Papers in English

Tempo para corrigir patentes – The Economist – 08/08/2015, 2p.

Finalmente uma visão de bom senso, no mainstream econômico que o Economist representa, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que hoje mais trava do que estimula a inovação. Na era da economia do conhecimento, esta compreensão se tornou essencial. A inovação realmente existente é um processo colaborativo planetário, sistemas de recombinação de conhecimento. "O regime atual de patentes opera em nome do progresso. Em vez disso, trava a inovação." (L. Dowbor)
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Journal of African Transformation – junho – 2015, 167p.

Importante a chegada de um novo instrumento de pesquisa, análise e divulgação das transformações na África, o Journal of African Transformation. Coordenado pela Comissão Econômica da África (ECA) da ONU e o centro de pesquisa CODESRIA, apresenta análises estruturais do continente, em inglês e francês. "This first issue presents articles dealing with questions related to economic structural transformation, agriculture, green economy, caring in the context of social transformation, human capital, entrepreneurship, development planning and farmers’ sustainable access to the earth’s land. In subsequent issues, various aspects addressing questions of structural transformation will be highlighted in articles by researchers and practitioners." Veja o primeiro número, entre outros com o artigo de Carlos Lopes.(L. Dowbor)
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Claire Provost e Matt Kennard – The obscure legal system that lets corporations sue countries – The Guardian – 10/June/2015, 5p.

As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” Hoje as corporações dispõem do seu próprio aparato jurídico, como o International Centre for the Settlement of Investment Disputes (ICSID) e instituições semelhantes em Londres, Paris, Hong Kong e outros. Tipicamente, irão atacar um país por lhes impor regras ambientais ou sociais que julgam desfavoráveis, e processá-lo por lucros que poderiam ter tido. O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. (L. Dowbor)
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J. Stiglitz – Rewriting the rules of the American Economy: an agenda for shared prosperity – junho – 2015,115p.

Joseph Stiglitz organizou um documento muito forte, que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam rejeita "os velhos modelos econômicos": "As novas pesquisas e formas de pensar que emergiram como resultado [das crises] sugerem que a igualdade e a performance econômica constituem na realidade forças complementares e não opostas". Segue uma ampla agenda prática de desenvolvimento inclusivo. O documento coincide praticamente com o The Next System lançado em março 2015 por Gar Alperovitz, Gus speth, Jeffrey Sachs e outros. Os economistas americanos estão acordando e construindo novos rumos. Aqui estamos tentando voltar ao que eles estão abandonando. Os dois documentos constituem instrumentos preciosos para repensarmos a economia política. (L. Dowbor)
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Lester Brown – Mudanças para energia sustentável – junho – 2015, 1p.

A mudança planetária na matriz energética está se acelerando, e Lester Brown é fonte muito confiável para compreender as novas dinâmicas. Veja os dados (inglês, 2p, e link para o texto completo). Em particular, 170 milhões de domicílios na China já dispõem de aquecimento solar de água. Energia sustentável é vital por reduzir o aquecimento global, as mortes e doenças por poluição, e por gerar autonomia energética local. (L. Dowbor)
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The Economist – Financial Services: the fintech revolution – maio – 2015, 3p.

O Economist traz a rápida evolução de um anão das finanças, o crédito online. Da ordem de 12 bilhões de dólares frente a 885 bilhões em crédito em cartões, é pouco. Mas a expansão é muito rápida, para sair da burocracia e dos custos (tarifas e juros) dos grandes bancos. "As empresas fintech permitem evitar os dois riscos básicos inerentes às atividades bancárias: prazos desajustados e alavancagem. Os bancos recebem passivos de curto prazo como depósitos e os transformam em ativos de longo prazo como hipotecas. No caso dos créditos de Fintech, como Lending Club, Prosper e Zopa, eles simplesmente ajustam quem poupa e quem empresta diretamente." Em resumo, "fintech platforms march borrowers and savers": todo o sistema especulativo, de pesados juros e tarifas é ultrapassado. O Economist considera que a dinâmica ainda é pequena, mas que vai forçar os bancos tradicionais a rever as suas rotinas. (L. Dowbor)
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Antibióticos na carne – maio – 2015, 1p.

Saíram os dados de pesquisa sobre quantos antibióticos estamos consumindo ao comer carne criada por grandes empresas. O antibiótico é utilizado para acelerar a engorda. "The world's farmers are feeding an estimated 63000 tons of antibiotics to chickens, pigs and cattle every year, encouraging the evolution of resistant bacteria." Brasil citado. Este uso de antibióticos é proibido na União Européia desde 2006. (New Scientist, 28 March 2015)
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Estados Unidos: a geografia do bem-estar – abril – 2015, 5p.

A crescente desigualdade nos EUA aprofunda regionalismos antigos, história que se reproduz. A pesquisa conclui que os americanos mais ricos e mais qualificados acumulam benefícios adicionais vivendo em bairros com melhores escolas, menos criminalidade e melhores serviços públicos. Enquanto que os menos qualificados e mais pobres vivem em comunidades com escolas e serviços de baixa qualidade.(L. Dowbor)
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Walden Bello – Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB) – Abril – 2015, 2p.

