Mural de recados
(138)
(138) Ladislau Dowbor
11 - 04 - 2018
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Dicas do Dowbor - Abril 2018

Car@s,

Queria manifestar a minha profunda indignação frente à perseguição contra o Lula. Nenhuma pessoa desde Vargas trouxe tantas coisas positivas para esse país. Não há nenhuma base legal séria para o que ele vem sofrendo. O ódio contra ele se disfarçou de combate contra a corrupção, mas é ódio contra toda a política de resgate da população mais pobre e da soberania do país. Não perdoam o fato de uma pessoa de origem humilde demonstrar mais capacidade do que todos eles juntos. Não suportam ficar colocados de frente com a própria calhordice e irresponsabilidade. E o argumento de que vieram consertar uma economia que o governo Dilma quebrou constitui uma farsa, que os anos de inoperância demonstram. A hipocrisia impera. Confiram vídeo abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=igAoiWC6StI&t=30s


1. Dowbor – O Fluxo Financeiro Integrado e a Produtividade Sistêmica da Economia – Revista Economistas – COFECON – abril 2018

A produtividade sistêmica da nossa economia depende da adequada alocação de recursos. Os recursos financeiros em si não representam nada, são hoje sinais magnéticos nessa era do intangível e do imaterial. Mas permitem sim, dependendo de quem os maneja e com que fins, gerar desenvolvimento do país ou levá-lo à estagnação ou à recessão. O sistema financeiro, consistindo em fluxos, tem de ser visto de maneira integrada. Clique aqui e confira a íntegra de “O Fluxo Financeiro Integrado e a Produtividade Sistêmica da Economia”, artigo publicado na revista Economistas do Conselho Federal de Economia (COFECON). A revista está disponível online. O artigo de Dowbor pode ser acessado nas páginas 22 a 27. http://www.cofecon.gov.br/revista-digital/


2. Dowbor - Frans De Waal – Our inner ape: a leading primatologist explains why we are who we are – Riverhead Books, New York, 2005

No Diplô, análise nossa sobre “Our inner ape" de Frans De Waal: Parece que andamos esquecidos das nossas origens. Somos essencialmente primatas. Primatas inteligentes, sem dúvida, mas uma coisa é constatar a inteligência, e outra avaliar com que fins a utilizamos. Esse trabalho ajuda muito a entender a profunda irracionalidade do ser humano, em particular nos comportamentos coletivos e nas lutas pela dominação – mas também o seu imenso potencial de atividades colaborativas. De Waal parou de se surprender com quanto os chimpanzés e os bonobos podem ser parecidos com humanos, e passou a analisar quão primatas somos na realidade. Um banho de realismo no homo sapiens. Acesse em: https://diplomatique.org.br/o-primata-dentro-de-nos/


3. Which firms profit most from America’s health-care system – Schumpeter – The Economist – mar 2018

Artigo sobre financeirização de planos de saúde nos EUA. Não é só aqui que a saúde está virando indústria da doença:

“Every year America spends about $5,000 more per person on health care than other rich countries do. Yet its people are not any healthier. Where does all the money go?... The most controversial source of excess spending, though, is rent-seeking by health-care firms. This is when companies extract outsize profits relative to the capital they deploy and risks they take” – March 15, 2018 - Brett Ryder.

Acesso em: https://www.economist.com/news/business/21738934-it-not-pharmaceutical-companies-which-firms-profit-most-americas-health-care-system?fsrc=scn/fb/te/bl/ed/whichfirmsprofitmostfromamericashealthcaresystemschumpeter


4. Dylan Curran – Are you ready? This is all the data Facebook and Google have on you – The Guardian – 28.03.2018

Vejam a espantosa quantidade e detalhe de informações que podem acessar os grandes grupos como Google e Facebook, e a imensa vulnerabilidade individual que se gera. Para melhor nos servir, dirão sem dúvida. É o que vimos com as manipulações eleitorais, invasão de contas e tantos outros desmandos. A apresentação do Guardian permite inclusive você verificar o estoque de informações sobre você mesmo, eu acessei as minhas.

Reportagem original no The Guardian: https://www.theguardian.com/commentisfree/2018/mar/28/all-the-data-facebook-google-has-on-you-privacy

Tradução em português pela Carta Maior: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Esta-preparado-Aqui-estao-todos-os-dados-que-o-Facebook-e-o-Google-tem-sobre-voce/12/39749


5. L.Dowbor – North–South: Poland and Brazil in Turmoil – Problemy Zarządzania (ISSN 1644-9584) vol. 15 nr 3 (70) cz. 2

Brazil and Poland are the countries presented as having best sailed through the 2008 global crisis. Clearly anti-cyclical policies work: instead of austerity measures, both countries maintained strong public investment, decentralized social policies and vigorous access to credit. More recently, however, our countries are facing the strong winds of financial globalization, with growing restrictions to the capacity of maintaining national economic policies. Comparing two very different countries is certainly challenging, but it does shed light on how the present global economic background affects us all. More recently, the economic and social progress in both countries has been suffering political disruption, particularly in Brazil, and we are suffering similar ideological cleavage with deep social divide also found in other countries. The present paper aims at shedding some light on this strange interaction of global interests and disruptive politics. Download:

http://www.dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2018/04/Probl-Zarz-3-17-cz-2-AKCEPT-1-23.pdf



6. Comentários à uma sentença anunciada: o processo Lula

Sabemos que o processo contra Lula constitui essencialmente um ataque político e como a sua política deu resultados inatacáveis, construiu-se o mito de que o ataque é em nome da honestidade, da luta contra a corrupção. A farsa desse processo é evidente para qualquer jurista. É necessário, frente a tantas mentiras, sistematizar de maneira honesta os argumentos legais. É esse material que os juristas Carol Proner, Gisele Citadino, Gisele Ricobom e João Ricardo Dornelles organizaram e apresentam de maneira contundente, em amplo volume que conta com dezenas de contribuições. O documento, publicado pela Clacso, está disponível em português, espanhol e em inglês. A luta é evidentemente pela verdade no processo contra o Lula, mas se trata também de batalhar o resgate de uma justiça decente, condição essencial da democracia.

Acessem a íntegra em:http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20180110032136/Comentarios_a_uma_Sentenca_Anunciada.pdf


7. Dowbor – Livros que apontam rumos – fev. 2018 – 3p.

A economia deve servir para o bem-estar da sociedade e não o contrário. Este foi o critério para a seleção de oito leituras sobre os rumos da nossa sociedade que me pareceram particularmente úteis. Estudos escritos de forma clara que não apenas trazem um diagnóstico sobre os problemas, mas apontam rumos e nos orientam em meio ao caos das aceleradas transformações em curso. Dei prioridade à literatura internacional porque, em geral, ela é menos conhecida. Os livros são em inglês, hoje a língua franca científica, mas as resenhas que fiz são evidentemente em português, e constituem em si uma leitura útil. Aliás esses livros já deveriam estar no mercado traduzidos em português. Acesso em: http://dowbor.org/2018/02/dowbor-livros-que-apontam-rumos-fev-2018-3p.html/


8. Na rota do dinheiro sujo (Dirty Money)

Na Rota do Dinheiro Sujo (Dirty Money no original), traz seis documentários importantes sobre como o comportamento das corporações afeta as nossas vidas. Tomando os exemplos das fraudes na indústria automobilística (Volkswagen mas não só), na indústria farmacêutica, nos crediários (o desastroso payday credit) e a bandidagem sistêmica do HSBC, os quatro primeiros constituem excelentes exemplos de jornalismo investigativo, como deveria ser. Achei mais fracos o 5º e o 6º, respectivamente sobre um caso de corrupção no Canadá e a trajetória de Donald Trump, mas no conjunto trata-se de excelente material. Assisti no Netflix, legendas em português.


