Acontecendo agora

Dowbor – Além do Capitalismo: uma nova arquitetura social – novembro 2018 – 86p.

"Além do Capitalismo: uma nova arquitetura social"  é um ensaio que propõe uma mudança radical de como pensamos as transformações atuais do capitalismo. Em vez de acrescentar adjetivos ao capitalismo industrial que conhecemos - global, financeiro etc - que tal pensar que tipo de novo animal está nascendo? Em vez de olhar como o antigo se deforma, procurar desenhar o novo que se forma. Um outro modo de produção está emergindo? O conhecimento tornou-se o principal fator de produção, abrindo espaço para  economia imaterial, a fábrica perde protagonismo frente às plataformas, a apropriação da riqueza migra para os sistemas financeiros, as relações de emprego se desarticulam, o espaço da economia tornou-se planetário, a democracia aparece como dispensável. A mudança é sistêmica, apontando tanto para novas ameaças como para novas oportunidades. Coloco este esboço do futuro para a sua reflexão e comentários. 
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Humanismo e bom senso

Recebi um dia essa mensagem da minha filha Sofia. Ter essa compreensão por parte dela me comove.
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Entrevista Dowbor – “Ladislau Dowbor vê a pauta econômica de Bolsonaro” – Outras Palavras – Antonio Martins – 13.11.2018 – 24min.

"Um presidente fraco e incapaz é tudo o que a aristocracia financeira mais quer. É preciso evitar o desmonte do país -- e reconstruir alternativas", afirma Dowbor em entrevista sobre a pauta econômica de Bolsonaro, concedida ao jornalista Antônio Martins do Outras Palavras, em 13 de novembro de 2018.
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Dowbor – La Era del Capital Improductivo – traducción al espanõl de Pep Valenzuela – 173p.

Presentamos aqui las recientes transformaciónes económicas, políticas y sociales en Brasil, pero partiendo de la dinámica más amplia de cambios en la esfera mundial. El capitalismo actual funciona según nuevas reglas, con los mecanismos financieros, la llamada financiarización, jugando un papel central. Eso nos afecta a todos. Tuvimos, en América Latina, unos pocos años de democracia transformadora, en el sentido de permitir una reducción significativa de nuestro principal desafio, la desigualdad. Fueron años en que además de democracia formal en el plan político, hubo también avances en términos de democracia económica. Al que todo indica, nuestras oligarquias no lo soportaron. Solo tenemos derecho a la democracia, si no la utilizamos.
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Entrevista durante a III Jornada Político-Pedagógica Paulo Freire – FE/Unicamp – 09.10.2018

Uma Pedagogia da Economia? Paulo Freire iria gostar. Aqui, três minutos inspiradores neste tempo de luta pelo bom senso. E Feliz Dia dos Professores!
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Ladislau Dowbor – The governance gap – Culture Report Eunic Yearbook – 2017/2018 – v. 9 – ifa / Eunic – ISBN 978-3-95829-542-1

Western democracy has a credibility problem. A study of 17 Latin American countries showed that half the population doubts the practice of democracy and is actually convinced that democracy is a system organised for the rich. The author believes that, given the socio-economic disparities, we cannot afford to ignore this disaster in slow motion. The problems will not disappear unless we organise ourselves to solve them. A plea for a new 'Global Deal'.
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Barbara W. Tuchman –  The March of Folly: from Troy to Vietnam – Random House, New York, 2014 (A marcha da insensatez) – 470 p.

A minha idade e a minha confiança na racionalidade do ser humano têm evoluído em sentidos inversos. Como somos animais sofisticados, quanto mais absurdo o que defendemos, mais argumentos racionais inventamos. E, sobretudo, uma vez que já nos identificaram com uma posição ou atitude política completamente absurda, apenas conseguimos nos aprofundar na burrice. Segundo as sábias palavras de Barbara Tuchman, a propósito de como os americanos foram se afundando no Vietnã, ao custo de imenso sofrimento daquele povo, e desgaste político de quatro sucessivos presidentes, “uma vez que uma política foi adotada e implementada, toda atividade subsequente se transforma num esforço para justificá-la.” (263) Qualquer semelhança com o golpismo no Brasil insistir numa política que empurra o país para trás, mesmo depois de 4 anos de desastre, não é evidentemente uma coincidência, é a regra. No túnel da burrice, os que a perpetram sempre imaginam que logo adiante surgirá a proverbial luzinha. Se a política sacrifica em vez de ajudar, dirão que o sacrifício não foi suficiente, é só aprofundar um pouco mais.
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Noam Chomsky – A “soft coup” in Brazil´s election will have global consequences – The Intercept – out 2018