Importante análise de Walden Bello sobre a dimensão financeira da multipolaridade, agora reforçada com a criação de um banco de investimento asiático com iniciativa chinesa mas com participação também de países europeus que não querem perder chances de contratos. Claramente, isto desloca a centralidade do Banco Mundial e do FMI, e vai na mesma direção das recentes iniciativas dos Brics na reunião de Fortaleza: "China’s move to found the AIIP is the third major initiative it has been involved with in less than a year to establish multilateral alternatives to the World Bank and the International Monetary Fund (IMF). Last July, during the BRICS (Brazil, Russia, India, China, South Africa) summit in Fortaleza, Brazil, it was central in setting up the New Development Bank, to which it and its partners would contribute $100 billion as initial capitalization for the institution. At the same gathering, China and its BRIC partners also set up the Contingency Reserve Arrangement, a thinly veiled alternative to the IMF to assist BRICS and eventually other developing countries suffering from balance of payments crises." Artigo curto mas que foca bem um deslocamento importante dos equilíbrios internacionais.(L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – How the financial system drains the Brazilian economy: overview – fev – 2015, 2p.

The numbers are quite clear. In Brazil, credit represents about 60% of GDP. Therefore, it is important to understand the origin and destination of this mass of resources. The different parts of the system are well known, what we have done here is to put them together so as to show how the gears work together and the paralyzing impact on the Brazilian economy. We will look at credit in commercial chains, credit cards, banks (both for personal and legal persons), the public debt, taxes and financial outflows. Much research is still to be done with this outlook, but the orders of magnitude of how the real economy is being drained by financial intermediaries becomes quite clear. Consider this as the Brazilian dimension of the global financial mess. Pikettyzinho, so to speak. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor – The current financial system jams the country’s economic development – fev – 2015, 12p.

Inequality is exploding. Oxfam is spreading the word and the figures, Crédit Suisse shows us where the wealth is going, Thomas Piketty shows how it works in rich countries. The money has to come from somewhere: this paper presents the Brazilian equivalent of the overall financialization system. The important initiative to promote inclusion, jobs and unrequited transfers to the poor during the Lula and Dilma administrations has produced excellent results. But the financial system of income and wealth concentration has caught up with the initiatives and is stalling the Brazilian economy through huge interest rates on consumers, investors and the public debt. See the mechanism and the numbers in this short report. All figures are referred to primary sources through links, and easy to check. (L. Dowbor)
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Sustainable development goals: changing the world in 17 steps – jan – 2015, 35p.

O Guardian organizou um resumo muito útil dos temas em discussão para a construção dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). O documento apresenta de maneira muito didática os 17 eixos que darão continuidade aos objetivos do milênio (ODM) que encerram uma etapa agora em 2015. Acho que é um documento de referência muito importante, e sucinto, são 46 páginas pela opção gráfica, mas devem ser umas 20 de texto que estamos acostumados a ler em artigos. O texto está em inglês. Há também um mini-resumo de 4 páginas, para ver o essencial. Trata-se da nossa sobrevivência, realmente não é secundário. ( L.Dowbor)
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Oxfam report – Wealth: Having it all and wanting more – jan – 2015, 12p.

O relatório Oxfam-UK sobre a desigualdade apresentado no Fórum Social Mundial em Davos mostra uma evolução negativa dos dados já muito dramáticos do relatório anterior, Working for the Few. A parte da riqueza mundial nas mãos do 1% mais ricos subiu de 44% para 48% entre 2009 e 2014. Agora 80 pessoas detêm mais riqueza acumulada do que os 3,5 bilhões de pessoas na base mais pobre da sociedade (para uma população mundial da ordem de 7 bilhões). Este sistema está implodindo. Muitos países estão se tornando desgovernados. Os pobres já não são os resignados de antigamente. Muitos países enfrentam um desemprego de jovens superior a 30%, perdidos no mundo. As fortunas foram essencialmente acumuladas (e em expansão) não por atividades produtivas, mas por especulação financeira. O grande eixo propositivo que se torna evidente, é a necessidade destes recursos passarem a servir o equilíbrio ambiental e social indispensável à nossa sobrevivência. O fato da Oxfam apresentar formalmente o relatório em Davos é significativo. A compreensão do tamanho do drama está se generalizando. O documento, de 12 páginas, está disponível em inglês, francês e espanhol. (L. Dowbor)
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Amartya Sen – Universal healthcare: the affordable dream – janeiro – 2015, 5p.

Importante artigo de Amartya Sen sobre as vantagens da saúde pública universal. O prêmio Nobel mostra que o acesso não só apresenta maior eficiência com menores custos, como melhora a produtividade econômica. Saúde não é "gasto", é investimento nas pessoas, além de uma finalidade em si em termos de qualidade de vida. O artigo merece ser traduzido e difundido, inclusive pela visibilidade mundial do autor. Aqui em inglês. (L. Dowbor)
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Earth has lost half of its wildlife in the past 40 years, says WWF – setembro – 2014, 3p.

Uma catástrofe em andamento: metade da vida selvagem destruída em 40 anos. O estudo da WWF apresenta uma situação dramática. (L. Dowbor)
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