Acontecendo agora

Ladislau Dowbor: The Rules of the Global Game – Culture Report, EUNIC – 2016 – ISBN:978-3-95829-198-0

globalgamecapaPara quem gosta dos Jogos Olímpicos, e para quem não gosta, escrevi um artigo curto e bem humorado sobre como funciona o circo muito mais amplo, a chamada sociedade humana. E é permanente, não se limita a uma vez a cada quatro anos. A competição é pela política mais idiota, a corporação mais poderosa, o paraíso fiscal mais generoso, a publicidade mais invasiva. Divirta-se. O artigo circula em inglês e em alemão em mais de 100 países, através do Culture Report anual da União Européia. Pelo menos o senso de humor eles não perderam: "When sport has been reduced to watching great guys doing great things on TV, while we munch some goodies and have a beer, it is not only sport, but culture in its wider sense that has become a producer and consumer affair, not something we create ourselves."
Leia mais

Ladislau Dowbor: Przechwytywanie władzy przez system korporacyjny – 2016 – 11 str.

Ekspansja lobbies, kupowanie polityków, najazd na władzę sądowniczą, kontrola systemu informacji społeczeństwa i manipulacja pracami naukowymi to niektóre spośród najważniejszych instrumentów przechwytywania władzy politycznej przez wielkie korporacje. Ogół tych instrumentów stwarza jednak w ostatniej instancji potężniejszy mechanizm, który wiąże je z sobą i nadaje im systemowy charakter: jest nim zawłaszczanie rezultatów działalności gospodarczej za pośrednictwem kontroli finansowej spoczywającej w bardzo nielicznych rękach. Dynamiki władzy politycznej, ekonomicznej i kulturalnej ulegają reorientacji, generując nową konfigurację, która staramy się tu zbadać. To z nią właśnie musi uporać się społeczeństwo poszukujące nowych sposobów zarządzania.
Leia mais

Nordeste resiste à crise com bom humor – agosto – 2016

Nordeste resiste à crise com bom humor (LD)
Leia mais

Ladislau Dowbor – Resgatando o potencial financeiro do país – (versão atualizada em 04/08/2016) – agosto – 2016 – 47p.

share_temporaryA financeirização está no centro dos debates econômicos, porque aprofunda a desigualdade e sobretudo porque trava o desenvolvimento. Este último aspecto é alvo de numerosos estudos internacionais, e aqui abordamos o mecanismo como se manifesta no Brasil. Basicamente, os crediários, cartões de crédito e juros bancários para pessoa física travam a demanda, pois tipicamente o comprador paga o dobro do valor do produto, endivida-se muito comprando pouco, o que esteriliza o impacto de dinamização da economia pela demanda. Os juros elevados para pessoa jurídica travam por sua vez o investimento, isto que o empresário efetivamente produtivo já enfrenta a fragilidade da demanda e pode simplesmente aplicar na dívida pública. E a taxa Selic elevada, ao provocar a transferência de centenas de bilhões dos nossos impostos para os bancos e outros aplicadores financeiros, trava a capacidade do Estado expandir políticas sociais e infraestruturas. Esta dinâmica no contexto de uma carga tributária que onera desproporcionalmente o consumo popular, e de um sistema de evasão dos impostos através de preços de transferência e paraísos fiscais, gera um dreno insustentável de recursos. Assim temos esta estranha situação de um PIB que estagna e de lucros financeiros que se agigantam. As recomendações vão no sentido de uma reforma financeira no sentido amplo, muito além das propostas de ajuste fiscal.
Leia mais

Economia das Dádivas – Marina Pechlivanis – Alta Books – 2016

O mundo não vai parar de repente e tomar outros rumos. Toda ideia de transformação que ajude a construir dinâmicas mais construtivas é bem vinda. Marina Pechlivanis traz neste volume respostas a "uma demanda mundial por um novo formato nas relações de troca, comerciais ou não, trazendo à tona determinados valores que, com o poder da monetização e da plastificação das relações, estavam esquecidos." O mundo corporativo está aberto para isto? Otimista, Marina considera que "Gift Economy é um conceito que tem relevância tanto para o comportamento individual quanto para as empresas. Está sendo conduzida por poderosas tendências macroeconômicas e por um novo ethos, preocupado com a justiça e com a igualdade." O eixo central, ir "para além do sistema de “compra-consumo-descarte” amplamente promovido nos últimos anos" ajuda a mostrar novos horizontes. A contribuição de Ladislau Dowbor é uma curta nota sobre como as novas tecnologias e a economia imaterial contribuem para as mudanças, confira a íntegra da nota (em PDF).
Leia mais

Ladislau Dowbor – The Corporate Capture of Democracy – July – 2016, 11p.

Corporate power has become systemic, capturing one by one the different dimensions of expression and exercise of power, and generating a new dynamic, or a new architecture of really existing power, political, economic and cultural. In this paper we will briefly cover a few basic mechanisms, sketching in a way what can be the emerging shape of the system.Deeply distorted ground rules continue being be presented as the result of a democratic and legitimate process, and indeed our Constitution states that all power emanates from the people. But rescuing the democratic processes of control and resource allocation today is a key challenge. Boaventura de Souza Santos speaks quite rightly of the need to strengthen democracy. But what we really need is to rescue it from the caricature it has become.
Leia mais

