Tese de doutorado em Ciências Sociais da PUC de São Paulo, defendida em maio de 2007; participam da banca os professores Guilherme Dias, Lúcio Flávio, Walter Belik, Ladislau Dowbor e Paulo Rezende (orientador).

edumoreira@pucsp.br ou na Biblioteca da PUC-SP

As opções energéticas estão na ordem do dia. O petróleo não vai desaparecer no curto prazo, mas a era do uso perdulátrio de uma fonte de energia barata (o custo é de extração, não de produção, fato que as pessoas esquecem) está chegando ao fim, e a pressão em torno do aquecimento global está se tornando muito forte. Neste plano, o Brasil se apresenta com trunfos únicos: tem a maoir reserva de solo agrícola parado do planeta, muita água, bom  clima e quarenta anos de acúmulo tecnológico e organizacional na produção de etanol. Aparece assim o setor da cana como salvo pelo gongo: o peso do açucar diminui no mercado mundial, mas surge a alternativa do uso energético da cana. Assim, ao analisar as dinâmicas do açucar e do álcool, Eduardo Moreira delinea a situação e perspectivas de um grande setor da economia brasileira. O trabalho é muito bem documentado, e excepcionalmente bem escrito. Resgata o processo histórico, analisa as diversas condicionantes internas e internacionais. No plano teórico, o autor resgata a visão de Ha-Joon Chang: o setor energético não se regula propriamente por mecanismos de mercado, e sim por articulações de grupos de poder, com forte participação do Estado em todos os países.

Eduardo trabalha na área, e conhece profundamente o problema. Para quem quer obter uma visão de conjunto dos desafios do setor sucro-alcooleiro, é uma ótima leitura, inclusive porque a bibliografia cobre o conjunto da área. E boas monografias que estudam de maneira integrada um setor da economia constituem uma avenida importante para entender processos econômicos e sociais de maneira mais ampla.

O trabalho pode ser obtido com o autor, edumoreira@pucsp.br ou na biblioteca da Puc-SP.
Autor: Eduardo Fernandes Pestana M oreira