Modo de produção e formações sociais : A concepção materialista da história

Este texto de Oskar Lange é um pequeno clássico, uma das melhores sínteses do que é a concepção marxista das transformações sociais. Ideologias a parte, Marx foi um dos maiores cientistas sociais de todos os tempos, e a compreensão dos seus aportes faz parte da cultura geral indispensável, tal como a Riqueza das Nações de Adam Smith. Oskar Lange, em outra dimensão, foi um dos mais lúcidos intérpretes de Marx, e enfrentou na Polônia a tarefa de transformar visões teóricas em políticas aplicadas. Da guerra fria herdamos visões do marxismo mais localizadas no fígado do que no cérebro. Mas ciência é ciência, e neste caso, de primeira linha. Para o leitor brasileiro, a grafia portuguesa não ajuda, mas é como foi editado, em Coimbra, onde fui professor de ciência econômica. Resolvi traduzir este pequeno texto do Lange pelo altíssimo valor teórico, mas também para preencher um vazio abismal herdado do salazarismo. Na impressionante biblioteca da Universidade de Coimbra, me mostraram uma tese de doutorado do curso de Direito. Nunca esqueci a primeira frase: “O filósofo alemão Carlos Marx (sic) era de um materialismo atroz”. Os ódios ideológicos travam o cérebro. Boas leituras liberam.

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