Documentário dirigido por  Armando Mendz e Daniela Arbex, jornalista responsável pelo roteiro e  autora de Holocausto Brasileiro (Geração Editorial, 2013), sobre as violações contra os direitos humanos cometidas, ao longo de oito décadas, no Hospital Colônia de Barbacena (MG).

Criado em 1903, o Hospital Colônia de Barbacena foi considerado o maior hospício do Brasil. Na realidade, funcionou como um centro de tortura ao longo de oito décadas, onde aconteciam as maiores barbaridades possíveis. Comparado aos campos de concentração nazista, em suas dependências, 60 mil pessoas foram mortas, sobretudo durante as décadas de 1960 e 1970. Estima-se que 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental.

Sugerimos como acompanhamento, a leitura do artigo Hannah Arendt – Além do filme, em que é explicitado  o conceito de “banalidade do mal” trabalhado pela pensadora alemã. Um texto que dialoga com o documentário em questão, dada a violência e desumanização cometidas.

Neste artigo, Dowbor lembra que o mal reside “nos homens de mãos limpas que geram e sustentam um sistema capaz de fazer com que homens banais torturem, em uma pirâmide que vai desde o homem que suja as mãos com sangue até um Rumsfeld que dirige uma nota aos exército americano no Iraque, exigindo que os interrogatórios sejam harsher, ou seja, mais violentos” (LD). Leia em: http://dowbor.org/2013/08/hannah-arendt-alem-do-filme-agosto-2013-3p.html/