Artigos por Ladislau Dowbor

Brasil lidera juros de cartão na América Latina, com taxas de agiota – Maurício Gutemberg / UOL – 1p.

Juros extorsivos que paralisam o país. No Brasil, não se ganha dinheiro produzindo, e sim cobrando pedágio sobre o trabalho dos outros.

L. Dowbor – Our Global Mess – Ethical Markets – April 2019 – 6p

In case you haven’t noticed, our challenges are ridiculously simple. We are destroying this only planet we have, for the benefit of the happy few, and the resources to do something about it are lingering in tax havens and other speculative drains. Well, I can be generous, and in the face of your incredulity or lack of understanding, I shall draw a picture. It is not only climate change and the dramas it is generating – you haven’t read the Stern report, I imagine – but the general pollution of fresh water, the forests being taken down, the soil being sterilized by monoculture, excessive tilling and chemistry, the destruction of biodiversity (we have lost 52% of vertebrates between 1970 and 2010), the disparition of bees and insects in general, the drama of overfishing, the antibiotics in our food and the appearance of resistant bacteria and so forth – all this will stimulate your imagination.
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Dowbor – Economia para quem? – Jornal dos Economistas – Corecon RJ e Sindecon-RJ – maio 2019/ n.357 – ISSN 1519-7387)

Aumentar a exclusão num país onde o eixo crítico estrutural é a desigualdade é muito mais que injusto, é burro. O que funciona é orientar a economia para o bem-estar da população. Isso não é populismo, é democracia econômica. O que os agentes efetivamente produtivos no país precisam não é mais discurso ideológico liberal ou neoliberal, é uma demanda forte e crédito barato. Ou seja, retomar as políticas sociais e os investimentos e reorientar o sistema financeiro para que fomente a economia, em vez de drená-la...
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L. Dowbor – De onde vem o nosso super-ministro da economia?- 6p.

Ninguém se reinventa. E ninguém é chamado para dirigir a 8ª economia do mundo sem ser apoiado por um conjunto de interesses. Neste país onde se cobra ao mês juros que no resto do mundo se cobra ao ano, e se afundou em dívidas 64 milhões de adultos, mas também as pequenas e médias empresas, e até o Estado com a dívida pública, vale a pena lembrar de quem se trata.
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Ladislau Dowbor – Os péssimos cálculos sobre a previdência – 3p.- março 2019

Os grandes programas da nossa oligarquia são empurrados por fórmulas simples marteladas exaustivamente. É o que modernamente se chama de narrativas. Com o uso em escala industrial das redes sociais direcionadas, isso pega. Para derrubar Dilma, inventou-se um déficit que nunca foi significativo, e como ninguém entende das grandes contas, explicou-se que uma boa dona de casa só gasta o que tem. E pegou. Um discurso semelhante se faz hoje para tentar emplacar a desarticulação da previdência. A população está envelhecendo e, portanto, teremos menos pessoas em idade ativa sustentando os idosos, aumentando a “razão de dependência”. Há mais absurdos ditos sobre esta questão, aqui queremos apenas focar o fato de que temos uma gigantesca subutilização da nossa força de trabalho, e não idosos demais.

Dowbor – O culpado é você! – março 2019 – 3p.

A obesidade atinge grande parte da população mundial, diabetes está explodindo por toda parte, milhões morrem por ingestão de partículas produzidas pelos carros, novas bactérias resistentes surgiram com a generalização dos antibióticos colocados na carne que comemos, o câncer mata cerca de 10 milhões de pessoas, e quase ninguém consegue regular os agrotóxicos. Bem, a culpa, naturalmente, é nossa. Ou seja, nós como indivíduos, como consumidores.
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Dowbor – Dia da mulher? – março 2019 – 3p.

“Os resultados da PNAD Contínua, de 2012 a 2017, evidenciam que, até 2014, o mercado de trabalho brasileiro apresentou incremento de ocupação, sobretudo do emprego formal. Redução da desocupação, que atingiu sua menor taxa na série; e aumento dos rendimentos do trabalho. Nos três anos seguintes, entretanto, tais resultados positivos foram parcial ou completamente revertidos” (18). Esse é o quadro geral, a partir de Temer e companhia a situação piora drasticamente para todo mundo. As mulheres, os idosos, os negros, os pobres em geral sempre sofrem o maior impacto. A briga é de todos nós. Boas informações ajudam, pinçamos aqui algumas aberrações.
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Entrevista Dowbor – Vale: Os verdadeiros culpados da tragédia – Marcelo Menna Barreto / ExtraClasse – 3p.

O Brasil tem ampla tradição da extração mineral, tem excelentes engenheiros que sabem perfeitamente como fazer represas. Assim, tanto a tragédia de Mariana como a de Brumadinho apontam para um desajuste sistêmico nos processos decisórios empresariais: não são os técnicos que mandam, e sim gestores apontados pelos grandes acionistas que de mineração (ou de matadouros, ou de madeireiras etc.) não entendem nada. Entendem apenas de quanto vai render. E se o técnico dá um alerta, o conselho de administração vai seguir defendendo os acionistas, porque com os bônus ligados ao rendimento das ações, os gestores são solidários dos acionistas, o que explica inclusive os seus salários nababescos. E a corrupção vai servir para assegurar o apoio dos que assinam o laudo técnico. Esses desastres mostram a deformação profunda do sistema empresarial privado na era do capital financeiro.

