Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterPin on Pinterest0Email this to someonePrint this page

Dissertação de mestrado na Pós-Graduação em Economia da PUC-SP, defendida em maio de 2011, orientador prof. João Machado, banca prof. Hélio Silva e Ladislau Dowbor

Renan Moy nos traz uma boa sistematização dos argumentos relativos aos indicadores de desenvolvimento sustentável. A primeira parte aborda as limitações das visões tradicionais, em particular dos neoclássicos, que se concentram na produtividade e alocação racional dos recursos. Consideram basicamente que os recursos esgotados tendem a encontrar substitutos. Vamos consumir, o que gera bem estar material individual. Há um problema, naturalmente, pois somos 7 bilhões de habitantes, os neoclássicos viviam num planeta de 1,5 bilhão. E a cada ano temos 75 milhões de habitantes a mais, um Egito, e todos querendo consumir mais. Floreios teóricos a parte, estamos esgotando o planeta. E todos estamos centrados numa cifra, o PIB, que mede apenas o ritmo de uso dos fatores, sem indicar os custos sociais, os recursos naturais que se esgotam, as próprias mudanças do paradigma energ~’etico que temos pela frente.

Os que têm os pés no chão e se dão conta dos desafios planetários estão trabalhando na geração de indicadores realistas. Literatura importante, essencialmente em inglês, que aqui se encontra em português e bem sistematizada e discutida. Um exclente instrumento de trabalho sobre um tema essencial que está na base da reformulação não só das nossas contas, mas da teoria econômica em geral. Estamos esgotando o planeta para favorecer um consumo irresponsável de minorias, preparando tragédias hoje visíveis no horizonte. Vale a pena acessar o trabalho (135 p.) com o autor renanmoy@uol.com.br ou daqui a um tempo na biblioteca da PUC-SP

Autor: Renan de Carvalho Pinto Moy