Artigos por Ladislau Dowbor

L. Dowbor – Our Common Challenges – Concilium Civitas – 7p. – 2019

The Concilium Civitas international conference in Warsaw brought together eminent social scientists working at the world’s leading universities in economics, politics, history and others. The common concern is the deep deformation of political processes around the world, with right-wing populist regimes taking over in Poland, Brazil, US and other countries. My paper here is about Our Common Challenges. The world has changed. By this I mean a systemic transformation, not some cosmetic adjustments to the industrial capitalism we thought of as the definitive way of life. The complete book, Concilium Civitas 2019 Almanac is online in English, and both online and as paper-book in Polish. The papers are short and focused, a strong overview of our transformations.

Ladislau Dowbor – A grande riqueza e a grande pobreza são igualmente patológicas para a sociedade – Com Ciência – Dossiê 208 – Agenda 2030 da ONU – 07/06/2019

O combate à desigualdade é uma necessidade ética. Não é concebível que no século XXI tenhamos manifestações trágicas de miséria. O básico, numa sociedade civilizada, não pode faltar a ninguém – e muito menos às crianças que não têm nenhuma responsabilidade pelo caos em que são jogadas. Não é uma questão de esquerda e direita, e sim de elementar decência humana. Estamos destruindo o planeta em proveito de uma minoria inoperante enquanto os recursos necessários para assegurar tanto as políticas ambientais como as de redução das desigualdades são desviados para atividades de especulação financeira. Acabar com a pobreza, assegurar crescimento e empregos, e promover a industrialização sustentável pertencem a uma lógica comum e integrada: democratizar o acesso aos recursos. Temos sim de evoluir para um novo pacto global se quisermos que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável realmente se materializem.
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Entrevista Dowbor – A emergência da inversão: menos glorificação dos bilionários e mais bem-estar das famílias – IHU On-Line – Edição 537 – 11.06.2019 – 5p.

Entrevista Dowbor - A emergência da inversão: menos glorificação dos bilionários e mais bem-estar das famílias - IHU On-Line - Edição 537 - 11.06.2019 - 5p.
O capitalista de antigamente explorava os trabalhadores mas produzia, gerava produto e pagava impostos. A destruição do planeta é obra de uma minoria planetária que é improdutiva, desvia os recursos necessários para a reconversão das nossas economias para a sustentabilidade ambiental e a inclusão social. A fragilidade do atual sistema dominante consiste precisamente no fato de ser economicamente, socialmente e ambientalmente disfuncional. Como muitos economistas importantes que nada têm de esquerda hoje proclamam, de Joseph Stiglitz no Roosevelt Institute até Martin Wolf no Financial Times, este sistema perdeu a sua legitimidade.
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Brasil lidera juros de cartão na América Latina, com taxas de agiota – Maurício Gutemberg / UOL – 1p.

Brasil lidera juros de cartão na América Latina, com taxas de agiota - Maurício Gutemberg / UOL - 1p.
Juros extorsivos que paralisam o país. No Brasil, não se ganha dinheiro produzindo, e sim cobrando pedágio sobre o trabalho dos outros.

L. Dowbor – Our Global Mess – Ethical Markets – April 2019 – 6p

In case you haven’t noticed, our challenges are ridiculously simple. We are destroying this only planet we have, for the benefit of the happy few, and the resources to do something about it are lingering in tax havens and other speculative drains. Well, I can be generous, and in the face of your incredulity or lack of understanding, I shall draw a picture. It is not only climate change and the dramas it is generating – you haven’t read the Stern report, I imagine – but the general pollution of fresh water, the forests being taken down, the soil being sterilized by monoculture, excessive tilling and chemistry, the destruction of biodiversity (we have lost 52% of vertebrates between 1970 and 2010), the disparition of bees and insects in general, the drama of overfishing, the antibiotics in our food and the appearance of resistant bacteria and so forth – all this will stimulate your imagination.
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Dowbor – Economia para quem? – Jornal dos Economistas – Corecon RJ e Sindecon-RJ – maio 2019/ n.357 – ISSN 1519-7387)

