Mural de recados
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(119) Ladislau Dowbor
19 - 10 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau outubro/2015

Caros,

Vivemos tempos interessantes, com a possibilidade do impeachment de uma presidente eleita, sem nenhuma acusação formal, ser pedido por um cara com a ficha corrida do Eduardo Cunha, sob aplausos de representantes eleitos com o dinheiro de grandes corporações, sistema aliás já declarado inconstitucional pelo STF. Tudo em nome da democracia, com Partido Democrata, da Social Democracia e semelhantes. Mas vamos às recomendações.


1) Já temos a segunda impressão do livro O Pão Nosso de Cada Dia: Processos Produtivos no Brasil. É muito útil ver a economia pelo lado concreto, a chamada economia real, envolvendo indústria, infraestruturas, bancos, saúde e semelhantes. Nem tudo é finanças e ajustes: tem gente que trabalha. Como sempre com os meus livros, disponível online, Link: http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/Pao%20nosso%20web.pdf Quem quiser o livro no papel pode entrar em contato com a Editora no fone (11)5571.4299, falar com Ailton.


2) O Papa Francisco está retomando uma visão cristã que já parecia esquecida. Volta-se aos problemas da humanidade existente, sem se refugiar na vida futura a pretexto de espiritualidade. Os problemas centrais são colocados de maneira serena mas direta e clara. Este texto, sejamos católicos ou não, crentes ou não, constitui uma poderosa ferramenta para todos nós, e precisamos conhecê-lo. Vejam o texto completo, Laudato Si (Louvado Seja) em http://dowbor.org/2015/07/enciclica-laudato-si-mensagem-do-papa-ao-mundo-sobre-os-desafios-ambientais-e-sociais-da-humanidade-agosto-2015-88p.html/


3) Queria recomendar um livro de excepcional qualidade de Nicholas Shaxson, sobre os paraísos fiscais, Treasure Islands: uncovering the damage of offshore banking and tax havens - qualificado de “an utterly superb book” por Jeffrey Sachs. Com esta análise do Shaxson, os dados do TJN e do GFI, estudos como os de François Morin da Banque de France, e as pesquisas sobre a Rede Mundial de Controle Corporativo, gradualmente estamos passando a entender como funciona a arquitetura financeira mundial, e como se deforma todo o sistema de relações internacionais. http://dowbor.org/category/dicas-de-leitura/


4) Texto de excepcional importância é Por um Brasil Justo e Democrático, trabalho que envolveu seis instituições e dezenas de pesquisadores, uma resposta aos absurdos do chamado ajuste fiscal, e mais importante ainda, uma visão de conjunto dos nossos rumos em termos de desenvolvimento econômico. Uma leitura necessária, com resumos executivos para as duas partes que compõem o documento. http://dowbor.org/2015/10/15031.html/


5) As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. http://dowbor.org/2015/06/claire-provost-e-matt-kennard-the-obscure-legal-system-that-lets-corporations-sue-countries-the-guardian-june-2015-5p.html/


6) E só para animar, não deixem de assistir Que hora ela volta?, excelente paródia dos preconceitos das nossas elites, restaura o bom humor até dos mais pessimistas.

Abraço, Ladislau







(118) Ladislau Dowbor
20 - 08 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau ago/2015

Caros, enquanto manifestamos e contra manifestamos, vemos com espanto o país recuando de maneira dramática para a consolidação da corrupção política com os deputados, eleitos com dinheiro das corporações, aprovando a manutenção do sistema. Com isto, em vez de precisar comprar votos a cada sessão, o que é considerado corrupção, as corporações passam a comprar os legisladores por atacado, por quatro anos. Se não houver mobilização efetiva na base da população, vamos regredindo para a barbárie. Mas vamos às novidades:

1) Saiu pela Fundação Perseu Abramo o meu livro O Pão Nosso de Cada Dia: processos produtivos no Brasil. É muito útil ver a economia pelo lado concreto, a chamada economia real, envolvendo indústria, infraestruturas, bancos, saúde e semelhantes. Nem tudo é finanças e ajustes: tem gente que trabalha. Pequeno prefácio de Ignacy Sachs, com quem tenho trabalhado muito o conceito de economia mista. Somos complexos demais na economia moderna, para apenas pensar em mercado ou Estado. Como sempre com os meus livros, disponível online, e o livro pode ser pedido diretamente na editora para quem gosta de papel. Link: http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/Pao%20nosso%20web.pdf

2) Saiu uma ampla entrevista minha com a Maria Inês Nassif, reproduzida nas mais variadas mídias. O Brasil andou muito nas últimas duas décadas. Obteve um avanço social histórico desde o governo Lula, mas entrou no “ciclo travado”, a partir do qual sobram apenas duas alternativas: ou a coragem para fazer reformas estruturais, eternamente adiadas, ou o recuo. É minha análise da conjuntura. Link: http://dowbor.org/2015/08/ladislau-dowbor-ausencia-de-reformas-bloqueou-lulismo-agosto-2015-8p.html/

