Todos os textos disponibilizados neste blog/site são de livre circulação e uso não comercial, no regime Creative Commons. Os textos são gratuitos. É importante você saber que baixando e lendo os textos, ou enviando-os a amigos, não está fazendo um ato de pirataria, mas difundindo cultura, investindo no conhecimento seu e de outros, e portanto a sua contribuição já está feita. Somos uma rede de professores cansados de enterrar a nossa produção científica na poeira das bibliotecas. Difundir idéias sobre políticas ambientais, por exemplo, é essencial para o bemestar de todos. O planeta agradece. Os professores também.

Eu quero ampliar e melhorar este blog com traduções em mais linguas, disponibilização mais ágil. Isto tem custos. O normal seria, como este blog tem muitas visitas, apelar para publicidade. Com o consumismo imperante no planeta, não é minha opção. Outra opção é cobrar pelos textos: isto envolve travar a circulação gratuita, introduzir pedágios a cada passo, e isto mata a acessibilidade e reduz drasticamente a leitura, pois você teria acesso apenas mediante pagamento. A livre circulação é fundamental, inclusive para cada um poder consultar os mais diversos textos e visões sobre os problemas que nos desafiam, usar uns, descartar outros, porque é assim que se geram ideias, sem pedágios.

Isto não impede você colaborar. Sugiro o seguinte: antes de tudo, leia, divulgue, não se preocupe com pagamento. Inclusive, como muitos lêem meus textos, faço palestras, tenho o salário de professor, vou sobreviver, o blog também. Segundo, considere invertermos as operações comerciais tradicionais: em vez de eu condicionar a disponiblização ao pagamento, e dizer quanto custa o meu texto, você vai dizer o quanto acha que vale, e contribuirá, estimando você mesmo o que seria uma justa remuneração. O que você contribuir irá para uma conta especial e servirá exclusivamente para reinvestir no melhoramento da divulgação dos textos. Sem publicidade e sem pepinos.

E sinta-se livre para contribuir de outras maneiras: algumas pessoas de outros países e que gostaram de determinado texto me enviaram a tradução. Eu faço a revisão e disponibilizo. Outros gravam em audio e me mandam o arquivo, e eu disponibilizo no site. Descobri que o audio é utilizado não só por quem tem problemas visuais, mas por exemplo por quem passa horas no carro ou no ônibus.

Ciência vive de processos colaborativos. Eu escrevo os meus textos a partir de inúmeras contribuições de outras pessoas. São construções sociais. Precisamos dinamizar este processo sem engessá-lo. Contribuições voluntárias não são filantropia,  representam justa retribuição a critério do usuário. Por exemplo, contribuo periodicamente com a Wikipedia, ainda que com um valor modesto, porque a uso regularmente, e me ajuda muito. Imaginem se eu tivesse que fazer uma transação comercial a cada artigo que consulto, ou navegar entre painéis publicitários…É uma questão de bom senso. E acho simpático dinheiro ser utilizado para fazer ciência, e não o contrário. Aliás, é disto que se trata.

Sim, mais uma coisa: comentários sobre o que você acha da idéia são bemvindos. E lembre-se: se você leu o texto, ou o utilizou para instruir uma criança ou alimentar uma discussão, já contribuiu. Não é possível investirmos tanto em educação e travarmos o acesso aos textos para remunerar intermediários. A SAGE publicou um texto meu nos EUA, e me cobra 25 dólares por acesso online por 24 horas. Isto que não me pagaram nada. Só os fanáticos irão ler um texto meu pagando isto.

L. Dowbor, janeiro de 2012