Acontecendo agora

A explosão da economia compartilhada – entrevista Dowbor – Gazeta Mercantil – jan. 2017 (2p.)

"Estamos assistindo a uma nova forma de organização econômica, baseada em uma mudança do paradigma tecnológico. Antes, a economia dependia do produtor, do intermediário e do consumidor. Esse paradigma agora se descola completamente. A conectividade possibilita a intersecção dos vários agentes econômicos”. Confira a entrevista de Dowbor para a jornalista Rita Lisauskas, da Gazeta Mercantil, sobre economia compartilhada.
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Ladislau Dowbor – Articulações em rede na era do conhecimento – 27p.

Estamos entrando numa era de mudanças sistêmicas aceleradas. As tecnologias estão transformando o planeta, as relações de trabalho, as formas de remuneração, o conceito de propriedade. O ponto de partida é que o principal fator de produção hoje, o conhecimento, é indefinidamente reproduzível, seu uso não reduz o estoque. Abre-se a era da gratuidade. Acrescente-se a conectividade planetária nesta era do virtual, com os seus algoritmos e plataformas colaborativas, e temos outro universo em construção. Mas as regras do jogo são as que foram herdadas da era da dominância da produção material do século passado, o que gera uma erosão da governança. Nas mudanças, entram em choque os interesses. Indivíduos ou pequenas empresas podem expandir o trabalho em rede, mas gigantes corporativos passaram a desarticular as economias nacionais. Multiplicam-se os bancos comunitários de desenvolvimento e o crédito colaborativo, mas os bancos nos impõem novas formas de exploração. Expande-se a produção científica e cultural de acesso aberto, mas multiplicam-se os sistemas de bots que tentam controlar o que publicamos. Traçamos algumas das principais linhas de mudança para uma sociedade aberta, colaborativa e articulada em rede.
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OXFAM – Uma Economia para os 99% – 2017 (13p.)

Desigualdade parece tema batido. Mas não se trata apenas de injustiça: é um mecanismo que trava a economia, gera explosões sociais, desarticula a sociedade como um todo. Estamos muito além da mais-valia tradicional nas empresas produtivas. A mais-valia financeira permite explorar tanto governos com a dívida pública, quanto empresas e pessoas físicas, gerando uma classe de intermediários financeiros que não só não financiam a produção, o consumo e os investimentos públicos, os motores da economia, como os paralisam. Estamos na era da acumulação improdutiva de patrimônio, descapitalização da sociedade. É uma desorganização sistêmica. A reforma do sistema financeiro global (e nacional no Brasil) constitui o desafio central. Enriquecimento sem a contrapartida produtiva, "unearned income" na terminologia inglesa, gera rentistas ricos e economias travadas.
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Ladislau Dowbor – Que crise é esta? – versão revista em janeiro de 2017 – 33p.

Publicado pela revista Ponto e Vírgula da PUC-SP em fins de 2015, o presente artigo resume uma série de argumentos que tenho desenvolvido sobre a crise atual. Um círculo virtuoso em que a distribuição de renda por meio de um conjunto de programas permitiu simultaneamente expandir a demanda, tirando cerca de 50 milhões de pessoas da miséria, e estimular os investimentos e o emprego para satisfazê-la, parou de funcionar. O travamento desse processo a partir de fins de 2014 e de 2015 gera perplexidade. A raiz do travamento é sem dúvida política, mas os mecanismos utilizados são também econômicos. O presente artigo mostra a mudança do contexto internacional com o caos financeiro mundial, os nosso principais avanços econômicos e sociais, e finalmente como a financeirização internacional adotou formas específicas no Brasil, tornando -se o principal fator de paralisia, por meio do sistema de juros. (L. Dowbor)
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Yamila Goldfarb – El golpe institucional en Brasil y las transformaciones en las políticas de desarrollo para el campo – Nueva Sociedad – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad.
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A Enorme Taxa de Juros do Brasil: Será que os brasileiros conseguem suportá-la? – CEPR – dezembro 2016

Este relatório olha para as excepcionalmente altas taxas de juros brasileiras. O Brasil possui o quarto maior encargo no mundo com o pagamento de juros da dívida pública (em meio a 183 países). O relatório indica que isso não é um resultado de conhecidos fatores de risco, mas sim decorrente da incomum alta taxa de juros estabelecida pelo Banco Central — as taxas de juros estabelecidas por política econômica também têm estado entre as mais altas no mundo — e do poder político e de mercado de um altamente concentrado setor bancário.
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L. Dowbor – Brazylia: System Finansowy versus Rozwój Gospodarczy Kraju – 2016

Nierówności gwałtownie rosną. Oxfam ten fakt nagłaśnia i podaje dane liczbowe, Crédit Suisse ukazuje w czyich rękach kumuluje się bogactwo, Thomas Piketty tłumaczy działanie tego mechanizmu w krajach rozwiniętych. Skąd pochodzą te pieniądze? Niniejsze opracowanie próbuje odpowiedzieć na to pytanie poprzez prezentację brazylijskiego wariantu ogólnej finansjalizacji systemu. Duży wysiłek rządów Luli i Dilmy na rzecz promowania inkluzji, zwiększania miejsc pracy oraz przekazywania bezzwrotnych transferów pieniężnych dla biednych dał znakomite rezultaty. Jednak system finansowy, umożliwiający przepływ dochodu i koncentrację dobrobytu, zniwelował efekty tych programów i hamuje brazylijską gospodarkę – główną przyczyną są wysokie stopy procentowe nakładane na konsumentów, inwestorów oraz dług publiczny. Poniższa krótka analiza ukazuje działanie tego mechanizmu oraz prezentuje dane liczbowe wraz z odniesieniem do łatwo dostępnych źródeł.
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Ladislau Dowbor – Dom Paulo: humanismo e coragem – dezembro 2016