3) Vejam pequena resenha de um excelente livro sobre o sistema financeiro em geral, área que por desgraça achamos que não podemos entender. Mas os que controlam as finanças nos entendem bem, e aproveitam. O aporte de Ellen Brown é diferente do de Thomas Piketty: ela destrincha o funcionamento concreto dos bancos, de como se organiza no dia a dia esta apropriação de riqueza por quem não produz. Muitos exemplos internacionais de como pode funcionar. A orientação dela é clara: o setor público tem de recuperar o controle da emissão desses “direitos”, e assegurar que o financiamento sirva a financiar o desenvolvimento. Link: http://dowbor.org/2015/08/ellen-brown-the-public-bank-solution-from-austerity-to-prosperity-third-millenium-press-baton-rouge-2013-471p-isbn-978-0-9833308-6-8.html/

4) Joseph Stiglitz é cada vez mais impressionante. E já foi economista do sistema. Em uma página, explicita os principais argumentos sobre a deformação radical dos sistemas financeiros no mundo. Leitura básica e curtinha. http://dowbor.org/category/pilulas-informativas/


5) Na linha das leituras curtas, finalmente um sólida tomada de posição do Economist, que sempre foi tão conservador no tema, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que trava a inovação no planeta (questão que já estudei no artigo Da Propriedade Intelectual à Economia do Conhecimento http://dowbor.org/2009/11/da-propriedade-intelectual-a-economia-do-conhecimento-outubro.html/), disponível no meu site. O artigo do Economist foi publicado também pela Folha. Link: http://dowbor.org/category/artigos-recebidos/


6) Um grande documentário foi apresentado na TVEscola, Chomsky&Cia, fantástica análise da indústria da opinião pública no mundo. No youtube com legendas. http://dowbor.org/2015/07/chomsky-cia-filme-sobre-como-se-fabrica-o-consenso-pela-midia-e-outras-ferramentas-151h.html/


Abraço, Ladislau

(117) Ladislau
10 - 06 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau jun/2015

Caros amigos,
Meio abismado, como todos nós, com a ofensiva troglodita que numa aliança da grande mídia comercial, de segmentos do judiciário e de um congresso eleito por dinheiro das corporações, nos empurra para o passado com a lei da terceirização, redução da idade penal, financiamento corporativo das campanhas como princípio constitucional (todo o poder vem do povo, diz o primeiro artigo da nossa Constituição) e semelhantes. Um trágico retrocesso com esta contraofensiva da direita. Somos uma democracia, mas nem os donos da mídia nem os juízes foram eleitos, e o Congresso foi eleito por empresários que ninguém elegeu. É a própria democracia que tem de começar a ser resgatada e protegida. Anos de avanços ameaçados. Bem, vamos às leituras sugeridas deste mês.

1) No mês passado mencionei The Next System , < http://dowbor.org/2015/03/14529.html/> proposto por Gar Alperovitz, Jeffrey Sachs, Gus Speth e numerosos economistas de primeira linha nos Estados Unidos. Agora aparece uma tomada de posição e análise de outro amplo grupo de economistas e pesquisadores que com a coordenação de Joseph Stiglitz apresentam uma nova agenda para o país, rejeitando “os velhos modelos econômicos” e propõem uma nova articulação da busca da igualdade e da eficiência econômica, que consideram “complementares e não opostas”. Rewriting the Rules of the American Economy: an Agenda for Growth and Shared Prosperity, < http://dowbor.org/?s=Rewriting+the+Rules+of > é uma proposta de crescimento dinamizado pela “propsperidade compartilhada.” São dezenas de propostas práticas centradas em dois eixos, a regulação dos sistemas dominantes, em particular do mundo financeiro, e o reforço do andar de baixo. São visões de um país repensando os seus rumos, e vale a pena acompanharmos. Leituras básicas.
2) Voltando ao assunto da Economia da Família < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65642015000100015&script=sci_arttext&tlng=pt#fn1 >, agora publicado pela USP: A família pode ser vista como unidade de reprodução econômica: pais sustentam filhos e idosos, e serão por sua vez sustentados. Hoje, com a desarticulação da família - nos EUA apenas 26% dos domicílios tem pais e filhos -, a fragilização do Estado e a privatização dos serviços sociais, é o próprio processo de redistribuição do excedente social entre gerações que se vê prejudicado. A dinâmica econômica ajuda a entender os impactos muito mais amplos, como a tensão entre gerações, a redução da sociabilidade e o sentimento crescente de angústia que se generaliza.
3) O conhecimento como bem comum: organizado por Elinor Ostrom e Charlotte Hess, o Understanding Knowledge as a Commons é uma coletânea de qualidade impressionante sobre como a economia do conhecimento está nos levando a novas lógicas de organização social, de conceito de universidade (inclusive a mudança do conceito de biblioteca universitária), e na realidade do conjunto de relações de produção de uma era em que o principal motor da economia é um fator de produção cujo consumo não reduz o estoque, pelo contrário o multiplica. A economia do futuro está sendo delineada nestes rumos. Veja em Dicas de Leitura: http://dowbor.org/2015/05/elinor-ostrom-e-charlotte-hess-understanding-knowledge-as-a-commons-entendendo-o-conhecimento-como-um-bem-comum-cambridge-mit-press-cambridge-2007.html/

