Artigos recebidos

Pirâmide – pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio – outubro – 2015, 1p.

A pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio constitui leitura muito importante, pois mostra os impactos concretos dos mecanismos de acumulação financeira analisados por Piketty e outros. Veja por exemplo a pirâmide da p. 24: no topo 34 milhões de adultos, 0,7% do total, pessoas com patrimônio de mais de 1 milhão de dólares, detêm 112,9 trilhões de dólares de patrimônio, 45,6% do total do patrimônio mundial pesquisado. Conclusão simples: 1% dos mais ricos são donos de metade de tudo o que o planeta produziu. Na base da pirâmide, os 71% dos adultos do planeta detêm ridículos 7,4 trilhões de dólares, 3,0% do total. Pobre gasta, rico faz aplicações financeiras, é uma bola de neve. Um novo pacto planetário se impõe.(L. Dowbor)
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“Por um Brasil justo e democrático” em dois volumes – outubro – 2015, 84p e 60p.

O documento Por um Brasil justo e democrático traz uma reflexão ponderada sobre os desacertos atuais da política econômica, e os rumos que se impõem. Indo além da gritaria e manifestações irracionais que permeiam a mídia, o estudo, assinado por numerosos economistas e muitas instituições, tem um denominador comum: resgatar o que efetivamente interessa, o desenvolvimento equilibrado, a redução das desigualdades, a preservação ambiental, e processos democráticos. Não é fácil abrir espaço racional no clima de guerra criado, mas as soluções estão justamente no reencontro com o bom senso. Os dois volumes trazem resumos executivos para facilitar a consulta. (L.Dowbor)
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Tempo para corrigir patentes – The Economist – 08/08/2015, 2p.

Finalmente uma visão de bom senso, no mainstream econômico que o Economist representa, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que hoje mais trava do que estimula a inovação. Na era da economia do conhecimento, esta compreensão se tornou essencial. A inovação realmente existente é um processo colaborativo planetário, sistemas de recombinação de conhecimento. "O regime atual de patentes opera em nome do progresso. Em vez disso, trava a inovação." (L. Dowbor)
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Carlos Turdera – El Sistema financeiro, el peor enemigo de Brasil – agosto, 2015, 3p.

¿Qué le pasa a Brasil, que crecía tanto en los últimos años, comenzó a derrapar recientemente y ahora está en un atolladero? Hay razones, desde políticas a macroeconómicas, para esta trayectoria accidentada. Los más optimistas dicen que el país comenzará a reflotar hacia finales de 2017. DIRIGENTES entrevista al economista Ladislau Dowbor, exconsultor del Secretario General de la ONU y miembro del Proyecto Millenium, quien postula que el hundimiento económico brasileño tiene nombre y apellidos: su sistema financiero./ Carlos Turdera (Brasil)
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Encíclica Laudato Si, mensagem do papa ao mundo, sobre os desafios ambientais e sociais da humanidade, julho – 2015, 88p.

O Papa Francisco está retomando uma visão cristã que já parecia esquecida. Volta-se aos problemas da humanidade existente, sem se refugiar na vida futura a pretexto de espiritualidade. Os problemas centrais são colocados de maneira serena mas direta e clara. Este texto, sejamos católicos ou não, crentes ou não, constitui uma poderosa ferramenta para todos nós, e precisamos conhecê-lo. "Nota-se uma crescente sensibilidade relativamente ao meio ambiente e ao cuidado da natureza, e cresce uma sincera e sentida preocupação pelo que está a acontecer ao nosso planeta. Façamos uma resenha, certamente incompleta, das questões que hoje nos causam inquietação e já não se podem esconder debaixo do tapete. O objectivo não é recolher informações ou satisfazer a nossa curiosidade, mas tomar dolorosa consciência, ousar transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece ao mundo e, assim, reconhecer a contribuição que cada um lhe pode dar."(L. Dowbor)
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Carlos Lopes – «A Addis Abeba, nous avons gagné un nouveau débat» – julho – 2015, 3p.

"La question de la fiscalité est à l’ordre du jour. Chacun a sa propre démarche en la matière. Il y a l’initiative du G7, du G8, des Etats-Unis au niveau de leur sénat etc. Il y a un intérêt nouveau pour cette question transversale. L’Afrique n’a pas été prise au dépourvue grâce en partie au rapport Tabo Mbeki. Ce document a pesé énormément dans les débats et les langages. L’Afrique a fait un travail unique sur cette question des flux financiers illicites désormais prise en compte. Au final, ce qu’il faut retenir c’est une nouvelle conception du financement du développement." (Carlos Lopes, Subsecretário Geral da ONU, diretor da Comissão Econômica para a África). (L. Dowbor)
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Claire Provost e Matt Kennard – The obscure legal system that lets corporations sue countries – The Guardian – 10/June/2015, 5p.

As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” Hoje as corporações dispõem do seu próprio aparato jurídico, como o International Centre for the Settlement of Investment Disputes (ICSID) e instituições semelhantes em Londres, Paris, Hong Kong e outros. Tipicamente, irão atacar um país por lhes impor regras ambientais ou sociais que julgam desfavoráveis, e processá-lo por lucros que poderiam ter tido. O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. (L. Dowbor)
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Amir Khair analisa a dinâmica da dívida pública – junho – 2015, 1p.

