Artigos recebidos

Ricardo Bielschowsky – O modelo de desenvolvimento proposto por Lula e Dilma – setembro – 2014, 2p.

Bielschovsky, da Unicamp, juntou os principais números da evolução do Brasil nos últimos anos. Síntese feliz e confiável, uma boa ferramenta para todos nós. O bom senso ajuda, o ódio cega. (L. Dowbor)
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Amália Safatle – Feliz foi Adão, que não teve sogra nem caminhão – agosto – 2014, 5p.

Amalia Safatle apresenta na "Página 22" a discussão sobre o PIB e a sua utilidade para medirmos os nossos resultados. Juntando notas de Eduardo Gianetti, Ricardo Abramovay, Susan Andrews, Ladislau Dowbor e outros, lembra o básico: o aumento da renda só melhora o bem estar quando estamos privados do básico. Um pouco de conforto também ajuda. Mas a partir daí, temos de buscar FIB, Felicidade Interna Bruta, e coisas mais sofisticadas do que mais consumo material. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor- “desigualdade é o problema central do planeta” – julho – 2014, 2p.

Para o economista Ladislau Dowbor, professor de pós-graduação da PUC, doutor em Ciências Econômicas pela Escola de Estatística e Planejamento de Varsóvia e conselheiro do Planeta Sustentável, é preciso haver taxação sobre capitais especulativos. Na entrevista que se segue, ele fala sobre os principais entraves para que a globalização seja sustentável e diz quem devem ser os principais agentes de mudança.
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Hilary Wainwright – The tragedy of the private, the potential of the public – julho – 2014, 48p.

Texto de excepcional importância e clareza didática sobre os dilemas entre privatizar ou assegurar serviço publico, quando se trata de políticas sociais. A linha geral proposta é de parcerias entre o setor publico e as organizações sociais de interesse publico. Permite assegurar interesse publico combinado com a agilidade das organizações da sociedade civil. Em vez de PPP (parceria publico-privado), é parceria público-público. Muitos exemplos de bom funcionamento. Quem olha os desmandos dos planos privados de saúde pode ver aqui alternativas interessantes. texto de 48 p., em inglês (L.Dowbor)
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Josefh E. Stiglitz – Inequality Is Not Inevitable – julho, 2014, 4p.

Forte artigo de Joseph Stiglitz (em inglês) sobre o drama da desigualdade, que se tornou um circulo vicioso descontrolado, com os grandes grupos financeiros manejando suficiente apropriação da política para torcer as leis, e em particular o sistema tributário, a seu favor, além de executivos ganhando 300 vezes o que ganham os empregados. Em resumo: "The American political system is overrun by money. Economic inequality translates into political inequality, and political inequality yields increasing economic inequality." Do lado da produção, o sistema destrói o meio ambiente. Do lado da distribuição, desarticula a sociedade. E pela apropriação da política, os intermediários financeiros se apropriam dos recursos que seriam necessários para inverter as duas tendências criticas. (L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Rose Marie Muraro: a saga de uma mulher impossível – julho – 2014, 1p.

É uma tristeza para tanta gente, exemplo de mulher batalhadora. Colaborei com ela no seu livro Reinventando o Capital Dinheiro e outras iniciativas. O texto do Leonardo é muito bonito. (L. Dowbor)
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Marco D’eramo – Il Brasile nel Pallone um Bilancio di dieci anni di lulismo – junho – 2014, 24p.

Schiacciato tra la sempre incombente presenza dei militari e il peso sproporzionato degli oligarchi, il Brasile che oggi ospita i Mondiali di calcio è un paese radicalmente diverso rispetto a vent’anni fa, ma che allo stesso tempo continua a fare i conti con i fantasmi del passato. E il lulismo, che lo ha dominato a partire dai primi anni Duemila, ha sempre oscillato fra necessità del compromesso e connivenza con i poteri forti.
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“A taxa Selic é o veneno da economia”. Entrevista especial com Amir Khair – abril – 2014, 2p.

Torna-se cada vez mais importante sistematizar e divulgar as informações sobre a imensa deformação do nosso sistema econômico através da taxa Selic elevada e dos juros praticados pelos bancos comerciais e pelos crediários do comércio. O volume de recursos desviados do que poderiam ser investimentos públicos e políticas sociais, de poupanças nossas esterilizadas em aplicações financeiras quando poderiam fomentar atividades econômicas, bem como a esterilização da capacidade de compra da população pelos crediários com juros exorbitantes, leva ao triplo travamento da economia, pelo lado das políticas públicas, do investimento privado e da capacidade de compra da população. A mudança das regras do jogo na área financeira está se tornando uma questão central para o nosso desenvolvimento. A entrevista de Amir Khair ajuda muito nesta compreensão. (L. Dowbor)
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The Decision on Major Issues Concerning Comprehensively Deepening Reforms in brief,China Daily – november – 2013, 12p.

A China evolui para uma "mix" cada vez mais sofisticado e pragmático de orientações políticas e econômicas. Pelo peso da China, vale a pena entrar no detalhe, que aparece no documento, que Martin Wolf, do Financial Times, chamou recentemente de “o modelo para as reformas em curso” na China.Vale a pena dar uma olhada no documento original. É sempre melhor do que os comentários. Na parte de “princípios”, o documento se refere à orientação geral para uma “economia socialista de mercado”, e à necessidade de avançar para uma institucionalização da democracia socialista, sob liderança do Partido Comunista da China. Trata-se de respeitar o “sistema nuclear de valores socialistas”, e de desenvolver uma “civilização eco-consciente”. Estes princípios deverão guiar a China rumo a 2020. Em termos econômicos e institucionais, trata-se de manter o papel central do setor público, mas permitindo vários tipos de propriedade: “O sistema econômico da China se apoia na propriedade pública servindo como sua estrutura principal mas permitindo o desenvolvimento de todos os tipos de propriedade. Tanto a propriedade pública como não pública são componentes-chave da economia socialista de mercado”. Trata-se portanto de uma “economia de propriedade diversificada” (diversified ownership economy). As diversas formas de propriedade “terão assegurado igual acesso a fatores de produção, concorrência aberta e justa no mercado, e a mesma proteção legal e supervisão”. A importância do documento, aqui na sua versão abreviada, é que no detalhamento das medidas, que vão desde a propriedade intelectual até a gestão do sistema público, desenha-se a organização e gestão de um país que busca resultados mais do que pureza ideológica. Para o bem ou para o mal, é o que está sendo construído, e o documento representa uma boa ferramenta de trabalho. (L. Dowbor)
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Samantha Maia – Quem alimenta o Leão – março – 2014, 6p.

