São Paulo, 11/03/2010

Crise Financeira

Frente à gravidade da crise financeira planetária, e às inúmeras reações e análises que temos recebido, pareceu-nos útil organizar aqui um Dossiê da Crise, que permita aos pesquisadores e analistas terem acesso a alguns dos principais textos, tomadas de posição e estudos que surgem. Trata-se portanto de material de trabalho para quem queíra acompanhar o assunto. E vale a pena, porque o assunto vai nos acompanhar, queiramos ou não.

A crise pode ser uma oportunidade para o Brasil diminuir as desigualdades regionais? - Set 09 - Tania Bacelar (7 paginas)
http://dowbor.org/crise/taniabacelarrumos.doc
A entrevista de Tânia Bacelar foca uma dimensão particularmente dos nossos desafios, que é o desequilíbrio regional. Muito bem formatada, a entrevista na realidade pode ser tratada como artigo científico (é curto, 7 p.) que sistematiza de maneira muito clara os principais aspectos do desenvolvimento territorial. Uma simples olhada no mapa econômico e na distribuição demográfica no país mostra claramente a que ponto a interiorização do desenvolvimento é importante. Tânia trata os desequilíbrios regionais, as políticas de apoio à agricultura familiar, o potencial das políticas de infraestruturas, as formas de equilibrar o financiamento, a deformação do sistema tributário atual ("esta máquina de geração de desigualdade"), as imensas perspectivas do nosso território frente à demanda mundial de alimentos em expansão. Visão de conjunto e bom senso fazem deste texto uma ótima leitura. (L. Dowbor)

Desafio do Século XXI (nov.08) - Susan George (10 paginas)
http://dowbor.org/crise/desafiosseculoxxi.doc
O texto de Susan George é curto (10 p.), mas constitui uma excelente síntese da dimensão da crise. Apresenta o mecanismo da crise financeira, mas essencialmente na sua dimensão de estrutura de poder e de desvio de recursos que são indispensáveis para enfrentar os dois grandes desafios da humanidade: a desigualdade e a pobreza por um lado, e o desastre ambiental planetário por outro. A visão de Susan George em termos de crise financeira está centrada na necessidade de se instituir um controle democrático sobre o sistema financeiro. O original em inglês encontra-se no documento postado abaixo.

Challenges of the 21st century - Nov 2008 - Susan George (10 paginas)
http://dowbor.org/crise/challenges of the 21st century.doc
A visão de Susan George em termos de crise financeira está centrada na necessidade de se instituir um controle democrático sobre o sistema financeiro: "In other words, what we need is democratic control over the financial system and to consider that money is not just a private matter, but also a public good. We can say that there is plenty of money out there, the problem is using it properly. I think that this kind of energy conversion and Keynesian green new deal would be a win-win situation. It could be a winner for ordinary citizens because it would create a huge pool of new jobs, good jobs, well paid, high-tech jobs, and also some unskilled low paid construction jobs." (p.9)

Reforming Global Finance - Jul 2009 - Hazel Henderson (10 paginas)
http://dowbor.org/crise/08_hazel_reformingglobalfinance.doc

Hazel Henderson tem realizado uma importante contribuição para uma nova visão da economia, que ela qualifica de "beyond economism", (além do economicismo), visando recentrar a economia na linha da Green Economy Initiative do PNUMA (Program das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Hazel trabalha igualmente as bases monetárias da reorientação da economia, área em que todos nos sentimos um pouco desinformados ou inseguros, na medida em que a máquina especulativa mundial tornou-se absolutamente descolada dos processos produtivos reais. A luz que ela traz para estes mecanismos ajuda bastante. O site da Hazel é www.ethicalmarkets.com

