Pílulas Informativas

Oceans suffocating as huge dead zones quadruple since 1950, scientists warn – The Guardian – 04.01.2018 – 2p.

A poluição dos mares avançou de maneira impressionante nas últimas décadas, com numerosas regiões já mortas como o golfo do México, mar Báltico e outros. Química, em particular da agricultura, aquecimento global (reduz teor de oxigênio) e outros processos. Veja resultados de ampla pesquisa, artigo Guardian, em inglês, 2p.
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John Harris – Airbnb, Uber, eBay: in this intangible world workers must adapt to survive – The Gardian – 2017 – 2p.

O capitalismo sem capital? Uber não tem carros, Airbnb não tem quartos, Facebook não tem emissoras e por aí vai. Aqui uma boa nota sobre transformações que deslocam nossa visão do capital, do trabalhador e das relações de produção.
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University students failed by rip-off fees, says watchdog – The Guardian – 2017 – 2p. (inglês)

Endividamento estudantil explode no Reino Unido na medida em que aumenta a privatização do ensino superior e sua transformação em indústria do diploma. Estudantes terminam com dívidas de 220 mil reais (50 mil libras) e pouca qualidade de ensino. Financeirização não é só no Brasil.
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The Guardian – Living on the edge: São Paulo’s inequality mapped – 27.11.2017 – 1p.

Less than 10 miles of concrete sprawl separates the São Paulo neighbourhoods of Jardim Paulista and Jardim Ângela, but that gap grows to almost 24 years in the life expectancy of people living there. While residents of the central Paulista area can expect to live beyond their 79thbirthday on average, people from Jardim Ângela on the south-western periphery will likely be dead before they are 56.
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Jill Treanor – World’s biggest banks face £264bn bill for poor conduct – The Guardian – 14/08/2017

Os maiores bancos, como o Bank of America e outros gigantes, estão sendo condenados por fraudes contra clientes, governos, empresas em qualquer parte do mundo, o que gera uma conta estimada em 264 bilhões de libras, cerca de 340 bilhões de dólares. As atividades ilegais se generalizaram, em particular porque o espaço financeiro de manobra é global, inclusive com cerca de 60 paraísos fiscais, enquanto os governos tentam gerar algum controle nos seus fragmentados espaços nacionais. Os dados mais amplos podem ser vistos na pesquisa original http://conductcosts.ccpresearchfoundation.com/conduct-costs-results (CCP Research Foundation). Aqui, em uma página, em inglês, o resumo do Guardian. 
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Financialization Has Turned the Global Economy Into a House of Cards: An Interview With Gerald Epstein – J.C. Polychroniu – Truthout – jul 2017 – 4p.

Publicada no site Truthout, a entrevista de Gerald Epstein sobre a financeirização, apresenta uma definição, as principais pesquisas e os impactos econômicos e sociais.  A ideia central é que a financeirização tem impacto líquido negativo sobre as economias, desviando recursos do investimento produtivo para lucros financeiros de curto prazo. O custo (impacto negativo) das atividades do sistema financeiro para os Estados Unidos está estimado em 22 trilhões de dólares em trinta anos (PIB atual dos EUA, para dar uma referência, é de 18 trilhões). O paralelo com a economia brasileira é evidente, ainda que aqui proporcionalmente mais pernicioso.
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Paris plunge: daily queues after city opens cleaned-up canal to swimmers – The Guardian – jul 2017 – 1p.

Já avançamos um pouco com ruas sem carros aos domingos, as ciclovias e a volta do carnaval de rua. Paris já tem carros elétricos disponíveis e públicos, como as nossas bicicletas. E agora está dando um passo à frente importante, com amplo curso de água aberto e gratuito para as pessoas nadarem. Em vez do teatrinho de Cidade Linda, poderíamos avançar mais e recuperar os nossos rios. Poder nadar num rio no meio da cidade é muito chique. É caro? Deixar os rios como canais de esgoto e fonte de doenças é muito mais caro. (1p., em inglês)
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Jeffrey Sachs:”Our politics has become a battle of billionaire behemoths” – jun 2017

Jeffrey Sachs, uma das vozes importantes hoje no mundo, em termos de formulação de visões econômicas, resume em menos de três minutos o óbvio: as grandes fortunas se tornaram tão amplas que se transformaram em poder político, o que lhes permite capturar a democracia e reforçar as vantagens. O caminho? Taxar as grandes fortunas e resgatar os processos democráticos.
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Just do it: the experience economy and how we turned our backs on ‘stuff’ – The Guardian – 13 May 2017 – 3p.

