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Evasão fiscal no mundo e no Brasil: causas e consequências – Fevereiro 2016 – 40 min.

Palestra durante o workshop Pacote Antissonegação, organizado pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (FENAFISCO) em 18 de fevereiro de 2016, Florianopólis - SC.
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Diego de Melo Conti, tese de doutorado em administração sobre Governança local para sustentabilidade, um estudo comparado entre grandes cidades europeias – defendida na Pós Graduação em Administração da PUC-SP, em 29 de março de 2017. Banca com Arnoldo de Hoyos Guevara (orientador), Alessandro Rossini, Carlos Ghobril, Ladislau Dowbor e Maria Cristina Sanches Amorim.

O autor realizou uma pesquisa de campo de grande riqueza, sobre os processos colaborativos de governança em cinco cidades grandes da Europa, Copenhague, Amsterdã, Londres, Hamburgo e Barcelona. Francamente pesquisar cidades europeias e ver como se administram bem constitui uma pesquisa que eu gostaria de empreender, em particular na primavera. Mas brincadeira a parte, Diego fez um trabalho extremamente sério. No trabalho, a pesquisa de campo, pesquisa teórica e entrevistas formam um conjunto equilibrado. Uma belíssima leitura. Diego aponta caminhos que podem ser muito importantes para nós. A bibliografia constitui também uma excelente ferramenta para esta visão de uma política que se reconstrói pela base, de baixo para cima. E que funciona.
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Tiago Trindade de Carvalho, Tecnologias sociais e desenvolvimento em ambientes rurais, dissertação de mestrado defendida na pós-graduação em Economia política, 11 de abril de 2017, banca Anita Kon (Orientadora), Ladislau Dowbor e Marcia Lello Costa de Liberal.

O autor escreveu uma dissertação particularmente interessante sobre o Programa Agroecológico Integrado Sustentável (PAIS) na Bahia. Trata-se de uma tecnologia de uso integrado de criação e diversos plantios para maximizar a produção e gerar renda para a agricultura familiar. Tiago apresenta excelente pesquisa, simples e direta, com bibliografia muito rica, tanto sobre o estado presente da discussão sobre o desenvolvimento local, como sobre o capital social. Isto abre para o que há mais atual nas discussões de novos paradigmas produtivos, com sistemas descentralizados em rede, processos colaborativos locais e regionais, a própria revalorização da pequena escala quando funciona articulada graças à conectividade dos sistemas modernos de comunicação e conectividade. Recomendo fortemente a leitura. É bem escrito, sucinto (128p) muito bem estruturado.
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Hudson, Michael – Killing the Host: how financial parasites and debt destroy the global economy – Islet, Baskerville, 2015

O livro de Michael Hudson, Killing the Host (matando o hospedeiro), constitui uma análise de primeira linha sobre os sistemas financeiros dos Estados Unidos e de outros países, e com um enfoque que fica claro desde o próprio subtítulo: Como parasitas financeiros e a dívida destroem a economia global. Somando-se aos estudos recentes de Ellen Brown, de Epstein e Montecino, bem como de Joseph Stiglitz, esta pesquisa nos permite entender esta estranha arquitetura que o capitalismo financeiro gerou no nível planetário. E como Hudson analisa os formatos de enraizamento e apropriação do poder que os sistemas financeiros adotam nos diversos países, começamos entender este animal estranho em que o global não está “lá fora”, mas dentro das dinâmicas nacionais. E não há como não ficar impressionado com a semelhança do modelo financeiro imposto à sociedade americana com os nossos próprios dramas.
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World Happiness Report 2017 – John Helliwell, Richard Layard and Jeffrey Sachs – 188 p.

Muito interessante e sério o relatório mundial sobre a felicidade. Uma pesquisa com critérios em 150 países. Países mais igualitários estão no topo (Noruega, Canada...), EUA recuam para 15 lugar (aumentou PIB mas caiu o bem estar) e o Brasil (de antes do golpe) ocupa ranking 22. Boas análises sobre emprego e outros, confira os capítulos China e EUA no documento completo online, gratuito e em inglês.
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Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – abril – The Gardian (1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo, para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "é uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.
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Thomas Piketty, Emmanuel Saez and Gabriel Zucman – A tale of two countries – 6 December 2016 – Washington Center for Economic Growth (3p)

Um texto curto e de excepcional qualidade traz o estudo de três pesquisadores importantes sobre as formas de irmos além da cifra grosseira que representa o PIB, construindo o que chamaram de 'distributional national accounts', metodologia que permite avaliar não só os fluxos brutos mas como evolui a renda dos 50% mais pobres, do 10% mais rico e dos 40% no meio que qualificam de classe média. Além de mostrar o absurdo dos ganhos de renda sobre aplicações (e não de produção) no topo da pirâmide social e a consequente desigualdade, aponta para as mudanças necessárias na contabilidade nacional.
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Joseph E. Stiglitz e Mark Pieth – Superando a Economia Paralela – Friedrich Ebert Stiftung – Fev. de 2017 – 36 p.