Amir Khair me parece hoje a pessoa que melhor acompanha a questão dos juros sobre a dívida pública, a Selic, os seus (poucos) impactos sobre a inflação, o seu (enorme) impacto sobre a transferência dos recursos dos nossos impostos para intermediários financeiros, e o travamento da capacidade do Estado expandir investimentos no social e nas infraestruturas. E com uma taxa beirando 14%, muitos empresários da economia real estão preferindo fazer aplicações financeiras (risco zero, liquidez total). (L. Dowbor)
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J. Stiglitz – Rewriting the rules of the American Economy: an agenda for shared prosperity – junho – 2015,115p.

Joseph Stiglitz organizou um documento muito forte, que representa uma agenda para os Estados Unidos, hoje presos numa armadilha de elites que insistem em combater políticas sociais, promover mais desigualdade e atacar políticas ambientais. Invertendo radicalmente as velhas visões, o amplo grupo de economistas que participam rejeita "os velhos modelos econômicos": "As novas pesquisas e formas de pensar que emergiram como resultado [das crises] sugerem que a igualdade e a performance econômica constituem na realidade forças complementares e não opostas". Segue uma ampla agenda prática de desenvolvimento inclusivo. O documento coincide praticamente com o The Next System lançado em março 2015 por Gar Alperovitz, Gus speth, Jeffrey Sachs e outros. Os economistas americanos estão acordando e construindo novos rumos. Aqui estamos tentando voltar ao que eles estão abandonando. Os dois documentos constituem instrumentos preciosos para repensarmos a economia política. (L. Dowbor)
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Reforma Política – Carta Maior – vários autores – maio – 2015, 28 p.

Carta Maior organizou uma pequena coletânea extremamente útil para entender os desafios da reforma política, que está na ordem do dia. O Brasil chega a uma encruzilhada, com um travamento político bastante evidente promovido por bancadas corporativas que dominam o legislativo através do simples financiamento de candidatos, com a politização e midiatização absurda do judiciário, a deformação dos sistemas de informação pela grande mídia comercial - e não há democracia que funcione com uma população desinformada - além de personagens impressionantes orquestrando uma paralisia política nos moldes do Tea Party da direita americana. Os grandes avanços que conquistamos nas últimas décadas estão em perigo. Artigos curtos e bem documentados. (L. Dowbor.)
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Nabil Bonduki – Entrevista para Página 22 (Amália Safatle e Magali Cabral) – maio – 2015, 3p.

São Paulo, que já foi "a cidade que mais cresce no mundo", atingiu um ponto de equilíbrio demográfico. Agora já não é mais "crescer", e sim colocar ordem na casa, reduzir as desigualdades, criar sistemas de mobilidade decentes, enfrentar a contaminação dos rios, enfim, gerar uma cidade mais civilizada e com qualidade de vida. Nabil Bonduki contribuiu muito com a construção desta nova visão e das soluções práticas correspondentes. (L. Dowbor)
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A reforma tributária – abril – 2014, 7p.

A reforma tributária é indispensável ao país. Temos um sistema profundamente deformado, que onera os pobres mais que os ricos, as atividades produtivas mais do que as especulativas, o consumo mais do que a renda, afora isentar praticamente o acúmulo de patrimônio dos muito ricos. Precisa ser socialmente mais justo, burocraticamente mais simples, e estimular a economia em vez de travá-la. Não é o "quanto" pagamos que é significativo, e sim "quem" paga e segundo que tipo de atividade. Esta proposta de Odilon Guedes e uma equipe do Conselho Regional de Economia de São Paulo é uma contribuição importante. (L.Dowbor)
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Gar Alperovitz e outros – The Next System – March 2015, 21p.

As tensões sistêmicas estão se aprofundando. Envolvem os dramas ambientais (água, solo, clima, biodiversidade...) e sociais (fome, emprego, desigualdade, violência), bem como o absurdo dos recursos servirem a especulação financeira em vez de responder aos desafios. Iniciativa importante de Gar Alperovitz, Gus Speth, Jeffrey Sachs, Robert Reich e muitos outros de lançar uma plataforma de construção de uma alternativa sistêmica. Segundo os organizadores, "Today’s political economic system is not programmed to secure the wellbeing of people, place and planet. Instead, its priorities are corporate profits, the growth of GDP, and the projection of national power. If we are to address the manifold challenges we face in a serious way, we need to think through and then build a new political economy that takes us beyond the current system that is failing all around us. However difficult the task, however long it may take, systemic problems require systemic solutions." (L.Dowbor)
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Igor Carvalho e Glauco Faria – Para onde vai a economia? – março – 2015, 1p.

Amir Khair, João Sicsú, Ladislau Dowbor, Leda Paulani e Paul Singer analisam o atual cenário econômico e apontam alternativas para que o Brasil possa contornar o quadro recessivo mantendo os níveis de emprego e renda. (L. Dowbor)
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Stanisław Baranski – Bolsa Família: Brazylijski program walki z ubóstwem w doświadczeniu jego beneficjentów – Uniwersytet Warszawski – 03/2015, 19 str.

Udział w PBF (Programa Bolsa Família) ma stanowić dodatkowy bodziec do wysyłania dzieci z biednych rodzin do szkół i na badania lekarskie, dzięki czemu wzrasta kapitał ludzki — w tym zakresie program oferuje beneficjentom wędkę. Ten prosty brazylijski pomysł stwarza niewykorzystywane dotychczas w tej skali możliwości walki z ubóstwem i społecznym wykluczeniem. Bolsa Família nie tylko poprawia bieżącą sytuację finansową ubogich gospodarstw domowych w Brazylii, ale także ogranicza zakres „biedy przyszłości” przez narzucanie beneficjentom programu zobowiązań w zakresie edukacji, zdrowia i opieki społecznej. (L. Dowbor)
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