Pílulas Informativas

Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Paris plunge: daily queues after city opens cleaned-up canal to swimmers – The Guardian – jul 2017 – 1p.

Já avançamos um pouco com ruas sem carros aos domingos, as ciclovias e a volta do carnaval de rua. Paris já tem carros elétricos disponíveis e públicos, como as nossas bicicletas. E agora está dando um passo à frente importante, com amplo curso de água aberto e gratuito para as pessoas nadarem. Em vez do teatrinho de Cidade Linda, poderíamos avançar mais e recuperar os nossos rios. Poder nadar num rio no meio da cidade é muito chique. É caro? Deixar os rios como canais de esgoto e fonte de doenças é muito mais caro. (1p., em inglês)
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Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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Just do it: the experience economy and how we turned our backs on ‘stuff’ – The Guardian – 13 May 2017 – 3p.

Interessante artigo sobre novas tendências do consumo que estão adquirindo sólidas dimensões. Em vez de gastar com compras, o que em inglês qualificam como "stuff", "coisas", as pessoas estão buscando enriquecer vivências. Multiplicam-se botecos (pubs), teatrinhos locais, programas de passeios com amigos, viagens, espaços culturais nas praças. O futuro está em menos tempo gasto para produzir bugigangas que entulham armários ou garagens, e mais para conhecer e conviver. O artigo (3p. em inglês) traça os rumos desta "experience economy", economia das vivências.
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Natasha Singer, How Google took over the classroom – 13 May 2017 – NY Times

O Google está invadindo as salas de aula? Nos EUA, mais da metade dos alunos de primeiro e segundo graus já usam o Google Educator, as escolas recebem o laptop simplificado Chromebook. A ideia geral é de um lado facilitar a vida dos alunos e dos professores, mas evidentemente também assegurar que a nova geração fique desde o início inserida nos produtos da empresa. O sistema permite gestão e produção de documentos, acesso à informação. Microsoft e Apple que já se lançaram também neste mercado estão ficando para trás, o Face ainda correndo por fora. É mais uma área da internet que abriu imensas possibilidades de liberdade de acesso e navegação, mas que se vê apropriada pelos gigantes da comunicação. Os sistemas permitem o armazenamento de dados individualizados dos alunos, futuro marketing direcionado, e a briga sobre a privacidade está forte.
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World Happiness Report 2017 – John Helliwell, Richard Layard and Jeffrey Sachs – 188 p.

Muito interessante e sério o relatório mundial sobre a felicidade. Uma pesquisa com critérios em 150 países. Países mais igualitários estão no topo (Noruega, Canada...), EUA recuam para 15 lugar (aumentou PIB mas caiu o bem estar) e o Brasil (de antes do golpe) ocupa ranking 22. Boas análises sobre emprego e outros, confira os capítulos China e EUA no documento completo online, gratuito e em inglês.
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Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – abril – The Gardian (1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo, para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "é uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.
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Yamila Goldfarb – El golpe institucional en Brasil y las transformaciones en las políticas de desarrollo para el campo – Nueva Sociedad – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad.
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CLACSO – Contra la invasión policial a la escuela Florestan Fernandes, del Movimiento Sin Tierra en Brasil – Outubro 2016

CLACSO repudia y condena la violenta e injustificada acción de la policía brasileña y exige al gobierno de Michel Temer el más riguroso respeto a los derechos humanos, la libertad de expresión y de movilización por parte de organizaciones que actúan pública y legalmente en la defensa de un país más democrático.
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Boaventura de Souza Santos – Nota de solidariedade à Escola Nacional Florestan Fernandes e ao MST

Boaventura de Sousa Santos: "Diante da invasão policial truculenta, arbitrária e ilegal (sem mandado judicial) da sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), na manhã desta sexta-feira (04/11), em Guararema (SP), manifestamos solidariedade pública ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a uma de suas conquistas mais simbólicas e irradiadoras na árdua luta por justiça social e fraternidade."
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Entrevista de Bresser Pereira – “A PEC 241 é feita para a classe rica que patrocinou o golpe e essa onda de ódio” – Diário do Centro do Mundo – outubro 2016

BresserEntrevista imperdível com Bresser-Pereira: “A PEC não vai ter nenhum efeito agora. O objetivo é desmantelar o estado do bem estar social e destruir o SUS e a educação fundamental.”
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Nota da Comissão Episcopal Pastoral Para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

logomarca-da-cnbbPosicionamento da CNBB contra o retrocesso no Brasil: "Entendemos que as propostas de reforma trabalhista e terceirização, reforma do Ensino Médio, reforma da Previdência Social e, sobretudo, a Proposta de Emenda Constitucional, PEC 241/2016, que estabelece teto nos recursos públicos para as políticas sociais, por 20 anos, colocam em risco os direitos sociais do povo brasileiro, sobretudo dos empobrecidos".
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PEC 241, autoengano e a economia do lar

O economista Antônio Lacerda, em artigo publicado em OESP, considera o apoio a PEC 241/2016, que limita a expansão dos gastos públicos pelos próximos 20 anos, uma manifestação de um autoengano coletivo, baseado na ideia de que o orçamento público funciona como o “orçamento do lar” e que na crise é preciso cortar gastos".
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Manuel Castells – Democracy in the age of the internet

Interessante artigo de Manuel Castells, curto (4 p.), em inglês, sobre o impacto da internet sobre a democracia na era da internet, e a política em geral.
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Declaração da Clacso – Maio – 2016, 1p.

Importante tomada de posição da CLACSO, a grande rede de pesquisadores em ciências sociais, com mais de 500 instituições em 40 países do mundo, sobre o golpe no Brasil. (Texto de 1 página, disponível em espanhol e em português) L. Dowbor
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