Nota Técnica - Relatório provisório da ONU sobre a Crise Financeira. jun 2009 - Ladislau Dowbor (3 paginas)
http://dowbor.org/crise/09unrelatório da conferência da onu sobre a crise2.doc
Nota técnica a respeito do relatório provisório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial (junho de 2009). O documento das Nações Unidas, evidentemente bastante geral, define rumos importantes, na medida em que trabalha com uma visão sistêmica (econômica, social e ambiental), com propostas inclusivas (em particular soluções intensivas em empregos para sair da crise), redução do peso do mercado, reforço do Estado e buscando a coerência em médio e longo prazos. O documento completo, de 16 p., está disponível em inglês (original) e em espanhol, respectivamente nos links: http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/CONF.214/3&referer=http://www.un.org/ga/econcrisissummit/&Lang=E  e http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/CONF.214/3&referer=http://www.un.org/ga/econcrisissummit/&Lang=S 

Comissão sobre as medidas do desempenho econômico e progresso social - Jun 2009 - J. Stiglitz, A. Sen e J-P. Fitoussi

O documento provisório elaborado pela Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress, sob a coordenação de J. Stiglitz, A. Sen e J-P Fitoussi, não renova o debate, limita-se essencialmente a sistematizar as principais metodologias existentes, com pouco a acrescentar em termos propositivos. No entanto, com o impacto que está tendo, traz à tona uma série de visões que há tempo vêm sendo apontadas por pesquisadores cansados das simplificações e êrros técnicos do PIB, e as coloca na mesa de discussões com grande visibilidade. Isto só já ajuda bastante. Acessem o documento (Relatório provisório, em inglês) através deste link: http://www.stiglitz-sen-fitoussi.fr/documents/draft_summary.pdf

A crise financeira: duração e impacto no Brasil e na AL - jun 2009 - Maria da Conceição Tavares (12 paginas)
http://dowbor.org/crise/09_mariaconceicaotavares_envolverde.doc
A visão de Maria da Conceição Tavares é relativamente otimista para o Brasil, mas pessimista no nível global. Apoiando-se em estudo de Eichengreen e O'Rourke, comenta: "Nos últimos nove meses da atual crise a recessão seria tão aguda quanto nos primeiros nove meses depois da Crise de 29 e a queda no valor global das ações seria ainda maior. Como a liquidez atual é imensa, com taxas de juros reais praticamente nulas e políticas anticíclicas generalizadas (ao contrário do ocorrido na crise de 30), as possíveis implicações de uma análise deste tipo seriam extremamente pessimistas. O que mais me preocupa, porém não é este tipo de exercício, mas o fato de que nem a crise bancária americana, nem a crise de crédito global se encontram perto de solução e que o efeito de contágio da crise de 30 era menor que o da atual crise, dada a situação de globalização financeira e as profundas assimetrias na economia mundial." O artigo está disponível em http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=59616&edt=1 - A impressionante comparação das crises de 1929 e atua, de Eichengreen e O'Rourke, pode ser vista em http://www.voxeu.org/index.php?q=node/3421

Crise Financeira: Riscos e Oportunidades - maio 09 - Ladislau Dowbor (21 paginas)
http://dowbor.org/crise/09cedescrisetensõeseoportunidadesdedesenvolvimento.doc
Organizamos no presente estudo, um conjunto de visões em torno de 10 desafios que nos pareceram emergir das discussões do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento organizado pelo CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) da Presidência da República, em Brasília, no início de março de 2009. Os temas básicos são o desafio ambiental e o paradigma energéticoprodutivo, o drama da desigualdade, o papel do Estado, a reorientação do crédito, a participação da força de trabalho, a inclusão produtiva, a democratização do governo, o potencial do desenvolvimento local, a regulação financeira e, finalmente, a convergência das dinâmicas econômicas, sociais e ambientais. O leitor encontrará aqui temas que já tratamos em outros artigos, sistematizados. Ele está acessível também no site do CDES.

