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O Brasil tem uma economia sólida, é um pais produtivo, mas sofreu um ataque do sistema financeiro’. Entrevista com Ladislau Dowbor – maio – 2016 – 3 p.

Neste clima de guerra política as visões se deformam. A direita não aceitou a derrota, declarou guerra e gerou uma máquina de boicote que só prejudica o país, ao provocar uma crise econômica. Aqui, uma visão de conjunto de como se implantou não só a crise, como a atribuição das culpas ao próprio governo.(L. Dowbor)
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O desenho do transporte brasileiro – material do roteiro para o vídeo – 39 p. – 2015

O vídeo O Desenho do Transporte Brasileiro está circulando muito, mas para os interessados estou disponibilizando a matéria prima do roteiro, os mapas, as fotos, os gráficos, as tabelas e os comentários. Achei útil disponibilizar este material, pois um vídeo de alguns minutos necessariamente simplifica. Aqui você terá uma visão mais detalhada, e também uma ideia do trabalho de pesquisa que corresponde. (L.Dowbor)
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Ladislau Dowbor – A economia travada pelos intermediários financeiros – maio – 2016

obrasilquequeremosO banco é útil? Segundo a visão de J.C. Polychroniu, “Os bancos deveriam voltar a fazer o que faziam quando foram criados: oferecer um local seguro para as poupanças e capital a negócios que pretendem se desenvolver.” Ou seja, reunir poupanças depositadas e transformá-las em financiamento de atividades econômicas, o chamado fomento da economia. A verdade é que quando os bancos passam a disponibilizar de muitos recursos, a tentação de ganhar dinheiro com pouco risco – trata-se de dinheiro dos outros – é muito grande. O resultado é que as atividades especulativas dos intermediários financeiros explodiram, em detrimento das atividades de fomento que dinamizam a economia mas são mais trabalhosas. Como fazer aplicações financeiras rende mais do que produzir, a deformação se generalizou. É a chamada financeirização da economia.
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Pasi Sahlberg – Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland – Columbia University, New York and London, 2015

Estamos acostumados a ver muita coisa sobre o sistema educacional na Finlândia, como algo muito diferente. Neste pequeno livro, a vantagem é que não se trata de mais um estudo de alguém que visitou, mas de um relatório por parte de um protagonista que ajudou a construir o sistema, e continua ativo nos novos desafios. Na leitura, constata-se a que ponto a redução das desigualdades, a equidade no acesso, a convergência das políticas educacionais com as de ciência e tecnologia, e a própria cultura, geram uma dinâmica de construção interativa e colaborativa de construção do conhecimento.
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O desenho do transporte Brasileiro – abril 2016 – 5 min.

A lógica das infraestruturas de transporte pesa muito sobre todas as atividades, com custos ou tempo perdido. O tema ajuda também a entender as deformações e desequilíbrios regionais do país. Este pequeno video mostra como o processo se deformou, e como pode ser recuperado. Com 5 min., pode ser boa matéria para aulas e discussões. Vejam também o material científico de apoio (39p.) com dados e bibliografia ( L. Dowbor)
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George Monbiot – Neoliberalism: the ideology at the root of all our problems – The Guardian, 15 April 2016 – (cerca de 5 p., em inglês)

Uma das melhores análises que já li sobre como funciona o sistema que nos rege, e que criou o caos político e econômico a que estamos hoje submetidos. Esta compreensão sistêmica é muito importante, e o texto é muito elucidativo, sem complicações. Na análise do autor, "as últimas quatro décadas se caracterizaram não só pela transferência dos pobres para os ricos, mas dentro da esfera dos ricos: dos que ganham dinheiro produzindo novos bens ou serviços para os que ganham dinheiro controlando ativos existentes e colhendo renta, juros ou ganhos de capital. O ganho produtivo foi suplantado pelo ganho improdutivo." (Earned income has been supplanted by unearned income). É um sistema de financeirização que privilegia a remuneração do capital improdutivo, que gera "renta" e não "lucros", que consiste em aplicações financeiras em vez de investimento produtivo, e desequilibra todo o sistema econômico, além de invadir a esfera política. Uma leitura que abre janelas sem complicar, aqui fragmentos do livro que está por sair. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Dez lições da múltipla crise brasileira – abril – 2016, 3p.

