São Paulo, 10/03/2010

 
LINHAS DE PESQUISA (em andamento ) - 2010

As linhas de pesquisa que seguem constituem diversos enfoques sobre o mesmo processo de transformação econômica e social. A sua individualização se justifica apenas na medida em que tem dado lugar a "produtos" separados, sob forma de cursos, seminários, palestras e publicações, conforme pode ser constatado na produção científica.

Por outro lado, tratando-se de pesquisa teórica, constitui pesquisa "open-ended", sem data precisa de encerramento. A sua breve descrição tem o objetivo de informar o leitor sobre os trabalhos em curso, ao mesmo tempo que constitui uma solicitação aberta de cooperação sob forma de idéias, artigos, sugestões bilbiográficas etc., que poderão ser enviadas para o mural.

  1. Crise e Oportunidade:  

    Iniciativa conjunta de economistas e pesquisadores de várias áreas, buscando identificar pautas que se tornam viáveis com a crise financeira, buscando a convergência de uma regulação financeira que tenha pé e cabeça. Participam Ignacy Sachs, Beluzzo, Tânia Bacelar, Paul Singer, Eduardo Suplicy e outros. Financiamento BNB, Ipea e contribuição de várias instituições. Ver L. Dowbor, A Crise sem Mistérios, neste site, no dossiê Crise Financeira.

    Foi constituido igualmente um blog Crise e Oportunidade, www.criseoportunidade.wordpress.com como forma de organizar a discussão sobre a converegência das crises financeira, ambiental e social. 

  2. Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Local:   Em 2005 foi iniciada uma pesquisa para propor "Uma política nacional de apoio ao desenvolvimento local", apoiada pelo Sebrae, Fundação Banco do Brasil  e outras instituições parceiras, no quadro do Instituto Cidadania, com participação de cerca de 60 instituições ligadas ao desenvolvimento local, como CEPAM, IBAM, Pólis, FGV-SP/GPC, CEF, BNB, etc. O resumo das propostas está disponível neste site sob Artigos Online. Em 2009 deve prosseguir com programas de formação nos municípios, no quadro do Sebrae.   
  3. Articulação de mecanismos de regulação nas economias modernas:  

           A globalização e as novas tecnologias estão diversificando as tradicionais polarizações entre privatização/mercado por um lado, e estatização/planejamento por outro. Trata-se de buscar as novas formas de articulação entre mercado, planejamento estatal, gestão direta da sociedade civil, coordenação inter-empresarial, políticas de renda, concertação internacional e outros mecanismos que se articulam na sociedade complexa que enfrentamos. Resultados parciais do estudo foram publicados pelo Seade, na revista São Paulo em Perspectiva, com o título Capitalismo: novas dinâmicas, outros conceitos, Abril-Junho 1998; uma visão mais ampla, O Mosaico Partido, foi publicada pela editora Vozes, 2000; o processo é igualmente focado em A Reprodução Social, Vol. I (edição revista), Vozes, 2002, e Vol. II (edição revista), Vozes 2003. Em 2008 foi publicado o ensaio Democracia Econômica (ver neste site sob Principais livros).

  4. Tecnologias da educação:  

       As novas tecnologias, em particular a informática e as telecomunicações, estão criando um novo quadro de referência para a educação e os espaços do conhecimento em geral. Pesquisa iniciada em 1987 com publicação de Aspectos Econômicos da Educação pela Ática, e dinamizada em 1993 com um conjunto de trabalhos vinculados à Conferência Internacional sobre Educação do Futuro e formas inovadoras de pós-graduação na PUC de São Paulo. O aspecto de implantação descentralizada de políticas municipais para a infância foi transformado em projeto, e financiada pela Unicef/New York, com publicação de Managing Cities as if Children Matter, pela Unicef, em 1999. Um resultado indireto é o trabalho A Educação Frente às Novas Tecnologias do Conhecimento, financiado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em articulação com a Escola do Futuro da USP e a Fundação Vanzolini, visando qualificar a rede de ensino público do Estado no uso de novas tecnologias como a Internet (maio 2000), e publicado sob forma de livro pela Vozes, com o título Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação, reeditado em 2008; atualmente o trabalho está orientado para a formação profissional. Participação de Mariluci Alves Martino, que defendeu o doutorado sobre o papel das parcerias na formação profissional. Atualmente esta linha de trabalho evoluiu para o conceito de gestão do conhecimento, uma visão da educação integrada na moderna sociedade do conhecimento.

  5. Impacto intersetorial das comunicações:  

          Iniciado como estudo da concentração do chamado Quarto Poder nas mãos de algumas familias no Brasil, a pesquisa evoluiu para uma visão mais ampla das mudanças que estão ocorrendo nos mais variados setores, como consequência da explosão da comunicação. A atividade econômica está mudando, as finanças se globalizaram, o acesso a bancos de dados e a conectividade global mudaram a forma de fazer ciência, o conceito de cultura se tornou muito mais abrangente e fluido e assim por diante. Reunindo pesquisadores de diferentes áreas, a pesquisa permite estudar os impactos estruturais mais amplos das transformações em curso. O grupo de trabalho envolve professores de várias áreas e instituições, com particular participação da pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP Um produto imediato é o livro Desafios da Comunicação, publicado pela editora Vozes em 2001. Atualmente o trabalho se concentra nos sistemas de comunicação e informação para a cidadania, em colaboração com Hazel Henderson e outros pesquisadores que organizaram a ICONS2003 (ver www.sustentabilidade.org.br  ). Em 2009, a pesquisa evoliu para as mudanças da gestão econômica e social que resulta da conectividade planetária (reuniões mensais na PUC-SP).  

  6. Informação para a gestão municipal:   A informação bem organizada e disponibilizada constitui um poderoso instrumento de racionalização da gestão. Os impressionantes avanços tecnológicos nesta área nos fornecem instrumentos extremamente maleáveis. No entanto, continuamos em geral, na gestão pública, mais propriamente inundados de informações do que informados. A organização de sistemas integrados de informação para os municípios constitui um desafio particularmente interessante, pois a gestão local só funciona com participação cidadã, e não há cidadania sem informação adequada. Saber que temos 6 milhões de casas para construir no país é importante, mas as soluções passam por atores sociais concretos de um município saberem quantas casas faltam, e onde, no espaço concreto onde as pessoas vivem, e podem se organizar para articular respostas. O Banco Mundial continua centrado na renda, o IDH constituiu um avanço ao incluir saúde e educação, os indicadores Calvert-Henderson já incluem um leque mais amplo de 12 grupos de indicadores. Gradualmente, vamos construindo a contabilidade nacional e local que inclui dados sobre como vai a economia, mas que privilegia cada vez mais informações sobre como vai o cidadão. A construção da transparência no nível onde o cidadão pode participar ativamente tornou-se essencial. (Veja neste site o artigo metodológico "Informação para a cidadania e o desenvolvimento sustentável", em "Artigos Online"). Em 2008/2009 trabalhamos no desenvolvimento de indicadores de qualidade de vida local, no quadro do movimento www.nossasaopaulo.org.br

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