Banco Palmas 15 Anos – Inst. Palmas e NESOL-USP (Orgs.) – A9 Editora, São Paulo, 2013, 178 p.

O grande desafio não é a falta de recursos, e sim o seu mal uso. A poupança é de todos nós, não dos bancos. Estes recebem uma carta patente do governo, autorizando-os a trabalhar com dinheiro que é do público. Mas é tão mais fácil aplicar em títulos do governo com taxa Selic, ou emprestar sob forma de cheque especial ou cartão cobrando taxas criminosas pela intermediação. Muito mais trabalhoso é identificar um bom projeto, e financiar o investimento, ato que gera novos recursos, empregos, lucros, e também pagamento de juros. As grandes instituições financeiras comerciais se desinteressaram do fomento, ganham na sua função de atravessadores. O Banco Palmas, comunitário, gere a poupança dos próprios habitantes, e financia um conjunto de atividades úteis que ajudam a desenvolver o território. O dinheiro voltou a ser útil. São 15 anos de sucesso. A experiência, sob forma de reflexões, conta com contribuições de Bernard Lietaer e Heloisa Primavera, Eduardo Diniz, Genauto França Filho, Ladislau Dowbor, Marusa Freire e Paul Singer, além de umamensagem de Edgar Morin. A pesquisa é do NESOL-USP. Um excelente documento para repensarmos a forma de organização da intermediação financeira. Já são 103 bancos comunitários no Brasil. O capítulo de Ladislau Dowbor está disponível abaixo. Para o livro todo em Creative Commons veja www.bancopalmas.org.br

Capítulo de Ladislau Dowbor disponível para download aqui