Acontecendo agora

Kate Raworth – Doughnut Economics: 7 ways to think like a 21st Century Economist – Chelsea Green Publishing, 2017

Chegou um livro para mudar como pensamos a ciência econômica. Exagero? Pois essa britânica de Oxford alia simplicidade e clareza na exposição com uma revisão em profundidade de como vemos, analisamos e contabilizamos as atividades econômicas. Inclusive faz a ponte com as teorias herdadas, avaliando os seus aportes e fragilidades frente a um mundo que mudou profundamente. Ela não descarta as teorias herdadas, mas organiza a transição.
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Jill Treanor – World’s biggest banks face £264bn bill for poor conduct – The Guardian – 14/08/2017

Os maiores bancos, como o Bank of America e outros gigantes, estão sendo condenados por fraudes contra clientes, governos, empresas em qualquer parte do mundo, o que gera uma conta estimada em 264 bilhões de libras, cerca de 340 bilhões de dólares. As atividades ilegais se generalizaram, em particular porque o espaço financeiro de manobra é global, inclusive com cerca de 60 paraísos fiscais, enquanto os governos tentam gerar algum controle nos seus fragmentados espaços nacionais. Os dados mais amplos podem ser vistos na pesquisa original http://conductcosts.ccpresearchfoundation.com/conduct-costs-results (CCP Research Foundation). Aqui, em uma página, em inglês, o resumo do Guardian. 
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Antonio Martins – A Era do Capital Improdutivo e como superá-la – agosto 2017 – 2p.

Resenha de Antonio Martins, do Outras Palavras, sobre meu novo livro "A Era do Capital Improdutivo". O livro traz a síntese dos estudos que venho fazendo nos últimos anos sobre o sistema financeiro. Trabalho com dados e pesquisas recentes que demonstram a necessidade de regulação desse sistema. Não se trata de acabar com os bancos, mas de exigirmos processos regulatórios que controlem o imenso poder que hoje as corporações detêm. Um poder que, sem ser eleito, derruba democracias, impede que governos realizem políticas públicas, asfixia a capacidade de investimento das empresas nacionais e reduz drasticamente a renda das famílias e de cada um de nós. Um poder que se autofinancia por meio da especulação e se torna cada dia mais forte. Sua fragilidade, porém, é óbvia: trata-se de um capital improdutivo. Um sistema criado e fortalecido às custas de quem trabalha e efetivamente produz, cujo poder depende do desconhecimento da população que nada sabe sobre os mecanismos do sistema financeiro. Este trabalho é uma contribuição neste sentido. Neste próximo semestre, ocorrerão lançamentos em vários estados, vou avisando vocês por aqui. Quem quiser adquiri-lo, basta clicar em: http://autonomialiteraria.com.br/…/a-era-do-capital-improd…/.
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Joseph E. Stiglitz – As reduções fiscais para os ricos não resolvem nada – Project Syndicate – ago 2017

Nota importante de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia, que traz uma ideia simples mas da maior importância. Aumentar o fluxo de recursos para os mais ricos - por exemplo pela redução dos seus impostos ou a sua eliminação como no Brasil através da isenção dos lucros e dividendos - não aumentará o investimento, pelo contrário, drenará mais recursos para a especulação financeira. A razão é simples: hoje, a aplicação financeira rende mais do que o investimento produtivo. O que dinamiza uma economia, pelo contrário, é o aumento de renda na base da população, pois se transforma em demanda, e esta demanda estimulará o investimento, e aí sim o crédito será produtivo.
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Entrevista Ladislau Dowbor – Jornal da Gazeta – 28 de julho – 2017 – 7min.

Ladislau Dowbor analisa crise econômica no país durante entrevista à jornalista Maria Lydia, no Jornal da Gazeta. "Não há como funcionar a economia se você não dinamizar a situação das famílias. Temos de retomar o inverso do que o governo está fazendo hoje".
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Silvio Caccia Bava e Jorge O. Romano: Vamos falar de populismo – Le Monde Diplomatique Brasil – jul 2017

claudius120_baixaVejam o excelente editorial do Diplô deste mês de julho, sobre os nossos desequilíbrios políticos e "a perda de confiança na capacidade do sistema político de restaurar a ordem social". Visão ampla, bons dados, o texto ajuda a entender os desafios. Não percam, está nas bancas.
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Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Antonio Lacerda e André Ramos: “Juros da dívida pública federal equivalem a 9 vezes o investimento” – Boletim Acompanhamento Econômico PUC-SP – jul 2017 – 2p.