Excelente artigo de Samantha Maia, matéria de capa de Carta Capital de 12 de fevereiro de 2014, finalmente uma apresentação clara e compreensível para não especialistas, do nosso sistema tributário, vale a pena. Se trata de dinheiro tão nosso como o nosso salário, se não aprendermos a cuidar, outros cuidarão. A grande questão não ´é o tamanho do imposto, mas sim quem paga e em particular quem não paga. É uma estrutura fiscal profundamente deformada, um dos principais fatores, junto com o sistema de juros, do travamento das transformações que o Brasil precisa. E não é mesmo para especialistas. (L.Dowbor)
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Clemente Ganz Lúcio, Paulo Jager, Frederico Melo – Para dobrar é preciso distribuir – janeiro – 2014, 25p.

O DIEESE no brinda com excelente estudo sobre estratégias para o nosso desenvolvimento, visão do lado dos trabalhadores. Parte dos dados básicos, como o fato de que dos "47,5 milhões de empregos formais, 72,9% remuneravam seus ocupantes em valores correspondentes a até 3,0 salários mínimos, sendo mais da metade, a até 2,0 salários mínimos (Tabela 5).", focando também a rotatividade (impressionante),a heterogeneidade tecnológica e os desníveis regionais para elencar propostas que envolvem desde políticas tecnológicas mais abrangentes até o papel do desenvolvimento local e das novas oportunidades em setores como cultura, esporte e semelhantes. Um texto refrescante, pé no chão, uma boa ferramenta de trabalho. (L. Dowbor)
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OXFAM Briefing paper – Working for the Few – janeiro, 2014, 34p.

A Oxfam-UK publicou um excelente estudo sobre a desigualdade no planeta e em vários países. O tema foi adotado como central na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos 2014, foi declarado como principal norteador político na virada do ano pelo Obama, até bilionários estão declarando que deveriam pagar impostos de maneira mais séria. Haverá uma mudança de rumos em curso? O texto da Oxfam, 34 p., está em inglês, francês e espanhol, e constitui uma sistematização impressionante dos dados da desigualdade, combinando tanto a desigualdade de patrimônio (net household wealth) apoiando-se na pesquisa do Crédit Suisse, como dados recentes de concentração de renda, e apresenta em particular dados sobre a apropriação dos processos decisórios dos governos pelas grandes corporações (political capture), o que gera um contexto mais favorável ainda à concentração de renda, processo que se retroalimenta. Uma ótima ferramenta de trabalho. (L. Dowbor)
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Dom Flavio Giovanale – Sobre campanha brasileira contra a fome, pobreza e a desigualdades. Correio braziliense – dezembro – 2013, 1p.

Os avanços no Brasil foram muito grandes nos últimos anos. Mas se a direção é certa, a caminhada é insuficiente. O apelo de Dom Flávio ajuda na mobilização de forças. (L. Dowbor)
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Stiglitz e a responsabilidade corporativa – dezembro – 2013, 4p.

No 2013 UN Forum on Business and Human Rights, em 3 de dezembro de 2013, Joseph Stiglitz apresentou uma visão dura e realista do comportamento das corporações, tanto do ponto de vista da diluição de responsabilidades frente aos abusos cometidos, como da apropriação dos legislativos para torcer as leis em sua vantagem, criando a sua própria legalidade. Em 4 páginas, uma das melhores avaliações que tenho lido sobre o problema que toca afinal ao comportamento do principal vetor de poder hoje no planeta. O texto vai além do imenso avanço que já representaram os "Guiding Principles" coordenados por John Ruggie (ver http://dowbor.org/2013/10/john-gerard-ruggie-just-business-multinational-corporations-and-human-rights-w-w-norton-new-york-ouctober-2013-3p.html/ ). O Estado e formas mais incisivas de regulação precisam estar presentes em outro nível. Abaixo do texto segue uma análise em espanhol e português (L. Dowbor)
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Helena Oliveira – O protesto nas universidades por um no ensino da economia – dezembro – 2013, 3p.

No seu "Em Busca de um Novo Modelo", de 2002, Celso Furtado escrevia que "a evolução das estruturas de poder no capitalismo avançado escapa aos esquemas teóricos que herdamos do passado". Sobre o estudante de economia, "haverá lido de forma assistemática muito material sobre desenvolvimento econômico, conquanto nem sempre tenha encontrado conexão clara entre essas leituras e a realidade". Gentileza do Celso, este "nem sempre". O divórcio entre o que se ensina e a realidade a interpretar é profundo. O artigo abaixo aponta o movimento de mudança, quando não de revolta que está se gerando. Às iniciativas mencionadas, podemos acrescentar o New Economics Foundation, Alternatives Economiques, Real World Economics e outros movimentos e núcleos de pesquisa. Muito saudável este retorno à um ensino da economia que pense os "outcomes", os resultados finais que desejamos, e não só os "ouputs". (L. Dowbor)
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