Mural de recados
(133)
(123) Ladislau
27 - 04 - 2016
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau abril/2016

Caros e caros,

Vamos nos afundando no caos político, que gerou o caos econômico, o que por sua vez cria aparências de legitimidade dos interesses de sempre. No conjunto, é luta pelo poder, por parte velhas e novas oligarquias. É surrealista este grupo de deputados, financiados por um sistema de compra de políticos (Lei de 1997 que autoriza o financiamento corporativo), destituírem o chefe do executivo eleito por 54 milhões de votos. Afinal, votamos para quê? As declarações patrióticas e de amor à família dos deputados, mais da metade dos quais atolados em processos, só podem nos deixar espantados com o grau de cinismo. Mas são os de sempre que estão voltando ao poder. E com sede.

Os revezes, na minha opinião, não mudam a nossa luta por um país menos desigual, por um direito de todos a uma vida digna, por uma economia decente e mais equilibrada, por uma democratização real e não do faz de conta. E vamos elevar o patamar, vamos ao que realmente interessa, que é um sistema tributário justo, uma mídia democrática, finanças públicas mas também privadas transparentes, um poder jurídico justo e não caolho. A briga é boa, não será nem a primeira nem a última. Nós é que dormimos no ponto, embalados no sucesso de termos a presidência trabalhando por nós, esquecendo de construir permanentemente a base política das transformações necessárias. Democracia real não vem de graça.

Leituras (e escritos) recentes:

1) George Monbiot - Neoliberalism: the ideology at the root of all our problems - The Guardian, 15 April 2016 - (cerca de 5 p., em inglês)

Uma das melhores análises que já li sobre como funciona o sistema que nos rege, e que criou o caos político e econômico a que estamos hoje submetidos. Esta compreensão sistêmica é muito importante, e o texto é muito elucidativo, sem complicações. Na análise do autor, "as últimas quatro décadas se caracterizaram não só pela transferência dos pobres para os ricos, mas dentro da esfera dos ricos: dos que ganham dinheiro produzindo novos bens ou serviços para os que ganham dinheiro controlando ativos existentes e colhendo renta, juros ou ganhos de capital. O ganho produtivo foi suplantado pelo ganho improdutivo." (Earned income has been supplanted by unearned income). Uma leitura que abre janelas sem complicar, aqui fragmentos do livro que está por sair. Vale a pena.

http://www.theguardian.com/books/2016/apr/15/neoliberalism-ideology-problem-george-monbiot


2) Larivière e outros – The oligopoly of academic publishers – Ótima pesquisa sobre como funciona o oligopólio das chamadas revistas indexadas, estas que nos permitem ter pontos, como acadêmicos: a deformação do sistema é claramente exposta. Os autores fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês.
http://dowbor.org/2016/02/the-oligopoly-of-academic-publishers-in-the-digital-era-vincent-lariviere-stefanie-haustein-philippe-mongeon-published-june-10-2015-15p.html/


3) Lais Fontenelle (Org.) – Criança e Consumo – São Paulo, Instituto Alana, 2016, 356p. – ISBN 978-85-99848-05-0 Em belíssima edição do Instituto Alana, uma coletânea sobre este mundo estranho que criamos para a criança, manipulada desde os primeiros meses para ser antes de tudo consumidora, objeto comercial de uma máquina de geração de lucros, e cada vez mais desorientada pelas pressões contraditórias. Artigos de Frei Betto, de Isabella Henriques, de Marcelo Sodré e muitos outros geram uma imagem extremamente rica do que é ser criança hoje. O capítulo de Ladislau Dowbor, Infância, Consumo e Sustentabilidade, retrata estas diversas dimensões.
http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2013/03/15-ALANA-Inf%C3%A2ncia-consumo-e-sustentabilidade.doc


4) L. Dowbor – Corporate Governance – 2016, em inglês, 18p. - We are slowly beginning to understand the complexity of the corporate system which nowadays, for better or for worse, rules the planet. On one hand, at the intrafirm level, gigantism leads to inextricable bureaucracies, generating a chaotic behavior and systemic risks. On the other hand, the same giants are providing for interfirm structures of systemic connectedness, quite similar to governments in the sense of internal control hierarchy and practice of direct political power. The result is an extremely complex bureaucratic architecture, both intra- and inter-corporate, feeding the “growing fear” mentioned above. Understanding this world of giant mushrooms is now vital, whether we like them or not. (versão em português: Governança Corporativa, veja dowbor.org).
http://dowbor.org/2016/03/ladislau-dowbor-corporate-governance-the-chaotic-power-of-financial-giants-march-2016-6p.html/


