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O autor realizou uma pesquisa de campo de grande riqueza sobre os processos colaborativos de governança em cinco cidades grandes da Europa, Copenhague, Amsterdã, Londres, Hamburgo e Barcelona. Francamente pesquisar cidades europeias e ver como se administram bem constitui uma pesquisa que eu gostaria de empreender, em particular na primavera. Brincadeira à parte, Diego fez um trabalho extremamente sério: “O objetivo geral desta tese é a proposição de um modelo conceitual para a governança colaborativa, visando o desenvolvimento de cidades sustentáveis.”(p.27)  No trabalho, a pesquisa de campo, pesquisa teórica e entrevistas formam um conjunto equilibrado. Uma belíssima leitura.

Sabemos que o mundo está se urbanizando muito rapidamente. Isto leva a que as cidades se tornem o eixo central da política, o local onde os diversos equilíbrios indispensáveis ao desenvolvimento sustentável se materializam. Por mais que se fale em globalização, o fato é que o essencial do nosso cotidiano, como a qualidade ambiental e cultural da cidade em que vivemos, o devido acesso a uma boa educação e serviços de saúde, a própria segurança e qualidade de vida em geral, passam a depender muito mais das formas de gestão descentralizada e colaborativa nos meios urbanos.

A política de escala nacional se vê profundamente corroída pela globalização, causando uma fragilização da política tradicional e da governança em geral. E no plano global, temos apenas grandes corporações, que operam praticamente sem nenhuma regulação, causando o caos financeiro, social e ambiental. Com isto as políticas e atividades econômicas de proximidade, em cada cidade, adquirem uma importância renovada. Ao analisar como cidades modernas europeias conseguem melhorar radicalmente a qualidade de vida das populações por meio de sistemas colaborativos de governança local, Diego aponta caminhos que podem ser muito importantes para nós. A bibliografia constitui também uma excelente ferramenta para esta visão de uma política que se reconstrói pela base, de baixo para cima. E funciona.

Para o acesso ao arquivo com a tese, contate diretamente Diego Conti, diegoconti@uol.com.br