(137) Ladislau Dowbor
29 - 01 - 2018
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Dicas do Dowbor - Janeiro 2018

Caras e caros,

Conheço o Lula há mais de trinta anos. É hoje uma das pessoas mais respeitadas no mundo. Tentar jogar lama na sua reputação, com um possível apartamento, um pedalinho ou coisas do gênero, francamente, é molecagem. Qualquer corrupto que fizesse a conta dos bens do Lula, após ele ter sido deputado federal e duas vezes presidente da República, diria que em matéria de corrupção ele é totalmente incompetente.

Em Justiça não basta ódio, interesses políticos e "convicção": é preciso ter provas. Mas além disso é importante entender que Lula tem muito mais ambição do que conseguir um pedalinho: ele quer modernizar o país. E mostrou as suas capacidades por meio de realizações concretas. O apoio a Lula significa apoio ao que o Brasil tem de mais precioso: a resiliência e generosidade do seu povo. O resto, francamente, frente à estatura de Luiz Inácio Lula da Silva, é molecagem. Em matéria de Justiça, o que importa mesmo é o respeito à lei: o vídeo abaixo não deixa dúvidas:

https://www.youtube.com/watch?v=HqZcEcN5Of8&feature=youtu.be

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1. Ladislau Dowbor – The Era of Unproductive Capital: new architectures of power – Translated by Eugenia Deheinzelin – 2018 – 173 p.

Functioning governance is not built on hatred, it requires a rational overview of what might work, even considering irrationalities. Are we going to solve the drama of inequality and migration by building a wall? A fenced-in condominium called USA? The truth is that the inherited system, the so-called neoliberalism, no longer fits in the modern world. The modern world needs to reinvent its ways. The present book covers research that I have developed in the last few years, grouped to ensure a systemic overview. They have as common denominator or guiding axis the quest for governance, for a decision-making process that works. We will characterize the systemic challenges, delineate the new architecture of power in the stage of global capitalism, analyze the process of financialization, and finally present how this process is transforming Brazil.

Download:http://dowbor.org/2018/01/dowbor-the-era-of-unproductive-capital-new-architectures-of-power-translated-by-eugenia-deheinzelin-2018-167-p.html/


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2.Ladislau Dowbor – World Observatory – 24 min.

Veja minha entrevista sobre os conflitos e desacertos que se agravam no mundo. O vídeo foi gravado no quadro das atividades do World Observatory, que grava e divulga online entrevistas sobre desafios mais significativos da atualidade internacional. Foco em particular o problema das migrações, da desigualdade, dos dramas ambientais, além de sugerir soluções que hoje me parecem tecnicamente óbvias mas politicamente distantes. Parece que somos prisioneiros da nossa própria irracionalidade política e social. 24 minutos:

https://www.youtube.com/watch?v=A0MpTCB0F84

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3. Brasilianas – Ladislau Dowbor – janeiro 2018 – 26 min

Luis Nassif teve uma iniciativa muito importante: no quadro do seu site GGN, articulou uma parceria com a PUC de São Paulo, permitindo divulgar visões e produção científica de professores universitários. A academia descer da torre é ótimo para a academia; generalizar com vídeos acessíveis conhecimento científico organizado é ótimo para as mídias sociais. Nos 20 minutos da entrevista gravada na PUC, uma análise sobre as contradições do momento que vivemos. Veja e divulgue. Buscar soluções envolve pesquisar, conhecer, pensar de maneira organizada. Pensar dá trabalho, por isso a nossa grande mídia prefere ter opiniões.

Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=tC93_Jh9H1M

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4. Oceans suffocating as huge dead zones quadruple since 1950, scientists warn – The Guardian – 04.01.2018 – 2p.A poluição dos mares avançou de maneira impressionante nas últimas décadas, com numerosas regiões já mortas como o golfo do México, mar Báltico e outros. Química, em particular da agricultura, aquecimento global (reduz teor de oxigênio) e outros processos.

Veja resultados de ampla pesquisa, artigo Guardian, em inglês, 2p.:
https://www.theguardian.com/environment/2018/jan/04/oceans-suffocating-dead-zones-oxygen-


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5. Pra Onde Corre o Rio - CURTA! - 8 episódios

O canal CURTA! está veiculando, em 8 episódios de 34 minutos, o documentário "Pra Onde Corre o Rio", de Paula Fiúza sobre a Baía de Guanabara. Confia abaixo as datas de exibição de cada episódio em janeiro, fevereiro e março:

http://canalcurta.tv.br/pt/series/serie.aspx?serieId=496

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6. Herton Gustavo Gratto - Fim da linha para você, ex-presidente! - jan. 2018

O grande derrotado não é o Lula, e sim essa justiça que nos envergonha perante o mundo. Abaixo, belíssimo texto de Herton Gustavo Gratto:


Fim da linha para você, ex-presidente!
Herton Gustavo Gratto

Fim da linha pra você, ex-presidente ladrão

mesmo sem provas

bato panelas

em prol da sua condenação

isso é pra você aprender

que o pobre não tem direito a mais que uma refeição

Fim da linha pra você, metalúrgico boçal

isso é pra você aprender

a nunca mais fazer assistência social

com meu dinheiro

e nem se atrever a transformar em engenheira

a filha do pedreiro

Fim da linha pra você ex presidente aleijado

não é pelo triplex

que você está sendo condenado

é pela sua ousadia

em ajudar o garçom

a virar advogado

em contribuir

pra ascensão do negro favelado

que agora acredita

que pode estudar medicina

sair da miséria

e até conhecer a Capela Sistina

Fim da linha pra você, ex presidente bandido

isso é pra você aprender

que o nordeste deve continuar a ser esquecido

e que saúde e educação

é pra quem pode

e não é que pra quem quer

Fim da linha pra você, semi analfabeto atrevido

graças a sua insensatez

o filho da faxineira

chamou o meu filho de amigo

você está sendo condenado

pela sua falta de noção

de achar que pobre é gente

que agora pode usar aparelho nos dentes

ter casa própria e andar de avião

Fim da linha pra você, ex presidente imundo

isso é pra você parar com essa palhaçada

de estimular a minha cozinheira

a querer ter carteira assinada

era só o que me faltava

o proletariado sonhar com qualidade de vida

você devia saber

que essa gente nasceu pra me servir

e não pra servida

mas você é tão inconsequente

não enxerga um palmo diante do nariz

que fez a babá do meu caçula

sonhar que pode estudar pra ser atriz

e fazer aula de inglês

essa pouca vergonha

é resultado

da sua insensatez

da sua irresponsabilidade desmedida

aprenda de uma vez

barriga vazia

e bala perdida

fazem parte do cotidiano

dessa gente bronzeada

foi querer mudar o mundo

se meteu numa enrascada

Fim da linha pra você, ex presidente imbecil

você está sendo condenado

não por ter roubado

porque isso não foi provado

seu erro

foi fazer história

ser do tamanho do Brasil

ter oitenta por cento de aprovação popular

acreditar em igualdade

e saber governar.

