Artigos recebidos

James Green – Brasilian Democracy is seriously Threatened – março – 2016, 2 p.

Nomes de peso internacional que acompanham a América Latina denunciam a ilegalidade do que está acontecendo no Brasil. Texto em inglês. ( L. Dowbor)
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Boaventura de Souza Santos – Os perigos da desordem jurídica – março – 2016, 1p.

A politização do judiciário e a captura da política travam as nossas instituições, pondo a democracia em perigo. Não é só no Brasil. O curto mas potente artigo do Boaventura traz uma excelente contribuição para entender o que realmente está acontecendo, aqui e em outros países. (L. Dowbor)
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Gar Alperovitz – Democracy and Decentralization: UK Labour Leaders Reframe Socialism for the 21st Century – fevereiro – 2016, 3p.

Importante artigo de Gar Alperovitz, um dos principais formuladores de alternativas políticas e econômicas nos EUA. A nota é curta, (em inglês), mas muito rica, traçando novos caminhos na linha da democratização da economia e descentralização financeira. No Brasil seu livro Apropriação Indébita foi publicado pelo Senac (http://dowbor.org/2010/11/apropriacao-indebita-como-os-ricos-estao-tomando-a-nossa-heranca-comum.html/)
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Elizabeth Warren – Rigged Justice (justiça deturpada) – Janeiro 2016, 16p.

O relatório que a senadora Elizabeth Warren apresentou no congresso americano é muito forte. A criminalidade corporativa, que aparece em situações que não se podem esconder como no caso da Billiton e da Vale em Minas, gerou um sistema paralelo de acordos administrativos (settlements) que se resolvem discretamente pois não exigem julgamento ou reconhecimento de culpa, apenas multas. As fraudes em medicamentos, ou nas operações financeiras dos grandes bancos, inclusive as que geraram a crise de 2008 e hoje geram a instabilidade permanente, atingem níveis impressionantes, atingem cada um de nós, mas são branqueadas pela justiça, além do fato de que serem anunciantes não ajuda na divulgação. O relatório apresenta 20 exemplos de como as fraudes corporativas se organizam e o que resulta. (L. Dowbor)
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The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era – Vincent Larivière, Stefanie Haustein, Philippe Mongeon –  Published: June 10, 2015 – 15p.

Um oligopólio de empresas comerciais, Reed-Elsevier (24,1%), Springer (11,9% e Wiley-Blackwell (11,3%) controlam quase 50% das publicações científicas do planeta, e estão estendendo rapidamente o seu controle. O acesso à pesquisa científica tornar-se muito caro, isto que estes intermediários nem pesquisam, nem pagam o "blind-review" que é feito por pesquisadores nas instituições de origem. Mas as avaliações dos professores e das instituições é valorizada apenas se publicam com estes "renomados" intermediários. Vincent Larivière (e outros) fizeram uma excelente análise do absurdo que tanto trava o intercâmbio e dinamização de pesquisas no mundo. Já são mais de 15 mil cientistas que boicotam estes intermediários, e publicam em revistas abertas (open-access), como é este próprio artigo de Larivière, 15 p. em inglês. Veja em particular a p. 3 para os dados básicos, e a p. 12 para o resumo das conclusões desta pesquisa. (L. Dowbor)
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Leonado Boff – A persistência do ódio na sociedade brasileira – jan – 2016, 2p.

Leonardo Boff traz neste artigo curto e direto a questão essencial do ódio na política. O ódio sempre foi uma ferramenta poderosa de unificação de massas em torno a um inimigo comum, canalização mais fácil e oportunista das frustrações. "O ódio é a vingança dos covardes", cita aqui Leonardo Boff, e não constrói nada. Permite sim as atitudes mais covardes com elevado sentimento de estar moralmente certo. Os fascismos que emporcalharam o mundo não tinham outra lógica. (L. Dowbor)
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Oxfam Brasil – “Uma economia para o 1%” – janeiro – 2016, 12p.

Resumo executivo da OXFAM apresenta a situação catastrófica em termos de concentração da riqueza no mundo. Os mecanismos financeiros permitem o desequilíbrio crescente: o produto mundial cresce na ordem de 2% ao ano, enquanto os rendimentos financeiros, que é a fonte de riqueza dos mais ricos, aumentam na faixa de 7%. Gigantesca apropriação por parte do capital improdutivo, inclusive por meio do endividamento público. (texto curto em português) (L. Dowbor)
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Maxime Robin – Nos Estados Unidos, a arte de esfolar os pobres – novembro, 2015, 6p.

O crédito deveria ajudar. Poder antecipar uma compra, financiar um empreendimento, pagar estudos universitários, tudo isto seria útil dentro de determinadas condições. Com taxas de juros extorsivas, multas, juro sobre juro, gerou-se uma massa de pessoas que trabalham para o lucro dos intermediários financeiros. É a indústria da dívida, aqui um artigo curto em português apresenta como funciona nos EUA. Para o Brasil, veja o nosso Resgatando o potencial do sistema financeiro. (L. Dowbor)
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Pirâmide – pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio – outubro – 2015, 1p.

