Artigos recebidos

Dilip Hiro – US power at the crossroads: a snapshot of a multipolar world in action – (publicado em Truthout 11.10.2016, em inglês, 4p.)

Uma sucinta mas rica avaliação dos rearranjos em curso em termos de poder international, impactando em particular a supremacia americana. Dilip Hiro analisa a presença geopolítica da Russia, com a atuação na Crimeia e o papel desempenhado no Oriente Médio, tornando-se interlocutor necessário. A RT Rússia coloca o país pela primeira vez na comunicação mundial, com RT América, RT UK e outras linguas internacionais. A aproximação com a China faz parte deste redesenho. A China por sua ultrapassa pela primeira vez os EUA em volume de comércio exterior (US$3,9 tri), mostra presença ao abrir transporte ferroviário de carga (Yiwu-Madrid 16 mil milhas!) e conexões dutoviárias e marítimas em expansão, além dos acordos comerciais e políticos com a Rússia. Reservas internacionais: US$3,3 trilhões. Sucesso do AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank). Aqui uma excelente análise da geração de novos equilíbrios multipolares.
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Eleonora de Lucena – Truculência – Folha de São Paulo – 22.08.2016

Falar de luta de classes e de projeto nacional deixou alguns leitores ouriçados. Mas, apesar da operação de marketing em curso, os objetivos do atropelo à Constituição são claros: concentrar riqueza, liberar mercados, desnacionalizar a economia, desmantelar o Estado.
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Eleonora de Lucena – Escracho – Folha de São Paulo – 26.07.2016

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.
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Pierre Salama, Entrevista, Afrânio Garcia Jr et al., Cadernos do Desenvolvimento, Rio de Janeiro, v. 10, n. 17, pp.92-111, jul.-dez. 2015

Ampla entrevista de Pierre Salama, que aponta com força a dimensão estrutural dos nossos desafios - e a falta de reformas estruturais, em particular do sistema tributário - bem como a deformação radical que significa o capitalismo rentista, onde se ganha dinheiro não produzindo mas intermediando, na área comercial e em particular na área financeira: "Estamos vendo uma sociedade que se torna cada vez mais uma economia rentista." Estamos na mesma linha do Piketty, um capitalismo onde se ganha dinheiro sem produzir não faz muito sentido. (L. Dowbor)
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Paulo Sérgio Pinheiro – Direitos Humanos: O pior ainda está por vir – maio – 2016, 3p.

Importante artigo de Paulo Sérgio Pinheiro, publicado no Estadão, sobre o retrocesso geral nos duramente conquistados direitos humanos no Brasil, neste governo surrealista que inventaram. (L.Dowbor)
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George Monbiot – Neoliberalism: the ideology at the root of all our problems – The Guardian, 15 April 2016 – (cerca de 5 p., em inglês)

Uma das melhores análises que já li sobre como funciona o sistema que nos rege, e que criou o caos político e econômico a que estamos hoje submetidos. Esta compreensão sistêmica é muito importante, e o texto é muito elucidativo, sem complicações. Na análise do autor, "as últimas quatro décadas se caracterizaram não só pela transferência dos pobres para os ricos, mas dentro da esfera dos ricos: dos que ganham dinheiro produzindo novos bens ou serviços para os que ganham dinheiro controlando ativos existentes e colhendo renta, juros ou ganhos de capital. O ganho produtivo foi suplantado pelo ganho improdutivo." (Earned income has been supplanted by unearned income). É um sistema de financeirização que privilegia a remuneração do capital improdutivo, que gera "renta" e não "lucros", que consiste em aplicações financeiras em vez de investimento produtivo, e desequilibra todo o sistema econômico, além de invadir a esfera política. Uma leitura que abre janelas sem complicar, aqui fragmentos do livro que está por sair. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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Leonardo Boff – Dez lições da múltipla crise brasileira – abril – 2016, 3p.

Leonardo Boff é antes de tudo um humanista. Neste pequeno texto, traz ideias sobre uma forma mais abrangente de ver a política. Enquanto ficarmos apenas à procura dos culpados, e continuarmos as polarizações, será difícil passar para uma fase construtiva. As "dez lições sobre a múltipla crise" que Boff apresenta são simples mas marcam uma visão de governança democrática e solidária. Vale a pena. ( L. Dowbor)
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James Green – Brasilian Democracy is seriously Threatened – março – 2016, 2 p.

Nomes de peso internacional que acompanham a América Latina denunciam a ilegalidade do que está acontecendo no Brasil. Texto em inglês. ( L. Dowbor)
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Boaventura de Souza Santos – Os perigos da desordem jurídica – março – 2016, 1p.