Dowbor - Economia para quem? - Jornal dos Economistas  - Corecon RJ e Sindecon-RJ - maio 2019/ n.357 -  ISSN 1519-7387)
Aumentar a exclusão num país onde o eixo crítico estrutural é a desigualdade é muito mais que injusto, é burro. O que funciona é orientar a economia para o bem-estar da população. Isso não é populismo, é democracia econômica. O que os agentes efetivamente produtivos no país precisam não é mais discurso ideológico liberal ou neoliberal, é uma demanda forte e crédito barato. Ou seja, retomar as políticas sociais e os investimentos e reorientar o sistema financeiro para que fomente a economia, em vez de drená-la...
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L. Dowbor – De onde vem o nosso super-ministro da economia?- 6p.

L. Dowbor - De onde vem o nosso super-ministro da economia?- 6p.
Ninguém se reinventa. E ninguém é chamado para dirigir a 8ª economia do mundo sem ser apoiado por um conjunto de interesses. Neste país onde se cobra ao mês juros que no resto do mundo se cobra ao ano, e se afundou em dívidas 64 milhões de adultos, mas também as pequenas e médias empresas, e até o Estado com a dívida pública, vale a pena lembrar de quem se trata.
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Ladislau Dowbor – Os péssimos cálculos sobre a previdência – 3p.- março 2019

Os grandes programas da nossa oligarquia são empurrados por fórmulas simples marteladas exaustivamente. É o que modernamente se chama de narrativas. Com o uso em escala industrial das redes sociais direcionadas, isso pega. Para derrubar Dilma, inventou-se um déficit que nunca foi significativo, e como ninguém entende das grandes contas, explicou-se que uma boa dona de casa só gasta o que tem. E pegou. Um discurso semelhante se faz hoje para tentar emplacar a desarticulação da previdência. A população está envelhecendo e, portanto, teremos menos pessoas em idade ativa sustentando os idosos, aumentando a “razão de dependência”. Há mais absurdos ditos sobre esta questão, aqui queremos apenas focar o fato de que temos uma gigantesca subutilização da nossa força de trabalho, e não idosos demais.

Dowbor – O culpado é você! – março 2019 – 3p.

A obesidade atinge grande parte da população mundial, diabetes está explodindo por toda parte, milhões morrem por ingestão de partículas produzidas pelos carros, novas bactérias resistentes surgiram com a generalização dos antibióticos colocados na carne que comemos, o câncer mata cerca de 10 milhões de pessoas, e quase ninguém consegue regular os agrotóxicos. Bem, a culpa, naturalmente, é nossa. Ou seja, nós como indivíduos, como consumidores.
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Dowbor – Dia da mulher? – março 2019 – 3p.

Dowbor - Dia da mulher? - março 2019 - 3p.
“Os resultados da PNAD Contínua, de 2012 a 2017, evidenciam que, até 2014, o mercado de trabalho brasileiro apresentou incremento de ocupação, sobretudo do emprego formal. Redução da desocupação, que atingiu sua menor taxa na série; e aumento dos rendimentos do trabalho. Nos três anos seguintes, entretanto, tais resultados positivos foram parcial ou completamente revertidos” (18). Esse é o quadro geral, a partir de Temer e companhia a situação piora drasticamente para todo mundo. As mulheres, os idosos, os negros, os pobres em geral sempre sofrem o maior impacto. A briga é de todos nós. Boas informações ajudam, pinçamos aqui algumas aberrações.
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Entrevista Dowbor – Vale: Os verdadeiros culpados da tragédia – Marcelo Menna Barreto / ExtraClasse – 3p.

