Foto: Desmonte dos elevados – Toronto – Canadá – 2011

Nas colunas de suporte do antigo elevado, colocaram fotos do processo de desconstrução, tanto para lembrar como era como para comemorar o choque de bom senso que foi a decisão de retirar a monstruosidade. Em geral na construção de “elevados” se juntaram os interesses das empreiteiras e das empresas produtoras de automóveis. (L. Dowbor)

Foto: Colunas do ex-minhocão – Toronto – Canadá – 2011

Em Toronto, o antigo elevado foi desmantelado, ficaram as colunas de suporte, hoje com trepadeiras e flores. Boston e outras cidades já tiraram estes monumentos de bobagem de tentar resolver o problema da mobilidade urbana fazendo dois andares de carros, em vez de investir no transporte coletivo. As empreiteiras ganham nos dois momentos de construção e desconstrução. (L. Dowbor)

Foto: Tampas de privadas – São Paulo – 2011

Na loja da Leroy Merlin, da Marginal Tietê, são oferecidos 385 modelos de tampas de privada, redundância programada, desperdicio de tempo, transporte e matéria prima. Milton Friedmann, que glolrificou a liberdade de escolher do capitalismo, devia ter isto em mente. Na foto, são 7 fileiras de 55 tampas. (L. Dowbor)

Foto: Praça sem fios – Madrid – Espanha – 2011

 

Fios sob a calçada em Madrid permitem que as praças e ruas adquiram outro visual, com boa iluminação sem fiação aparente. Em compensação, neste bairro próximo do aeroporto, aparece a poluição gerada pelos aviões, cujo impacto ambiental muito forte começa hoje a ser conhecido. Na Europa, a generalização dos trens de grande velocidade (TGVs) tem reduzido radicalmente pelo menos o tráfego aéreo regional: custos maiores no investimento, mas redução radical do custo energético e ambiental depois que o investimento foi realizado. (L. Dowbor)

Foto: Fiação sob a calçada – Madrid – Espanha – 2011

Em Madrid, a fiação fica sob a calçada. O sistema de manutenção fica mais simples, e evidentemente a estética de praças e ruas muda. Nas ruas, coisa importante, as árvores podem se expandir, sem ser massacradas para não “atrapalhar” os fios. O conceito de calçada útil, com infraestruturas (fios, canos, fibra ótica, gaz de cozinha…), tende a se generalizar. (L. Dowbor)


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