que foca bem um deslocamento importante dos equilíbrios internacionais.(L. Dowbor)
Leia mais

Ladislau Dowbor – How the financial system drains the Brazilian economy: overview – fev – 2015, 2p.

The numbers are quite clear. In Brazil, credit represents about 60% of GDP. Therefore, it is important to understand the origin and destination of this mass of resources. The different parts of the system are well known, what we have done here is to put them together so as to show how the gears work together and the paralyzing impact on the Brazilian economy. We will look at credit in commercial chains, credit cards, banks (both for personal and legal persons), the public debt, taxes and financial outflows. Much research is still to be done with this outlook, but the orders of magnitude of how the real economy is being drained by financial intermediaries becomes quite clear. Consider this as the Brazilian dimension of the global financial mess. Pikettyzinho, so to speak. (L. Dowbor)
Leia mais

Ladislau Dowbor – The current financial system jams the country’s economic development – fev – 2015, 12p.

Inequality is exploding. Oxfam is spreading the word and the figures, Crédit Suisse shows us where the wealth is going, Thomas Piketty shows how it works in rich countries. The money has to come from somewhere: this paper presents the Brazilian equivalent of the overall financialization system. The important initiative to promote inclusion, jobs and unrequited transfers to the poor during the Lula and Dilma administrations has produced excellent results. But the financial system of income and wealth concentration has caught up with the initiatives and is stalling the Brazilian economy through huge interest rates on consumers, investors and the public debt. See the mechanism and the numbers in this short report. All figures are referred to primary sources through links, and easy to check. (L. Dowbor)
Leia mais



Parceiros

© 2017 Ladislau Dowbor. Criação WowBrazil | Tema original Feelsen por Sérgio Vilar