Estudo de Antonio Corrêa de Lacerda e de André Paiva Ramos, da PUC-SP, que mostra que os gastos do governo federal com o financiamento da dívida pública devem ser quase nove vezes maiores do que os investimentos realizados pelo Executivo nacional neste ano. A estimativa é que as despesas com o financiamento cheguem a R$ 379 bilhões até o fim de 2017, enquanto os investimentos não passarão de R$ 44 bilhões. Ou seja, os nossos impostos, em vez de servirem para investimentos, são desviados para os agentes financeiros que detêm títulos do governo. São cerca de 7% do PIB tirados da economia real. O estudo foi tema de reportagem no Valor Econômico, "Gasto com financiamento da dívida será quase 9 vezes superior ao total investido" (17.07.2017)
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Paris plunge: daily queues after city opens cleaned-up canal to swimmers – The Guardian – jul 2017 – 1p.

Já avançamos um pouco com ruas sem carros aos domingos, as ciclovias e a volta do carnaval de rua. Paris já tem carros elétricos disponíveis e públicos, como as nossas bicicletas. E agora está dando um passo à frente importante, com amplo curso de água aberto e gratuito para as pessoas nadarem. Em vez do teatrinho de Cidade Linda, poderíamos avançar mais e recuperar os nossos rios. Poder nadar num rio no meio da cidade é muito chique. É caro? Deixar os rios como canais de esgoto e fonte de doenças é muito mais caro. (1p., em inglês)
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David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth – NYT – jul 2017 – 5p.

Artigo do New York Times sobre a crise climática que está tendo grande repercussão. Não se trata de assunto de ambientalistas e sim de uma crise humanitária, dos impactos sobre os nossos equilíbrios alimentares, a contaminação dos mares, as explosões de violência, a desorganização econômica. O artigo foca em particular a nossa dificuldade de enfrentarmos ameaças sistêmicas e de longo prazo. Texto muito forte e bem informado, um apanhado global particularmente interessante. (NYT, inglês, 5p.)
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A reconstrução de um projeto democrático e nacional para o Brasil – FESP-SP/Clube de Engenharia RJ – junho 2017 – 92p.

Publicação editada pela Cátedra Celso Furtado, da Fundação Escola de Sociologia e Política de SP, e pelo Clube de Engenharia do RJ, que reuniu uma coletânea de textos Manifestos que discute e apresenta propostas para um desenvolvimento inclusivo, democrático, mais igualitário e autônomo do País. São textos/manifestos produzidos em reunião da própria cátedra; produzido por inciativa do Prof Bresser Pereira; pela bancada do PT no Congresso; pela Frente Parlamentar Nacionalista presidida pelo senador Roberto Requião, todos de 2017; e um manifesto de 2011 assinado por sindicatos de trabalhadores e patronais.
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Lições da Finlândia – Claudia Wallin – setembro 2015 (7 min.)

Reportagem de Claudia Wallin sobre o sistema educacional da Finlândia, publicada no Diário do Centro do Mundo. Confiram também resenha nossa sobre o livro de Pasi Sahlberg (Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland) em Dicas de Leitura. Precisamos entender o que funcionou lá, por quais razões e em que condições, de forma que possamos pensar de maneira criativa o que se aplica e o que não se aplica ao nosso caso.
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Que Brexit que nada. A Grã Bretanha aderiu!

"Salve o Corinthians O campeão dos campeões Eternamente dentro dos nossos corações Salve o Corinthians de tradições e glórias mil Tu és orgulho Dos desportistas do Brasil"
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Unesco – Concentration of media ownership – 2017, 32p. 

A Unesco publica uma excelente e sintética análise da concentração do controle da mídia no mundo, com a erosão da democracia que isto implica: uma sociedade desinformada ou manipulada fica desorientada. Citação divertida do Economist dá uma ideia do conteúdo:"O semanário britânico The Economist, por exemplo, tem chamado a mídia local brasileira de "mini-Berlusconis'"(p.13) O documento traz excelentes dados nesta área tão deformada e tão vital para a nossa democracia. A América Latina muito presente nesta análise. (em inglês, 32p.)
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Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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