A crise e as oportunidades - jun 09 - Silvio Caccia Bava (4 paginas)
http://dowbor.org/crise/artigo_silvio.pdf

Silvio Caccia Bava contribui com um importante artigo sobre as oportunidades que a crise financeira abre, no sentido de legitimar mudanças mais profundas. Ao articular os desafios de regulação financeira com as exigências de um desenvolvimento sustentável, elabora uma série de propostas. "Hoje, depois de algum alvoroço que pretendia atribuir a crise à falta de regulação e supostos excessos, tudo continua como antes. Nem mesmo nos paraísos fiscais se tocou. Vivemos, portanto, um impasse, em que o Estado, capturado pelo poder das grandes corporações, não tem capacidade de operar a regulação democrática em defesa do interesse público." O artigo fecha com 12 propostas básicas para mudar os rumos.

A América Latina na crise mundial - maio 2009 - Paul Singer (10 paginas)
http://dowbor.org/crise/09singeramericalatinacrisemundial.doc
Segundo Paul Singer, "é preciso considerar que o serviço financeiro de guardar a riqueza líquida (isto é: dinheiro) do público e de emprestá-lo a pessoas físicas e jurídicas, privadas ou públicas é por si só um serviço público e, portanto, a sua prestação deve ser reservada ao poder público ou a entidades associativas sem fins de lucro. A intermediação financeira deve ser portanto exercida exclusivamente pelo poder público pois só assim bancos, fundos e semelhantes deixarão de procurar a maximização de seu próprio excedente e se dedicarão ao bem público, definido democraticamente em disputas eleitorais periódicas." O artigo de Paul Singer coloca com clareza as insuficiências de um sistema que funciona em escala global enquanto os instrumentos de regulação estão fragmentados em cerca de duzentas nações. 

O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada - Abr 09 - Ladislau Dowbor (4 paginas)
http://dowbor.org/crise/09_pibestamosfazendoacontaerrada.doc
Uma nota técnica sobre o problema das insuficiências do PIB no cálculo das atividades econômicas. O PIB não leva em conta a descapitalização do país em termos de recursos naturais, valoriza os desastres ambientais como aumento do PIB e assim por diante. O movimento pela modernização de uma contabilidade hoje completamene desatualizada é de suma importância, pois se o nosso "norte" econômico está errado, não adianta acelerar. (atualizado em 30 de setembro de 2009)

Qualitative Growth - abr 2009 - Fritjof Capra and Hazel Henderson (13 paginas)
http://dowbor.org/crise/09hazelcapraqualitativegrowth.doc
Neste excelente artigo de 13 páginas, Hazel Henderson e Fritjof Capra apontam para um outro paradigma de crescimento econômico, centrado mais na qualidade do que na quantidade. A expansão puramente quantitativa que nos dominou tem cada vez menos sentido, e se tornou cada vez mais ameaçadora. "The distinction between "good" and "bad" economic growth is obvious. Bad growth is growth of production processes and services that are based on fossil fuels, involve toxic substances, deplete our natural resources, and degrade the Earth's ecosystems. Good growth is growth of more efficient production processes and services that involve renewable energies, zero emissions, continual recycling of natural resources, and restoration of the Earth's ecosystems" (p.10). O artigo apresenta seis propostas básicas de reorientação.

Comunicado final Cimeira G20 de Londres - Global Plan for Recovery and Reform (em inglês) - G20 (8 paginas)
http://www.londonsummit.gov.uk/resources/en/PDF/final-communique
http://dowbor.org/crise/09g20londonfinalcommunique.pdf
Comunicado oficial da cimeira de Londres em abril de 2009, com as propostas acordadas, e centradas nos problemas do crescimento e emprego, da regulação financeira, do fortalecimento das instituições financeiras, da promoção do comércio e do investimento, e da promoção de uma recuperação com crescimento justo e sustentável. São 29 propostas. Veja clicando acima ou no link http://www.londonsummit.gov.uk/resources/en/PDF/final-communique 

Crise abre espaço para repensar Estado e Desenvolvimento - Mar 2009 - Ladislau Dowbor (5 paginas)
http://dowbor.org/crise/09_criserepensarestadoedesenvolvimento.doc
Márcio Pochmann fala em refundação do Estado. Maria da Conceição Tavares nas relações concretas de poder que sustentam o processo decisório. Ignacy Sachs se refere à mudança do paradigma energético-produtivo e do sistema de regulação, planejamento e visão de longo prazo que temos de articular. A crise tem o poder, como foi revelado nas numerosas intervenções no Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento, de ampliar o debate, de colocar na mesa problemas que estavam buscando o seu espaço. A análise é de Ladislau Dowbor.

