A eficiência tecnológica e de organização tem dois gumes. De um lado, nos assegura alimentos mais baratos. De outro, gera desemprego (substituição de mão-de-obra), alimentos com antibióticos (usados para acelerar crescimento), e produtos que deixam de ser locais, com custos ambientais mais elevados. Os novos rumos apontam para um salto tecnológico diferente: apoio aos pequenos produtores, sistemas de rotação ração/pastagens, cinturões verdes em torno das cidades que asseguram emprego e alimentos frescos e com menos química. Não há falta de alimentos no mundo. Só de grãos produzimos mais de um quilo por pessoa por dia no planeta, sem falar dos tubérculos, frutas, legumes etc. Na realidade são as grandes corporações que resistem a evoluir para um nível tecnológico mais avançado, ainda estão na revolução verde das décadas passadas: quantidade, ritmos e baixos custos em vez de qualidade, ritmos naturais e absorção de emprego. Excelente sistematização das alternativas pode ser encontrada no relatório mundial IAASTD  (L.Dowbor)