4) O mundo estranho mundo das favelas: Renato Meirelles e Celso Athayde apresentam, no Um país chamado favela: a maior pesquisa já feita sobre a favela brasileira, visões que saem fora dos estigmas e do folclore. Já era mais do que tempo de termos uma análise sistemática, econômica, social, cultural, de dentro da própria favela, sem a simplicidade do pesquisador de prancheta. Os autores apresentam de forma aberta no datafavela.com.br uma a visão integral, facilitando inclusive a apropriação do conhecimento pelas próprias comunidades, como um espelho para elas. Ótima leitura, vejam em Dicas de Leitura http://dowbor.org/2015/06/renato-meirelles-e-celso-athayde-um-pais-chamado-favela-a-maior-pesquisa-ja-feita-sobre-a-favela-brasileira-editora-gente-sao-paulo-2014.html/

5) O meu estudo sobre o sistema financeiro agora está disponível na revista Estudos Avançados da USP, e disponível online, o que facilita a divulgação e citação acadêmica. Neste último mês o artigo tem sido discutido com DIEESE, o sindicato dos Bancários, o CONTRAF e numerosas outras instituições, além de já estar circulando na versão inglesa nos EUA (Ethical Markets). Veja o link em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142015000100263&lng=pt&nrm=iso

6) Para não esquecer um pouco de bálsamo para a alma, veja no cinema A menina nos campos de arroz (algo assim o título), o cotidiano de uma vila rural no sul da China, imensamente poético, paisagens deslumbrantes, um mundo diferente que esquecemos e que constitui o cotidiano de um terço da humanidade. Vale a pena.
Abraço, Ladislau


(116) Gildazio Vicente
28 - 05 - 2015
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Passei pra deixar meu recado...

É impressionante um povo que vai às ruas reclamar R$ 0,20 porquê aumentou a passagem de ônibus público, digo público. E não tem coragem de ir às ruas ao ver ser desviados bilhões da Petrobras, dentre outros órgãos e empresas estatais. É um absurso inconcebível.Falta educação neste país...

(115) Ladislau
30 - 04 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau abr/2015
Caros,

Continuam ataques virulentos que desafiam o bom senso. Ninguém é a favor da corrupção, mas é caso de polícia, e não de novela. Eu ajudei a criar aqui o Transparência Brasil, ensino como funciona a corrupção desde 1981, e a sua “descoberta” agora me deixa pasmo: combater a corrupção é básico, usá-la como alavanca política é oportunismo, ainda mais quando vemos quem de repente se tornou porta-voz da honestidade. No combate aos desvios, o que está sendo desviado é a própria justiça. Dito isto, pois me pesa no coração, vamos às novidades:



1) Jeremy Rifkin publicou um livro extremamente interessante, The zero marginal cost society, sobre a “internet das coisas”, basicamente analisando as transformações profundas nos mecanismos econômicos e na sociedade em geral quando grande parte das coisas, e em particular o conhecimento, passam a poder ser disseminadas na sociedade praticamente sem custos. Vale muito a pena. Vejam a minha resenha em http://bit.ly/1bGkSGq



2) Outra excelente leitura é Governing the Commons de Elinor Ostrom. Recebeu o prêmio Nobel de economia (sempre lembrando que não é pago do fundo Nobel, é um prêmio do Banco da Suécia), surpreendentemente atribuído a uma mulher (pela primeira vez) e a uma pesquisadora que merece. Entendemos como funciona a economia que rege produtos como carros e sapatos, mas os bens comuns, como água, a vida nos mares, as praias e tantos bens que herdamos da natureza, funcionam segundo leis diferentes. Esta dimensão da economia tem de fazer parte da nossa cultura geral. Resenha em http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Ha-riquezas-que-sao-de-todos-os-bens-comuns-/7/33350



