A Nova Política Econômica – A sustentabilidade ambiental

Ed. Perseu Abramo, São Paulo, 2010, 270 p.

A visão econômica tradicional, o main-stream das bobagens de Washington, envelheceu de repente. A presença de um forte setor estatal não é um estorvo, é um suporte fundamental. A regulação das finanças não é burocratização, é uma proteção contra a irresponsabilidade. Assegurar melhores salários e direitos aos trabalhadores não é demagogia, é a forma mais simples e direta de gerar demanda e uma conjuntura favorável. Apoiar os mais pobres da sociedade não é assistencialismo, é justiça, bom senso, e dinamiza a economia pela base. Investir nas regiões mais pobres não é um contrasenso, prepara novos equilíbrios ao gerar economias externas para futuros investimentos. Fazer políticas sociais não é um bolo que se divide, pois é o investimento na pessoa que mais gera dinâmicas econômicas, como já analisava Amartya Sen. Fazer política ambiental não atrasa o progresso, pois muito mais empregos geram as alternativas energéticas e o apoio à policultura familiar, do que extrair petróleo e desmatar para introduzir soja e gado. Manter uma sólida base de impostos, não é tirar da população, é assegurar contrapesos indispensáveis para o desenvolvimento equilibrado do país. Ao reunir alguns dos melhores especialistas de diversas áreas, o presente livro constitui uma excelente visão panorâmica das transformações em curso.www.fpabramo.org.br