Acontecendo agora

Silvio Caccia Bava e Jorge O. Romano: Vamos falar de populismo – Le Monde Diplomatique Brasil – jul 2017

claudius120_baixaVejam o excelente editorial do Diplô deste mês de julho, sobre os nossos desequilíbrios políticos e "a perda de confiança na capacidade do sistema político de restaurar a ordem social". Visão ampla, bons dados, o texto ajuda a entender os desafios. Não percam, está nas bancas.
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Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Antonio Lacerda e André Ramos: “Juros da dívida pública federal equivalem a 9 vezes o investimento” – Boletim Acompanhamento Econômico PUC-SP – jul 2017 – 2p.

Estudo de Antonio Corrêa de Lacerda e de André Paiva Ramos, da PUC-SP, que mostra que os gastos do governo federal com o financiamento da dívida pública devem ser quase nove vezes maiores do que os investimentos realizados pelo Executivo nacional neste ano. A estimativa é que as despesas com o financiamento cheguem a R$ 379 bilhões até o fim de 2017, enquanto os investimentos não passarão de R$ 44 bilhões. Ou seja, os nossos impostos, em vez de servirem para investimentos, são desviados para os agentes financeiros que detêm títulos do governo. São cerca de 7% do PIB tirados da economia real. O estudo foi tema de reportagem no Valor Econômico, "Gasto com financiamento da dívida será quase 9 vezes superior ao total investido" (17.07.2017)
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Paris plunge: daily queues after city opens cleaned-up canal to swimmers – The Guardian – jul 2017 – 1p.

Já avançamos um pouco com ruas sem carros aos domingos, as ciclovias e a volta do carnaval de rua. Paris já tem carros elétricos disponíveis e públicos, como as nossas bicicletas. E agora está dando um passo à frente importante, com amplo curso de água aberto e gratuito para as pessoas nadarem. Em vez do teatrinho de Cidade Linda, poderíamos avançar mais e recuperar os nossos rios. Poder nadar num rio no meio da cidade é muito chique. É caro? Deixar os rios como canais de esgoto e fonte de doenças é muito mais caro. (1p., em inglês)
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David Wallace-Wells – The Uninhabitable Earth – NYT – jul 2017 – 5p.

Artigo do New York Times sobre a crise climática que está tendo grande repercussão. Não se trata de assunto de ambientalistas e sim de uma crise humanitária, dos impactos sobre os nossos equilíbrios alimentares, a contaminação dos mares, as explosões de violência, a desorganização econômica. O artigo foca em particular a nossa dificuldade de enfrentarmos ameaças sistêmicas e de longo prazo. Texto muito forte e bem informado, um apanhado global particularmente interessante. (NYT, inglês, 5p.)
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A reconstrução de um projeto democrático e nacional para o Brasil – FESP-SP/Clube de Engenharia RJ – junho 2017 – 92p.

Publicação editada pela Cátedra Celso Furtado, da Fundação Escola de Sociologia e Política de SP, e pelo Clube de Engenharia do RJ, que reuniu uma coletânea de textos Manifestos que discute e apresenta propostas para um desenvolvimento inclusivo, democrático, mais igualitário e autônomo do País. São textos/manifestos produzidos em reunião da própria cátedra; produzido por inciativa do Prof Bresser Pereira; pela bancada do PT no Congresso; pela Frente Parlamentar Nacionalista presidida pelo senador Roberto Requião, todos de 2017; e um manifesto de 2011 assinado por sindicatos de trabalhadores e patronais.
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Lições da Finlândia – Claudia Wallin – setembro 2015 (7 min.)

Reportagem de Claudia Wallin sobre o sistema educacional da Finlândia, publicada no Diário do Centro do Mundo. Confiram também resenha nossa sobre o livro de Pasi Sahlberg (Finnish Lessons – What can the world learn from educational change in Finland) em Dicas de Leitura. Precisamos entender o que funcionou lá, por quais razões e em que condições, de forma que possamos pensar de maneira criativa o que se aplica e o que não se aplica ao nosso caso.
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Que Brexit que nada. A Grã Bretanha aderiu!