5) Como sabem, o blog http://dowbor.org traz textos meus e de numerosos outros pesquisadores, disponíveis online na íntegra, gratuitamente para uso não comercial. No caso dos artigos, quem prefere ler no papel pode simplesmente imprimir. No caso dos livros, como minha recente pesquisa sobre juros e o sistema financeiro, ou ainda O Pão Nosso de Cada Dia sobre os processos produtivos no Brasil, e futuramente outros livros, fiz um acordo com uma editora que disponibiliza os textos cobrando apenas o custo de impressão e de envio. Assim, por exemplo, a encomenda de 50 exemplares custará tipicamente 10 reais por exemplar, mais 2 reais por exemplar para envio. Isto visa permitir que grupos de pesquisa, associações, sindicatos, escolas ou organizadores de palestras possam disponibilizar a baixo custo um exemplar impresso para cada participante, o que torna os cursos ou palestras mais produtivos. Não é possível tantas pessoas desconhecerem como funciona a máquina econômica que nos esfola, mas que pode nos libertar. Contato: eticaeditora@gmail.com

6) Assistam à excelente entrevista com o sociólogo e presidente do IPEA Jessé de Souza, uma visão decente da crise atual, no programa Espaço Público da TV Brasil. (59 min.)

https://www.youtube.com/watch?v=C9X4wXEXt0U&feature=youtu.be


Lembramos que as dicas de leitura dos meses passados podem ser encontradas no Mural e resenhas diversas no Dicas de Leitura Dicas de Leitura














(122) ladislau
11 - 02 - 2016
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Dicas e Sugestão de Leitura - Blog do Ladislau fev/2016

Caros/as,
Ainda em clima carnavalesco na rua e surrealista no judiciário-midiático, há espaço para leituras interessantes.

1) Leitura essencial constitui o resumo de meia dúzia de paginas, da Oxfam, sobre a concentração de riqueza no planeta. Hoje 62 bilionários apenas detêm mais riqueza do que a metade mais pobre do planeta, agravamento impressionante do processo de concentração. Estas fortunas estão essencialmente aplicadas em produtos financeiros, que rendem entre 5 e 7% ao ano, enquanto a produção de bens e serviços no planeta avança na faixa de 2% ao ano. É a era da dominação do capital improdutivo. A financeirização e a desigualdade avançam a galope, sistema absolutamente insustentável. http://dowbor.org/2016/01/oxfam-brasil-uma-economia-para-o-1-janeiro-2016-12p.html/


2) Vejam a versão atualizada do meu artigo Governança Corporativa, sistematizei um conjunto de pesquisas internacionais sobre como funciona o mundo dos gigantes corporativos, em particular os 28 grupos financeiros classificados como “sistemicamente significativos”, ou seja, cuja atuação tem impactos planetários. Fiz um texto bem embasado, mas de simples leitura, e o tema é essencial: o planeta todo está discutindo como resgatar o controle do sistema. http://dowbor.org/category/artigos/


3) Constatei que muita gente ainda não viu o documentário A Corporação, filme que continua sendo uma ferramenta fundamental para entender como funciona o mundo atual. Uma grande equipe trabalhou anos documentando as transformações do universo que hoje nos rege. Em pouco mais de uma hora, você vai poder dar um salto de qualidade na sua compreensão de como funciona o capitalismo realmente existente. Mais do que ideologia – pois entrevistaram desde Friedman até Chomsky – é uma explicitação dos mecanismos. http://dowbor.org/category/bons-filmes/


4) Gostaria de resgatar um texto curto que fiz a pedido de Paulo Freire, prefácio para um dos seus últimos livros, À sombra desta mangueira. Como é que um economista, que tende a achar que o principal é controlar as finanças, faz um prefácio a quem mostra que a chave está na libertação cultural? Hoje, com a economia centrada em conhecimento, a força dos argumentos do Paulo fica ainda mais clara. e aparecem novas convergências. Reli o texto com saudade, vejam em http://dowbor.org/1995/01/prefacio-paulo-freire-a-sombra-desta-mangueira-2.html/

5) Quisera recomendar um livro, O discreto charme do intestino, livro genial da bióloga alemã Giuglia Enders, explicando como se dão as interações entre a nossa fauna intestinal e os nossos humores, perturbações fisiológicas ou nervosas e assim por diante. A autora fez a lição de casa, nada de receitas ou auto-ajuda, e sim pesquisa de ponta sobre como funciona a nossa atividade principal, que é de transformar energia consumida em energia do corpo. Para mim que leio mais economia, matéria tão longa e tortuosa como o processo digestivo, e frequentemente com resultados finais semelhantes, foi uma alegria de fim de ano.

6) E vejam o filme Chico, através de uma vida, reencontramos os nossos avanços e tropeços como sociedade, e isto acompanhado de boa música. Que mais podemos pedir?

Abraço, Ladislau






(121) Ladislau Dowbor
24 - 11 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau nov/2015


Caros,
Tempos cada vez mais preocupantes. As tensões surrealistas que vivemos no plano nacional, com um boicote cínico que desorganiza o país, potencializado por reações caóticas de desinformados de diversos tipos, alimentados por profissionais da desinformação, colocam em risco a própria democracia. E no plano internacional assistimos impotentes ao endividamento generalizado dos Estados, ao colapso das commodities, à explosão dos extremismos, à generalização de um sentimento de incompreensão e angústia. Não dá para não ver que estamos assistindo à progressiva erosão da capacidade de governo por toda parte. Enfrentamos problemas mundiais, mas os instrumentos de gestão política estão fragmentados em 195 governos, com lutas surdas pela hegemonia, enquanto vamos destruindo o planeta e aprofundando a já explosiva desigualdade.

