Luciano Prates Junqueira e Maria Amélia Corá (Orgs.) – Redes e intersetorialidade – 2017 – 296p.

As transformações planetárias se aceleram, mas a tendência é utilizarmos as mesmas categorias de análise de sempre. Os processos sociais estão se deslocando. O principal fator de produção, o conhecimento, é imaterial e o seu uso não reduz o estoque. O paradigma do raciocínio econômico se desloca assim da competição (bens rivais, propriedade privada) para a colaboração (bens não rivais, o conhecimento compartilhado se multiplica). A conectividade planetária, para além do Face e semelhantes, gera um imenso potencial de articulação direta entre atores sociais sem precisar de intermediários. Os principais setores econômicos já não são indústria e agricultura, mas sistemas de intermediação como as finanças, e as políticas sociais como saúde e educação. Um outro paradigma de gestão social está emergindo. As pessoas estão aprendendo, aos poucos pois as tecnologias avançam muito mais rapidamente do que a nossa cultura de trabalho, a trabalhar em rede. A presente coletânea reuniu pesquisadores que mostram como a colaboração em rede transforma as formas de organização dos diversos setores de atividade. O volume está disponível na íntegra online, em Creative Commons (confira aqui). Coerente.

Colaboram: Ladislau Dowbor, Aldaiza Sposati, Luciano Antonio Prates Junqueira, Maria Ceci Misoczky, Rafael Grunter Kruter, Kallita Ester Magalhães, Myrt Thânia de Souza Cruz, Carlonia Bohórquez Herrera, Maria Carolina Mirabella Belloque, Laysce Rocha de Moura; Paulo Fernando Silva Amaral; Antonio Carlos Gobe; Maria de Fátima Silva; ldaiza Sposati; Gustavo de Oliveira Coelho de Souza; Rose Marie Inojosa; Maria do Carmo Meirelles Toledo Cruz; Marta Ferreira Santos Farah; Erika Costa da Silva Gaudeoso; Maria Amelia Jundurian Corá; Juliana Matsumoto e Caroline Vianna.