(136) Ladislau Dowbor
03 - 12 - 2017
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Caras e Caros,

O livro "A Era do Capital Improdutivo" chegou a 5o mais vendido da semana, na categoria Teoria e Análise, segundo a Folha de São Paulo. Agradeço a todos. A raiz da crise e as alternativas estão ficando claras. Aproveito para informar que o livro se encontra disponível para download no site. Para uso com alunos ou grupos de pesquisa o acesso online facilita muito. O texto online também permite o acesso a links com fontes originais das pesquisas. O uso do livro impresso e o acesso online são formas essencialmente complementares. Quem quiser fazer o download de "A Era do Capital Improdutivo", basta clicar aqui: http://dowbor.org/2017/11/16900.html/. Para confortável leitura no papel, basta entrar no site da editora: http://autonomialiteraria.com.br/…/a-era-do-capital-improd…/. O livro está também nas livrarias e nas boas bancas de jornal.


1. Entrevista Dowbor – Paradoxo na economia: “a gente sabe o que funciona e estamos fazendo exatamente o contrário” – Marco Weissheimer/Portal Sul 21 – 20.11.2017 – 3p.
"Um bilionário que aplica seu dinheiro a 5% ao ano ganhará 137 mil dólares por dia. Ele não consegue gastar tudo e esse dinheiro é reaplicado, fazendo com que, a cada dia, o juro sobre o estoque de recursos aumente. Temos aí uma expansão que, em termos financeiros, se chama efeito bola de neve. Esse efeito faz com que grandes fortunas passem a ter muito mais dinheiro do que conseguem gastar sem precisar desenvolver nenhuma atividade de produção concreta de bens e serviços. Ou seja, ele não está sendo útil para a sociedade." (Entrevista concedida ao jornalista Marco Weissheimer do portal Sul 21). Confira em: http://dowbor.org/2017/11/entrevista-dowbor-paradoxo-na-economia-a-gente-sabe-o-que-funciona-e-estamos-fazendo-exatamente-o-contrario-marco-weissheimer-portal-sul-21-20-11-2017-3p.html/

2. Ivo Lesbaupin e Evanildo da Silva (orgs.) – Para além do desenvolvimento – Abong/Iser, São Paulo, 2017, 165p. – ISBN 978-85-88502-14-7
Ainda há pouco tempo se proclamava o fim da história e que "não havia alternativas". Teríamos inventado o sistema funcional definitivo. Da crise de 2008 para cá, ampliam-se os desastres sociais, ambientais, econômicos e políticos. Buscar alternativas é essencial. O presente trabalho reúne várias visões, de uma dezena de pesquisadores, sobre os novos caminhos. Envolve desde os novos conceitos de desenvolvimento até as mudanças de paradigmas na gestão da energia e da água, ou ainda as novas experiências de governança das cidades. No conjunto um livro muito atual e com boas bibliografias, excelente instrumento de trabalho. Contribuí com dois capítulos sobre o sistema financeiro e sobre a captura do poder. Confira em: http://dowbor.org/2017/11/ivo-lesbaupine-evanildo-da-silva-orgs-para-alem-do-desenvolvimento-abongiser-sao-paulo-2017-165p-isbn-978-85-88502-14-7.html/


3. Luciano Junqueira e Roberto Padula (orgs.) – Aprendizagem no ensino superior no século XXI – Tiki Books – São Paulo 2017, 350p. – ISBN 978-8513-6
Os desafios do ensino superior se deslocam profundamente, tanto pela centralidade do conhecimento no conjunto das atividades humanas, como pelas transformações tecnológicas que desmaterializaram o conhecimento e o tornam universalmente acessível, no quadro de uma conectividade generalizada. Aqui 16 artigos analisam esses desafios. Acesse a íntegra do capítulo "Construção interativa do conhecimento em rede", em: http://dowbor.org/2017/11/luciano-junqueira-e-roberto-padula-orgs-aprendizagem-no-ensino-superior-no-seculo-xxi-tiki-books-sao-paulo-2017-350p-isbn-978-8513-6.html/

4. Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal – nov. 2017 – video13 min.
Gravaram uma fala minha no Senado, curta e direta, sobre o sistema financeiro durante a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Nesta fala, eu lembro que a grande corrupção gera sua própria legalidade e que ela tem suficiente força política para dar aparência de legalidade a um processo que é destruidor para a economia. Confira em: http://dowbor.org/2017/11/dowbor-audiencia-publica-da-comissao-de-direitos-humanos-no-senado-federal-nov-2017-13-min.html/

5. Laura Flanders – Next System Media: an Urgent Necessity – 13 Oct. 2017
The Next System Project nos Estados Unidos constitui uma plataforma que unifica pesquisas sobre as transformações necessárias para uma sociedade que funcione. O que está implícito no nome do movimento é que o sistema atual já não responde. Aqui, em cerca de 10 páginas, uma das produções do Next System, sobre como repensar o sistema de comunicação e informação para a cidadania, frente ao oligopólio hoje constituído. O problema, evidentemente, não é só nosso. Bom material, em inglês. Confira em: http://dowbor.org/2017/10/laura-flanders-next-system-media-an-urgent-necessity-13-oct-2017.html/



6. Topaze (1951) - Marcel Pagnol

A corrupção não é (só) nossa. Há um clássico do cinema francês, dirigido por Marcel Pagnol e estrelado por Fernandel, filme preto e branco dos anos 1950, que mostra isso. Trata-se de uma muito simpática comédia sobre a corrupção e a falsa moralidade. O filme pode ser visto na íntegra pelo youtube, com legendas em português, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=knAcPt5veZI&feature=youtu.be


(135) Ladislau Dowbor
24 - 10 - 2017
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Dicas do Dowbor - Outubro 2017

Caras e caros,

Neste mundo surrealista que nos cerca, vale a pena valorizar o permanente esforço de informar, esclarecer, fornecendo de certa maneira ferramentas para ajudar as pessoas a se situarem. A presente página que envio a cada mês resume o que de melhor tem me passado pelas mãos, um cardápio científico por assim dizer, é minha forma de contribuir. E queria informar que o meu último livro, mais dossiê de pesquisas do que livro, A Era do Capital Improdutivo, está circulando muito. Vale a pena.