1) L. Dowbor - O caótico poder dos gigantes financeiros – Nov. 2015, 16p. Estamos lentamente progredindo na compreensão da complexidade do sistema corporativo que, para o bem ou para o mal, hoje nos rege. Surgiram vários estudos que focam os 28 gigantes financeiros planetários, o topo da pirâmide do poder econômico e político mundial. Apresentamos neste artigo três eixos de pesquisa. O primeiro apresenta como estes gigantes se administram, sendo que na média cada um deles gere recursos superiores ao PIB de um país como o Brasil, 7ª potencia econômica mundial. O segundo aborda como estes grupos se articulam entre si, por meio de várias instituições permanentes de coordenação. O terceiro mostra como os fluxos financeiros se utilizam dos diversos tipos de paraísos fiscais e falhas de regulação para organizar/desorganizar os sistemas nacionais. O resultado é um poder que muito se assemelha ao dos grandes Estados, inclusive no seu comportamento caótico. http://dowbor.org/2015/11/ladislau-dowbor-o-caotico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html/

2) Crédit Suisse – Global Wealth Report 2015 - A última pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio constitui leitura muito importante, pois mostra os impactos concretos dos mecanismos de acumulação financeira analisados por Piketty e outros. Veja-se por exemplo a pirâmide da p. 24: no topo 34 milhões de adultos, 0,7% do total, pessoas com patrimônio de mais de 1 milhão de dólares, detêm 112,9 trilhões de dólares de patrimônio, 45,6% do total do patrimônio mundial pesquisado. Conclusão simples: 1% dos mais ricos são donos de metade de tudo o que o planeta produziu. Na base da pirâmide, os 71% dos adultos do planeta detêm ridículos 7,4 trilhões de dólares, 3,0% do total. Pobre gasta, rico faz aplicações financeiras, é uma bola de neve. Um novo pacto planetário se impõe. http://dowbor.org/2015/10/15065.html/

3) Entrevista de J. Stiglitz no Espaço Público – TV Brasil – Nov. 2015 vídeo + de 60 min. Uma entrevista de excepcional importância de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia e ex-economista chefe do governo Clinton, sobre a situação econômica atual nos Estados Unidos e no Brasil, focando em particular os problemas da desigualdade, e no caso brasileiro a situação surrealista dos juros. O vídeo completo está disponível na TV Brasil/Espaço Público. Raras vezes vi uma análise tão clara do caos econômico que enfrentamos, e das alternativas. http://dowbor.org/2015/11/xentrevista-com-stiglitz-na-tv-brasil-uma-visao-realista-sobre-a-crise-novembro-2015-1h.html/

4) L. Dowbor – Entrevista sobre o sistema financeiros – vídeo 4 min. Set. 2015 – Esta entrevista de 4 minutos ajuda a situar a problemática da intermediação financeira no Brasil, um tipo de rápida introdução para entender o fluxo financeiro integrado no país. O vídeo está disponível em http://dowbor.org/2015/09/ladislau-dowbor-expoe-estudos-recentes-sobre-a-crise-setembro-2015-4-min.html/

5) L. Dowbor – Resgatando o potencial financeiro do Brasil – Out. 2015,. 39 p. - A pesquis foi publicada agora em PDF pela Friedrich Ebert Stiftung (FES), edição muito cuidada e de melhor legibilidade, em particular de algumas tabelas. Trata-se a meu ver do principal entrave do país, vale a pena ler e divulgar, é o dinheiro de todos nós, e de cada um de nós. http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2015/10/15-FES-Resgatando-o-potencial-financeiro-do-pa%C3%ADs.pdf

6) O crédito deveria ajudar. Poder antecipar uma compra, financiar um empreendimento, pagar estudos universitários, tudo isto seria útil dentro de determinadas condições. Com taxas de juros extorsivas, multas, juro sobre juro, gerou-se uma massa de pessoas que trabalham para o lucro dos intermediários financeiros. É a indústria da dívida, aqui um artigo curto em português apresenta como funciona nos EUA. Para o Brasil, veja o nosso Resgatando o potencial do sistema financeiro.
http://dowbor.org/category/pilulas-informativas/


As recomendações dos meses anteriores estão disponíveis no mural, http://dowbor.org/mural/

Abraço, Ladislau









(120) Ladislau Dowbor
24 - 11 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau nov/2015


Caros,
Tempos cada vez mais preocupantes. As tensões surrealistas que vivemos no plano nacional, com um boicote cínico que desorganiza o país, potencializado por reações caóticas de desinformados de diversos tipos, alimentados por profissionais da desinformação, colocam em risco a própria democracia. E no plano internacional assistimos impotentes ao endividamento generalizado dos Estados, ao colapso das commodities, à explosão dos extremismos, à generalização de um sentimento de incompreensão e angústia. Não dá para não ver que estamos assistindo à progressiva erosão da capacidade de governo por toda parte. Enfrentamos problemas mundiais, mas os instrumentos de gestão política estão fragmentados em 195 governos, com lutas surdas pela hegemonia, enquanto vamos destruindo o planeta e aprofundando a já explosiva desigualdade.