Stiglitz Commission of Experts on reforms of the International Monetary and Financial System (draft, 19 March 2009) - Joseph Stiglitz (Chair) and Commission (18 paginas)
http://www.un.org/ga/president/63/letters/recommendationExperts200309.pdf
http://dowbor.org/crise/0903stiglitzrecommendationexperts.pdf
Um documento curto e importante sobre as medidas contra a crise, primeiras propostas elaboradas pela Comissão Stiglitz nas Nações Unidas, inclui uma avaliação de conjunto, que insiste em particular sobre as insuficiêncais do mercado como mecanismo regulador, apresenta 10 princípios básicos para as mudanças (papel do Estado etc.), 10 propostas de medidas imediatas (proteção dos mais vulneráveis e outros), e 10 medidas estruturais de médio prazo a serem desenvolvidas (sistema mundial de regulação e outros). Documento em inglês, 18 p.Acesse neste site sob "Crise Financeira" ou em:

http://www.un.org/ga/president/63/letters/recommendationExperts200309.pdf

A crise financeira sem mistérios - Fev 2009 (atualização Jul.09) - Ladislau Dowbor (30 paginas)
http://dowbor.org/crise/09crisesemmist8.doc
O estranho de uma crise financeira é que somos todos golpeados, mas não entendemos os mecanismos. Alavancagem, derivativos, hedge funds e outros termos misteriosos apenas encobrem a boa e velha esperteza. O artigo apresenta mecanismos, quem ganha, quem perde, quais são as propostas, e sobretudo que oportunidades se abrem para se batalhar alternativas mais amplas. (Versão atualizada em 02/07/2009).

A Crise Financeira Sem Mistérios - Fev 2009 (atualização Jul 09) - Ladislau Dowbor (30 paginas)
http://dowbor.org/crise/crisesemmisterios8.pdf
O estranho de uma crise financeira é que somos todos golpeados, mas não entendemos os mecanismos. Alavancagem, derivativos, hedge funds e outros termos misteriosos apenas encobrem a boa e velha esperteza. O artigo apresenta mecanismos, quem ganha, quem perde, quais são as propostas, e sobretudo que oportunidades se abrem para se batalhar alternativas mais amplas. (Versão atualizada em 01/07/2009).

The Economic Crisis with No Mysteries - Mar 2009 - Ladislau Dowbor (25 paginas)
http://dowbor.org/crise/09crisisnomystery.doc
This paper aims to introduce the main chains of events leading to the financial crisis. Drawing on the immediate mechanisms that gave rise to the crisis, it analyzes the deterioration of the regulation mechanisms and institutions and the key role played by the United States. The Brazilian situation is presented in some detail. The final part of this paper introduces two sets of proposals: one by those who want to keep the system but improve its regulation and another by those who see the crisis as an opportunity for rescuing sustainable development.

Kryzys finansowy bez tajemnic - luty 2009 - Ladislau Dowbor (26 paginas)
http://dowbor.org/crise/09kryzysbeztajemnic4fev.doc
W artykule tym wychodze od mechanizmów, które bezposrednio wywolaly kryzys, nastepnie analizuje rozklad mechanizmów i instytucji regulujacych oraz kluczowa role Stanów Zjednoczonych. Oceniajac skutki, staram sie okreslic, kto w ostatecznym rozrachunku zaplaci za bankructwo kasyna, analizujac to, jak spekulacja finansowa przyczynila sie do koncentracji dochodu i jak odmiennie mechanizmy te dzialaja w Brazylii. W czesci koncowej przedstawiam dwie grupy propozycji – te, które zmierzaja do utrzymania systemu, ale ulepszenia jego regulacji, i te, które postrzegaja kryzys jako szanse postawienia w szerszej perspektywie problemów racjonalnej alokacji zasobów, pozwalajacej sprostac dramatom spolecznym i ekologicznym: mowa jest o kryzysie w jego szerszym kontekscie i o tym jego wymiarze, który stwarza szanse na trwaly rozwój.