1. Relatório A distância que nos une – Oxfam Brasil, setembro de 2017, 94p.

Saiu finalmente o esperado estudo da Oxfam sobre desigualdade no Brasil: "A distância que nos une", Oxfam Brasil, setembro de 2017 (94p). Seis brasileiros dispõem de mais riqueza do que a metade mais pobre da população, e 5% dispõem de mais do que os 95% seguintes. O relatório cobre renda, riqueza e acesso aos serviços essenciais. A desigualdade para nós não é apenas uma vergonha em termos éticos. É igualmente insustentável em termos políticos (os sucessivos golpes sempre tiveram esta origem). E é particularmente absurda em termos econômicos, pois nada estimula a economia como a demanda das famílias: a desigualdade, além de injusta, é burra. Leitura essencial para entendermos tanto os nossos dramas como os nossos rumos. Confira a íntegra do documento em:
http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2017/09/Relatorio_A_distancia_que_nos_une.pdf


2. IV Tribunal Tiradentes – testemunho de Ladislau Dowbor – 15 min. – 25 de setembro de 2017

Fiz um depoimento curto e direto sobre a vergonha e tragédia que constitui o nosso Congresso. São 15 minutos na qualidade de testemunha de acusação no simbolicamente forte IV Tribunal Tiradentes realizado no Tucarena em São Paulo, em 25 de setembro de 2017. A IV sessão do Tribunal Tiradentes foi promovida pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz – CBJP, vinculada à CNBB, com o apoio de instituições e entidades nacionais, regionais e locais da sociedade civil e movimentos sociais. Confira em: http://dowbor.org/2017/09/iv-tribunal-tiradentes-testemunho-de-ladislau-dowbor-15-min-25-de-setembro-de-2017.html/


3. Dowbor - A violência econômica: o poder dos juros e das corporações financeiras – ComCiência, SBPC, Labjor-Unicamp – Artigo-dossier nº 192, 9 de outubro de 2017, 4p.

Quando 61 milhões de adultos no Brasil estão com o nome sujo no sistema de crédito, é o sistema que está deformado. Para quem se interessa sobre uma síntese do travamento da nossa economia, vale a pena este artigo de 4p. que fiz para a SBPC. É estranho constatar que em todo o ciclo escolar, inclusive nas universidades, a não ser na área especializada em economia financeira, ninguém nunca teve uma aula sobre como funciona o dinheiro, principal força estruturante da nossa sociedade. A população se endivida muito para comprar pouco no volume final. A prestação ‘cabe no bolso’ (mas pesa no bolso durante muito tempo). O efeito demanda é travado, gerando a crise. Confira em:
http://dowbor.org/2017/10/dowbor-a-violencia-economica-o-poder-dos-juros-e-das-corporacoes-financeiras-comciencia-sbpc-labjor-unicamp-artigo-dossier-no-192-9-de-outubro-de-2017-4p.html/


4. Boaventura de Sousa Santos – A ilusória “Desglobalização” – Outras Palavras – out. 2017 3p.

No desgoverno geral que caracteriza a época, aparece com força o desajuste entre a globalização por um lado, e a fragmentação por outro. Os próprios governos tornam-se em boa parte impotentes e as populações frustradas. Boa análise do Boaventura publicada no site Outras Palavras. Confira em: http://outraspalavras.net/destaques/boaventura-a-ilusoria-desglobalizacao/


5. Laura Flanders – Next System Media: an Urgent Necessity – 13 Oct. 2017 - 5p.

A profunda deformação da mídia constitui uma tragédia planetária. The Next System Project nos Estados Unidos constitui uma plataforma que unifica pesquisas sobre as transformações necessárias para uma sociedade que funcione. O que está implícito no nome do movimento, é que o sistema atual já não responde. Aqui, em cerca de 10 páginas, uma das produções do Next System, sobre como repensar o sistema de comunicação e informação para a cidadania, frente ao oligopólio hoje constituído. O problema, evidentemente, não é só nosso. Bom material, em inglês. Acesse em: https://thenextsystem.org/learn/stories/next-system-media-urgent-necessity?mc_cid=db0c1188ba&mc_eid=4aa8fc6b80

6. Hazel Henderson – Fintech: Good and Bad News for Sustainable Finance – Pesquisa & Debate PUC-SP – out 2017 – 15p.

A transformação do mundo das finanças pela tecnologia é profunda. A revista Pesquisa e Debate, da Pós-graduação em Economia Política da PUC-SP, publicou no seu último número um artigo particularmente importante que me foi enviado por Hazel Henderson, economista de primeira linha nos EUA, autora aqui do conhecido Construindo um mundo onde todos ganham (Win-Win) - Essas transformações, que incluem inovações como as bitcoins mas também um conjunto de outras mudanças, hoje são chamadas resumidamente de FINTECH, (Financial Technologies). É uma rara oportunidade esta visão das tendências, 15p. em inglês. Confira em: https://revistas.pucsp.br/index.php/rpe/article/view/33550

7. Antonio Guterres – Financing the 2030 Agenda Event – 18 September, 2017 (3 min.)

Minha denúncia da deformação do sistema financeiro em geral já não é novidade para quem lê o que tenho escrito ou divulgado. Mas é importante o Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, reunir grandes atores mundiais da área para denunciar a sua inoperância e improdutividade: Diz o SG na abertura: "Frente ao imperativo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o sistema financeiro global de hoje, que gerencia cerca de 300 trilhões de dólares em ativos financeiros em nosso nome coletivo, simplesmente não é adequado para o propósito " (20.09.2017). No original: “Set against the imperative of Sustainable Development Goals, today’s global financial system which manages some 300 trillion dollars in financial assets in our collective behalf is simply not fit for purpose” (20.09.2017, 2 min 30 seg). Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=51PWgtBTCas

8. Documentário Brasil, o grande salto para trás – Brésil, Le grand bond en arrière – Frédérique Zingaro e Mathilde Bonnassieux – 2017 – 55 min. (legendado).

Documentário europeu sobre o golpe no Brasil e o atraso social, econômico e político que está sendo gerado. Independentemente de firulas jurídicas e aparências de ritos legais, o fato é que assumiu o poder e toma medidas absurdas um governo com 3% apenas de aprovação. No plano internacional a compreensão está finalmente se enraizando, de que um governo que toma medidas antipopulares e com esse nível de rejeição confirma a violação de procedimentos democráticos e caracteriza um golpe jurídico-parlamentar. Se não é golpe na origem, é golpe nos resultados. O silêncio das panelas é impressionante. Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=XDZ5UtlsqdA

Acompanhe a página do professor Ladislau no Facebook em: https://www.facebook.com/prof.LadislauDowbor/

(134) Ladislau Dowbor
10 - 09 - 2017
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Dicas do Dowbor - setembro

Caros,

Neste ano, a contribuição importante para mim é o meu livro A Era do Capital Improdutivo, uma ferramenta de leitura simples mas de grande densidade de informação, que realmente torna claro o drama econômico e político que vivemos. Gostaria muito que vocês se interessassem e divulgassem. Insisto que é eminentemente legível. E se trata de todos nós.