1) L. Dowbor - O caótico poder dos gigantes financeiros – Nov. 2015, 16p. Estamos lentamente progredindo na compreensão da complexidade do sistema corporativo que, para o bem ou para o mal, hoje nos rege. Surgiram vários estudos que focam os 28 gigantes financeiros planetários, o topo da pirâmide do poder econômico e político mundial. Apresentamos neste artigo três eixos de pesquisa. O primeiro apresenta como estes gigantes se administram, sendo que na média cada um deles gere recursos superiores ao PIB de um país como o Brasil, 7ª potencia econômica mundial. O segundo aborda como estes grupos se articulam entre si, por meio de várias instituições permanentes de coordenação. O terceiro mostra como os fluxos financeiros se utilizam dos diversos tipos de paraísos fiscais e falhas de regulação para organizar/desorganizar os sistemas nacionais. O resultado é um poder que muito se assemelha ao dos grandes Estados, inclusive no seu comportamento caótico. http://dowbor.org/2015/11/ladislau-dowbor-o-caotico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html/

2) Crédit Suisse – Global Wealth Report 2015 - A última pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio constitui leitura muito importante, pois mostra os impactos concretos dos mecanismos de acumulação financeira analisados por Piketty e outros. Veja-se por exemplo a pirâmide da p. 24: no topo 34 milhões de adultos, 0,7% do total, pessoas com patrimônio de mais de 1 milhão de dólares, detêm 112,9 trilhões de dólares de patrimônio, 45,6% do total do patrimônio mundial pesquisado. Conclusão simples: 1% dos mais ricos são donos de metade de tudo o que o planeta produziu. Na base da pirâmide, os 71% dos adultos do planeta detêm ridículos 7,4 trilhões de dólares, 3,0% do total. Pobre gasta, rico faz aplicações financeiras, é uma bola de neve. Um novo pacto planetário se impõe. http://dowbor.org/2015/10/15065.html/

3) Entrevista de J. Stiglitz no Espaço Público – TV Brasil – Nov. 2015 vídeo + de 60 min. Uma entrevista de excepcional importância de Joseph Stiglitz, "Nobel" de economia e ex-economista chefe do governo Clinton, sobre a situação econômica atual nos Estados Unidos e no Brasil, focando em particular os problemas da desigualdade, e no caso brasileiro a situação surrealista dos juros. O vídeo completo está disponível na TV Brasil/Espaço Público. Raras vezes vi uma análise tão clara do caos econômico que enfrentamos, e das alternativas. http://dowbor.org/2015/11/xentrevista-com-stiglitz-na-tv-brasil-uma-visao-realista-sobre-a-crise-novembro-2015-1h.html/

4) L. Dowbor – Entrevista sobre o sistema financeiros – vídeo 4 min. Set. 2015 – Esta entrevista de 4 minutos ajuda a situar a problemática da intermediação financeira no Brasil, um tipo de rápida introdução para entender o fluxo financeiro integrado no país. O vídeo está disponível em http://dowbor.org/2015/09/ladislau-dowbor-expoe-estudos-recentes-sobre-a-crise-setembro-2015-4-min.html/

5) L. Dowbor – Resgatando o potencial financeiro do Brasil – Out. 2015,. 39 p. - A pesquis foi publicada agora em PDF pela Friedrich Ebert Stiftung (FES), edição muito cuidada e de melhor legibilidade, em particular de algumas tabelas. Trata-se a meu ver do principal entrave do país, vale a pena ler e divulgar, é o dinheiro de todos nós, e de cada um de nós. http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2015/10/15-FES-Resgatando-o-potencial-financeiro-do-pa%C3%ADs.pdf

6) O crédito deveria ajudar. Poder antecipar uma compra, financiar um empreendimento, pagar estudos universitários, tudo isto seria útil dentro de determinadas condições. Com taxas de juros extorsivas, multas, juro sobre juro, gerou-se uma massa de pessoas que trabalham para o lucro dos intermediários financeiros. É a indústria da dívida, aqui um artigo curto em português apresenta como funciona nos EUA. Para o Brasil, veja o nosso Resgatando o potencial do sistema financeiro.
http://dowbor.org/category/pilulas-informativas/


As recomendações dos meses anteriores estão disponíveis no mural, http://dowbor.org/mural/

Abraço, Ladislau









(119) Ladislau Dowbor
19 - 10 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau outubro/2015

Caros,

Vivemos tempos interessantes, com a possibilidade do impeachment de uma presidente eleita, sem nenhuma acusação formal, ser pedido por um cara com a ficha corrida do Eduardo Cunha, sob aplausos de representantes eleitos com o dinheiro de grandes corporações, sistema aliás já declarado inconstitucional pelo STF. Tudo em nome da democracia, com Partido Democrata, da Social Democracia e semelhantes. Mas vamos às recomendações.