A Global Green New Deal - Fev 2009 - UNEP - United Nations Environment Programme (16 paginas)
http://dowbor.org/crise/ggnd_executive_summary.pdf

Ignacy Sachs me mandou um documento da ONU de grande interesse, a proposta de um New Deal verde mundial para enfrentar simultaneamente a crise financeira e os dramas ambientais. Como exemplo, a Coréia do Sul está investindo 36 bilhões de dólares em energia limpa, o que deve gerar quase um milhão de empregos (p.14): melhora o meio ambiente, melhora a situação social pelos empregos, e enfrenta a crise ao gerar damanda na base da sociedade. Melhor do que colocar dinheiro por cima nos grandes bancos. Vejam o material em anexo, são 16 p., está em inglês. Fonte: http://www.unep.org/greeneconomy/docs/GGND_Executive_Summary.pdf

Políticas de apoio ao Desenvolvimento Local - Fev 2009 - Juarez de Paula (8 paginas)
http://dowbor.org/crise/politicasapoiodl_juarezdepaula.doc
O artigo de Juarez de Paula traz à tona a dimensão da crise vista pela pequena e média empresa, e pelo prisma do território, em particular do poder local. Em última instância, todas as transformações têm de convergir para a prosaica qualidade de vida da população, no nível do município onde mora. É neste nível que se integram as dimensões sociais, econômicas e ambientais. É o nível do impacto final, dos resultados efetivos. As políticas não se constroem apenas de cima, cada vez mais nos damos conta da importância da construção a partir da base.

Agenda for a new economy - David C. Korten (196 paginas)
http://dowbor.org/crise/09korten.doc

Estão começando a sair livros de avaliação sistêmica da crise financeira que vivemos. Publicado em fevereiro de 2009, e atualizado até finais de janeiro, o livro de David Korten é o resultado de um esforço intensivo de organização de dados e de propostas, capitalizando informações que vinha sistematizando nos últimos anos, e já incorpora toda a fase de eclosão da crise, inclusive os programas de Barack Obama. Clique acima para uma resenha do livro (LD).

 

Veja abaixo os 12 pontos propostos por David Korten, e detalhados no livro:

David Korten – 12 point new economic agenda


1. Redirect the focus of economic policy from growing phantom wealth to growing real wealth.
2. Recover Wall Street’s unearned profits, and assess fees and fines to make Wall Street theft and gambling unprofitable.
3. Implement full-cost market pricing.
4. Reclaim the corporate charter.
5. Restore national economic sovereignty.
6. Rebuild communities with a goal of achieving local self-reliance in meeting basic needs.
7. Implement policies that create a strong bias in favor of human-scale businesses owned by local stakeholders.
8. Facilitate and fund stkaholder buyouts to democratize ownership.
9. Use tax and income policies to favor the equitable distribution of wealth and income.
10. Revise intellectual property rules to facilitate the free sharing of information and technology.
11. Restructure financial services to serve Main Street.
12. Transfer to the federal government the responsibility for issuing money.

 

Fonte: David C. Korten, Agenda for a New Economy, Berret-Koehler, San Francisco, 2009, p. 122

 

 

O spread sob foco - Fev 2009 - Amir Khair (1 paginas)
http://dowbor.org/crise/o spread sob foco.doc
Artigo de Amir Khair sobre o papel central, no Brasil, dos juros elevadíssimos que o cartel de bancos comerciais mantém, enquanto só se fala na taxa Selic. O spread bancário atinge níveis absurdos. Como ordem de grandeza, pagamos ao mês juros que no resto do mundo se paga ao ano. Neste momento em que é importante manter a demanda de massa para evitar o desemprego e agravamento da crise, a mudança de rumos é vital. Texto publicado em O Estado de S. Paulo (07/02/09).