Chomsky avalia a conjuntura política brasileira e conta sobre sua visita a Lula: "Minha esposa, Valeria, e eu recentemente estivemos em uma prisão para visitar aquele que é, provavelmente, o prisioneiro político mais proeminente da atualidade, uma pessoa de notável significância na política global contemporânea." / "My wife Valeria and I have just visited a prison to see arguably the most prominent political prisoner of today, a person of unusual significance in contemporary global politics."
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Paulo Cannabrava Filho – A Governabilidade Impossível – Alameda Editorial (2018) – 316p. – ISNB 978-85-7939-565-9

A ampla retrospectiva que Paulo traz neste livro nos permite ter um recuo relativamente ao caos e gritaria que hoje caracterizam a política no Brasil. Em nome de “consertar o país”, estão destruindo a democracia, entregando petróleo, terras e empresas, liquidando direitos dos trabalhadores, desarticulando políticas sociais básicas nas áreas de saúde e educação – enfim, gerando uma grande farra que articula oligarquias nacionais e interesses transnacionais, não mais contidos pelas instituições, por regras do jogo democráticas. Daí o título do livro se referir à governabilidade e à ruptura institucional. Quando se violam instituições, prevalece apenas a lei do mais forte. A máfia sempre soube se vestir com ternos elegantes, mas os procedimentos são simplesmente mafiosos. Os discursos são de ordem, mas o efeito é o caos.
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Sam Pizzigati – The case for a maximum wage –  Polity Press, Cambridge, UK – 2018 – 133p.

A pergunta básica que Sam Pizzigati coloca é “se necessitamos, e se o progresso demanda, grandes fortunas privadas. “ Os muito ricos dos Estados Unidos, por exemplo, possuem em média 9 residências fora do país. Essas residências ficam vazias durante a maior parte do ano, gerando bairros-fantasmas de luxo (luxury ghost-towns). É tempo de olharmos um pouco melhor para a irracionalidade e inoperância da grande riqueza. E Pizzigati tem currículo para esta análise, ele que dirige há tempo o excelente site sobre desigualdade inequality.org e ensina no Institute for Policy Studies de Washington.
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Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro (Orgs) – O Brasil de Amanhã – FPA – 2018

A Fundação Perseu Abramo lança um livro importante, O Brasil de Amanhã, organizado por Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro, e que reúne aportes de mais de uma dezena de economistas sobre as nossas perspectivas econômicas. Os textos resultam de uma sequência de reuniões no quadro do Instituto Lula. Artigos de economia aplicada, pé no chão, ajudam muito neste momento dramático.
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Prêmio Personalidade Econômica do Ano 2017 – CONFECON – 19.09.2018

Recebi na última quarta-feira (19.09) o Prêmio de Personalidade Econômica do Ano 2017, pelo Conselho Federal de Economia (COFECON). É uma grande honra, e ao mesmo tempo um reconhecimento dos avanços na compreensão dos mecanismos financeiros atuais, de como deformam e travam os esforços de desenvolvimento do país.
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Pedro Fernando Saad – Empresas e ODS: priorizando as ações sustentáveis de maior retorno econômico, social e ambiental para a humanidade – Tese de doutorado em Administração pela PUC-SP, defendida em 11 de setembro de 2018 (orientador: Ladislau Dowbor)

Todos acompanhamos com crescente preocupação a degradação ambiental do planeta e a explosiva desigualdade. Em sua tese, Pedro Saad partiu de uma constatação simples: os recursos financeiros significativos estão na mão das corporações, e estas buscam essencialmente maximizar a renta financeira no curto prazo. O problema central é como trazer as corporações para o barco da sustentabilidade. A tese (disponível online) é propositiva, no sentido de aproximar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o Blueprint for Business Leadership e o Copenhagen Consensus para identificar as ações empresariais que poderiam ter os maiores efeitos multiplicadores em termos de retorno social e ambiental sobre o investimento. De certa forma, uma tradução dos ideais mais amplos em iniciativas práticas capazes de aproximar o lucro empresarial e os interesses da sociedade. Uma boa leitura, texto muito bem apresentado e ótima bibliografia.
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Desafios do próximo presidente – entrevista com Amir Khair – IHU – 17.09.2018

Amir Khair é das pessoas que mais entendem do sistema financeiro no Brasil. Tem clara a agiotagem generalizada que trava a economia, com o endividamento das famílias, das empresas e do Estado. Hoje temos 64 milhões de adultos negativados, sem acesso ao crédito. O déficit do governo é gerado em 82% pelos juros pagos sobre a dívida pública. As medidas propostas estão na linha de se tirar a Caixa e o BB do cartel bancário, reduzir os juros e desonerar em parte o consumo. No conjunto a visão é de se dinamizar a economia para aumentar as receitas, em vez de travar as políticas públicas para "reduzir gastos".
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Toni Venturi – Vocacional: uma aventura humana – Brasil, 2011 – 1h17

A juventude é para viver, e não apenas para se preparar para a vida. O documentário "Vocacional" apresenta uma das experiências educacionais mais ricas vividas no Brasil, baseada no protagonismo dos alunos e na livre construção do conhecimento. E com resultados pedagógicos excepcionais.
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