1) Já temos a segunda impressão do livro O Pão Nosso de Cada Dia: Processos Produtivos no Brasil. É muito útil ver a economia pelo lado concreto, a chamada economia real, envolvendo indústria, infraestruturas, bancos, saúde e semelhantes. Nem tudo é finanças e ajustes: tem gente que trabalha. Como sempre com os meus livros, disponível online, Link: http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/Pao%20nosso%20web.pdf Quem quiser o livro no papel pode entrar em contato com a Editora no fone (11)5571.4299, falar com Ailton.


2) O Papa Francisco está retomando uma visão cristã que já parecia esquecida. Volta-se aos problemas da humanidade existente, sem se refugiar na vida futura a pretexto de espiritualidade. Os problemas centrais são colocados de maneira serena mas direta e clara. Este texto, sejamos católicos ou não, crentes ou não, constitui uma poderosa ferramenta para todos nós, e precisamos conhecê-lo. Vejam o texto completo, Laudato Si (Louvado Seja) em http://dowbor.org/2015/07/enciclica-laudato-si-mensagem-do-papa-ao-mundo-sobre-os-desafios-ambientais-e-sociais-da-humanidade-agosto-2015-88p.html/


3) Queria recomendar um livro de excepcional qualidade de Nicholas Shaxson, sobre os paraísos fiscais, Treasure Islands: uncovering the damage of offshore banking and tax havens - qualificado de “an utterly superb book” por Jeffrey Sachs. Com esta análise do Shaxson, os dados do TJN e do GFI, estudos como os de François Morin da Banque de France, e as pesquisas sobre a Rede Mundial de Controle Corporativo, gradualmente estamos passando a entender como funciona a arquitetura financeira mundial, e como se deforma todo o sistema de relações internacionais. http://dowbor.org/category/dicas-de-leitura/


4) Texto de excepcional importância é Por um Brasil Justo e Democrático, trabalho que envolveu seis instituições e dezenas de pesquisadores, uma resposta aos absurdos do chamado ajuste fiscal, e mais importante ainda, uma visão de conjunto dos nossos rumos em termos de desenvolvimento econômico. Uma leitura necessária, com resumos executivos para as duas partes que compõem o documento. http://dowbor.org/2015/10/15031.html/


5) As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. http://dowbor.org/2015/06/claire-provost-e-matt-kennard-the-obscure-legal-system-that-lets-corporations-sue-countries-the-guardian-june-2015-5p.html/


6) E só para animar, não deixem de assistir Que hora ela volta?, excelente paródia dos preconceitos das nossas elites, restaura o bom humor até dos mais pessimistas.

Abraço, Ladislau







(118) Ladislau Dowbor
20 - 08 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau ago/2015

Caros, enquanto manifestamos e contra manifestamos, vemos com espanto o país recuando de maneira dramática para a consolidação da corrupção política com os deputados, eleitos com dinheiro das corporações, aprovando a manutenção do sistema. Com isto, em vez de precisar comprar votos a cada sessão, o que é considerado corrupção, as corporações passam a comprar os legisladores por atacado, por quatro anos. Se não houver mobilização efetiva na base da população, vamos regredindo para a barbárie. Mas vamos às novidades:

1) Saiu pela Fundação Perseu Abramo o meu livro O Pão Nosso de Cada Dia: processos produtivos no Brasil. É muito útil ver a economia pelo lado concreto, a chamada economia real, envolvendo indústria, infraestruturas, bancos, saúde e semelhantes. Nem tudo é finanças e ajustes: tem gente que trabalha. Pequeno prefácio de Ignacy Sachs, com quem tenho trabalhado muito o conceito de economia mista. Somos complexos demais na economia moderna, para apenas pensar em mercado ou Estado. Como sempre com os meus livros, disponível online, e o livro pode ser pedido diretamente na editora para quem gosta de papel. Link: http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/Pao%20nosso%20web.pdf

2) Saiu uma ampla entrevista minha com a Maria Inês Nassif, reproduzida nas mais variadas mídias. O Brasil andou muito nas últimas duas décadas. Obteve um avanço social histórico desde o governo Lula, mas entrou no “ciclo travado”, a partir do qual sobram apenas duas alternativas: ou a coragem para fazer reformas estruturais, eternamente adiadas, ou o recuo. É minha análise da conjuntura. Link: http://dowbor.org/2015/08/ladislau-dowbor-ausencia-de-reformas-bloqueou-lulismo-agosto-2015-8p.html/