3) De tanto que nos ensinam como o ser humano é sapiens, ou até homo sapiens sapiens, esquecendo de nos explicar porque se comporta como bárbaro, decidi investir numa outra perspectiva de análise, o homo ignorans. Gostaria que vissem este artigo curto, que foi publicado em muitos lugares, e é bem humorado, pois os comportamentos patéticos dos nossos semelhantes tendem a ser, justamente, patéticos. E com pouquíssima influência de belos diplomas ou de grandes fortunas. Vejam em http://dowbor.org/2015/03/ladislau-dowbor-o-familiar-homo-ignorans-marco-2015-3p.html/

4) Para onde vai a economia? Amir Khair, João Sicsú, Ladislau Dowbor, Leda Paulani e Paul Singer analisam o atual cenário econômico e apontam alternativas para que o Brasil possa contornar o quadro recessivo mantendo os níveis de emprego e renda. É uma boa conversa, recolhida pela revista Fórum, por Igor Carvalho e Glauco Faria. Vejam em http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/para-onde-vai-a-economia/



5) The Next System: Um manifesto muito importante de Gar Alperovitz, Gus Speth e outras figuras da maior importância na construção de uma nova visão de mundo, mais justa e sustentável, soa como uma chamada para articularmos as nossas visões. Está em inglês, vale a pena alguém traduzir. É hoje bastante óbvio que a nossa sociedade precisa de novos rumos, e não apenas de um ajuste. Não é que a máquina econômica e social esteja funcionando mal, com o motor do PIB tossindo: trata-se de redefinir para onde estamos indo. É centrado no caso americano, mas trata-se de todos nós. Milhares estão assinando apoio, são 21 páginas de bom senso. http://dowbor.org/2015/03/14529.html/ - link original em www.thenextsystem.org



6) Não deixem de assistir O Sal da Terra, casamento impressionante de um gênio em preto e branco e imagens paradas, Sebastião Salgado, e de outro gênio em cores e movimento, Wim Wenders (o de Paris, Texas). Resultou uma obra de força poética e de mensagem humanista como raramente encontramos. Não percam. E para os tantos desolados com o falecimento de Galeano, revejam esta mensagem que é das mais belas que se gravou sobre os nossos sonhos de uma mundo melhor: El derecho al delirio: http://dowbor.org/2013/02/11013.html/

abraço, Ladislau


(114) ladislau
02 - 03 - 2015
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Dicas e sugestões de leitura - mar/15

Caros amigos, enquanto a direita afia as espadas, e a mídia comercial espalha um mar de ódio quando deveria trazer análise e transparência, aqui seguimos teimosamente tentando explicitar mecanismos. O alvo aqui não é o fígado, é a cabeça. E não é fácil. Com o bom humor que nos protege da depressão, sugiro as leituras seguintes:

1) Está circulando muito mesmo o meu texto “O sistema financeiro trava a economia brasileira”, que realmente coloca o dedo no mecanismo central de emperramento. Tem pouco a ver com ajuste fiscal, e muito a ver com ajuste financeiro. Como muita gente se acha impermeável à compreensão dos mecanismos financeiros, fiz um resumo de 2 páginas que ajuda muito a entender, e pode servir de tira-gosto para quem possa se interessar pelo artigo completo de 13 p. Link do resumo: http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-resumo-do-artigo-o-sistema-financeiro-trava-a-economia-do-pais-fev-2015-2p.html/ Circula muito também em inglês, publicado pelo Ethical Markets nos EUA: link para o texto em inglês http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-how-the-financial-system-drains-the-brazilian-economy-overview-fev-2015-1p.html/ e também http://www.ethicalmarkets.com/2015/02/13/the-current-financial-system-jams-brazils-economic-development/
2) Saiu o livro sobre “Participação Social e Democracia”, que traz autores de primeira linha sobre a governança no Brasil. O denominador comum desta coletânea, é que se não houver mecanismos organizados e eficientes de participação das populações que sofrem os impactos finais do processo decisório, continuarão os desmandos. São mais de 20 artigos de atores políticos e pesquisadores, um excelente instrumento de trabalho. – Organizado por Joaquim Palhares, publicado por editora@fpabramo.org.br ; veja o livro no blog http://dowbor.org sob “Livros em Colaboração”. Francamente, o nosso problema não é de falta de recursos , e sim de falta de democracia e transparência no seu uso.
3) Carta Maior publicou um curto artigo meu sobre “A praga da violência coletiva”, uma tentativa de entender como seres humanos normais podem se transformar em bestas quando agem em grupos, inclusive se sentindo justificados no ódio que praticam e espalham. http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-a-praga-da-violencia-coletiva-fevereiro-201-2p.html/
4) E temos alguns filmes fundamentais: o Leviatã não é um anti-Putin como a imprensa apresenta, mas uma genial penetração nos mecanismos do poder e da opressão, que combinam ganância econômica, máquina burocrática e ideologias pacificadoras. Imagens arrebatadoras do norte da Rússia. O filme sobre Alan Turing, o Jogo da Imitação, também é imperdível, tanto pela compreensão de como nasce a computação, como por mostrar o papel da inteligência na vitória dos aliados na II Guerra Mundial e em particular pelo desfecho, que levou a Rainha da Inglaterra ao perdão em 2013, com 60 anos de atraso. E vejam Timbuktu, um tratamento de grande inteligência sobre a burrice da força e opressão, além de imagens lindíssimas do sul do Saára, onde fiz uns trabalhos ainda nos anos 1990. Os fanáticos religiosos não são tratados com ódio, mais bem ridicularizados. O humor é uma arma poderosa.