Crise financeira e crise climática: desafio e oportunidade - Jan 2009 - Nicholas Stern (2 paginas)
http://dowbor.org/crise/time for a green industrial revolution.doc

A convergência da crise financeira e da mudança climática pode representar uma oportunidade, através de uma reorientação inteligente dos recursos financeiros. Revendo em 2009 os dados que produziu no Stern Review de 2006 sobre os custos econômicos da mudança climática, Nicholas Stern, no artigo Decision Time, considera que temos ao mesmo tempo uma situação que se agrava e uma oportunidade. Traduzo abaixo dois trechos importantes.  (Tradução livre, LD)

 

A situação: 

 

"Desde os meus colegas e eu publicamos o Relatório Stern sobre a economia da mudança climática em 2006, tornou-se aparente que os riscos e custos potenciais são até maiores do que verificamos originalmente. As emissões globais de gases de estufa estão crescendo mais rapidamente do que projetado, a abilidade do planeta de absorver estes gases agora aparece como mais baixa do que tinha sido assumido, o aumento potencial de temperaturas devido à crescente concentração de gas parece mais elevado, e os impactos físicos de uma planeta em vias de aquecimento têm surgido em ritmo mais acelerado do que o esperado."

 

A oportunidade:

 

"Enquanto a crise econômica global poderia nos distrair da tarefa maior de enfrentar a mudança climática, também é uma oportunidade de realizar investimentos em tecnologias de baixo carbono enquanto os custos são mais baixos. Pode também gerar oportunidades de emprego no curto prazo em setores chave onde há recursos subutilizados, como a construção. Investimentos que melhoram a eficiência energética também favoreceriam um crescimento sustentável e com sólidas bases, em contraste com as recentes bolhas, e eventuais estouros, puxados por instáveis aventuras dot.com ou preços inflados de casas. De continuarem sem controle, as emissões e o crescimento intensivo em carbono não são sustentáveis. Em 2009, temos uma verdadeira oportunidade de traçar um caminho para um futuro pouco intensivo em carbono. É o único futuro realista para assegurar o crescimento e para vencer a pobreza mundial".

 

Ver texto completo de Stern (2 páginas):

 

http://www.newscientist.com/article/dn16433

New Scientist, Nicholas Stern, 23 January 2009, p. 26

A crise internacional e possíveis repercussões - Jan 2009 - IPEA (16 paginas)
http://dowbor.org/crise/09_01_20_acriseinternacional.pdf
Uma análise sucinta do IPEA sobre a crise, com breve avaliação do processo que a deflagrou (focando mais o mecanismo de deflagração do que as causas mais amplas), e uma sistematização das políticas anticíclicas adotadas por alguns países desenvolvidos. Segue uma visão mais detalhada da situação da China, da Russia, da Índia, da África do Sul e do Brasil. O Brasil encontra-se relativamente mais forte no enfrentamento, pois a política distributiva de renda, a elevação do salário mínimo e a ampliação dos investimentos reduziram a vulnerabilidade às perturbações externas. O estudo termina com alguns cálculos de cenários possíveis para macrovariáveis no Brasil. O documento também pode ser acessado em:
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/comunicado_presidencia/09_01_20_AcriseInternacional.pdf

Diagnosing The Economic Body Politic - Jan 2009 - Hazel Henderson (1 paginas)
http://dowbor.org/crise/09_hazelhenderson.doc
Hazel Henderson decidiu considerar o mundo da especulação financeira, bancos, seguradoras, investidores institucionais e semelhantes como um "paciente" que foi hospitalizado com câncer, sofrendo ao que parece de uma multiplicação descontrolada de de produtos financeiros, com metástases disseminadas em várias regiões, precisando de transfusões de liquidez. Ela sugere uma série de intervenções bastante cirúrgicas, por assim dizer. Uma página, em inglês, de excelente qualidade.

Seis teses sobre a crise - Jan 2009 - Mario Murteira (2 paginas)
http://dowbor.org/crise/09opiniaomurteira.pdf
Artigo bem humorado mais muito objetivo sobre a amplitude de visões que têm de ser recolocadas em questão com a crise financeira global. Murteira já foi ministro do planejamento em Portugal, é um economista de primeira linha.