3) Vejam pequena resenha de um excelente livro sobre o sistema financeiro em geral, área que por desgraça achamos que não podemos entender. Mas os que controlam as finanças nos entendem bem, e aproveitam. O aporte de Ellen Brown é diferente do de Thomas Piketty: ela destrincha o funcionamento concreto dos bancos, de como se organiza no dia a dia esta apropriação de riqueza por quem não produz. Muitos exemplos internacionais de como pode funcionar. A orientação dela é clara: o setor público tem de recuperar o controle da emissão desses “direitos”, e assegurar que o financiamento sirva a financiar o desenvolvimento. Link: http://dowbor.org/2015/08/ellen-brown-the-public-bank-solution-from-austerity-to-prosperity-third-millenium-press-baton-rouge-2013-471p-isbn-978-0-9833308-6-8.html/

4) Joseph Stiglitz é cada vez mais impressionante. E já foi economista do sistema. Em uma página, explicita os principais argumentos sobre a deformação radical dos sistemas financeiros no mundo. Leitura básica e curtinha. http://dowbor.org/category/pilulas-informativas/


5) Na linha das leituras curtas, finalmente um sólida tomada de posição do Economist, que sempre foi tão conservador no tema, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que trava a inovação no planeta (questão que já estudei no artigo Da Propriedade Intelectual à Economia do Conhecimento http://dowbor.org/2009/11/da-propriedade-intelectual-a-economia-do-conhecimento-outubro.html/), disponível no meu site. O artigo do Economist foi publicado também pela Folha. Link: http://dowbor.org/category/artigos-recebidos/


6) Um grande documentário foi apresentado na TVEscola, Chomsky&Cia, fantástica análise da indústria da opinião pública no mundo. No youtube com legendas. http://dowbor.org/2015/07/chomsky-cia-filme-sobre-como-se-fabrica-o-consenso-pela-midia-e-outras-ferramentas-151h.html/


Abraço, Ladislau

(117) Ladislau
10 - 06 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau jun/2015

Caros amigos,
Meio abismado, como todos nós, com a ofensiva troglodita que numa aliança da grande mídia comercial, de segmentos do judiciário e de um congresso eleito por dinheiro das corporações, nos empurra para o passado com a lei da terceirização, redução da idade penal, financiamento corporativo das campanhas como princípio constitucional (todo o poder vem do povo, diz o primeiro artigo da nossa Constituição) e semelhantes. Um trágico retrocesso com esta contraofensiva da direita. Somos uma democracia, mas nem os donos da mídia nem os juízes foram eleitos, e o Congresso foi eleito por empresários que ninguém elegeu. É a própria democracia que tem de começar a ser resgatada e protegida. Anos de avanços ameaçados. Bem, vamos às leituras sugeridas deste mês.

1) No mês passado mencionei The Next System , < http://dowbor.org/2015/03/14529.html/> proposto por Gar Alperovitz, Jeffrey Sachs, Gus Speth e numerosos economistas de primeira linha nos Estados Unidos. Agora aparece uma tomada de posição e análise de outro amplo grupo de economistas e pesquisadores que com a coordenação de Joseph Stiglitz apresentam uma nova agenda para o país, rejeitando “os velhos modelos econômicos” e propõem uma nova articulação da busca da igualdade e da eficiência econômica, que consideram “complementares e não opostas”. Rewriting the Rules of the American Economy: an Agenda for Growth and Shared Prosperity, < http://dowbor.org/?s=Rewriting+the+Rules+of > é uma proposta de crescimento dinamizado pela “propsperidade compartilhada.” São dezenas de propostas práticas centradas em dois eixos, a regulação dos sistemas dominantes, em particular do mundo financeiro, e o reforço do andar de baixo. São visões de um país repensando os seus rumos, e vale a pena acompanharmos. Leituras básicas.
2) Voltando ao assunto da Economia da Família < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65642015000100015&script=sci_arttext&tlng=pt#fn1 >, agora publicado pela USP: A família pode ser vista como unidade de reprodução econômica: pais sustentam filhos e idosos, e serão por sua vez sustentados. Hoje, com a desarticulação da família - nos EUA apenas 26% dos domicílios tem pais e filhos -, a fragilização do Estado e a privatização dos serviços sociais, é o próprio processo de redistribuição do excedente social entre gerações que se vê prejudicado. A dinâmica econômica ajuda a entender os impactos muito mais amplos, como a tensão entre gerações, a redução da sociabilidade e o sentimento crescente de angústia que se generaliza.
3) O conhecimento como bem comum: organizado por Elinor Ostrom e Charlotte Hess, o Understanding Knowledge as a Commons é uma coletânea de qualidade impressionante sobre como a economia do conhecimento está nos levando a novas lógicas de organização social, de conceito de universidade (inclusive a mudança do conceito de biblioteca universitária), e na realidade do conjunto de relações de produção de uma era em que o principal motor da economia é um fator de produção cujo consumo não reduz o estoque, pelo contrário o multiplica. A economia do futuro está sendo delineada nestes rumos. Veja em Dicas de Leitura: http://dowbor.org/2015/05/elinor-ostrom-e-charlotte-hess-understanding-knowledge-as-a-commons-entendendo-o-conhecimento-como-um-bem-comum-cambridge-mit-press-cambridge-2007.html/