"Salve o Corinthians O campeão dos campeões Eternamente dentro dos nossos corações Salve o Corinthians de tradições e glórias mil Tu és orgulho Dos desportistas do Brasil"
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Unesco – Concentration of media ownership – 2017, 32p. 

A Unesco publica uma excelente e sintética análise da concentração do controle da mídia no mundo, com a erosão da democracia que isto implica: uma sociedade desinformada ou manipulada fica desorientada. Citação divertida do Economist dá uma ideia do conteúdo:"O semanário britânico The Economist, por exemplo, tem chamado a mídia local brasileira de "mini-Berlusconis'"(p.13) O documento traz excelentes dados nesta área tão deformada e tão vital para a nossa democracia. A América Latina muito presente nesta análise. (em inglês, 32p.)
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Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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Dicas do Dowbor – junho 2017

Nos últimos tempos têm aparecido trabalhos de fundo repensando o sistema. Queria aqui fazer um tipo de comentário de leitura sobre textos que têm em comum a convicção de que não se trata mais apenas do problema de Trump nos EUA, de Temer no Brasil, de Macri na Argentina, de Erdogan na Turquia, do Brexit na Inglaterra, do fato dos dois grandes partidos (socialista e republicano) que repartiram o poder na França não terem chegado, nem um nem outro, sequer ao segundo turno.
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Ladislau Dowbor – Onde foi parar o nosso dinheiro?  – Le Monde Diplomatique Brasil – maio de 2017 – 3p.

alpino_7Não há nenhuma razão técnica para esta catástrofe em câmara lenta. Produzimos o suficiente para todos, cerca de R$ 11 mil de bens e serviços por mês por família de quatro pessoas, número que vale tanto para o mundo como para o Brasil: estamos exatamente na média mundial. O problema? O capital financeiro drena o produtivo. Generaliza-se o capitalismo improdutivo no planeta. O rentismo não é só brasileiro. Voltamos ao século retrasado, em que as “famílias de bem” viviam de rendas.
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Ladislau Dowbor – POLITYKA – Rządzą nami zera – 12 czerwca 2017

Prof. Ladislau Dowbor o tym, jak korporacje stworzyły superorganizm i stały się potężniejsze od mocarstw, i dlaczego z taką hydrą tak trudno walczyć. Teoretycznie wszystkim rządzi rynek, a jeśli jakiś rynek zawodzi, to wkracza demokratyczna polityka i władza dokonuje korekty poprzez regulacje. W praktyce rynek prawie nie działa, a polityka i gospodarka są kontrolowane przez grupkę globalnych właścicieli.
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Programa Encontros na Escola de Contas – junho 2017 – 1h33

Participação do professor Ladislau no programa Encontros na Escola de Contas, de 9 de junho de 2017, em uma conversa com o jornalista Florestan Fernandes Júnior e com o sociólogo Jessé Souza, apresentando os pontos do seu próximo livro.
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Judson Nascimento – Gestão situada de incubadoras sociais: o caso da Incubadora Afro Brasileira – Ed. Luminaria Academia, out, 2016 – 302 p.

É possível termos maior controle e iniciativa sobre as nossas atividades econômicas? O mundo está assolado por gigantes corporativos, e nos tornarmos consumidores passivos de identidades globais. Mas cada cidade pode tomar em suas próprias mãos uma série de aspectos do seu desenvolvimento, respondendo de maneira participativa às necessidades locais. Ao analisar o caso da Incubadora Afro Brasileira, Judson Nascimento apresenta neste estudo a possibilidade de se liberar potenciais de um desenvolvimento enraizado nos sentimentos de identidade e de pertencimento comunitário. Com bibliografia particularmente rica, este trabalho abre perspectivas para quem quer dinamizar a sua comunidade.
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