Dowbor – Como eu me informo – fev. 2019 – 5p

Temos de enfrentar uma impressionante indústria com capacidade de nos fazer pensar qualquer bobagem, e nos fazer acreditar que pessoas com “bom senso” pensam como nós. É legítimo não aceitarmos que tantas pessoas sejam transformadas em zumbis, repetindo o que aparece nesses diversos instrumentos de manipulação. O que me interessa aqui é dar, através do testemunho de como eu organizo a minha informação, indicações de excelentes fontes de análises, internacionais e nacionais, que apresentam não só boa informação, mas informação com facilidade de verificação.
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Dowbor, Ladislau – Além do PIB: medir o que importa e de forma compreensível – 2019 – 14p.

O objetivo da economia, o cuidado com a nossa casa, consiste essencialmente em assegurar o bem-estar das famílias sem prejudicar as gerações futuras. Isso exige inteligência no uso dos recursos que, por sua vez, exige formas adequadas e transparentes de fazer as contas. O PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais, que não faz contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la: não à toa o governo britânico acrescentou ao PIB as estimativas do comércio de drogas e da prostituição, para poder dizer que “estamos crescendo”. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade de dar a impressão de que entendem do que se trata, mas reduzir a questão do desenvolvimento a uma cifra escancara a porta para “interpretações”. Para os que se preocupam com a destruição do meio-ambiente, é uma causa de desespero, já que a nossa principal conta esqueceu este detalhe. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada, e apresentar algo que funcione. Este artigo é uma versão atualizada e expandida de "O Debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada".
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Curso “A Economia ao Alcance de Todos” – Instituto Paulo Freire – início: 05.02.2019 – Inscrições abertas

O Curso ‘A Economia ao Alcance de Todos’ – Por uma Pedagogia da Pergunta tem por objetivo contribuir para esclarecer e fazer chegar a todas as pessoas como a riqueza do mundo, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros para investir apenas em capital especulativo. Ao participar deste curso, o(a) cursista tem a compreensão sobre o funcionamento da economia; passa-se a entender seus conceitos fundamentais que estão presentes na nossa vida cotidiana, mas que quase nunca são explicados nas escolas e na sociedade em geral. Inscreva-se já: www.unifreire.online
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Dowbor, Ladislau – The Age of Unproductive Capital: New Architectures of Power – Cambridge Scholars, UK, 2019

This book offers a very direct and readable analysis of the main challenges facing our societies today, such as reducing inequality, protecting the planet, and in particular mobilizing our financial resources which linger in tax havens and feed speculation, instead of funding the sustainable development we need. It precisely considers the most important factors, including corporate governance, financialization, capturing political power, and the limits to adequate national economic policies in a world dominated by global finance. The Brazilian experience has been highlighted. The book’s presentation of how sensible and productive policies are dismantled will be highly interesting for the international community, whether in the academic, corporate or government spheres.
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Dowbor, Ladislau. O Papel do Economista – Economistas: Revista do Conselho Federal de Economia (COFECON) – ano IX, n. 30 – out. a dez. 2018

Você já pensou para que serve um economista? Aqui, em poucas páginas, uma reflexão sobre o seu papel. Não é artigo para economistas apenas, pois se trata dos recursos de todos nós, do nosso trabalho, do nosso futuro. A análise econômica precisa parar de se esconder atrás de equações, de pretensos sofisticados embates entre ortodoxos e heterodoxos, de falsas neutralidades ideológicas sob pretensão de serem "técnicas". É preciso resgatar o foco, que são as questões essenciais da desigualdade, da destruição ambiental e do capital improdutivo. E a informação econômica tem de gerar análises adequadas e com linguagem clara para que a população entenda o que acontece com os seus recursos. É tempo de nos atualizarmos e de resgatar, como economistas, a nossa utilidade social.

Dowbor – A Burrice no Poder – revisão jan. 2019 – 14p.

Escrito para próxima publicação do Projeto Novos Paradigmas, o título "A burrice no poder" pode parecer um pouco provocador, mas pense um pouco: a desigualdade está explodindo no mundo, e as propostas vão no sentido de austeridade não dos que esbanjam, mas dos que mal sobrevivem. O planeta está sendo destruído e o que se vislumbra não é consumo mais inteligente e sim expansão do consumismo irresponsável. A violência se espraia, e a solução seria disseminar mais armas. O homo demens transforma a burrice em bandeira. Uma visão construtiva é fácil de identificar: é só fazer o contrário. Divirta-se.
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Dowbor – Além do Capitalismo: uma nova arquitetura social – novembro 2018 – 86p.

"Além do Capitalismo: uma nova arquitetura social"  é um ensaio que propõe uma mudança radical de como pensamos as transformações atuais do capitalismo. Em vez de acrescentar adjetivos ao capitalismo industrial que conhecemos - global, financeiro etc - que tal pensar que tipo de novo animal está nascendo? Em vez de olhar como o antigo se deforma, procurar desenhar o novo que se forma. Um outro modo de produção está emergindo? O conhecimento tornou-se o principal fator de produção, abrindo espaço para  economia imaterial, a fábrica perde protagonismo frente às plataformas, a apropriação da riqueza migra para os sistemas financeiros, as relações de emprego se desarticulam, o espaço da economia tornou-se planetário, a democracia aparece como dispensável. A mudança é sistêmica, apontando tanto para novas ameaças como para novas oportunidades. Coloco este esboço do futuro para a sua reflexão e comentários. 
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