(113) Ladislau
22 - 01 - 2015
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Dicas e sugestões de leitura - jan/15

Caros,


Aos trancos e barrancos estamos entrando no ano 2015, ano de grandes momentos, em torno do que vem depois dos objetivos do milênio (Nova Iorque), do aquecimento global (Paris), do financiamento do desenvolvimento sustentável (Addis Abeba) e outros. A tal da “catástrofe em câmara lenta” continua catastrófica, só que em câmara cada vez menos lenta. A Unep lembra em relatório de 2015 que há cerca de 300 trilhões de dólares (o Pib mundial é de 70 trilhões) rodando no sistema financeiro (sem contar derivativos) e que poderiam financiar o descalabro social de grande parte do planeta e a reconversão tecnológica necessária para reduzir os impactos ambientais (www.unep.org).


Na linha dos textos no nosso blog, o problema real não é de falta de recursos, e sim da geração de um sistema de governança que permita o seu uso na economia real. Estamos disponibilizando alguns textos novos, lembrando sempre que o blog dowbor.org é essencialmente uma biblioteca científica, disponibilizando textos relevantes e não necessariamente recentes.


1) Está agora disponível online na íntegra o livro Educação para a Sustentabilidade, (http://dowbor.org/livros-em-colaboracao/) organizado por Janette Brunstein, Arilda Godoy e Hélio Silva. Os organizadores montaram uma coletânea sobre uma temática importante tanto para a academia como para gestores em geral: já não é possível formar administradores sem que compreendam a dimensão dos desafios ambientais. A simples busca da eficiência a curto prazo, que tanto prevaleceu nos currículos dos futuros gestores, está nos levando a desastres planetários. Trata-se aqui de 17 textos, com autores de primeira linha, sobre como redimensionar a educação para a sustentabilidade. O capítulo de Dowbor encerra o livro. (http://dowbor.org/2012/05/8972.html/)


2) Saiu também a coletânea organizada por Ignacy Sachs e François Mancebo, Transitions to Sustainability, com textos elaborados a partir dos encontros científicos da universidade de Reims, França. A ideia geral é sistematizar propostas para um mudança de rumos nas formas de gestão econômica e social, visando a sustentabilidade. Os três eixos principais do livro se referem ao resgate do planejamento (back to planning), à necessidade de um novo contrato social, e às formas correspondentes de governança. O capítulo de Dowbor é Economic Democracy: meeting management challenges in Brazil. A Springer infelizmente ainda trabalha com condições estritas de copyright. O livro está disponível no Amazon, na versão impressa e em eBook. (www.springer.com)


3) A Garamond lançou o livro Desenvolvimento, inovação e sustentabilidade: contribuições de Ignacy Sachs. Trata-se de uma coletânea com visão prospectiva e propositiva, reunindo autores como Cristovam Buarque, Luciano Coutinho, Jorge Wilheim e outros, além de um prefácio de Enrique Iglesias. Pela qualidade das contribuições e a visão prática de construção de alternativas, trata-se de uma iniciativa muito feliz. O capítulo Crises e oportunidades em tempos de mudança, que oferece uma visão ampla dos desafios e das propostas que estão na mesa, é de autoria conjunta do próprio Ignacy Sachs, de Carlos Lopes e de Ladislau Dowbor. Link do capítulo http://dowbor.org/2013/05/crises-e-oportunidades-em-tempos-de-mudanca-jan-2.html/


4) My essay Economic Democracy has been published by Lambert Academic Publishing, 2014. The general idea is that limiting democracy to its political expression is becoming less realistic, rendering us even more skeptical. For politics once again to make sense, we have to evolve to a more democratic concept of the economy itself. This essay presents in a simple way the various theories about economic alternatives in international literature and shows that there is a new outlook under construction. The book can also be purchased through Amazon or other, as Economic Democracy: a Brazilian Perspective – LAP Lambert Academic Publishing, Saarbrücken, 2014 – ISBN 978-3-659-62819-1- Online manuscript: link to download: http://dowbor.org/09economicdemocracykd.doc