4) O mundo estranho mundo das favelas: Renato Meirelles e Celso Athayde apresentam, no Um país chamado favela: a maior pesquisa já feita sobre a favela brasileira, visões que saem fora dos estigmas e do folclore. Já era mais do que tempo de termos uma análise sistemática, econômica, social, cultural, de dentro da própria favela, sem a simplicidade do pesquisador de prancheta. Os autores apresentam de forma aberta no datafavela.com.br uma a visão integral, facilitando inclusive a apropriação do conhecimento pelas próprias comunidades, como um espelho para elas. Ótima leitura, vejam em Dicas de Leitura http://dowbor.org/2015/06/renato-meirelles-e-celso-athayde-um-pais-chamado-favela-a-maior-pesquisa-ja-feita-sobre-a-favela-brasileira-editora-gente-sao-paulo-2014.html/

5) O meu estudo sobre o sistema financeiro agora está disponível na revista Estudos Avançados da USP, e disponível online, o que facilita a divulgação e citação acadêmica. Neste último mês o artigo tem sido discutido com DIEESE, o sindicato dos Bancários, o CONTRAF e numerosas outras instituições, além de já estar circulando na versão inglesa nos EUA (Ethical Markets). Veja o link em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142015000100263&lng=pt&nrm=iso

6) Para não esquecer um pouco de bálsamo para a alma, veja no cinema A menina nos campos de arroz (algo assim o título), o cotidiano de uma vila rural no sul da China, imensamente poético, paisagens deslumbrantes, um mundo diferente que esquecemos e que constitui o cotidiano de um terço da humanidade. Vale a pena.
Abraço, Ladislau


(116) Gildazio Vicente
28 - 05 - 2015
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Passei pra deixar meu recado...

É impressionante um povo que vai às ruas reclamar R$ 0,20 porquê aumentou a passagem de ônibus público, digo público. E não tem coragem de ir às ruas ao ver ser desviados bilhões da Petrobras, dentre outros órgãos e empresas estatais. É um absurso inconcebível.Falta educação neste país...

(115) Ladislau
30 - 04 - 2015
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Dicas e sugestões de Leitura - Blog do Ladislau abr/2015
Caros,

Continuam ataques virulentos que desafiam o bom senso. Ninguém é a favor da corrupção, mas é caso de polícia, e não de novela. Eu ajudei a criar aqui o Transparência Brasil, ensino como funciona a corrupção desde 1981, e a sua “descoberta” agora me deixa pasmo: combater a corrupção é básico, usá-la como alavanca política é oportunismo, ainda mais quando vemos quem de repente se tornou porta-voz da honestidade. No combate aos desvios, o que está sendo desviado é a própria justiça. Dito isto, pois me pesa no coração, vamos às novidades:



1) Jeremy Rifkin publicou um livro extremamente interessante, The zero marginal cost society, sobre a “internet das coisas”, basicamente analisando as transformações profundas nos mecanismos econômicos e na sociedade em geral quando grande parte das coisas, e em particular o conhecimento, passam a poder ser disseminadas na sociedade praticamente sem custos. Vale muito a pena. Vejam a minha resenha em http://bit.ly/1bGkSGq



2) Outra excelente leitura é Governing the Commons de Elinor Ostrom. Recebeu o prêmio Nobel de economia (sempre lembrando que não é pago do fundo Nobel, é um prêmio do Banco da Suécia), surpreendentemente atribuído a uma mulher (pela primeira vez) e a uma pesquisadora que merece. Entendemos como funciona a economia que rege produtos como carros e sapatos, mas os bens comuns, como água, a vida nos mares, as praias e tantos bens que herdamos da natureza, funcionam segundo leis diferentes. Esta dimensão da economia tem de fazer parte da nossa cultura geral. Resenha em http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Ha-riquezas-que-sao-de-todos-os-bens-comuns-/7/33350



3) De tanto que nos ensinam como o ser humano é sapiens, ou até homo sapiens sapiens, esquecendo de nos explicar porque se comporta como bárbaro, decidi investir numa outra perspectiva de análise, o homo ignorans. Gostaria que vissem este artigo curto, que foi publicado em muitos lugares, e é bem humorado, pois os comportamentos patéticos dos nossos semelhantes tendem a ser, justamente, patéticos. E com pouquíssima influência de belos diplomas ou de grandes fortunas. Vejam em http://dowbor.org/2015/03/ladislau-dowbor-o-familiar-homo-ignorans-marco-2015-3p.html/