A pesquisa do Crédit Suisse sobre a concentração mundial de patrimônio constitui leitura muito importante, pois mostra os impactos concretos dos mecanismos de acumulação financeira analisados por Piketty e outros. Veja por exemplo a pirâmide da p. 24: no topo 34 milhões de adultos, 0,7% do total, pessoas com patrimônio de mais de 1 milhão de dólares, detêm 112,9 trilhões de dólares de patrimônio, 45,6% do total do patrimônio mundial pesquisado. Conclusão simples: 1% dos mais ricos são donos de metade de tudo o que o planeta produziu. Na base da pirâmide, os 71% dos adultos do planeta detêm ridículos 7,4 trilhões de dólares, 3,0% do total. Pobre gasta, rico faz aplicações financeiras, é uma bola de neve. Um novo pacto planetário se impõe.(L. Dowbor)
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“Por um Brasil justo e democrático” em dois volumes – outubro – 2015, 84p e 60p.

O documento Por um Brasil justo e democrático traz uma reflexão ponderada sobre os desacertos atuais da política econômica, e os rumos que se impõem. Indo além da gritaria e manifestações irracionais que permeiam a mídia, o estudo, assinado por numerosos economistas e muitas instituições, tem um denominador comum: resgatar o que efetivamente interessa, o desenvolvimento equilibrado, a redução das desigualdades, a preservação ambiental, e processos democráticos. Não é fácil abrir espaço racional no clima de guerra criado, mas as soluções estão justamente no reencontro com o bom senso. Os dois volumes trazem resumos executivos para facilitar a consulta. (L.Dowbor)
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Tempo para corrigir patentes – The Economist – 08/08/2015, 2p.

Finalmente uma visão de bom senso, no mainstream econômico que o Economist representa, sobre o absurdo sistema de patentes que nos rege, e que hoje mais trava do que estimula a inovação. Na era da economia do conhecimento, esta compreensão se tornou essencial. A inovação realmente existente é um processo colaborativo planetário, sistemas de recombinação de conhecimento. "O regime atual de patentes opera em nome do progresso. Em vez disso, trava a inovação." (L. Dowbor)
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Carlos Turdera – El Sistema financeiro, el peor enemigo de Brasil – agosto, 2015, 3p.

¿Qué le pasa a Brasil, que crecía tanto en los últimos años, comenzó a derrapar recientemente y ahora está en un atolladero? Hay razones, desde políticas a macroeconómicas, para esta trayectoria accidentada. Los más optimistas dicen que el país comenzará a reflotar hacia finales de 2017. DIRIGENTES entrevista al economista Ladislau Dowbor, exconsultor del Secretario General de la ONU y miembro del Proyecto Millenium, quien postula que el hundimiento económico brasileño tiene nombre y apellidos: su sistema financiero./ Carlos Turdera (Brasil)
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Encíclica Laudato Si, mensagem do papa ao mundo, sobre os desafios ambientais e sociais da humanidade, julho – 2015, 88p.

O Papa Francisco está retomando uma visão cristã que já parecia esquecida. Volta-se aos problemas da humanidade existente, sem se refugiar na vida futura a pretexto de espiritualidade. Os problemas centrais são colocados de maneira serena mas direta e clara. Este texto, sejamos católicos ou não, crentes ou não, constitui uma poderosa ferramenta para todos nós, e precisamos conhecê-lo. "Nota-se uma crescente sensibilidade relativamente ao meio ambiente e ao cuidado da natureza, e cresce uma sincera e sentida preocupação pelo que está a acontecer ao nosso planeta. Façamos uma resenha, certamente incompleta, das questões que hoje nos causam inquietação e já não se podem esconder debaixo do tapete. O objectivo não é recolher informações ou satisfazer a nossa curiosidade, mas tomar dolorosa consciência, ousar transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece ao mundo e, assim, reconhecer a contribuição que cada um lhe pode dar."(L. Dowbor)
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Carlos Lopes – «A Addis Abeba, nous avons gagné un nouveau débat» – julho – 2015, 3p.

"La question de la fiscalité est à l’ordre du jour. Chacun a sa propre démarche en la matière. Il y a l’initiative du G7, du G8, des Etats-Unis au niveau de leur sénat etc. Il y a un intérêt nouveau pour cette question transversale. L’Afrique n’a pas été prise au dépourvue grâce en partie au rapport Tabo Mbeki. Ce document a pesé énormément dans les débats et les langages. L’Afrique a fait un travail unique sur cette question des flux financiers illicites désormais prise en compte. Au final, ce qu’il faut retenir c’est une nouvelle conception du financement du développement." (Carlos Lopes, Subsecretário Geral da ONU, diretor da Comissão Econômica para a África). (L. Dowbor)
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Claire Provost e Matt Kennard – The obscure legal system that lets corporations sue countries – The Guardian – 10/June/2015, 5p.

As corporações internacionais estão ampliando radicalmente os seus instrumentos jurídicos de poder político. Nas palavras de Luís Prada, um advogado de governos em litígio com grupos mundiais privados, “a questão finalmente é de saber se um investidor estrangeiro pode forçar um governo a mudar as suas leis para agradar ao investidor, em vez de o investidor se adequar às leis que existem no país.” Hoje as corporações dispõem do seu próprio aparato jurídico, como o International Centre for the Settlement of Investment Disputes (ICSID) e instituições semelhantes em Londres, Paris, Hong Kong e outros. Tipicamente, irão atacar um país por lhes impor regras ambientais ou sociais que julgam desfavoráveis, e processá-lo por lucros que poderiam ter tido. O amplo artigo publicado no The Guardian apresenta este novo campo de relações internacionais que está se expandindo e mudando as regras do jogo. Os autores qualificam esta tendência de “an obscure but increasingly powerful field of international law”. (L. Dowbor)
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