5) Em Artigos Recebidos, veja o importante artigo de Amartya Sen sobre as vantagens da saúde pública universal. O prêmio Nobel mostra que o acesso não só apresenta maior eficiência com menores custos, como melhora a produtividade econômica. Saúde não é "gasto", é investimento nas pessoas, além de uma finalidade em si em termos de qualidade de vida. O artigo merece ser traduzido e difundido, inclusive pela visibilidade mundial do autor. Aqui em inglês, 5 páginas, janeiro de 2015 - http://dowbor.org/2015/01/amartya-sen-universal-healthcare-the-affordable-dream-janeiro-2015-5p.html/

Abraço, Ladislau









(112) Ladislau Dowbor
05 - 12 - 2014
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Notícias Ladislau - dezembro - 2014

Caros,

Tenho profunda esperança que o ambiente natalino reduza um pouco as tensões herdadas da campanha eleitoral. Bom descanso para todos, e como é função de todo professor, recomendações de leitura:

1) Tenho a pretensão de achar onde está o principal mecanismo de travamento da nossa economia, bastando para isto inverter o sentido que nos recomenda a mídia comercial. O artigo tem 10 páginas, e posso dizer que a conta fecha, ficou redondo. Você tem a opção de pegar o artigo online no meu site, no link http://dowbor.org/category/artigos/, e também de comprar nas bancas o Le Monde Diplomatique deste mês, e vai encontrar o artigo com o título O sistema financeiro trava a economia do país. Já recomendei este artigo no mês passado, mas fiz algumas atualizações, e acho que é muito importante entendermos isto. Francamente, estamos sofrendo um imenso calote, e a mídia nos explica que é para o bem da economia, ou seja, de todos nós. Mais que um artigo, é uma comprovação da dimensão dos desvios. Já foi publicado em Outras Palavras e Carta Maior, e está circulando muito. Link no meu site: http://dowbor.org/2014/09/ladislau-dowbor-o-sistema-financeiro-atual-trava-o-desenvolvimento-economico-do-pais-setembro-2014-11p.html Site do Le Monde Diplomatique Brasil: http://www.diplomatique.org.br/edicao_mes.php
2) Na mesma linha, gravei para a TV Rede Vida uma entrevista de 20 minutos explicitando estes mesmos mecanismos utilizados pelos crediários, bancos e taxa Selic. Ficou bastante didático, para quem se cansa ao ler tabelas. E 20 minutos, francamente, vocês ficam no lucro. http://dowbor.org/category/videos-online/
3) Belíssima leitura de férias, o terceiro volume de Getúlio do Lira Neto (Cia. das Letras) que pega a fase 1945 até o suicídio em 1954. O paralelo com o que temos vivido é muito interessante: “...levou Carlos Lacerda a cunhar a expressão “mar de lama” para definir o fenômeno. Segundo os oposicionistas, a corrupção se tornara endêmica no país. As denúncias envolviam irregularidades na concessão das loterias federais a compras de locomotivas para a Central do Brasil sem licitação. Um caso sucedia o outro, em um encadeamento permanente de revelações comprometedoras... etc.”(258) “Roberto Marinho já pusera os microfones da Rádio Globo à disposição de Carlos Lacerda, ampliando o alcance das denúncias da Tribuna da Imprensa. Chatô passava a fazer o mesmo com as câmeras da Tupi...” (247) Enfim, temos sólidas tradições de sacanagem. O livro é um colírio mental.
4) O novo filme de Silvio Tendler ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Assim é Privatizações: a Distopia do Capital. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro. Vejam em: http://dowbor.org/2014/11/privatizacoes-a-distopia-do-capital-2014-nov-2014-56min.html/

5) Uma pérola o último artigo de Celso Furtando, publicado em novembro de 2004, já apontando o custo que as elites cobram para tolerar políticas sociais. E os juros no centro do processo: “Não havia como escapar a essa dura realidade: o sistema econômico só funcionava de forma regular quando a remuneração do capital atingia determinados níveis. Essa constatação nos permite entender outro ponto intrigante da dinâmica da economia brasileira: suas extravagantes taxas de juros.” Link do curto artigo: http://www.centrocelsofurtado.org.br/arquivos/image/201411191728100.Dossier%20CF%2020%20nov%202014%20ArtigoJBNovembro2004.pdf

Um grande abraço, boas festas, muita farra, e seja o que Deus quiser. Deus, não os bancos.

Ladislau


(111) Ladislau Dowbor
29 - 10 - 2014
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Notícias Ladislau - outubro - 2014

Caros, passou o tsunami das eleições. Houve muito ódio acumulado, em particular por parte de uma mídia que desempenhou um papel vergonhoso. Mas o que temos pela frente é o avanço nas mudanças. No lugar do ódio, vamos colocar propostas. As necessidades estão escancaradas: a reforma política, base sistêmica inclusive do enfrentamento da corrupção, mas sobre tudo da fragilidade administrativa da máquina pública e da deformação de setores corporativos privados. A reforma tributária, pois não é possível um país tão desigual ter uma política fiscal regressiva. A reforma financeira, tornando os nossos recursos disponíveis para financiar as transformações necessárias, em vez de alimentar a ciranda do dinheiro. Enfim, já que todos falaram em mudança, vamos fazê-las.

