Para onde vai a economia?

março 27, 2015 17:05

Por Igor Carvalho e Glauco Faria

O discurso apocalíptico em relação à economia brasileira, propagado por parte da mídia e pelo mercado financeiro, foi um dos propulsores das manifestações que tomaram as ruas do país contra o governo da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo, realizada na avenida Paulista durante os protestos do último dia 15 de março, 95% dos manifestantes acreditam que a inflação irá aumentar. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 2,9% entre fevereiro e março, atingindo 82,9, seu menor nível histórico.

Entre economistas entrevistados por Fórum, há uma concordância de que o atual cenário é delicado, mas há pontos que podem ser explorados para um crescimento sem perda de empregos e de renda. “Minha tese é que o primeiro movimento imediato deve ser a Selic, o resto vai se encaixando. Ao reduzir a Selic, que é uma decisão da Presidência, não depende do Congresso, a conta de juros que o setor pública paga, que bateu em 6,1% do PIB, vai caindo rapidamente para o nível de 3% ou 4%, aí você faz uma revolução fiscal, mantendo um equilíbrio das contas públicas sem precisar de um superávit primário elevado”, afirma o economista Amir Khair, mestre em Finanças Públicas pela Fundação Getúlio Vargas, para quem o governo terá que buscar alternativas para escapar da pressão do Congresso sobre a economia.

Além de Khair, Fórum escutou, sobre o cenário econômico do país, o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer; o professor-doutor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Sicsú; o professor de economia da PUC-SP, Ladislau Dowbor; além da professora da FEA-USP e ex-secretária de Planejamento do município de São Paulo, Leda Paulani.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/para-onde-vai-a-economia/