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A gestão territorial, e em particular de territórios locais como os municípios, está se tornando cada vez mais crucial. O IDH-M 2013 nos trouxe um instrumento precioso, disponível on line, de acesso aos dados locais nos 5.565 municípios do país. Tivemos nos últimos anos avanços muito importantes: em 1991 tínhamos 85% dos municípios com IDH “muito baixo”, em 2010 apenas 0,6%. Mas os avanços se devem em grande parte a iniciativas de governo central, enquanto a capacidade de gestão local se manteve ainda muito limitada, o que trava inclusive a produtividade das políticas federais. Osvaldo Martins, na sua dissertação de mestrado em administração da PUC-SP, nos traz uma excelente sistematização de visões sobre como dinamizar as capacidades locais de gestão. Um bom embasamento teórico, com J. Friedmann, R. Putnam, G. Osborne, V. Barquero, F. Llorens e L. Dowbor, lhe permitem analisar o que considera os eixos de resgate da gestão local: descentralização política, análise dos potenciais, políticas de financiamento, indicadores estruturais, redes de colaboração, e prioridade às micro e pequenas empresas e agricultura familiar. O Brasil acumulou um grande atraso nesta área de gestão local, em particular de formação. É indispensável um choque de gestão no plano de cada um dos municípios do país, considerando que são os blocos na base de todo nosso sistema, e uma iniciativa nacional de formação de gestores de políticas integradas locais. O estudo de Osvaldo Martins é relativamente curto (cerca de 90 páginas), traz ótima bibliografia e uma sistematização de fontes on line de informação. Texto disponível com o autor, osvaldo-martins@live.com (L.Dowbor)