Há homens que se distinguem pela coerência e pelo humanismo. E ambos se testam em momentos quando as pressões são fortes, e seria mais fácil fechar os olhos. Os meus caminhos se cruzaram com Dom Paulo em três circunstâncias, e sobre elas gostaria de deixar aqui o meu depoimento.
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Joris Luyendijk – Swimming with sharks : my journey into the world of the bankers – Guardian Books, London, 2015

swimming-with-sharks-cover-xlargeO livro "Swimming with sharks", de Joris Luyendijk, realiza uma façanha impressionante. Consegue que você – sim você – entenda como funciona o sistema financeiro. O autor foi convidado pelo Guardian para escrever um livro que as pessoas possam ler e entender sem sofrimento. A vantagem de Luyendijk é que ele não entendia do assunto, e alerta logo no início o leitor de que vai proceder passo a passo na construção da pesquisa: você o acompanha, de capítulo em capítulo, conforme vai construindo o conhecimento que ele próprio ganha. Francamente, é um passeio. E como você, como tantos outros infelizes, está atolado neste sistema, vale a pena a leitura.
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Arthur R. Kroeber – China’s Economy – Oxford, Oxford University Press, 2016 ISBN 978-0-19-023903-9 – 320 p.

51wby-ceaql-_sx331_bo1204203200_Kroeber não é mais uma pessoa que passou um tempo na China e escreveu um livro. Vivendo em Beijing e Nova Iorque, editor do China Economic Quarterly, reúne tanto conhecimento técnico como vivência e familiaridade cultural num livro de excepcional qualidade. Quase uma pessoa em cada cinco no planeta é chinesa. O pouco que sabemos sobre como funciona este país, em particular considerando os seus impressionantes avanços, é simplesmente uma vergonha. Vergonha aliás em particular para a nossa mídia, onde a editoria internacional se resume basicamente à última explosão no oriente médio e à foto do dia do presidente dos EUA. Não é possível continuarmos com este grau de desconhecimento. Eu já estive três vezes na China, acompanho as suas transformações, e o presente livro me convence.
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Dowbor – Os irresponsáveis no poder: desmontando o conto da dona de casa – novembro- 2016 – 4p.

15025457_1250399078332890_6674974170510796592_o Você provavelmente se sente perplexo frente à situação econômica do país. Está em boa companhia. Quem é que entende de resultado primário, de ajuste fiscal e outros termos que povoaram os nossos noticiários? A imensa maioria balança a cabeça de maneira entendida, e faz de conta. Pois vejam que realmente não é complicado entender, é só trocar em miúdos. E com isso o rombo fica claro. Aqui vai a conta explicitada, não precisa ser economista ou banqueiro. E usaremos os dados do banco central, a partir da tabela original, pois confiabilidade, nesta era melindrada, é fundamental.
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Guia ilustrado da privatização da democracia no Brasil – Vigência, IIEP, apoio Oxfam – 2016, 35 p.

privatizacaodademocraciaNo nosso sistema educacional nunca tivemos uma aula sobre a moeda, sobre como funciona a economia. E no oligopólio da mídia, aparecem apenas fragmentos distorcidos em função de interesses. Um grupo de pesquisadores elaborou um folheto de 35 páginas, com ilustrações, visando trazer uma visão sistêmica, elencando alguns dos principais desafios: alimentos, biossegurança, educação, finanças, juros, meio ambiente, mídia, segurança e setor imobiliário. Com apresentação gráfica transparente, o folheto ajuda a entender o conjunto, a formar uma informação embasada. Excelente material para trabalhar no sistema de ensino ou em movimentos sociais. Disponível online, gratuito. Os capítulos são assinados por pessoas reais, pesquisadores, e não por uma máquina de interesses corporativos. No mínimo, ajuda como contrapeso às bobagens divulgadas na grande mídia.
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CLACSO – Contra la invasión policial a la escuela Florestan Fernandes, del Movimiento Sin Tierra en Brasil – Outubro 2016

CLACSO repudia y condena la violenta e injustificada acción de la policía brasileña y exige al gobierno de Michel Temer el más riguroso respeto a los derechos humanos, la libertad de expresión y de movilización por parte de organizaciones que actúan pública y legalmente en la defensa de un país más democrático.
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Austeridade e retrocesso – Outubro 2016 – 50 p.

austeridade_capaO governo atual navega numa farsa relativamente tanto às causas da crise quanto às medidas necessárias. Austeridade, que reduz a demanda, vai recuperar a economia? Os gastos sociais quebraram o governo? Aqui uma excelente sistematização das informações básicas sobre as dinâmicas reais. "Esse documento procede a uma análise das finanças públicas e política fiscal no Brasil, procurando esclarecer as principais causas da atual crise fiscal, assim como desconstruir simplificações e mitos, muitos dos quais baseados em argumentos econômicos supostamente técnicos que sustentam a austeridade." Um documento essencial, nada que um leigo informado não possa acompanhar.
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Boaventura de Souza Santos – Nota de solidariedade à Escola Nacional Florestan Fernandes e ao MST

Boaventura de Sousa Santos: "Diante da invasão policial truculenta, arbitrária e ilegal (sem mandado judicial) da sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), na manhã desta sexta-feira (04/11), em Guararema (SP), manifestamos solidariedade pública ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a uma de suas conquistas mais simbólicas e irradiadoras na árdua luta por justiça social e fraternidade."
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