A politização do judiciário e a captura da política travam as nossas instituições, pondo a democracia em perigo. Não é só no Brasil. O curto mas potente artigo do Boaventura traz uma excelente contribuição para entender o que realmente está acontecendo, aqui e em outros países. (L. Dowbor)
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Gar Alperovitz – Democracy and Decentralization: UK Labour Leaders Reframe Socialism for the 21st Century – fevereiro – 2016, 3p.

Importante artigo de Gar Alperovitz, um dos principais formuladores de alternativas políticas e econômicas nos EUA. A nota é curta, (em inglês), mas muito rica, traçando novos caminhos na linha da democratização da economia e descentralização financeira. No Brasil seu livro Apropriação Indébita foi publicado pelo Senac (http://dowbor.org/2010/11/apropriacao-indebita-como-os-ricos-estao-tomando-a-nossa-heranca-comum.html/)
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Elizabeth Warren – Rigged Justice (justiça deturpada) – Janeiro 2016, 16p.

O relatório que a senadora Elizabeth Warren apresentou no congresso americano é muito forte. A criminalidade corporativa, que aparece em situações que não se podem esconder como no caso da Billiton e da Vale em Minas, gerou um sistema paralelo de acordos administrativos (settlements) que se resolvem discretamente pois não exigem julgamento ou reconhecimento de culpa, apenas multas. As fraudes em medicamentos, ou nas operações financeiras dos grandes bancos, inclusive as que geraram a crise de 2008 e hoje geram a instabilidade permanente, atingem níveis impressionantes, atingem cada um de nós, mas são branqueadas pela justiça, além do fato de que serem anunciantes não ajuda na divulgação. O relatório apresenta 20 exemplos de como as fraudes corporativas se organizam e o que resulta. (L. Dowbor)
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The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era – Vincent Larivière, Stefanie Haustein, Philippe Mongeon –  Published: June 10, 2015 – 15p.

Um oligopólio de empresas comerciais, Reed-Elsevier (24,1%), Springer (11,9% e Wiley-Blackwell (11,3%) controlam quase 50% das publicações científicas do planeta, e estão estendendo rapidamente o seu controle. O acesso à pesquisa científica tornar-se muito caro, isto que estes intermediários nem pesquisam, nem pagam o "blind-review" que é feito por pesquisadores nas instituições de origem. Mas as avaliações dos professores e das instituições é valorizada apenas se publicam com estes "renomados" intermediários. Vincent Larivière (e outros) fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês. Veja em particular a p. 3 para os dados básicos, e a p. 12 para o resumo das conclusões desta pesquisa. (L. Dowbor)
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Leonado Boff – A persistência do ódio na sociedade brasileira – jan – 2016, 2p.

Leonardo Boff traz neste artigo curto e direto a questão essencial do ódio na política. O ódio sempre foi uma ferramenta poderosa de unificação de massas em torno a um inimigo comum, canalização mais fácil e oportunista das frustrações. "O ódio é a vingança dos covardes", cita aqui Leonardo Boff, e não constrói nada. Permite sim as atitudes mais covardes com elevado sentimento de estar moralmente certo. Os fascismos que emporcalharam o mundo não tinham outra lógica. (L. Dowbor)
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Oxfam Brasil – “Uma economia para o 1%” – janeiro – 2016, 12p.

Resumo executivo da OXFAM apresenta a situação catastrófica em termos de concentração da riqueza no mundo. Os mecanismos financeiros permitem o desequilíbrio crescente: o produto mundial cresce na ordem de 2% ao ano, enquanto os rendimentos financeiros, que é a fonte de riqueza dos mais ricos, aumentam na faixa de 7%. Gigantesca apropriação por parte do capital improdutivo, inclusive por meio do endividamento público. (texto curto em português) (L. Dowbor)
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Maxime Robin – Nos Estados Unidos, a arte de esfolar os pobres – novembro, 2015, 6p.

O crédito deveria ajudar. Poder antecipar uma compra, financiar um empreendimento, pagar estudos universitários, tudo isto seria útil dentro de determinadas condições. Com taxas de juros extorsivas, multas, juro sobre juro, gerou-se uma massa de pessoas que trabalham para o lucro dos intermediários financeiros. É a indústria da dívida, aqui um artigo curto em português apresenta como funciona nos EUA. Para o Brasil, veja o nosso Resgatando o potencial do sistema financeiro. (L. Dowbor)
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