Artigos recebidos

Sustainable development goals: changing the world in 17 steps – jan – 2015, 35p.

O Guardian organizou um resumo muito útil dos temas em discussão para a construção dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). O documento apresenta de maneira muito didática os 17 eixos que darão continuidade aos objetivos do milênio (ODM) que encerram uma etapa agora em 2015. Acho que é um documento de referência muito importante, e sucinto, são 46 páginas pela opção gráfica, mas devem ser umas 20 de texto que estamos acostumados a ler em artigos. O texto está em inglês. Há também um mini-resumo de 4 páginas, para ver o essencial. Trata-se da nossa sobrevivência, realmente não é secundário. ( L.Dowbor)
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Oxfam report – Wealth: Having it all and wanting more – jan – 2015, 12p.

O relatório Oxfam-UK sobre a desigualdade apresentado no Fórum Social Mundial em Davos mostra uma evolução negativa dos dados já muito dramáticos do relatório anterior, Working for the Few. A parte da riqueza mundial nas mãos do 1% mais ricos subiu de 44% para 48% entre 2009 e 2014. Agora 80 pessoas detêm mais riqueza acumulada do que os 3,5 bilhões de pessoas na base mais pobre da sociedade (para uma população mundial da ordem de 7 bilhões). Este sistema está implodindo. Muitos países estão se tornando desgovernados. Os pobres já não são os resignados de antigamente. Muitos países enfrentam um desemprego de jovens superior a 30%, perdidos no mundo. As fortunas foram essencialmente acumuladas (e em expansão) não por atividades produtivas, mas por especulação financeira. O grande eixo propositivo que se torna evidente, é a necessidade destes recursos passarem a servir o equilíbrio ambiental e social indispensável à nossa sobrevivência. O fato da Oxfam apresentar formalmente o relatório em Davos é significativo. A compreensão do tamanho do drama está se generalizando. O documento, de 12 páginas, está disponível em inglês, francês e espanhol. (L. Dowbor)
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Amartya Sen – Universal healthcare: the affordable dream – janeiro – 2015, 5p.

Importante artigo de Amartya Sen sobre as vantagens da saúde pública universal. O prêmio Nobel mostra que o acesso não só apresenta maior eficiência com menores custos, como melhora a produtividade econômica. Saúde não é "gasto", é investimento nas pessoas, além de uma finalidade em si em termos de qualidade de vida. O artigo merece ser traduzido e difundido, inclusive pela visibilidade mundial do autor. Aqui em inglês. (L. Dowbor)
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Feranando Rodrigues – Operação de bancos reduz impostos em R$ 200 mi – nov – 2014, 2p.

Não há nada de novo em dizer que o nosso sistema de intermediação financeira recorre a paraísos fiscais para evitar de pagar impostos. O que é novo é a comprovação documentada, com originais publicados pela ICIJ, (Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo), no paraíso fiscal que é Luxemburgo. Levanta-se aqui a ponta do tapete, mas ajuda a entender como funciona o sistema. O artigo é da Folha de São Paulo, por Fernando Rodrigues. (L. Dowbor)
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“A reforma agrária é, além de uma necessidade política, uma obrigação moral” – novembro – 2014, 5p.

Este contato com os movimentos sociais e a tomada de posição do Papa, independentemente das crenças, constitui um fato político e uma abertura importante que precisamos conhecer. Toca os temas mais cruciais. (L. Dowbor)
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Oxfam – Equilibre o jogo! É hora de acabar com a desigualdade extrema – novembro – 2014, 38p.

Mais um excelente relatório da Oxfam, em português, sobre a desigualdade, esta principal praga das nossas sociedades. Muito bons dados, inclusive sobre Brasil (na p. 21). Impressionante o gráfico que mostra o declínio universal da remuneração do trabalho, com exceções como o Brasil. ( L. Dowbor)
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Leonardo Boff – O sentido de uma bioeconomia ou de um ecodesenvolvimento – outubro – 2014, 2p.

As atuais eleições presidenciais trouxeram à tona novamente a questão do desenvolvimento, tema clássico da macroeconomia mundializada. Temas de absoluta gravidade como as ameaças que pesam sobre a vida e a nossa civilização que podem ser destruídas seja pela máquina nuclear, química e biológica, seja pelo aquecimento crescente, eventualmente abrupto, como aventam muitos cientistas que destruiria grande parte da vida que conhecemos e que poria em risco a própria espécie humana, sequer foram referidos, seja por ignorância, seja porque os candidatos se dariam conta de que teriam que mudar tudo.
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Ricardo Bielschowsky – O modelo de desenvolvimento proposto por Lula e Dilma – setembro – 2014, 2p.