O livro está disponível nas livrarias ou diretamente no site da editora, veja em: http://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/a-era-do-capital-improdutivo-a-nova-arquitetura-do-poder-dominacao-financeira-sequestro-da-democracia-e-destruicao-do-planeta


1. Antônio Martins - A Era do Capital Improdutivo e como superá-la – Outras palavras - ago. 2017, 4p:

Saiba mais sobre o livro a partir da ótima resenha de Antonio Martins, jornalista e co-editor de "A Era do Capital Improdutivo", publicada no Outras Palavras: “Ladislau Dowbor revela que o crescimento abissal das desigualdades, a ausência de limites para a depredação da natureza e o esvaziamento da política podem ser faces de um só fenômeno. Uma nova metamorfose do capitalismo (para usar expressão de Celso Furtado) criou um sistema que já não pode ser compreendido – muito menos superado – manejando apenas as chaves analíticas do passado.” Confira a íntegra em: http://outraspalavras.net/brasil/a-era-do-capital-improdutivo-e-como-supera-la/


2. Entrevista de Dowbor ao jornalista Glauco Faria da Rede Brasil Atual - ‘Estamos frente a um sistema de agiotagem que paralisou o país’ – ago. 2017, 4p:

“De toda essa gente que criou esse caos a partir de 2008, ninguém foi preso. Eles são fortes o bastante para criar um sistema jurídico paralelo, com acordos pelos quais as empresas pagam uma multa para a qual já fizeram provisão. Sabem que estão fazendo errado, pagam, mas não obrigados a reconhecer culpa. Ninguém é preso. Pagam a multa e continuam no mesmo processo. No nível mundial, temos o Bank of America, o Deutsche Bank, o Barclays, Morgan, todos os grandes bancos estão nesse processo. Eles têm força para dobrar a legalidade”. Confira a íntegra em: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/131/estamos-frente-a-um-sistema-de-agiotagem-que-paralisou-o-pais

Sobre o mesmo tema, veja também a minha entrevista com Maria Lídia, na TV Gazeta, (7 minutos): https://www.youtube.com/watch?v=I2Y35sD4U9U


3. Kate Raworth – Doughnut Economics: 7 ways to think like a 21st Century Economist (A economia da “rosquinha”, 7 maneiras de pensar como um economista do século 21) – Chelsea Green Publishing, 2017.

Chegou um livro para mudar como pensamos a ciência econômica. Exagero? Pois essa britânica de Oxford alia simplicidade e clareza na exposição com uma revisão em profundidade de como vemos, analisamos e contabilizamos as atividades econômicas. Inclusive faz a ponte com as teorias herdadas, avaliando os seus aportes e fragilidades frente a um mundo que mudou profundamente. Ela não descarta as teorias herdadas, mas organiza a transição. É um livro realmente muito excepcional para resgatar a utilidade das visões econômicas. Veja resenha em : http://dowbor.org/2017/08/kate-raworth-doughnut-economics-7-ways-to-think-like-a-21st-century-economist-chelsea-green-publishing-2017-isbn-a-economia-da-rosquinha-7-maneiras.html/


4. Jill Treanor – World’s biggest banks face £264bn bill for poor conduct – The Guardian – 14/08/2017, 1.p:

Os maiores bancos, como o Bank of America e outros gigantes, estão sendo condenados por fraudes contra clientes, governos, empresas em qualquer parte do mundo, o que gera uma conta estimada em 264 bilhões de libras, cerca de 340 bilhões de dólares. As atividades ilegais se generalizaram, em particular porque o espaço financeiro de manobra é global, inclusive com cerca de 60 paraísos fiscais, enquanto os governos tentam gerar algum controle nos seus fragmentados espaços nacionais. Os dados mais amplos podem ser vistos na pesquisa original http://conductcosts.ccpresearchfoundation.com/conduct-costs-results (CCP Research Foundation). Aqui, em uma página, em inglês, o resumo do Guardian: https://www.theguardian.com/business/2017/aug/14/worlds-biggest-banks-face-264bn-bill-for-poor-conduct


5. Lee Fang – Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana – The Intercept Brasil – agosto 2017 - 6p.

Há uma dimensão da atividade política que em geral nos escapa e fica na sombra: trata-se do papel dos chamados think tanks, poderosos instrumentos de aglutinação ideológica e de subversão política. Já tivemos isto na preparação do golpe de 1964, como temos hoje com o golpe em curso (Instituto Millenium). O artigo de Lee Fang apresenta a dinâmica atual, os nomes, a estrutura. Não se trata de conspiração, trata-se hoje de uma indústria política paralela, amplamente financiada. Acesse em: https://theintercept.com/2017/08/11/esfera-de-influencia-como-os-libertarios-americanos-estao-reinventando-a-politica-latino-americana/


6. Hazel Henderson - Fintech: Good and Bad News for Sustainable Finance - Pesquisa & Debate. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia Política da PUC-SP - v. 28, n.1 (51) - 2017


Na revista de economia da PUC-SP, Pesquisa e Debate, uma série de artigos interessantes, publicados agora em agosto de 2017. Queria chamar a atenção para o artigo que me mandou Hazel Henderson, economista de primeira linha nos Estados Unidos, sobre como as novas tecnologias estão transformando o mundo financeiro, este povo que tem total dedicação ao nosso dinheiro, nos depenam à vontade, e com tecnologias cada vez mais avançadas. Este cartãozinho simpático que temos no bolso, o cartão de crédito, é apenas um dos canudinhos em que na era da liquidez eletrônica permite ao sistema chupar o que nos resta. Fintech já é aceito como palavra chave, abreviação de tecnologias financeiras. Um artigo muito bem documentado sobre uma área que pouco dominamos. Confira a íntegra, em inglês, em: https://revistas.pucsp.br/index.php/rpe/article/view/33550

7. Um Instante de Amor - de Nicole Garcia - França/Bélgica/Canadá - 2016
Não esquecendo que também precisamos viver, faça um favor a si mesmo ou ao casal, assistindo "Um instante de amor". Não lembro de ter visto um filme onde o amor e a sexualidade sejam tratados com tanta profundidade e beleza. Confira o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=xO1eqiI8GSs


Abraços,
Ladislau
07.09.2017


(133) Ladislau Dowbor
20 - 06 - 2017
email

Dicas do Dowbor - Junho 2017

Caros,

Nos últimos tempos têm aparecido trabalhos de fundo repensando o sistema. Queria aqui fazer um tipo de comentário de leitura sobre textos que têm em comum a convicção de que não se trata mais apenas do problema de Trump nos EUA, de Temer no Brasil, de Macri na Argentina, de Erdogan na Turquia, do Brexit na Inglaterra, do fato dos dois grandes partidos (socialista e republicano) que repartiram o poder na França não terem chegado, nem um nem outro, sequer ao segundo turno.

A Europa está se cobrindo de muros e cercas de arame farpado. Discute-se seriamente erguer um gigantesco muro de mais de mil quilómetros entre o México e os Estados Unidos. Os países mais poderosos estão se dotando de instrumentos sofisticados de invasão de privacidade e de controle das populações que assustam tanto pela amplitude da invasão como pela indiferença das populações.

E naturalmente o caos que se avoluma não diz respeito apenas à política e aos governos: os gigantes financeiros planetários geram um nível de desigualdade e de desmandos ambientais que tornam o mundo cada vez mais inseguro e o universo corporativo cada vez mais irresponsável.