12 vídeos sobre Cidades Sustentáveis – julho – 2016

O Programa Cidades Sustentáveis gravou, em maio de 20013, 12 vídeos didáticos, de 14 min, abordando os eixos críticos da gestão municipal em uma visão participativa. Esses vídeos abordam, por exemplo, como organizar o planejamento, os indicadores municipais, as finanças locais e assim por diante. Trazem, também, entrevistas com pessoas de amplo conhecimento e experiência nas diversas áreas. Ótimas ferramentas de trabalho.
Leia mais

Fotos: Carro simpático na França – julho – 2016

Quem disse que tem de ser tudo com cor de gente séria? Além do mais, ninguém rouba, daria na vista… (Rennes, 2016)… Leia mais

Fotos: Deixe o dinheiro na caixa, obrigado! – julho – 2016

fff Oeste da França, um agricultor colocou caixas com legumes e geleias, com preço, na beira de caminho. As pessoas se servem e deixam o dinheiro numa caixinha de metal abaixo. Ele cuida da vida, as pessoas pagam…  … Leia mais

Ladislau Dowbor – De grão em grão a galinha enche o papo – junho – 2016, 4 p.

tabela8, resgatandoVocê já comeu no Sujinho? Um ótimo restaurante na Consolação, aqui em São Paulo. Fora de série. Mas o que me deixou mais contente foi este aviso aos clientes: “Não aceitamos nenhum cartão de crédito, nem de débito, motivo: altas taxas cobradas pelas administradoras, que no caso de aceitarmos, teremos que repassar no nosso cardápio, prejudicando os nossos clientes, não achamos justo, estamos negociando.” Imagina colocar um aviso deste na mesa de um economista com apetite. Jantei muito bem, com ótimos amigos, e tirei a foto do aviso. Em casa pedi a ajuda de Marcos do Espírito Santo, mestrando em economia, que me localizou a tabela básica que explica o pedido da gerência do Sujinho e o meu contentamento. Leitor, não se assuste com a quantidade de números, em dois minutos você vai entender como é jantado, e porque o pessoal do Sujinho tem excelentes razões para a sua manifestação.
Leia mais

George Monbiot – How did we get into this mess? – Verso Ed., London, New York, 2016, 340p. – ISBN 13: 978-1-78478-362-4

Monbiot tem o dom da palavra, e associa este dom com uma impressionante lucidez. Eu em geral não gosto de livros em que o autor reúne artigos, mas no caso dele a qualidade dos textos, a variedade das questões tocadas, a capacidade de ir direto onde dói e de explicitar os nossos dramas culturais, sociais, econômicos e políticos constitui um refresco. O que os artigos têm em comum aparece exatamente no título: como é que fomos nos meter nesta encrenca? E haja encrenca. (L.Dowbor)
Leia mais

Ladislau Dowbor – A captura do poder pelo sistema corporativo – junho – 2016, 11p.

catalogoA expansão dos lobbies, a compra dos políticos, a invasão do judiciário, o controle dos sistemas de informação da sociedade e a manipulação do ensino acadêmico representam alguns dos instrumentos mais importantes da captura do poder político geral pelas grandes corporações. Mas o conjunto destes instrumentos leva em última instância a um mecanismo mais poderoso que os articula e lhe confere caráter sistêmico: a apropriação dos próprios resultados da atividade econômica, por meio do controle financeiro em pouquíssimas mãos. As dinâmicas de poder político, econômico e cultural estão sendo reorientadas, gerando uma nova configuração que se trata de estudar. É o pano de fundo de uma sociedade em busca de novos caminhos de gestão. (L. Dowbor)
Leia mais

Ladislau Dowbor – Imagens do Passado e do Futuro – maio – 2016, 8p.

Cinema também é ciência. A mostra Ecofalante de documentários ambientais nos traz imagens do nosso mundo em caótica transformação. Aqui escrevi um pouco sobre o contexto das mudanças, e impressões dos filmes que me pediram para pre-assistir. Há muita criatividade cinematográfica, que raramente aparece nos cinemas ou na TV. ( L. Dowbor)
Leia mais

Wolfgang Streeck – Buying Time – The delayed crisis of democratic capitalism – Verso, London, New Left Books, 2014 (original: Berlin, 2013)

O trabalho de Wolfgang Streeck analisa essencialmente como o capitalismo gradualmente restringe os espaços democráticos. Na sua visão, não é o fim do capitalismo, mas sim o fim do capitalismo democrático. O estado que cobra impostos para prestar serviços públicos é substituído por um estado endividado que transfere os nossos impostos para os grupos financeiros que o endividam, enquanto o acesso ao que eram serviços públicos passa a depender cada vez mais dos nossos bolsos. Streeck, alemão, tem claramente a Europa em mente, mas a mensagem é mais ampla: trata-se da erosão da democracia no contexto do capitalismo. (L. Dowbor)
Leia mais

Pierre Salama, Entrevista, Afrânio Garcia Jr et al., Cadernos do Desenvolvimento, Rio de Janeiro, v. 10, n. 17, pp.92-111, jul.-dez. 2015

Ampla entrevista de Pierre Salama, que aponta com força a dimensão estrutural dos nossos desafios - e a falta de reformas estruturais, em particular do sistema tributário - bem como a deformação radical que significa o capitalismo rentista, onde se ganha dinheiro não produzindo mas intermediando, na área comercial e em particular na área financeira: "Estamos vendo uma sociedade que se torna cada vez mais uma economia rentista." Estamos na mesma linha do Piketty, um capitalismo onde se ganha dinheiro sem produzir não faz muito sentido. (L. Dowbor)
Leia mais



Parceiros

© 2017 Ladislau Dowbor. Criação WowBrazil | Tema original Feelsen por Sérgio Vilar