4) Para onde vai a economia? Amir Khair, João Sicsú, Ladislau Dowbor, Leda Paulani e Paul Singer analisam o atual cenário econômico e apontam alternativas para que o Brasil possa contornar o quadro recessivo mantendo os níveis de emprego e renda. É uma boa conversa, recolhida pela revista Fórum, por Igor Carvalho e Glauco Faria. Vejam em http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/para-onde-vai-a-economia/



5) The Next System: Um manifesto muito importante de Gar Alperovitz, Gus Speth e outras figuras da maior importância na construção de uma nova visão de mundo, mais justa e sustentável, soa como uma chamada para articularmos as nossas visões. Está em inglês, vale a pena alguém traduzir. É hoje bastante óbvio que a nossa sociedade precisa de novos rumos, e não apenas de um ajuste. Não é que a máquina econômica e social esteja funcionando mal, com o motor do PIB tossindo: trata-se de redefinir para onde estamos indo. É centrado no caso americano, mas trata-se de todos nós. Milhares estão assinando apoio, são 21 páginas de bom senso. http://dowbor.org/2015/03/14529.html/ - link original em www.thenextsystem.org



6) Não deixem de assistir O Sal da Terra, casamento impressionante de um gênio em preto e branco e imagens paradas, Sebastião Salgado, e de outro gênio em cores e movimento, Wim Wenders (o de Paris, Texas). Resultou uma obra de força poética e de mensagem humanista como raramente encontramos. Não percam. E para os tantos desolados com o falecimento de Galeano, revejam esta mensagem que é das mais belas que se gravou sobre os nossos sonhos de uma mundo melhor: El derecho al delirio: http://dowbor.org/2013/02/11013.html/

abraço, Ladislau


(114) ladislau
02 - 03 - 2015
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Dicas e sugestões de leitura - mar/15

Caros amigos, enquanto a direita afia as espadas, e a mídia comercial espalha um mar de ódio quando deveria trazer análise e transparência, aqui seguimos teimosamente tentando explicitar mecanismos. O alvo aqui não é o fígado, é a cabeça. E não é fácil. Com o bom humor que nos protege da depressão, sugiro as leituras seguintes:

1) Está circulando muito mesmo o meu texto “O sistema financeiro trava a economia brasileira”, que realmente coloca o dedo no mecanismo central de emperramento. Tem pouco a ver com ajuste fiscal, e muito a ver com ajuste financeiro. Como muita gente se acha impermeável à compreensão dos mecanismos financeiros, fiz um resumo de 2 páginas que ajuda muito a entender, e pode servir de tira-gosto para quem possa se interessar pelo artigo completo de 13 p. Link do resumo: http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-resumo-do-artigo-o-sistema-financeiro-trava-a-economia-do-pais-fev-2015-2p.html/ Circula muito também em inglês, publicado pelo Ethical Markets nos EUA: link para o texto em inglês http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-how-the-financial-system-drains-the-brazilian-economy-overview-fev-2015-1p.html/ e também http://www.ethicalmarkets.com/2015/02/13/the-current-financial-system-jams-brazils-economic-development/
2) Saiu o livro sobre “Participação Social e Democracia”, que traz autores de primeira linha sobre a governança no Brasil. O denominador comum desta coletânea, é que se não houver mecanismos organizados e eficientes de participação das populações que sofrem os impactos finais do processo decisório, continuarão os desmandos. São mais de 20 artigos de atores políticos e pesquisadores, um excelente instrumento de trabalho. – Organizado por Joaquim Palhares, publicado por editora@fpabramo.org.br ; veja o livro no blog http://dowbor.org sob “Livros em Colaboração”. Francamente, o nosso problema não é de falta de recursos , e sim de falta de democracia e transparência no seu uso.
3) Carta Maior publicou um curto artigo meu sobre “A praga da violência coletiva”, uma tentativa de entender como seres humanos normais podem se transformar em bestas quando agem em grupos, inclusive se sentindo justificados no ódio que praticam e espalham. http://dowbor.org/2015/02/ladislau-dowbor-a-praga-da-violencia-coletiva-fevereiro-201-2p.html/
4) E temos alguns filmes fundamentais: o Leviatã não é um anti-Putin como a imprensa apresenta, mas uma genial penetração nos mecanismos do poder e da opressão, que combinam ganância econômica, máquina burocrática e ideologias pacificadoras. Imagens arrebatadoras do norte da Rússia. O filme sobre Alan Turing, o Jogo da Imitação, também é imperdível, tanto pela compreensão de como nasce a computação, como por mostrar o papel da inteligência na vitória dos aliados na II Guerra Mundial e em particular pelo desfecho, que levou a Rainha da Inglaterra ao perdão em 2013, com 60 anos de atraso. E vejam Timbuktu, um tratamento de grande inteligência sobre a burrice da força e opressão, além de imagens lindíssimas do sul do Saára, onde fiz uns trabalhos ainda nos anos 1990. Os fanáticos religiosos não são tratados com ódio, mais bem ridicularizados. O humor é uma arma poderosa.



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