A realidade é que o mundo está mudando de forma muito acelerada. Os mecanismos de mercado já não servem como instrumento de restabelecimento de equilíbrios nesta era de oligopólios, e os governos já não são capazes de responder efetivamente aos anseios das populações, presos que estão nas pressões das dívidas públicas e dos desequilíbrios financeiros. As mudanças são sistêmicas.

Neste contexto aparece como muito importante acompanhar estudos sobre as alternativas, que surgem em diversas partes do mundo. Ponto importante: já não se trata de tecnicalidades econômicas, e sim de propostas que cruzam economia, política, cultura, o futuro dos sindicatos e da participação social e assim por diante. Porque os desafios são justamente sistêmicos, aqui como em outros países.

Sugiro que vejam:

1. Gar Alperovitz – The Next System, como quem diz, vamos pensar no próximo sistema, porque este que aí está já era. Os diversos capítulos envolvem a governança em termos gerais, e também o dinheiro, os investimentos, a desigualdade, o meio ambiente, o necessário pluralismo e assim por diante. E Gar Alperovitz é um pensador de primeira linha. Confira a íntegra em:http://www.thenextsystem.org/principles/?mc_cid=f152d4ca54&mc_eid=bfa40f009

2. Joseph Stiglitz – Rewriting the Rules of the American Economy: an agenda for shared prosperity (Reescrever as regras da economia americana: uma agenda para uma prosperidade compartilhada). Joseph Stiglitz organizou um documento muito forte que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam deste relatório rejeita “os velhos modelos econômicos”. Confira a íntegra em:http://dowbor.org/2016/09/stiglitz-rewriting-the-rules-of-the-american-economy-an-agenda-for-shared-prosperity-new-york-london-w-w-norton-company-2015-237-p-isbn-978-0-393-25405-1.html/

3. Joseph E. Stiglitz e Mark Pieth – Superando a Economia Paralela – Friedrich Ebert Stiftung – Fev. de 2017 – 36 p. Um artigo demolidor e muito bem documentado sobre os paraísos fiscais, por parte de dois especialistas, tanto Mark Pieth por seus estudos, como Joseph E. Stiglitz que começou a luta com os fluxos ilegais quando era economista-chefe no Banco Mundial. A desorganização é compreensível: “A globalização resultou em uma economia global, mas não em um governo global. ” O estudo mostra que não se trata de dinheiro que escapa do sistema e se esconde, e sim de um mecanismo que deforma o conjunto do sistema que passa a trabalhar na opacidade. Lembremos que o Brasil tem em paraísos fiscais mais de 500 bilhões de dólares. Acesse o artigo em: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2017/04/17-Stiglitz-Pieth-Paraisos-fiscais-33p.pdf

4. Oxfam – Uma economia para os 99%. Estamos na era da acumulação improdutiva de patrimônio, descapitalização da sociedade. É uma desorganização sistêmica. A reforma do sistema financeiro global (e nacional no Brasil) constitui o desafio central. Enriquecimento sem a contrapartida produtiva, “unearned income” na terminologia inglesa, gera rentistas ricos e economias travadas. Este estudo da Oxfam, com as propostas correspondentes, é um excelente instrumento de trabalho, um choque de realismo. http://dowbor.org/2017/01/oxfam-uma-economia-para-os-99-2016-relatorio-10p.html/

5. Labour Party Manifesto 2017 – For the many, not the few(Para os muitos, não os poucos) faz um desenho que certa maneira inverte o conjunto das orientações e desconstrução do setor público promovido pela Margareth Thatcher, revaloriza a regulação pelo Estado, resgata o papel gratuito e universal das políticas sociais e assim por diante. Centrado no conceito de que a economia tem de funcionar para todos, a análise lembra muito os argumentos do Bernie Sanders nos Estados Unidos, e constitui um documento compacto e claro. Veja a íntegra em:http://www.labour.org.uk/page/-/Images/manifesto-2017/Labour202017.pdf

Nesta linha de repensar o sistema, vamos encontrar também Ellen Brown com os seus estudos sobre os sistemas financeiros, Lester Brown sobre as alternativas em termos de sustentabilidade (o seu estudo Plano B implica que o plano “A” atual já não responde), e temos evidentemente os estudos da New Economics Foundation (NEF) na Inglaterra, do Alternatives Economiques na França e assim por diante.

A verdade é que estão se multiplicando pelo planeta afora núcleos de pesquisa que buscam novos paradigmas de desenvolvimento. Muitos desses estudos já estão resenhados no nosso blog, em Dicas de Leitura. Constituem um complemento importante aos numerosos estudos que estão sendo desenvolvidos no Brasil: a crise está nos obrigando de certa maneira a ultrapassar as simplificações e repensar os nossos paradigmas.

Abraços,
Ladislau Dowbor

Lembrem-se que todas as dicas enviadas nos meses anteriores podem ser conferidas no Mural do nosso site, clicando em: http://dowbor.org/mural/ . Meus livros e artigos estão disponíveis na íntegra no site dowbor.org

(132) Nilton Pessanha
20 - 06 - 2017
email

Bom dia! O Sr. conhece o movimento Zeitgeist e suas análises e propostas? Apreciaria muito um parecer seu sobre as ideias do movimento.
Grato pela atenção.
movimentozeitgeist.com.br/

(131) Marli
04 - 06 - 2017
email

Boa noite Professor Ladislau,

Neste último sábado tivemos a alegria de contar com sua presença em evento programado pelo Cepat Centro de Pesquisa e Apoio aos trabalhadores na PUCPR. Grata pela sua generosidade e simplicidade em tratar conosco, de forma tão afetiva, de questões tão complexas. Estou propondo que o senhor coloque no seu blog, nos sites recomendados, o site do IHU Instituto Humanitas Unisinos, pois este site está hoje entre as raras fontes de informaçãoconteúdo confiável. Segue o endereço: www.ihu.unisinos.br.
Obrigada! Abraço, Marli

(130) Ladislau Dowbor
11 - 04 - 2017
email

Dicas do Dowbor - Abril 2017

Caso não esteja visualizando, acesse aqui.



O golpe que ia restabelecer a normalidade (na visão das elites do que é normalidade) está na realidade afundando o país. Duas páginas sobre os juros ajudam a entender. Nos outros textos, temos pelo menos a consolação de que as coisas não estão dando certo em muitos lugares, não estamos sozinhos na desgraça. Isto na realidade ajuda a entender a lógica do processo. Finalizamos estas dicas com o texto otimista, inclusive no título, que é o relatório mundial sobre a felicidade. Pelo menos estão medindo o que realmente importa. E para não esquecer, veja o link de excelente documentário sobre a ditadura.



