Dissertação de mestrado em Administração na PUC de São Paulo, defendida em 6 de maio de 2006, orientação de Ladislau Dowbor, banca com os professoress Arnoldo Hoyos Guevara e Ilka Camarotti. Contato

Com a autora sob ou na bilbioteca da PUC-SP

Sobre responsabilidade das empresas há um volume hoje impressionante de estudos. O trabalho de Rosângela Quilici pegou um aspecto diferente, sobre como as empresas podem dinamizar e melhorar as suas ações sociais e ambientais sem reinventar a roda, apoiando-se em parcerias com instituições que já têm experiência nestas áreas. Além de melhor produtividade das iniciativas sociais, há um resultado indireto de culturas organizacionais diferenciadas que aprendem a comunicar, a se escutar umas às outras de forma aberta. A empresa deixa de ter os “seus” pobres, para trabalhar de maneira mais ampla as necessidades de desenvolvimento das comunidades de forma integrada.

Rosângela trabalha há anos com programas sociais do Grupo Pão de Açucar, e a parte final do seu estudo apresenta uma análise de alguns projetos do grupo, avaliando a prática das parcerias, as suas dificulddes e potencial. A dissertação é muito bem escrita, a exposição e a problematização são claras e criativas.

O próprio conceito de parcerias é vital nesta área social e ambiental. Cada instituição, seja pública, empresarial ou da sociedade civil, tem de incorporar estas dimensões nas suas atividades. O tempo em que a empresa cuida do lucro, o Estado do social, os verdes do ambiental etc., está ultrapassado. Estamos construindo visões mais inteligentes, mais centradas no longo prazo, mais voltadas para a qualidade de vida e a produtividade sistêmica do conjunto dos atores sociais.

Rosângela mencionou na sua defesa a frase simples de Peter Drucker: “Não haverá empresa saudável numa sociedade doente”. Não basta uma empresa “acrescentar” às suas atividades de fins comerciais um pouco de ajuda aos necessitados. É a própria forma de desenvolver o negócio próprio da empresa, o seu “core business”, que tem de responder a critérios sociais e amientais. Nada como fazer os diversos parceiros conversar, para ultrapassar simplificações e preconceitos.

Boa leitura, vale a pena. – LD

Autor: Rosângela Bacima Quilici