There is no alternative to socialism - Dez 2008 - Samir Amin (9 paginas)
http://dowbor.org/crise/samiramim.doc

Samir Amin, economista egípcio e um dos teóricos mais importantes do século XX, apresenta uma visão fortemente crítica das tentativas de se resgatar o sistema sem mudar a sua lógica. A sua opção é claramente da inviabilidade de soluções dentro do sistema atual, e a busca de alternativas socialistas como necessária. Um dos principais especialistas da economia do desenvolvimento, Amin considera que não é um Bretton Woods II que resolve (visão técnico-institucional) e sim um Bandung II (visão de reordenamento político internacional). O texto em inglês, publicado originalmente em INDIA'S NATIONAL MAGAZINE (volume 25 - Issue 26 : Dec. 20, 2008-Jan. 02, 2009).

Enfrentando a crise global - Dez 2008 - Presidência da República - Secretaria de Comunicação Social (2 paginas)
http://dowbor.org/crise/08enfrentandoacriseglobal.doc

Neste documento, um resumo das medidas relativas à prevenção da crise no Brasil (medidas anti-cíclicas). O conjunto é bastante coerente e em grande parte continuista. Em dezembro de 2008, estive numa apresentação deste plano pela ministra Dilma Rousseff na Unicamp, são orientações que me parecem realistas. Como a mídia noticia essencialmente o sobe/desce dos papéis (economia de elevador...), vale a pena ter uma visão de conjunto por quem é responsável por aplicar políticas. O documento foi retirado do boletim Em Questão, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Nº 735 - Brasília, 2 de Dezembro de 2008), em http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/eq735c/.

A crise internacional e seu impacto no Brasil - Dez 2008 - Rubens Ricúpero (10 paginas)
http://dowbor.org/crise/08ricupero.pdf
Rubens Ricúpero apresenta uma visão mais ampla da crise, tomando como pano de fundo as relações de poder no planeta, envolvendo em particular a determinação dos Estados Unidos de protegerem os seus interesses, com poucas considerações para o resto do mundo. Outro elemento central é a força política organizada das grandes corporações, que na época do Reagan tinham no lucro financeiro 10% dos seus lucros, e hoje têm 40%. Á visão é que com a resistência e o poder destes protagonistas, há pouca mudança sistêmica à vista.

Advice on reforming the global casino - Nov 2008 - Hazel Henderson (3 paginas)
http://dowbor.org/crise/08hazeladvice.doc
Hazel Henderson é uma crítica do "casino global", e propõe medidas mais amplas do que apenas fazer o casino funcionar melhor. As propostas vão das mudanças na regulação do crédito, até o contole dos paraísos fiscais e a implantação da taxa Tobin sobre transações especulativas internacionais. Documento curto e muito útil.

What G20 Leaders must do to stabilise our economy and fix the financial system - Nov 2008 - Barry Eichengreen e outros (67 paginas)
http://dowbor.org/crise/08eichengreeng20.pdf
Textos curtos de propostas apresentadas em 9 de novembro para a reunião do G20 em 15-11-2008 sobre a crise financeira. São avaliações e propostas de 17 especialistas do próprio mercado, visando salvar o sistema mas não transformá-lo. O documento é de fácil consulta para ver quais são os temas na mesa do ponto de vista dos "reformistas", o chamado mudar para não mudar.

Lucrar sem Produzir - Nov 2008 - Marcos Arruda (19 paginas)
http://dowbor.org/crise/08arruda.doc

Neste texto, Marcos Arruda traz uma visão de conjunto do processo de gestação da crise, e as alternativas em termos de propostas de mudança sistêmica. Uma boa sistematização, apresentando um conjunto de autores que pesquisam o tema. Na realidade, ninguém podia prever a eclosão tão ampla da crise neste momento, mas a compreensão dos desequilíbrios estruturais já foi apresentada por numerosos autores. O texto de Marcos termina com a necessidade de se pensar os objetivos econômicos na linha da qualidade de vida da população (Felicidade Interna Bruta), indo além do tradicional PIB. Boa bibliografia. 