O Brasil tem ampla tradição da extração mineral, tem excelentes engenheiros que sabem perfeitamente como fazer represas. Assim, tanto a tragédia de Mariana como a de Brumadinho apontam para um desajuste sistêmico nos processos decisórios empresariais: não são os técnicos que mandam, e sim gestores apontados pelos grandes acionistas que de mineração (ou de matadouros, ou de madeireiras etc.) não entendem nada. Entendem apenas de quanto vai render. E se o técnico dá um alerta, o conselho de administração vai seguir defendendo os acionistas, porque com os bônus ligados ao rendimento das ações, os gestores são solidários dos acionistas, o que explica inclusive os seus salários nababescos. E a corrupção vai servir para assegurar o apoio dos que assinam o laudo técnico. Esses desastres mostram a deformação profunda do sistema empresarial privado na era do capital financeiro.

Dowbor – Como eu me informo – fev. 2019 – 5p

Temos de enfrentar uma impressionante indústria com capacidade de nos fazer pensar qualquer bobagem, e nos fazer acreditar que pessoas com “bom senso” pensam como nós. É legítimo não aceitarmos que tantas pessoas sejam transformadas em zumbis, repetindo o que aparece nesses diversos instrumentos de manipulação. O que me interessa aqui é dar, através do testemunho de como eu organizo a minha informação, indicações de excelentes fontes de análises, internacionais e nacionais, que apresentam não só boa informação, mas informação com facilidade de verificação.
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Dowbor, Ladislau – Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível – 2019 – 14p.

Dowbor, Ladislau - Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível -  2019 - 14p.
O objetivo da economia, o cuidado com a nossa casa, consiste essencialmente em assegurar o bem-estar das famílias sem prejudicar as gerações futuras. Isso exige inteligência no uso dos recursos que, por sua vez, exige formas adequadas e transparentes de fazer as contas. O PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais, que não faz contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la: não à toa o governo britânico acrescentou ao PIB as estimativas do comércio de drogas e da prostituição, para poder dizer que “estamos crescendo”. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade de dar a impressão de que entendem do que se trata, mas reduzir a questão do desenvolvimento a uma cifra escancara a porta para “interpretações”. Para os que se preocupam com a destruição do meio-ambiente, é uma causa de desespero, já que a nossa principal conta esqueceu este detalhe. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada, e apresentar algo que funcione. Este artigo é uma versão atualizada e expandida de "O Debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada".
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Curso “A Economia ao Alcance de Todos” – Instituto Paulo Freire – início: 05.02.2019 – Inscrições abertas

Curso "A Economia ao Alcance de Todos" - Instituto Paulo Freire - início: 05.02.2019 - Inscrições abertas
O Curso ‘A Economia ao Alcance de Todos’ – Por uma Pedagogia da Pergunta tem por objetivo contribuir para esclarecer e fazer chegar a todas as pessoas como a riqueza do mundo, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros para investir apenas em capital especulativo. Ao participar deste curso, o(a) cursista tem a compreensão sobre o funcionamento da economia; passa-se a entender seus conceitos fundamentais que estão presentes na nossa vida cotidiana, mas que quase nunca são explicados nas escolas e na sociedade em geral. Inscreva-se já: www.unifreire.online
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Dowbor, Ladislau – The Age of Unproductive Capital: New Architectures of Power – Cambridge Scholars, UK, 2019

Dowbor, Ladislau - The Age of Unproductive Capital: New Architectures of Power – Cambridge Scholars, UK, 2019
This book offers a very direct and readable analysis of the main challenges facing our societies today, such as reducing inequality, protecting the planet, and in particular mobilizing our financial resources which linger in tax havens and feed speculation, instead of funding the sustainable development we need. It precisely considers the most important factors, including corporate governance, financialization, capturing political power, and the limits to adequate national economic policies in a world dominated by global finance. The Brazilian experience has been highlighted. The book’s presentation of how sensible and productive policies are dismantled will be highly interesting for the international community, whether in the academic, corporate or government spheres.
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