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Cerceamento da democracia e fim do capitalismo democrático

Entrevista do professor Ladislau Dowbor concedida ao jornalista João Vitor Santos do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Clique aqui para ler a íntegra da entrevista na página 40. 

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Pela perspectiva do professor da PUC–SP Ladislau Dowbor, é possível concluir que o atual sistema democrático não é mais “puro sangue”. É algo que surge a partir da solidificação do capital dentro desse sistema, uma espécie de “capitalismo democrático”.

Não bastando isso, os poucos suspiros de democracia que se tem ainda são sufocados por uma espécie de cercamento. Sem ter para onde crescer ou ir, sucumbir passa a ser a única ação. É como se a lógica das corporações que visam encher os bolsos dos donos através da exploração transbordasse para as esferas políticas. “A conta é simples: elegemos os políticos, mas segundo regras das corporações. Nas corporações mandam pessoas que não são eleitas, mas têm dinheiro”, conclui, ao lembrar do “patrocínio” das corporações a determinadas campanhas eleitorais.

Dowbor analisa como esses tentáculos financeiristas abraçam as instâncias em que há detentores de cargos políticos. Destaca, por exemplo, que a apropriação do sistema judiciário acontece em escala planetária. “Nos EUA, há numerosos estudos em particular ligados à análise dos impactos dos acordos internacionais sendo negociados”, recorda. “A realidade é que a economia é hoje dominada pelos sistemas financeiros, e estes agem em escala planetária, enquanto os sistemas jurídicos são nacionais. O resultado é que se aplica a justiça que interessa a grandes grupos”,conclui.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, ainda demonstra como se dá o ataque das empreiteiras multinacionais brasileiras nesse contexto. “O desajuste entre o espaço de interesses e poder econômicos por um lado, que agem em nível global, e o espaço de regulação jurídica que é nacional torna qualquer controle efetivo precário”, aponta. “O poder político de representação democrática é radicalmente diminuído quando qualquer decisão nacional pode ser travada ou deturpada pelas dinâmicas globais”.

Para conferir a íntegra da entrevista clique em: http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2016/09/IHUOnlineEdicao492.pdf e confira a entrevista na página 40.