1) Fiz um artigo curto para explicitar o “nó” que trava a nossa economia, e que reside no sistema de intermediação financeira. Na linha do livrinho “Os Estranhos Caminhos do nosso Dinheiro”, que está circulando muito, fiz um artigo resumido mostrando os 3 principais entraves, na demanda, no investimento e na dívida pública, tipo Triângulo das Bermudas do sistema. Está no blog e foi publicado em Outras Palavras, deve sair no Carta Maior. (Le, coloca aqui os links, é o mesmo texto com títulos diferentes, tem de deixar claro para leitor) http://outraspalavras.net/brasil/bancos-o-peso-morto-da-economia-brasileira/ No site o artigo está com o título: O sistema financeiro trava o desenvolvimento econômico do país. http://dowbor.org/2014/09/ladislau-dowbor-o-sistema-financeiro-atual-trava-o-desenvolvimento-economico-do-pais-setembro-2014-11p.html/

2) Saiu publicada uma excelente coletânea organizada por Silvio Caccia Bava, do Le Monde Diplomatique Brasil (Le, coloca o link do site deles), Thomas Piketty e o Segredo dos Ricos, Editora Veneta. O desafio da desigualdade está na ordem do dia, e tornou-se vital entender como se aprofunda, e como inverter a dinâmica. Autores internacionais de primeira linha, inclusive o próprio Piketty. Veja o link no Diplo em http://www.diplomatique.org.br/acervo.php?id=3077&tipo=acervo e no meu blog em http://dowbor.org/2014/06/ladislau-dowbor-pikettismos-a-desigualdade-na-mira-junho-2014-3p.html/
3) Lançamos também uma coletânea sobre A Internacional do Capital Financeiro, organizada por Joaquim Palhares, do Carta Maior, textos curtos sobre como Belluzzo, Pochmann, Tarso Genro e outros veem o desafio da internacionalização do capital financeiro. Eu continuo convencido que temos aqui a principal deformação sistêmica do capitalismo, e enquanto Piketty pega a dimensão internacional e dos países ricos, a presente coletânea faz a análise partindo da visão brasileira. O meu capítulo está disponível no blog em http://dowbor.org/2014/06/ladislau-dowbor-pikettismos-a-desigualdade-na-mira-junho-2014-3p.html/
4) Lançamos também o livro Educação para a Sustentabilidade, organizado por Janette Brunstein e outros, analisando em particular como inserir os desafios da sustentabilidade nos cursos de administração. Não dá mais para formar administradores que estudam a performance econômica e esquecem os desafios dos impactos sociais e ambientais. Veja em http://dowbor.org/livros-em-colaboracao/ O meu capítulo, Entendendo a Rio+20, encerra a coletânea, e apresenta o leque de leituras básicas sobre a sustentabilidade. http://dowbor.org/2012/05/8972.html/
5) Enfim, ainda em Livros em Colaboração no meu blog, vejam a nota sobre o livro lançado por Márcia Moussallem, Terceiro Setor: um ator estratégico, Editora Plêiade, sobre um tema tão importante para todos nós. Os avanços não se darão sem forte participação da sociedade civil organizada. Eu apenas contribuí com uma nota na contracapa, mas acho o livro muito importante. http://dowbor.org/livros-em-colaboracao/

Quisera trazer uma visão geral que me é cara: perseguir corruptos é necessário, mas fazer disto uma guerra santa, sem entender o sistema que os gera e os protege, é uma atitude míope. Como já disse em um artigo, o sistema permanece, e agradece. Na nossa área, dos que tentam analisar os processos, não podemos nos dar ao luxo do ódio: temos de trazer soluções. Os textos que trazemos buscam todos esta dinâmica. Candidatos a corruptos, a ditadores, a aproveitadores de toda espécie, inclusive corruptos que navegam na denúncia como plataforma política, existirão sempre. Temos de fazer a lição de casa com a cabeça, não com o fígado. Vamos investir nas reformas, na mudança.
Nota: para recomendações de leitura dos meses passados, veja o Mural http://dowbor.org/mural/

Abraço, Ladislau


(110) Ladislau Dowbor
24 - 09 - 2014
email


Notícias Ladislau - setembro - 2014

Caros e caras,

Aí vão algumas coisas para ler ou para ver, que me passaram pelas mãos e pelos olhos no último mês. Como sempre, você pode ver no mural do meu blog as recomendações dos últimos meses. De certa maneira, vai-se constituindo assim uma biblioteca seletiva, com acesso direto online dos estudos completos. Mais do que tentar ler tantas coisas que aparecem, vale a pena gastar um tempo selecionando o que vale a pena. Abaixo, e no acúmulo do mês passado, dicas do que ficou na minha peneira.