1. Ladislau Dowbor: O escândalo dos juros - março 2017 - 2p.

O volume de recursos extraídos da economia por meio dos juros é absolutamente escandaloso, e não encontra paralelo no mundo. Aqui, em pouco mais de uma página, os dados básicos, qualquer um que já se endividou entenderá. A base são informações oficiais tais como publicadas pelo Banco Central, sobre “Operações de crédito do sistema financeiro”, e anexamos a própria nota do Banco para que possam ser checados, precaução necessária nesta era de ceticismos com números. Leia a íntegra em: http://dowbor.org/2017/03/o-escandalo-dos-juros.html/



2. Joseph E. Stiglitz e Mark Pieth: Superando a Economia Paralela – Friedrich Ebert Stiftung – Fev. de 2017 – 36 p.


Um artigo demolidor e muito bem documentado sobre os paraísos fiscais, por parte de dois especialistas, tanto Mark Pieth por seus estudos, como Joseph E. Stiglitz que começou a luta com os fluxos ilegais quando era economista-chefe no Banco Mundial. O ponto de partida é simples:enquanto houver territórios onde os recursos ficam em sigilo e não pagam impostos, ou não precisam explicar origem, os recursos financeiros fluirão naturalmente nesta direção. A desorganização é compreensível: “A globalização resultou em uma economia global, mas não em um governo global.” O estudo mostra que não se trata de dinheiro que escapa do sistema e se esconde, e sim de um mecanismo que deforma o conjunto do sistema que passa a trabalhar na opacidade. Leitura essencial, a Friedrich Ebert presta um excelente serviço ao apresentar este estudo em português. Lembremos que o Brasil tem em paraísos fiscais mais de 500 bilhões de dólares. Acesse o artigo em: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2017/04/17-Stiglitz-Pieth-Paraisos-fiscais-33p.pdf



3. Thomas Piketty, Emmanuel Saez and Gabriel Zucman: A tale of two countries – 6 December 2016 – Washington Center for Economic Growth (em inglês, 3p)


Um texto curto e de excepcional qualidade traz o estudo de três pesquisadores importantes sobre as formas de irmos além da cifra grosseira que representa o PIB, construindo o que chamaram de ‘distributional national accounts’, metodologia que permite avaliar não só os fluxos brutos mas como evolui a renda dos 50% mais pobres, do 10% mais rico e dos 40% no meio que qualificam de classe média. “Os nossos dados mostram que a metade na base inferior de distribuição de renda nos Estados Unidos foi completamente cortada do crescimento econômico desde os anos 1970. De 1980 a 2014 a renda média nacional por adulto cresceu 61% nos Estados unidos, no entanto a renda média antes da tributação dos 50% de baixo de ganhadores de renda individuais (individual income earners) estagnou em cerca de US$16,000 por adulto ajustados à inflação . Em contraste, a renda explodiu (skyrocketed) no topo da distribuição de renda, subindo 121% para os 10% no topo, 205% para o 1% no topo, e 636% para o 0,001% no topo”. Texto curto, simples e explícito que além de mostrar o absurdo dos ganhos de renda sobre aplicações (e não de produção) no topo da pirâmide social e a consequente desigualdade, aponta para as mudanças necessárias na contabilidade nacional.

Acesse a íntegra em: http://equitablegrowth.org/research-analysis/economic-growth-in-the-united-states-a-tale-of-two-countries/



4. The Guardian: Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – (em inglês, 1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "É uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende, é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.

Confira a íntegra em: https://www.theguardian.com/money/2017/apr/08/leaked-santander-international-money-transfers-transferwise?utm_source=esp&utm_medium=Email&utm_campaign=GU+Today+main+NEW+H+categories&utm_term=220922&subid=7697369&CMP=EMCNEWEML6619I2




5. World Happiness Report 2017 - John Helliwell, Richard Layard and Jeffrey Sachs - 188 p.

Muito interessante e sério o relatório mundial sobre a felicidade, pesquisa em 150 países. Países mais igualitários estão no topo (Noruega, Canada...), EUA recuam para 15 lugar (aumentou PIB mas caiu o bem estar) e o Brasil (de antes do golpe) ocupa ranking 22. Boas análises sobre emprego e outros, confira os capítulos China e EUA têm capítulos individuais. Veja o documento completo online, gratuito e em inglês aqui: http://worldhappiness.report/wp-content/uploads/sites/2/2017/03/HR17_3-20-17.pdf Leia também o comentário sobre o relatório no The Guardian (2p): https://www.theguardian.com/world/2017/mar/20/norway-ousts-denmark-as-worlds-happiest-country-un-report?CMP=share_btn_fb




6. O dia que durou 21 anos - filme de Camilo Tavares

Este filme sobre a fase da ditadura instalada em 1964 é muito rico. A que ponto isto pode parecer pré-história para muita gente, irrelevante nas condições atuais ou, pelo contrário, repetição? Em todo caso, golpe no Brasil não é novidade, tudo em nome da democracia. Podemos restabelecer a democracia, mas se a usarmos dão golpe. Temos um século deste vai e vem político. O ceticismo de muitos tem suas razões.

O filme está disponível no youtube em: https://www.youtube.com/watch?v=v-HhhdgYOaA&feature=youtu.be&app=desktop


Ladislau Dowbor
11.04.2017

(129) Ladislau Dowbor
17 - 02 - 2017
email

Dicas do Dowbor - Fevereiro 2017

Tristeza profunda com a morte da Dona Marisa. Quanta covardia e calhordice nos ataques a ela, ao Lula. Quanta mesquinharia contra quem tanto contribuiu para o Brasil. Aqui minha admiração e solidariedade neste momento difícil. A luta continua e a nossa melhor resposta é a luta pela retomada das conquistas.

Aqui, leituras que contribuem:

1. Ladislau Dowbor - Que crise é esta? – atualização em janeiro de 2017, 33 p.

Publicado originalmente na revista Ponto e Vírgula da PUC-SP, em fins de 2015, o presente artigo resume uma série de argumentos que tenho desenvolvido sobre a crise atual. Um círculo virtuoso em que a distribuição de renda por meio de um conjunto de programas permitiu simultaneamente expandir a demanda, tirando cerca de 50 milhões de pessoas da miséria, e estimular os investimentos e o emprego para satisfazê-la, parou de funcionar. O travamento desse processo a partir de fins de 2014 e de 2015 gera perplexidade. A raiz do travamento é sem dúvida política, mas os mecanismos utilizados são também econômicos. O presente artigo mostra a mudança do contexto internacional com o caos financeiro mundial, os nossos principais avanços econômicos e sociais, e finalmente como a financeirização internacional adotou formas específicas no Brasil, tornando-se o principal fator de paralisia, por meio do sistema de juros extorsivos. Confira a íntegra aqui:
http://dowbor.org/2017/01/ladislau-dowbor-que-crise-e-esta-ponto-e-virgula-revista-de-ciencias-sociais-puc-sp-2o-semestre-2015-16-p-issn-1982-4807.html/

2. Previdência: reformar para excluir? Contribuição técnica ao debate sobre a reforma da Previdência Social Brasileira – Brasília: DIEESE/ANFIP, 2017, 48p.