Bielschovsky, da Unicamp, juntou os principais números da evolução do Brasil nos últimos anos. Síntese feliz e confiável, uma boa ferramenta para todos nós. O bom senso ajuda, o ódio cega. (L. Dowbor)
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Amália Safatle – Feliz foi Adão, que não teve sogra nem caminhão – agosto – 2014, 5p.

Amalia Safatle apresenta na "Página 22" a discussão sobre o PIB e a sua utilidade para medirmos os nossos resultados. Juntando notas de Eduardo Gianetti, Ricardo Abramovay, Susan Andrews, Ladislau Dowbor e outros, lembra o básico: o aumento da renda só melhora o bem estar quando estamos privados do básico. Um pouco de conforto também ajuda. Mas a partir daí, temos de buscar FIB, Felicidade Interna Bruta, e coisas mais sofisticadas do que mais consumo material. (L. Dowbor)
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Ladislau Dowbor- “desigualdade é o problema central do planeta” – julho – 2014, 2p.

Para o economista Ladislau Dowbor, professor de pós-graduação da PUC, doutor em Ciências Econômicas pela Escola de Estatística e Planejamento de Varsóvia e conselheiro do Planeta Sustentável, é preciso haver taxação sobre capitais especulativos. Na entrevista que se segue, ele fala sobre os principais entraves para que a globalização seja sustentável e diz quem devem ser os principais agentes de mudança.
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Hilary Wainwright – The tragedy of the private, the potential of the public – julho – 2014, 48p.

Texto de excepcional importância e clareza didática sobre os dilemas entre privatizar ou assegurar serviço publico, quando se trata de políticas sociais. A linha geral proposta é de parcerias entre o setor publico e as organizações sociais de interesse publico. Permite assegurar interesse publico combinado com a agilidade das organizações da sociedade civil. Em vez de PPP (parceria publico-privado), é parceria público-público. Muitos exemplos de bom funcionamento. Quem olha os desmandos dos planos privados de saúde pode ver aqui alternativas interessantes. texto de 48 p., em inglês (L.Dowbor)
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Josefh E. Stiglitz – Inequality Is Not Inevitable – julho, 2014, 4p.

Forte artigo de Joseph Stiglitz (em inglês) sobre o drama da desigualdade, que se tornou um circulo vicioso descontrolado, com os grandes grupos financeiros manejando suficiente apropriação da política para torcer as leis, e em particular o sistema tributário, a seu favor, além de executivos ganhando 300 vezes o que ganham os empregados. Em resumo: "The American political system is overrun by money. Economic inequality translates into political inequality, and political inequality yields increasing economic inequality." Do lado da produção, o sistema destrói o meio ambiente. Do lado da distribuição, desarticula a sociedade. E pela apropriação da política, os intermediários financeiros se apropriam dos recursos que seriam necessários para inverter as duas tendências criticas. (L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Rose Marie Muraro: a saga de uma mulher impossível – julho – 2014, 1p.

É uma tristeza para tanta gente, exemplo de mulher batalhadora. Colaborei com ela no seu livro Reinventando o Capital Dinheiro e outras iniciativas. O texto do Leonardo é muito bonito. (L. Dowbor)
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Marco D’eramo – Il Brasile nel Pallone um Bilancio di dieci anni di lulismo – junho – 2014, 24p.

Schiacciato tra la sempre incombente presenza dei militari e il peso sproporzionato degli oligarchi, il Brasile che oggi ospita i Mondiali di calcio è un paese radicalmente diverso rispetto a vent’anni fa, ma che allo stesso tempo continua a fare i conti con i fantasmi del passato. E il lulismo, che lo ha dominato a partire dai primi anni Duemila, ha sempre oscillato fra necessità del compromesso e connivenza con i poteri forti.
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“A taxa Selic é o veneno da economia”. Entrevista especial com Amir Khair – abril – 2014, 2p.

Torna-se cada vez mais importante sistematizar e divulgar as informações sobre a imensa deformação do nosso sistema econômico através da taxa Selic elevada e dos juros praticados pelos bancos comerciais e pelos crediários do comércio. O volume de recursos desviados do que poderiam ser investimentos públicos e políticas sociais, de poupanças nossas esterilizadas em aplicações financeiras quando poderiam fomentar atividades econômicas, bem como a esterilização da capacidade de compra da população pelos crediários com juros exorbitantes, leva ao triplo travamento da economia, pelo lado das políticas públicas, do investimento privado e da capacidade de compra da população. A mudança das regras do jogo na área financeira está se tornando uma questão central para o nosso desenvolvimento. A entrevista de Amir Khair ajuda muito nesta compreensão. (L. Dowbor)
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