Interessante artigo sobre novas tendências do consumo que estão adquirindo sólidas dimensões. Em vez de gastar com compras, o que em inglês qualificam como "stuff", "coisas", as pessoas estão buscando enriquecer vivências. Multiplicam-se botecos (pubs), teatrinhos locais, programas de passeios com amigos, viagens, espaços culturais nas praças. O futuro está em menos tempo gasto para produzir bugigangas que entulham armários ou garagens, e mais para conhecer e conviver. O artigo (3p. em inglês) traça os rumos desta "experience economy", economia das vivências.
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Natasha Singer, How Google took over the classroom – 13 May 2017 – NY Times

O Google está invadindo as salas de aula? Nos EUA, mais da metade dos alunos de primeiro e segundo graus já usam o Google Educator, as escolas recebem o laptop simplificado Chromebook. A ideia geral é de um lado facilitar a vida dos alunos e dos professores, mas evidentemente também assegurar que a nova geração fique desde o início inserida nos produtos da empresa. O sistema permite gestão e produção de documentos, acesso à informação. Microsoft e Apple que já se lançaram também neste mercado estão ficando para trás, o Face ainda correndo por fora. É mais uma área da internet que abriu imensas possibilidades de liberdade de acesso e navegação, mas que se vê apropriada pelos gigantes da comunicação. Os sistemas permitem o armazenamento de dados individualizados dos alunos, futuro marketing direcionado, e a briga sobre a privacidade está forte.
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World Happiness Report 2017 – John Helliwell, Richard Layard and Jeffrey Sachs – 188 p.

Muito interessante e sério o relatório mundial sobre a felicidade. Uma pesquisa com critérios em 150 países. Países mais igualitários estão no topo (Noruega, Canada...), EUA recuam para 15 lugar (aumentou PIB mas caiu o bem estar) e o Brasil (de antes do golpe) ocupa ranking 22. Boas análises sobre emprego e outros, confira os capítulos China e EUA no documento completo online, gratuito e em inglês.
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Revealed: the huge profits earned by big banks on overseas money transfers – abril – The Gardian (1p.)

As tarifas cobradas pelos bancos no Brasil representam uma vez e meia a sua folha de pagamentos. São incorporadas de diversas maneiras.O Guardian teve acesso a um relatório do Santander mundial, sobre o que cobram por transferências de dinheiro. Por exemplo, para transferir 10 mil libras do Reino Unido para Espanha, cobram 394 euros, enquanto uma simples agência, TransferWise, cobraria 64 euros. Os custos do Santander são disfarçados na manipulação da taxa de câmbio (rate mark-up). Comenta Taavet Hinrikus: "é uma achacamento massivo dos clientes (massive consumer rip-off) mas o documento do Santander não me supreende. O que sim me surpreende é quanto tempo eles conseguiram se safar com isso". Do Guardian, 1p. em inglês. Aliás, o que os bancos cobram no Brasil sobre qualquer transferência que nós mesmos operamos, inclusive dentro do país, é indecente.
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Yamila Goldfarb – El golpe institucional en Brasil y las transformaciones en las políticas de desarrollo para el campo – Nueva Sociedad – oct. 2016

Artigo curto e bem informado artigo de Yamila Goldfarb sobre a desarticulação das políticas rurais no Brasil. O mundo rural precisa ser visto de maneira integrada, com impactos sociais e econômicos, e não só em termos de capacidade de exportação. Em espanhol (2p.) publicado pelo Nueva Sociedad.
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CLACSO – Contra la invasión policial a la escuela Florestan Fernandes, del Movimiento Sin Tierra en Brasil – Outubro 2016

CLACSO repudia y condena la violenta e injustificada acción de la policía brasileña y exige al gobierno de Michel Temer el más riguroso respeto a los derechos humanos, la libertad de expresión y de movilización por parte de organizaciones que actúan pública y legalmente en la defensa de un país más democrático.
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Boaventura de Souza Santos – Nota de solidariedade à Escola Nacional Florestan Fernandes e ao MST

Boaventura de Sousa Santos: "Diante da invasão policial truculenta, arbitrária e ilegal (sem mandado judicial) da sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), na manhã desta sexta-feira (04/11), em Guararema (SP), manifestamos solidariedade pública ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a uma de suas conquistas mais simbólicas e irradiadoras na árdua luta por justiça social e fraternidade."
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