Financial Implosion and Stagnation - Out 2008 - John Bellamy Foster and Fred Magdoff (20 paginas)
http://dowbor.org/crise/financialimplosionstagnation.doc
Um dos melhores artigos (está em inglês) que tive oportunidade de ler sobre a crise. Os autores relacionam a expansão dos lucros financeiros (exclentes gráficos), o endividamento geral dos Estados Unidos (tanto da população, como do setor público e das empresas), e a fragilização geral da economia no desequilíbrio crescente. A parte final, mais teórica, mas extremamente clara, formaliza as visões da economia política. O artigo é de 25 de outubro de 2008, muito atual. Os autores, John Bellamy Foster e Fred Magdoff, são da Monthly Review. O artigo está disponível gratuitamente online no site da revista: http://www.monthlyreview.org/081201foster-magdoff.php

A new Bretton Woods - Out 2008 - Jeffrey Sachs (2 paginas)
http://dowbor.org/crise/08jeffreysachs.doc

Jeffrey Sachs faz parte dos economistas que, como Stiglitz, já foram do sistema, mas entenderam a dimensão dos impasses gerados. Em termos da crise financeira, Jeffrey Sachs propõe que se vincule a reorientação dos fluxos de capitais aos objetivos do milênio (ODM),mudando portanto a orientação especulativa que hoje predomina. Aqui também aparece a visão de um Bretton Woods II. O texto é em inglês e foi publicado no The Guardian, em 21/10/08.

Prosper: desintermediação comercial e financeira (vídeo 15 min.) - Out 2008 - Craiglist e Prosper

"A atividade bancária é essencial, mas os bancos não o são". Esta é a visão do pessoal que criou Prosper, um sistema baseado na internet onde a atividade de crédito foi desintermediada: um vizinho que tem reservas, e outro que tem necessidades, emprestam um para o outro, e racham o que o banco ganharia. Além disso, evitam-se taxas, tarifas, sistemas complexos de garantias. O mecanismo é simples, é claramente descrito no vídeo abaixo. Nesta fase da crise financeira, o dono de um pequeno capital encontra muito mais rentabilidade e garantia ao dispersar os seus empréstimos entre vários tomadores, pode trabalhar com a comunidade, pedir referências de vizinhos etc. E o essencial: funciona. Não para financiar a GM, claro, para isto é preciso intervenção de grandes bancos, mais sólidos, como sabemos. São cerca de 15 minutos, o vídeo é legendado. Os primeiros minutos do video são sobre Craiglist, um sistema de desintermediação comercial (fugir dos atravessadores) também interessante. Acesse:

http://www.idealtv.com.br/midiacenter/?videoid=dd225ea6b394683f10e71531fba963a8

Crisis Subprime - Set 2008 - The Last Laugh
Um excelente "vídeo-reportagem" sobre a crise, de um humor perfeitamente britânico, bem falado em inglês mas felizmente (e finalmente) com subtítulos em espanhol, o que o torna perfeitamente compreensível. Vale a pena. Acessem pelo youtubehttp://www.youtube.com/watch?v=dJENM3xxp50 ). Duração de 8 minutos.

A História das Coisas - Jul 2008 - Comunidade Permacultura
Vídeo de 20 minutos, traduzido em português, chamado "A História das Coisas". Não é diretamente sobre a crise, mas traz um pano de fundo excelente para não economistas entenderem dinâmicas econômicas. Este vídeo está circulando muito, pelo seu caráter didático. Trata-se de uma versão dublada em português do documentário The Story of Stuff idealizada pela comunidade Permacultura. Realizada nos Estúdios Gavi New Track - SP, a direção e edição é de Fábio Gavi, locução de Nina Garcia e adaptação do texto por Denise Zepter. Acesse o vídeo neste endereço:  http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303 . Vale a pena.

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