Tese de doutorado em sociologia, na Universidade Federal do Ceará. A tese foi publicada pelo Banco do Nordeste – www.bnb.gov.br – 2008 – Contato

A compreensão de que devemos avançar fortemente, nas contribuições teóricas, pesquisa e levantamentos empíricos, sobre o chamado “andar de baixo” da economia – pequenos empreendimentos, cooperativas, autônomos e outros deste imenso Brasil que “se vira”, está se enraizando no Brasil. O balanço do Ipea sobre o setor informal no Brasil nos dá a cifra impressionante de 51%. Ou seja, organizar a inclusão produtiva desta metade do país é vital para a produtividade sistêmica do conjunto.

 

As propostas que estão sendo discutidas no “main stream” não trazem muita coisas interessante: populariza-se De Soto e Prahalad, que pensam dominantemente em transformar os pobres em empresários de sucesso, com simplificações que não se sustentam. No nível mundial, no entanto, são 4 bilhões, segundo o balanço do Banco Mundial (IFC – The Next 4 Billion), que “não têm acesso aos benefícios da globalização”. A inclusão produtiva está na ordem do dia, problema central do planeta, junto com os desafíos ambientais.

 

Eduardo Girão traz uma visão apoiada em experiências concretas do Nordeste, seguindo os caminhos do micro-crédito, estudando iniciativas de regiões pobres, e trazendo a avaliação das próprias comunidades sobre o que funciona e o que é inadequado. A sua dissertação de mestrado já tinha sido sobre políticas de apoio ao setor informal. A visão está centrada no desenvolvimento integrada do território.

 

Com sólido equilíbrio entre teoria e avaliações de experiências práticas, trazendo com muito realismo as dificuldades de transformar a realidade, escrevendo em linguagem simples e direta, Girão está ajudando a dinamizar esta área em rápida expansão de análise das formas de dinamização do que Milton Santos chamava de “circuito inferior” da economia. A leitura vale a pena. O contato com o autor é

 

Autor: Eduardo Girão Santiago