Leonardo Boff é antes de tudo um humanista. Neste pequeno texto, traz ideias sobre uma forma mais abrangente de ver a política. Enquanto ficarmos apenas à procura dos culpados, e continuarmos as polarizações, será difícil passar para uma fase construtiva. As "dez lições sobre a múltipla crise" que Boff apresenta são simples mas marcam uma visão de governança democrática e solidária. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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James Green – Brasilian Democracy is seriously Threatened – março – 2016, 2 p.

Nomes de peso internacional que acompanham a América Latina denunciam a ilegalidade do que está acontecendo no Brasil. Texto em inglês. ( L. Dowbor)
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Boaventura de Souza Santos – Os perigos da desordem jurídica – março – 2016, 1p.

A politização do judiciário e a captura da política travam as nossas instituições, pondo a democracia em perigo. Não é só no Brasil. O curto mas potente artigo do Boaventura traz uma excelente contribuição para entender o que realmente está acontecendo, aqui e em outros países. (L. Dowbor)
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Brasil acorda para as reais ameaças, por Ladislau Dowbor – março – 2016, 3p.

Transformar o ódio à corrupção em ódio às visões progressistas do país constitui em si uma construção profundamente corrupta e desonesta. (L. Dowbor)
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A gangorra – março – 2016

Naturalmente, quem quiser equilibrar um pouco a gangorra é acusado de populista e outros adjetivos. Em 2015 62 bilionários têm mais riqueza acumulada do que 3,6 bilhões que representam a metade mais pobre da humanidade (Oxfam-GB)  … Leia mais

Ladislau Dowbor – Corporate Governance: the chaotic power of financial giants – march – 2016, 18p.

We are slowly beginning to understand the complexity of the corporate system, which today, for better or for worse rules the planet. On one hand, at the intrafirm level, gigantism leads to inextricable bureaucracies, generating a chaotic behavior and systemic risks. On the other hand, the same giants are providing for interfirm structures of systemic connectedness, quite similar to governments in the sense of internal control hierarchy and practice of direct political power. The result is an extremely complex bureaucratic architecture, both intra- and inter-corporate, feeding the “growing fear” mentioned above. Understanding this world of giant mushrooms is now vital.(L . Dowbor)
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Gar Alperovitz – Democracy and Decentralization: UK Labour Leaders Reframe Socialism for the 21st Century – fevereiro – 2016, 3p.

Importante artigo de Gar Alperovitz, um dos principais formuladores de alternativas políticas e econômicas nos EUA. A nota é curta, (em inglês), mas muito rica, traçando novos caminhos na linha da democratização da economia e descentralização financeira. No Brasil seu livro Apropriação Indébita foi publicado pelo Senac (http://dowbor.org/2010/11/apropriacao-indebita-como-os-ricos-estao-tomando-a-nossa-heranca-comum.html/)
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Elizabeth Warren – Rigged Justice (justiça deturpada) – Janeiro 2016, 16p.

O relatório que a senadora Elizabeth Warren apresentou no congresso americano é muito forte. A criminalidade corporativa, que aparece em situações que não se podem esconder como no caso da Billiton e da Vale em Minas, gerou um sistema paralelo de acordos administrativos (settlements) que se resolvem discretamente pois não exigem julgamento ou reconhecimento de culpa, apenas multas. As fraudes em medicamentos, ou nas operações financeiras dos grandes bancos, inclusive as que geraram a crise de 2008 e hoje geram a instabilidade permanente, atingem níveis impressionantes, atingem cada um de nós, mas são branqueadas pela justiça, além do fato de que serem anunciantes não ajuda na divulgação. O relatório apresenta 20 exemplos de como as fraudes corporativas se organizam e o que resulta. (L. Dowbor)
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The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era – Vincent Larivière, Stefanie Haustein, Philippe Mongeon –  Published: June 10, 2015 – 15p.

Um oligopólio de empresas comerciais, Reed-Elsevier (24,1%), Springer (11,9% e Wiley-Blackwell (11,3%) controlam quase 50% das publicações científicas do planeta, e estão estendendo rapidamente o seu controle. O acesso à pesquisa científica tornar-se muito caro, isto que estes intermediários nem pesquisam, nem pagam o "blind-review" que é feito por pesquisadores nas instituições de origem. Mas as avaliações dos professores e das instituições é valorizada apenas se publicam com estes "renomados" intermediários. Vincent Larivière (e outros) fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês. Veja em particular a p. 3 para os dados básicos, e a p. 12 para o resumo das conclusões desta pesquisa. (L. Dowbor)
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