Finalmente temos um bom texto de referência sobre a reforma da previdência, construção que contou com a colaboração de numerosos especialistas, com sistematização final de Eduardo Fagnani da Unicamp. É uma ferramenta para todos nós. No caso, permite também uma melhor compreensão do quadro macro-econômico, pois “a reforma da Previdência proposta recentemente deve ser compreendida nesse contexto de aprofundamento das políticas de austeridade econômica, sendo a Previdência peça central do ajuste das contas primárias que se almeja com a instituição do “Novo Regime Fiscal”. Confira o documento- síntese de 48 páginas, atualizadíssimo (fevereiro de 2017), clicando aqui: http://plataformapoliticasocial.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Previdencia_Doc_Sintese.pdf

3. Relatório da OXFAM: uma economia para os 99% - 13p.

Desigualdade parece tema batido. Mas não se trata apenas de injustiça: é um mecanismo que trava a economia, gera explosões sociais, desarticula a sociedade como um todo. Estamos muito além da mais-valia tradicional nas empresas produtivas. A mais-valia financeira permite explorar tanto governos com a dívida pública, quanto empresas e pessoas físicas, gerando uma classe de intermediários financeiros que não só não financiam a produção, o consumo e os investimentos públicos, os motores da economia, como os paralisam. Estamos na era da acumulação improdutiva de patrimônio, descapitalização da sociedade. É uma desorganização sistêmica. A reforma do sistema financeiro global (e nacional no Brasil) constitui o desafio central. Enriquecimento sem a contrapartida produtiva, “unearned income” na terminologia inglesa, gera rentistas ricos e economias travadas. Em uma dezena de páginas, o relatório da Oxfam sistematiza a situação explosiva atual. São dados extremamente confiáveis, um documento essencial para entender as tensões atuais. Acesse neste link: https://www.oxfam.org.br/sites/default/files/economia_para_99-sumario_executivo.pdf, o sumário executivo do relatório da OXFAM(em português, 13p.) E, se preferir, confira a íntegra do relatório (50 p.) em: https://www.oxfam.org.br/sites/default/files/economia_para_99-relatorio_completo.pdf

4. Liz-Rejane Issberner and Philippe Léna (Eds.) – Brazil in the Anthropocene: conflicts between predatory development and environmental policies – New York, Routledge, 201, 368p.- ISBN 978-1-138-684201 and 978-1-315-54406-9
Na obsessão pelo crescimento do PIB, do aumento do simples volume de produção de bens e serviços, as forças dominantes em termos políticos e econômicos tendem a passar por cima de um desafio evidente: estamos liquidando o capital natural que nos sustenta. O PIB, inclusive, sequer contabiliza a descapitalização, esbanjar ou contaminar água ou liquidar a cobertura florestal inclusive aumentam o PIB. Trata-se de bom senso, estamos destruindo o nosso próprio futuro. A reconciliação entre os interesses econômicos e os interesses humanos sistêmicos e de longo prazo constitui um desafio fundamental, aqui analisado nas suas diversas dimensões, em 16 artigos que focam especificamente o caso do Brasil. Confira o capítulo de Dowbor “Financing Development: where has all the money gone?” (em inglês, 21 p.), clicando aqui: http://dowbor.org/2017/02/ladislau-dowbor-financing-sustainability-where-has-all-the-money-gone-fevereiro-2017-21-p.html/

5. Luciano Prates Junqueira e Maria Amélia Corá (Orgs.) – Redes e intersetorialidade – 2017 – 296p.

As transformações planetárias se aceleram, mas a tendência é utilizarmos as mesmas categorias de análise de sempre. Os processos sociais estão se deslocando. O principal fator de produção, o conhecimento, é imaterial e o seu uso não reduz o estoque. O paradigma do raciocínio econômico se desloca assim da competição (bens rivais, propriedade privada) para a colaboração (bens não rivais, o conhecimento compartilhado se multiplica). A conectividade planetária, para além do Face e semelhantes, gera um imenso potencial de articulação direta entre atores sociais sem precisar de intermediários. Os principais setores econômicos já não são indústria e agricultura, mas sistemas de intermediação como as finanças, e as políticas sociais como saúde e educação. Um outro paradigma de gestão social está emergindo. As pessoas estão aprendendo, aos poucos pois as tecnologias avançam muito mais rapidamente do que a nossa cultura de trabalho, a trabalhar em rede. A presente coletânea reuniu pesquisadores que mostram como a colaboração em rede transforma as formas de organização dos diversos setores de atividade. O volume está disponível na íntegra online, em Creative Commons (confira aqui). Coerente. Confira a íntegra do livro em: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2013/03/Redes-sociais-e-intersetorialidade-com-capa.pdf E acesse o capítulo de Dowbor “Articulações em rede na era do conhecimento” no link: http://dowbor.org/2017/01/ladislau-dowbor-articulacoes-em-rede-na-era-do-conhecimento-30p.html/

6. Ladislau Dowbor – Governabilidade e Descentralização – 1994 – 20p.

O trecho abaixo é a reapresentação de um artigo publicado em 1994, para a Revista Paraná Desenvolvimento que encontrei recentemente. Interessante notar a atualidade deste artigo, escrito há vinte e cinco anos. Centrado na erosão da governança do país, ajuda a entender as dinâmicas atuais. Esqueça os números, como PIB e outros, são de outra época. Mas a lógica das nossas deformações é persistente. Em 1992, na redação do artigo, eu comentava: “É indiscutível que o vertiginoso processo de mudança que nos atinge neste fim de século, em particular nas áreas da tecnologia, das polarizações econômicas, da urbanização acelerada, do redimensionamento dos espaços do nosso desenvolvimento nos obriga a recolocar o problema da governabilidade de forma mais ampla. Já não bastam pequenas alterações de organogramas, é a própria lógica do Estado que tem de ser repensada. No Brasil a discussão do tema tem sido prejudicada com uma atitude simplista: como as instituições encontram-se inadaptadas ao processo moderno de mudança, propõe-se a privatização. Em vez de buscar soluções, busca-se encolher o problema. O texto que segue tenta ultrapassar as simplificações, e coloca a questão em termos de redimensionamento da relação entre o Estado e a sociedade. A proposta é de uma evolução para a democracia participativa, baseada na descentralização ampla das decisões públicas, no reforço da organização comunitária, e na democratização do acesso à informação.” Confira a íntegra do artigo: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/1994/01/Governabilidade-e-Descentraliza%C3%A7%C3%A3o-1994.pdf

7. Yamila Goldfarb – El golpe institucional em Brasil y las transformaciones en las politicas de desarrollo para el campo – Revista Nueva Sociedade – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad. Confira a íntegra aqui: http://dowbor.org/2017/01/yamila-goldfarb-el-golpe-institucional-en-brasil-y-las-transformaciones-en-las-politicas-de-desarrollo-para-el-campo-nueva-soeciedad-oct-2016.html/


8. Pra que tanta ganância e correria se ninguém veio aqui para ficar? vídeo, 3 minutos

O Nordeste parece que é mais feliz, ou em todo caso encara estas nossas dinâmicas patéticas numa boa. Em happy hour, publicamos um repente que expressa a filosofia popular, gozação no lugar certo. Francamente, em termos de filosofia de vida, acho melhor que Kant e Spinoza. Quem souber o nome dos cantores, agradeço a informação. Confira, reflita e divirta-se em: http://dowbor.org/2017/01/para-que-tanta-ganancia-e-correria.html/

17.02.2017
Ladislau Dowbor


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