Um artigo demolidor e muito bem documentado sobre os paraísos fiscais, por parte de dois especialistas, tanto Mark Pieth por seus estudos, como Joseph E. Stiglitz que começou a luta com os fluxos ilegais quando era economista-chefe no Banco Mundial. O ponto de partida é simples:enquanto houver territórios onde os recursos ficam em sigilo e não pagam impostos, ou não precisam explicar origem, os recursos financeiros fluirão naturalmente nesta direção. A desorganização é compreensível: "A globalização resultou em uma economia global, mas não em um governo global." O estudo mostra que não se trata de dinheiro que escapa do sistema e se esconde, e sim de um mecanismo que deforma o conjunto do sistema que passa a trabalhar na opacidade. Leitura essencial, a Friedrich Ebert presta um excelente serviço ao apresentar este estudo em português. Lembremos que o Brasil tem em paraísos fiscais mais de 500 bilhões de dólares.
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Ladislau Dowbor – O escândalo dos juros – março 2017 – 2p.

O volume de recursos extraídos da economia por meio dos juros é absolutamente escandaloso, e não encontra paralelo no mundo. Aqui, em pouco mais de uma página, os dados básicos, qualquer um que já se endividou entenderá. A base são informações oficiais tais como publicadas pelo Banco Central, sobre “Operações de crédito do sistema financeiro”, e anexamos a própria nota do Banco para que possam ser checados, precaução necessária nesta era de ceticismos com números.
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Ladislau Dowbor – Los irresponsables en el poder – Revista Dialogos Del Sur – fev. 2017 (4p.)

La política económica del gobierno está basada en una inmensa farsa: la de que las políticas redistributivas de la era progresista quebraron el país mientras el nuevo poder, con banqueros en el control del dinero, io van a reconstruir. Según en cuento, como una buena ama de casa, van a enseñar responsabilidad, gastar solamente aquello que se gana. La gran realidad es que son los intereses extorsionados por los banqueros que generaron la brecha. La buena ama de casa que nos gobierna se ha juntado a los banqueros y está aumentando el déficit.
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Previdência: reformar para excluir? Contribuição técnica ao debate sobre a reforma da previdência social brasileira – Brasília: DIEESE/ ANFIP; 2017, 48p.

Finalmente temos um bom texto de referência sobre a reforma da previdência, construção que contou com a colaboração de numerosos especialistas, com sistematização final de Eduardo Fagnani da Unicamp. É uma ferramenta para todos nós. No caso, permite também uma melhor compreensão do quadro macro-econômico, pois "a reforma da Previdência proposta recentemente deve ser compreendida nesse contexto de aprofundamento das políticas de austeridade econômica, sendo a Previdência peça central do ajuste das contas primárias que se almeja com a instituição do “Novo Regime Fiscal”.
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Ladislau Dowbor – Financing sustainability: where has all the money gone? – jan. 2017 – 21 p.

Financial flows have been cornered to serve financial intermediaries, instead of serving sustainable development. If we do not face this challenge, no amount of discussions will help. It is not a question of sequestering the villa in Nice, but of generating rules of the game where the staggering amount of unproductive money is put back to work for society, and for the earth, and for the future generations. In this paper, we shall concentrate on the concrete example of how financial intermediaries in Brazil have stalled 20 years of progress, and thrown the country into recession.
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Pra que tanta ganância e correria, se ninguém veio aqui para ficar? – jan. 2017

O Nordeste parece que é mais feliz, ou em todo caso encara estas nossas dinâmicas patéticas numa boa. Em happy hour, publicamos um repente que expressa a filosofia popular, gozação no lugar certo. Francamente, em termos de filosofia de vida, acho melhor que Kant e Spinoza. Quem souber o nome dos cantores, agradeço a informação. Confira, reflita e divirta-se.
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58 milhões de adultos com nome sujo na praça – janeiro 2017 – 1p.

Interessante o dado de 58 milhões de adultos com nome sujo na praça, resultado direto dos juros extorsivos. Aliás, não é mais "nome sujo", é "negativado", mais simpático. Mas travaram o principal motor da economia, o consumo das famílias. E sem consumo das famílias, as empresas param. Travou o segundo motor. Quanto ao motor representado pelas políticas públicas (infraestruturas e políticas sociais), a taxa Selic há tempos gerou curto-circuito para os bancos. Link: (1 página)
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A explosão da economia compartilhada – entrevista Dowbor – Gazeta Mercantil – jan. 2017 (2p.)

"Estamos assistindo a uma nova forma de organização econômica, baseada em uma mudança do paradigma tecnológico. Antes, a economia dependia do produtor, do intermediário e do consumidor. Esse paradigma agora se descola completamente. A conectividade possibilita a intersecção dos vários agentes econômicos”. Confira a entrevista de Dowbor para a jornalista Rita Lisauskas, da Gazeta Mercantil, sobre economia compartilhada.
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