1) Saiu um livro de discussão sobre o estudo de Thomas Piketty, O Capital no Século XXI, que está gerando uma comoção planetária ao escancarar os mecanismos da desigualdade. Não é modismo, é um aporte teórico fundamental, e a presente coletânea avalia os diversos impactos teóricos e práticos. Com contribuições curtas e diretas do próprio Piketty, além de Dowbor, Vergopoulos, Kempf, Panier, Gondim e Lettieri, Belluzzo, Geuens, Russell Jacoby, Daie e Pinheiro Guimarães, este pequeno livro permite um giro no horizonte das implicações da imensa desigualdade planetária gerada. Ajuda na compreensão das dinâmicas, e na definição de propostas. Silvio Caccia Bava (org.) - Thomas Piketty e o segredo dos ricos - Le Monde Diplomatique, Ed. Veneta, São Paulo 2014, ISBN 978-85-63137-25-8, 142p. Contato para aquisição do livro, www.diplomatique.org.br ; para o capítulo de Ladislau Dowbor veja http://dowbor.org/2014/06/ladislau-dowbor-pikettismos-a-desigualdade-na-mira-junho-2014-3p.html/
2) Não podia deixar de me manifestar sobre a eleição presidencial, e tentei em duas páginas organizar os meus argumentos. Posso ser Corintiano, mas em política eu tento entender que forças melhor podem contribuir para o país. Busco assim valorizar o pouco de homo sapiens que aflora dentro de nós quando se trata de política. O texto está disponível em http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2014/09/voto-dilma.pdf e outros lugares.
3) No artigo O sistema financeiro atual trava o desenvolvimento econômico do país, tentei resumir, em texto de 10 páginas, como funciona o sistema de drenagem de recursos da área produtiva (investimento e consumo) para o controle de intermediários que pouco contribuem, mas drenam muito. Acho francamente que é essencial esta compreensão sair do limitado circuito de economistas, pois se trata dos nossos recursos. Fica claro, inclusive, como podemos ter um quase pleno emprego mas tão pouco PIB. É um tema ao qual tenho voltado, inclusive com o livrinho “Os Estranhos Caminhos do Nosso Dinheiro”, mas que reune aqui os argumentos para entender os entraves, não muito diferentes do que fazem os grupos comerciais quando se tornam atravessadores. http://dowbor.org/2014/09/ladislau-dowbor-o-sistema-financeiro-atual-trava-o-desenvolvimento-economico-do-pais-setembro-2014-11p.html/
4) No artigo/entrevista Porque o PIB é um indicador medíocre, para a revista Jus Econômico, tentei em conversa com Cátia Santana explicitar os argumentos em torno à medição dos nossos resultados econômicos e sociais. A Cátia fez um belo trabalho, e o resultado é uma síntese muito feliz, está circulando muito na internet em diversos meios, em particular Outras Palavras. O artigo é curto, cerca de 3 páginas, disponível em http://dowbor.org/2014/09/ladislau-dowbor-o-pib-e-um-indicador-mediocre-setembro-2014-6p.html/
5) Não há como escapar da discussão tão incompreendida do nosso sistema tributário. Só vemos idiotices do tipo do “impostômetro”, quando se trata de reorientar tanto a captação como a alocação dos recursos públicos. A deformação é profunda, e pesa no desenvolvimento do país. Recebi nesta área dois excelentes estudos muito recentes. O primeiro é da Oxfam, instituição de pesquisa internacional de primeira linha, que apresenta o artigo Justiça fiscal para reduzir a desigualdade na América Latina e o Caribe, cerca de 30 páginas de texto seguido de notas, ajuda muito a entender. O link é http://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/file_attachments/bp-lac-fiscal-justice-100914-pt.pdf?utm_source=oxf.am&utm_medium=DkN&utm_content=redirect O outro artigo trata especificamente da situação no Brasil, elaborado pelo INESC, com apoio da Oxfam, As implicações do sistema tributário brasileiro na desigualdade de renda. Link: http://www.inesc.org.br/biblioteca/textos/as-implicacoes-do-sistema-tributario-nas-desigualdades-de-renda/publicacao/
6) Finalmente, gostaria de recomendar muitíssimo uma joia de filme científico sobre como funcionam as articulações econômicas e políticas no mundo, The Four Horsmen, título claramente inspirado nos quatro cavaleiros da apocalipse, documentário de hora e meia, um dos melhores investimentos que você pode fazer no seu capital de compreensão de dinâmicas internacionais. Eles fizeram a lição de casa. O filme é de livre acesso no youtube com legendas. http://dowbor.org/category/videos-online/


Abraço, Ladislau




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